
Eu tenho visto alguns pronunciamentos de pré-candidatos à presidência e muito tenho ficado surpreendido ao ver a capacidade de enganar a população com palavras arcaicas, anacrônicas e obsoletas. Basta um senso crítico imparcial para ver o quanto se aproxima de zero as principais propostas esquerdistas e diga-se: principalmente aquilo que vem de Lula.
Vi, recentemente, ele dizer que seria presidente para “reestabelecer a democracia nesse país”. Nitidamente, Lula se apoia num discurso do período do regime militar onde o sonho era a redemocratização do país, eleições livres para todos os cargos, liberdade de imprensa, uma Nova República, nas palavras de Tancredo Neves. No governo Figueiredo, último do regime militar, tivemos eleições diretas para governador e depois para prefeitos das capitais que eram cargos indicados pelo presidente. Marco Maciel foi governador biônico. Em 1982, a disputa pelo governo se deu, em Pernambuco, entre Roberto Magalhães e Marcos Freire. Voltei em Manoel da Conceição para governo e Bruno Maranhão para senador, candidatos do PT.
Desde 1989 que o Brasil escolhe, democraticamente, seus representantes. Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso (duas vezes), Lula (duas vezes), Dilma (duas vezes), Jair Bolsonaro, foram escolhidos de forma democrática pela maioria dos votos depositados nas urnas. A maioria dos eleitores escolheu, democraticamente. Você pode não aceitar a decisão, mas democracia é isso: decisão da maioria.
Desde 1989, com a promulgação da Constituição, os direitos individuais estão bem definidos no seu art. 5º e, é bom frisar, CLAÚSULAS PÉTREAS, ou seja, não podem ser modificadas por emendas constitucionais. A imprensa é livre, mas no meu entender a liberdade de imprensa atinge somente a “imprensa adversativa” que é aquela que diz “em 2021 o país cresceu 4,61%, mas os economistas dizem que esse crescimento é voo de galinha”. Esse pessoal diz e faz o que quer. Esse pessoal pede censura nas redes sociais e recentemente Alexandre de Morais (eu sinto ojeriza chamar esse cara de ministro), numa decisão monocrática proibiu o telegram no Brasil, sob a alegação de mensagens antidemocráticas. A internet tem pedofilia, tráfico de drogas, tráficos de mulheres, prostituição, etc.. vamos proibir a internet ou buscar os responsáveis por isso e penalizar? Vamos proibir os cursos de medicina porque tem médicos fazendo abortos? Vamos derrubar a casa para bota o inquilino ruim para fora?
Eu não costumo falar sem apresentar dados e fatos e por isso vou dizer aqui: a pior fonte de instabilidade desse país chama-se STF – Suprema Troca de Favores, um antro pior do que o Cabaré de Nita da minha querida Tabira. Os dados estão disponíveis nas estatísticas da suprema corte e quem quiser basta pesquisar e verificar se me afasto da verdade. De janeiro de 2010 a dezembro de 2021, o STF proferiu 1.129.334 DECISÕES MONOCRÁTICAS, contra 178.762 DECISÕES COLEGIADAS. Entenderam? Enquanto colegiado… aquilo não existe. Cada ministro é um TRIBUNAL individual que decide de acordo com a sua conveniência.
Acrescente-se que, aproximadamente, 80% do total de processos se referem a RE – Recursos Extraordinários ou ARE – Agravos de Recursos Extraordinários, denotando que a postura dessa corte é atuar como um órgão revisional de instâncias inferiores e não como um órgão constitucional conforme suas prerrogativas definidas no art. 102 da CF. Entre nas estatísticas e olhe a quantidade de processo de Ação Direta de Inconstitucionalidade que foram julgadas. Simplesmente ridículo a totalidade.
Se tiver interesse e for racionalmente imparcial, analise as decisões monocráticas que se opuseram as decisões colegiadas. Como exemplo simples: antes de 07/11/2018, prevalecia a prisão em segunda instância e o ministro Marco Aurélio soltou o assassino confesso da freira Dorothy Stang priorizando o tal “trânsito em julgado”. Decidiu monocraticamente contra uma decisão colegiada aprovada em 2016.
