

Caros Amigos,
Uma raridade: registro do momento em que Silvio Santos entrevistou Luiz Gonzaga.
E para os leitores que quiserem acessar o link de inscrição no meu canal é só clicar aqui.
Obrigado, muita saúde, um forte abraço a todos e até a próxima.
Ilustre cafetão mor,
eu já ouvi falar de João-de-barro, João bobo, joãozinho caminhante (johnnie walker), agora de João Amante só com catimbó de Dona Gina de Palmares.
Pois esse João Amante, um dia participou do encontro cabarelistíco semanal e depois veio aqui mostrar sua bela voz e sua poesia diferenciada.
O tempo foi curto e hoje para complementar aquele papo, João Lover volta por aqui com sua voz, sua poesia e seu violão para falar do livro que está lançando brevemente e de outras coisas mais.
Assim, prezado editor, divulgue no Jornal mais lido do planeta que o encontro será das 19h30 às 20h30 e que as portas do Cabaré estarão abertas a partir das 19h25.
Para participar, basta clicar aqui.
Abraços e obrigado.
R. O recado está dado, nobre gerente cabarezeiro.
Mais uma sexta-feira rica de poesia e de encantos.
Será um prazer rever o meu estimado amigo e conterrâneo João Lover.
Outra movimentada reunião da nossa querida patota!
Às sete e meia da noite de hoje estaremos todos lá!
Depois de amargar o aparelhamento com sanguessugas ao longo de anos e vários prejuízos bilionários, os Correios deram a volta por cima e chegam ao terceiro ano seguido de lucro:
R$ 3,7 bilhões em 2021.
* * *
Deve ter algum culpado por este desmantelo.
Correios não é pra dar lucro.
É pra ter prejuízo.
Tem que ser punido quem provocou tamanho absurdo.
Para Pessoa (O Marinheiro), “Falar no passado – isso deve ser belo, porque é inútil e faz tanta pena”. Só que talvez não seja tão inútil assim. Em 01/01/1959, os guerrilheiros de Fidel Castro desceram da Sierra Maestra e tomaram Havana. Os Estados Unidos, pelo apoio dado por décadas a Fulgêncio Batista, haviam perdido um aliado. Com o embargo comercial que promoveram, a ilha passou a depender da União Soviética para (quase) tudo. Era a Guerra Fria que começava. Em novembro de 1961, os Estados Unidos instalaram, na Turquia, 15 mísseis nucleares Jupiter. E mais 30, na Itália. Com alcance de 2.400km, podiam atingir Moscou, o que não era possível desde o território americano. A URSS vivia período hoje conhecido como “Desestalinização”. Entendeu ter direito a um troco. E, em 14/10/1962, aviões V2 americanos fotografaram, na região de São Cristóvão, a construção de bases para ogivas nucleares. Ameaça grave, que dali podiam facilmente atingir Nova Iorque. Como resposta, os americanos planejaram invadir Cuba. Que jamais permitiriam mísseis tão perto. E Kennedy, preventivamente, decretou um Bloqueio Naval nos mares próximos. Com apoio da OTAN. Contra todas as regras do Direito Internacional.
Os navios mercantes de Kruschev, com as primeiras ogivas nucleares, foram interceptados. Seriam afundados, caso não voltassem. Começaram as negociações. E um acordo foi feito. A URSS não instalaria os foguetes em Cuba. E os Estados Unidos prometiam não invadir a ilha. Fosse pouco, também retirariam seus foguetes nucleares da Turquia. O que foi feito, logo depois.
A guerra nuclear do futuro não se fará com espingardas ou tanques. Mas pelos ares, com o arsenal nuclear. Hoje, a Russia tem 5.977 ogivas, contra 5.550 dos Estados Unidos. Os dois países, juntos, representam mais de 90% do total de armas nucleares do planeta. Ocorre que, disparados a longas distâncias, podem ser interceptados. Por isso a Ucrânia ocupa um espaço físico estratégico, nesse jogo. Que os atuais foguetes nucleares americanos, Cruisse e Pershing II, estão longe – em Alemanha, Bélgica, Holanda, Itália e Turquia. E podem ser interceptados. Diferente do que se daria, caso estivessem na Ucrânia.
Não se pode, nem deve, apoiar qualquer guerra. É uma tragédia humanitária. E ninguém, aqui, defende Putin. Mas devemos reconhecer que sua posição estratégica, no cenário global, faz sentido. Como a de Kennedy fazia, naquele tempo. Diferente é que, na primeira crise, houve negociações. Os dois lados recuaram. E agora, não. Ao horror dessa guerra, ninguém é inocente. Como escreveu Miguel Souza Tavares (Jornal Expresso), “A coragem está na paz, não nos falsos heroísmos”. Que o bom senso prevaleça, esperamos. E, se comecei com Pessoa, vou também terminar com ele (Álvaro de Campos, Ode Marcial): “Tudo misturado com corpos, com sangue/ Tudo num só rio, uma só onda, um só arrastado horror”. Que o bom senso prevaleça, esperamos. Antes que seja tarde.
