
Meu filho, a luta é a escola que ilumina…
Não lhe fujas ao santo itinerário,
E ainda mesmo chorando, solitário,
Colhe o tesouro de lição divina.
Ouve o Celeste Amigo do Calvário…
Em Jesus, todo amor levanta e ensina,
Trazendo a paz ditosa e cristalina
Ao nosso anseio multimilenário!…
Servo, sustém a fé por teu escudo,
Peregrino das dores, faze tudo
Por guardar-lhes as bênçãos e entendê-las.
E não te esqueças, filho bem-amado,
Que buscamos contigo, lado a lado,
Nosso ninho na glória das estrelas!…
Psicografado por Francisco Cândido Xavier

Auta de Souza, Macaíba-RN (1876-1901)

Uma das casas da Fazenda de Bitônio Coelho, Século XX
Depois de mais de dois meses ausente de sua “soulmate”, com a solidão batendo-lhe à porta do coração imerso em saudades, o coronel Bitônio Coelho retorna aos braços de sua amada, cheio de salamaleques, com uma banda de boi abatido na fazenda Olho d’Água para servir no cabaré, dois quartos de bode e duas caixas de Macallan Reach de 1926 que ele armazenava no porão da senzala do engenho, dentro de dois barris de madeira antigo, coberto por uma cangalha de cavalo da raça nordestina, que o coronel tinha o maior apreço por não ser albino, não passar de um metro e cinquenta de altura, ter uma cabeça pequena e larga na frente com pescoço proporcional, sem contar com sua disposição para o trabalho e adaptação ao clima sertanejo.
Alertado por sua amada para ser mais cauteloso quando saísse da fazenda, pois havia atraído muitos inimigos por esses anos, que não se conformavam com o seu carisma, sua ascensão de poder e a conquista da mulher mais cobiçada das imediações canavieiras da Zona da Mata Norte carpinense, o coronel Bitônio Coelho não fez juízo de mercante, ouviu os conselhos de sua amada e passou a andar com três capangas fortemente armados. O amor prevalece de alguma forma mesmo com todos os obstáculos da vida. O coronel absolveu esses sábios conselhos da mulher tarimbada com as rugas da vida, apesar de nova.
Quando um ser humano começa a ganhar muito dinheiro ele começa a criar um sentimento de prepotência, arrogância e tirania, achando que pode ser o dono de tudo e mandar em todos. Com Maria Bago Mole foi diferente. À medida que ela ia crescendo, tornando poderosa, com o dinheiro entrando a troco de caixa e ela expandindo o negócio, principalmente o de venda de sexo, a felicidade dos homens endinheirados, mas ela começava a apreciar a paz, a humildade, a bondade, a distribuição de renda para as meninas irem procurando seus espaços para se tornarem independentes.
Maria Bago Mole, tomando como exemplo sua experiência de vida sofrida logo no início na Vila dos Vinténs, criou uma espécie de poupança para estimular as meninas que “trabalhavam” à noite. Para aquelas que se dedicassem mais, se esforçassem por ganhar mais dinheiro, vendendo sexo, e seus homens consumindo produtos do cabaré mais a comissão era gorda e havia uma escala de ascensão. Tudo isso Maria Bago Mole fazia sem forçar a barra, sem impor pressão nas meninas. Em “reunião”, dizia apenas que não seguissem seu exemplo. Que começassem a ser independentes ou se encontrassem um homem que a amasse e quisesse construir uma família, não titubeassem. A mocidade é curta – dizia ela às meninas, aproveitem.
Doida para se deitar com seu amado e matar a saudade de mais de dois meses sem terem tempo um para o outro, a cafetina, mais uma vez chamou as “cabeças” do cabaré, lhes deu instruções e poder para resolver os “pegas pra capar que acontecessem”, só a chamando quando o caso fosse de extrema gravidade, e foi se deitar com seu amado e se esquecer do que se passava fora do cabaré, mas antes de deitar-se, como era uma mulher que nunca acreditava em milagres e sim no trabalho e no poder da eterna vigilância quando não se sabia de onde viria o inimigo, recomendava as meninas que, se o cerco apertasse com qualquer engraçadinho que quisesse desmoralizar o ambiente, tacasse-lhe fogo com o COLT 45 que estava guardado numa dispensa do porão do cabaré, construído por ela com essa finalidade.
A noite terminou em paz, mas cedo houve rumores nas redondezas da “casa” que o desafeto do coronel Bitônio Coelho, Juvenço do Oião, esteve sondando o ambiente antes do sol aparecer…
A prioridade no PT para 2022 é eleger deputados federais.
A ideia é tentar sobreviver, já que não há garantia de vitória para Lula.
E apenas o tamanho da bancada na Câmara dos Deputados no início da legislatura é o que dita quanto o partido vai receber dos fundões eleitoral e partidário, pelos próximos quatro anos.
Acostumado à fartura do financiamento público desde 2015, o PT perdeu espaço nos governos estaduais e pode começar 2023 longe da atual posição de terceiro maior partido da Casa.
* * *
Gostei da expressão “fartura do financiamento público” nesta nota aí de cima.
Sem dinheiro fácil, a quadrilha comandada pelo descondenado não sobrevive.
Estão numa terrível crise de abstinência.
A gangue adora um peitinho pra mamar dinheiro do contribuinte.

VEM PRA RUA BARRABÁS
Deixou as leis em ruina
Em conluio com a justiça
Depositou na Suíça
O dinheiro da propina
Feito ave de rapina
Roubou tudo da nação
Comandou o petrolão
Corrompeu os tribunais
Vem pra rua Barrabás
Para ouvir lula ladrão
Corrupto dissimulado
Lesou os trabalhadores
Entregou aos ditadores
Nosso dinheiro suado
De um modo articulado
Chefiou o mensalão
Provocou destruição
Deu abrigo a marginais
Vem pra rua Barrabas
Para ouvir lula ladrão
Ficha suja na policia
Por ser chefe de quadrilha
Do crime seguiu a trilha
Com esperteza e perícia.
Hoje só resta a noticia
Desse velho charlatão
Que falta um dedo na mão
Mas rouba até o satanás
Vem pra rua Barrabás
Para ouvir lula ladrão
Vigarista e mentiroso
Ladrão que não se redime
Voltar a cena do crime
Ressurge pretencioso.
Com histórico criminoso
Com Alckmin fez adesão
O chefe do merendão
Que a ninguém engana mais
Vem pra rua Barrabás
Para ouvir lula ladrão