A condução coercitiva foi proibida no Brasil pelo STF depois que Lula a experimentou. Alegaram que isso viola o princípio constitucional de que ninguém é obrigado a gerar provas contra si. Longe da verdade essa opinião. O fato de ser levado para um depoimento não significa e nunca significará que o cidadão está gerando provas contra si. Ele faria isso num depoimento até mesmo dado de livre e espontânea vontade. O fato é que o cara é intimado a depor e alega problemas de agendas e “compromissos inadiáveis”. A polícia insiste e o cara não aparece. Um inquérito que tem 30 dias para ser concluído acaba sendo prorrogado porque o depoente não tem tempo para depor. A polícia nada pode fazer a não ser contar com a boa vontade do depoente.
Dito isso, diante da constatação de que as violações da democracia nesse país decorrem da ação do STF, eu pergunto a todos os candidatos que falam em reestabelecer a democracia o que, efetivamente, eles querem dizer com isso? Vão se insurgir contra o STF? Não! Vão aparelhar as instituições para que o conceito de democracia seja, única e exclusivamente, aquele que foram definidos pela ideologia. Apenas isso.
Quando eu falo do posicionamento que devemos ter em relação ao aparelhamento, não custa lembrar que ao longo de dois anos (repito: dois anos) a defesa de Lula apresentou 400 recursos ao STF no caso do Triplex. Gente, 400 recursos em dois anos foram atendidos, enquanto outros processos se arrastam morosamente há décadas. Consulte as estatísticas. O processo mais antigo do Brasil que tramitou no STF foi movido pela Princesa Isabel em 1895 e tratava da posse do Palácio da Guanabara. A princesa alegava que o imóvel pertencia à família e a corte entendeu que com o fim da monarquia a família perdeu privilégios. Simplesmente se passaram 124 anos para uma decisão final e os 400 recursos de Lula foram julgados em dois anos. Eu me assusto com isso.
A justiça não pode atuar por paixão ideológica. Decisões judiciais devem ser baseadas nos ditames da lei. Doar a quem doer. Se os processos contra Lula fossem julgados num país sério, ele estava na cadeia ou fuzilado. No Peru o presidente foi preso porque recebeu propina da Odebrecht. No Brasil, ele foi reabilitado para se colocar como candidato. Acho que é por isso que a World Justice Project (consulte os dados) coloca o Brasil em 112º em termos de segurança judicial. Estamos bem na fita. E podemos ficar melhor com o “tal reestabelecimento da democracia”. Com tudo respeito: vão para puta que os pariu.
Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelaram à CNN em caráter reservado que configura crime diminuir o preço de combustível nas vésperas da eleição.
Para a maioria, trata-se de ofensa à legislação eleitoral, porque é proibida a concessão de novos benefícios pelo poder público em ano eleitoral.
A discussão está pautada para a próxima semana no plenário do TSE.
* * *
De fato, baixar preços, não só de combustíveis mas de quaisquer outras miudezas, é um crime gravíssimo.
Segundo apurou o Serviço de Informações Fuxicais do JBF, amanhã, segunda-feira, Xandão Descapilarizado vai dar 24 horas pra que os preços de todos os combustíveis sejam elevados em 113%.
Aguardem que a semana vai começar majorada.
A ETNIA CHINESA EM QUE AS TROCAS DE CASAIS SÃO COMUNS
Em 2018, um turista-aventureiro-missionário americano tentou entrar em um lugar proibido na Índia e foi morto a flechadas pela tribo local. A ilha é Sentinela do Norte, os povos selvagens são os sentinelas e o aventureiro é John Chau.
Antes de John, outros tentaram visitar a ilha e foram recebidos com violência. Em 1974 o diretor de uma equipe da National Geographic levou uma flechada na perna.