Comentário sobre a postagem O MELHOR VEÍCULO DE INFORMAÇÃO E CULTURA
Beni Tavares:
Ler o JBF é tudo de bom.
E como tudo que é bom, é viciante.
Mas, pode ler sem moderação.
É um deleite ler os “causos” de Acácio, Carlito Lima, Ciço Tavares, Violante Pimentel, Carlos Eduardo e por aí vai; se deliciar com as poesias bem amarradas de Dalinha, Wellington, Pedro Malta e outros ouvindo uma música do Peninha; se emocionar com com a prosa poética do Zé Ramos: degustar os famosos “texticulos” (êpa) do Xico Bizerra; azeitar o coco e se divertir com as narrativas do Sancho e da Schirley, etc, etc e etc.
Sem falar (e falando) nos vídeos informativos e nas colunas políticas, que nos deixam bem informados.
Afinal de contas, em terra de ratazanas quem tem nove dedos é Rei.
E, por fim, e não menos importante, o espaço dos comentários em cada postagem.
É onde as emoções afloram e às vezes, extrapolam. Onde é possível conhecer um pouco de cada um.
Aposto que o Luiz Berto tem uma ideia formada de todos os seu leitores, só lendo os seus comentários.
É a cereja do bolo, diria alguém que gosta de cereja.
Eu diria que é o primeiro copo de cerveja mofada num dia quente.
Saúde!
* * *

“O Beni tem razão: a leitura dessa gazeta escrota é viciante mesmo!!!”
O escritor australiano Morris West (1916 – 1999) escreveu a obra “Arlequim” (1974), que narra o que acontece com um homem, quando se vê envolvido e visado pelos “mercadores da morte”.
Na ausência de uma filosofia que permita frear as pressões do mundo moderno, a era dos assassinos parece que nunca terá fim.
O que vemos agora é o terror rondando o nosso planeta, e a humanidade apavorada, diante da perspectiva de uma hecatombe mundial. O terror nos ronda e os “mercadores da morte” nos cercam. Eles existem, literalmente.
São homens que, através do uso sofisticado de computadores, promovem um assassinato aqui, uma revolução mais além, conspirando sempre contra a humanidade.
Paul Desmond passou a ser constantemente assediado, com sucessivos convites para almoços, jantares, coquetéis, conferências particulares. Alguns “amigos” de Arlequim, há muito afastados, ao saberem da sua enfermidade, procuraram Paul, com informações úteis sobre o mercado de ações, ou sobre um lote de ações a preço reduzido.
O fato mais significativo, porém, foi a intervenção pessoal de Basil Yanko, presidente da “Creative Systems Incorporated”. Seu telex de Nova York foi lacônico e objetivo:
“Em Genebra amanhã. Solicito conferência particular às 10 horas. Confirme, por favor. Yanko.”
Apesar de não gostar de Yanko devido à sua arrogância, Paul confirmou sua presença. Afinal, “Arlequim et Cie” havia subscrito todas as iniciativas da “Creative Systems Incorporated” e suas empresas afiliadas. Por recomendação deles, haviam conquistado uma dúzia de contas da maior importância.
Yanko era um homem alto, esquelético, de pele cinzenta, boca pequena e olhos pretos e pequenos, nos quais não havia o menor indício de humor. Era mundialmente conhecido e bajulado como o mais brilhante cérebro na tecnologia do computador.
Sua riqueza já se tornara conhecida em todo o mundo. Seus sistemas eram os fios que controlavam milhões de vidas-marionetes. Fazia questão de deixar isso bem claro, pois ninguém usava seus sistemas. Ao contrário, seus sistemas é que usavam as pessoas.
Mal começou a reunião em Genebra, Yanko jogou um envelope na frente de Paul e disse:
– Leia isto. É o relatório médico sobre George Arlequim.
Furioso com aquele ato de invasão de privacidade e desrespeito a Arlequim, que se encontrava hospitalizado, Paul mostrou-se indignado. Yanko não poderia estar de posse daquele relatório médico, sobre a saúde de Arlequim, exibindo-o numa reunião.
E Yanko continuou:
– Se Arlequim morrer, os herdeiros naturais são a esposa e um filho ainda criança. A direção de “Arlequim et Cie” será delegada aos atuais diretores e quaisquer talentos novos que eles possam descobrir. Não é muito fácil encontrar bons banqueiros. A consequência lógica é uma redução no valor das ações e nos lucros em potencial.
Essa era a lógica de Yanko, que estava disposto a apostar nessa consequência inevitável. Se Arlequim viesse a morrer, ele queria comprar todas as suas ações. Cobriria qualquer proposta que fosse feita. Se Arlequim sobrevivesse, como não tinha dúvidas Paul, a proposta de Yanko continuava de pé, conforme ele anunciou na reunião. Solicitou, inclusive, que Paul a transmitisse a Arlequim, assim que ele estivesse em condições de examiná-la.
Paul Desmond estava certo de que Arlequim recusaria. Como alternativa, Yanko comunicou que estava preparado para comprar as ações de todos os sócios.
Pelos Estatutos do banco “Arlequim et Cie”, George Arlequim tinha a preferência para comprá-las. Yanko sabia disso, mas esperava que ele estivesse disposto a renunciar à preferência na compra das ações, ou a vendê-la.
Paul perguntou porque esse interesse de Yanko sobre o patrimônio de Arlequim. Ele só fez sorrir. Fez uma pausa e tirou da maleta uma pasta volumosa, acrescentando:
– Vocês nos pagam para efetuarmos uma verificação de segurança em suas contas. Este é o relatório dos últimos seis meses. Os computadores mostraram algumas anomalias curiosas. Descobriram que algumas estão a exigir ação imediata. Se precisar de mais algum esclarecimento ou ajuda, o meu pessoal está à sua disposição.
Yanko se levantou e estendeu a Paul a mão frouxa e fria. Agradeceu por dispor do seu tempo e enviou para Madame Arlequim votos de rápida recuperação do seu marido.
Ao acompanhá-lo ao elevador, Paul Desmond sentiu um tênue calafrio, como mau presságio.
O computador seduz o homem a uma fé cega por ele e depois o trai à sua própria idiotice. Não se pode comprar o cérebro. Aluga-se o seu tempo. Contrata-se analistas de sistemas e se lhes explicam as necessidades.
Recorre-se a programadores, para fornecer ao cérebro os fatos e os números. Baseiam-se decisões de fundamental importância nas respostas proporcionadas pelo computador. Mas, não se tem tranquilidade, com relação aos possíveis erros dos programadores a que eles sejam subornados. Utilizam-se monitores para controlarem o cérebro em busca do menor indício de erro ou fraude. E assim se acreditava que o sistema era seguro e sagrado, à prova de escroques. Ledo engano. As fraudes são constantes.
Havia apenas um sério problema: o cérebro eletrônico, os programadores e os monitores eram todos membros da mesma família, a “Creative Systms Incorporated”, que sonhava em ter todos sob o seu controle, ao comando do seu chefe, Basil Yanko.
Quer gostassem quer não, estavam todos presos dentro de um círculo mágico, riscado por um mago do século XX. O relatório que estava em cima da mesa de Paul, esperando ser aberto, era um documento de magia, cheio de encantamentos e perigosos mistérios. Ele precisava reunir toda a sua coragem para abri-lo. Precisava de silêncio e tranquilidade para examiná-lo. Avisou à secretária que não lhe passasse nenhum telefonema. Trancou a porta e começou a ler o relatório. Duas horas depois, Paul enfrentava a brutal realidade: “Arlequim et Cie.” fora sangrada em quinze milhões de dólares. E quem a sangrara, fora o próprio George Arlequim!!!
A fraude mais absurda que Basil Yanko poderia ter feito em sua vida. Arlequim teria “roubado” seu próprio banco!!!
Paul Desmond quebrou lanças para conseguir cobrir o “desfalque” fraudulento no valor de quinze milhões de dólares, enquanto Arlequim ainda estava hospitalizado.
Quando Arlequim se recuperou da enfermidade, tomou conhecimento de tudo e se recusou a negociar suas ações com Basil Yanko. Lutou, pagando para provar a sua inocência, e não cedeu à pressão do verdadeiro autor da fraude.
Os abutres contavam com as ações do “Arlequim et Cie”. Mas, para desapontamento de todos, principalmente Basil Yanko, Arlequim se recuperou e pôde lutar para se defender da acusação de fraude e punir o verdadeiro culpado.
São os crimes da era cibernética; operações fraudulentas, para prejudicar empresas. É a lei do mais forte. Arlequim foi acusado de roubar seu próprio banco”, em fraude praticada por ordem de Basil Yanko.
Arlequim se recuperou e pode lutar para provar que os mafiosos da computação tinham praticado uma fraude em seu nome, no seu próprio banco.