“Sentinela” pescando com flecha
Existem muitas comunidades isoladas mundo afora, inclusive no Brasil. Na região amazônica brasileira calcula-se que umas 100 tribos indígenas ainda não mantiveram contato com homens da civilização, outras receberam visitas de missionários e hoje estão semi-integradas com a civilização, como os Yanomamis, por exemplo.

Comunidade isolada no estado de Roraima
Esses isolamentos impõe sérios riscos de morte por doenças comuns aos “homens brancos”, muitos costumes são mantidos pelas tribos como o canibalismo, em algumas delas, e outros costumes se mantém mesmo anos ou décadas após essa interação.
Na China a etnia Mossuo tem costumes particularmente curiosos: o comando da família fica com a matriarca e é passada de mulher para mulher, os homens cuidam da pesca, pecuária, construções de casas e da organização política, as mulheres organizam as finanças, cuidam da casa e da agricultura.
Todos os descendentes da família moram na mesma casa e para os encontros conjugais, a moça quando chega a adolescência ganha um quarto isolado e pode trazer o rapaz que quiser para dormir com ela, esse relacionamento pode durar só uma noite ou o resto da vida.

Circo Garcia e o picadeiro vazio
“Vejam só
Que história boba eu tenho p’ra contar
Quem é que vai querer me acreditar
Eu sou palhaço sem querer
Vejam só
Que coisa incrível o meu coração
Todo pintado e nessa solidão
Espera a hora de sonhar
Ah, o mundo sempre foi
Um circo sem igual
Onde todos representam bem ou mal
Onde a farsa de um palhaço é natural
Ah, no palco da ilusão
Pintei meu coração
Entreguei, entreguei amor e sonhos sem saber
Que o palhaço pinta o rosto p’ra viver
Vejam só e há quem diga que o palhaço é
No grande circo apenas o ladrão
Do coração de uma mulher
Ah, o mundo sempre foi
Um circo sem igual
Onde todos, todos representam bem ou mal
Onde a farsa de um palhaço é natural”
(Letra de música cantada por Antônio Marcos)
No princípio, tudo não passava apenas de uma diversão imaginada para o entretenimento de pessoas, e o melhor caminho para mostrar aos outros, o que o cinema e o teatro não queriam ou não tinham espaço e condição para mostrar.
Alguém teve a sorte de “inventar” o circo.
Provavelmente, diferente de como tantos outros inventaram (ou descobriram) o avião, a lâmpada – e foi a partir da invenção dessa tal lâmpada, que começaram a criar a “Lâmpada de Aladim”. Por que “acendia” e chamava a atenção de outrem. Coisas de gênios atendendo desejos mil de quantos quisessem.
Inventaram o Circo. E um dos primeiros sinônimos do circo, não poderia deixar de ser: algo hilário, que diverte e onde todos, com exceção da plateia, se transformam em palhaços.
Verdade pura!
Mas, não é menos verdade que, no Brasil, algumas instituições estão tergiversando, deixando de ser apenas “instituições sociais com o mister da institucionalidade a serviço do objetivismo legal”, e estão totalmente empenhadas em “roubar” (também), a designação oficial de circo.
Um verdadeiro e assumido processo de transformação – uma apropriação indevida.
Nessas, tal qual o Tihany ou o Garcia, circos que, no Brasil, poderiam ser considerados células-troncos do trapézio, do malabarismo e da palhaçada, os componentes estão ocupando os espaços dos elefantes, dos leões e até mesmo dos trapezistas.
E, por que não dizer também, dos palhaços?

O espetáculo circense em evolução
Faz tempo que a meninada se divertia até mesmo com os nomes dos palhaços: Carequinha, Trepinha, Risadinha, Rei do Trapézio, Homem Voador, Mágico Canadense e até o melhor e maior domador de leões ou de elefantes. Todos esses nomes, verdadeiros ou não, eram escolhidos e tornados celebridades pela criançada que, ávida, fazia de tudo para merecer ganhar um par de ingressos ou “passe-livre” para os espetáculos.
Diferente de hoje, que apenas uma pessoa “indica” e um contingente de xis eleitos escolhe aquele que vai fazer palhaçadas e provocar a hilariedade a partir de absurdos cometidos ou determinados, dando-lhes o aval em troca sabe Deus do que – alguns, inconstitucionais.
Que falta nos fazem o Garcia e o Tihany!

O palhaço decepcionado
Ria-se, antes, com as palhaçadas nos picadeiros do Tihany ou do Garcia. Por muito tempo.
Ria-se!
Nos dobrávamos de tanto rir. Ríamos às escâncaras.
Depois, com o desaparecimento tanto do Garcia quanto do Tihany, passamos a nos deliciar com o aparecimento do Cirque du Soleil, mostrando seus espetáculos pela televisão.
O mundo se modernizou, os políticos se aparelharam e ficaram modernos, usufruindo de todos os direitos possíveis e se escudaram com uma ou duas ou até três instituições e se transformaram no Cirque du Freak.
Não há mais risos.
Ninguém mais ri às escâncaras!
Trapézios, elefantes sentando em cubos em obediência aos domadores, desapareceram. Ou, quem sabe, se transformaram em verdadeiros “deuses da prepotência”, olvidando até a onipotência divina.
O mundo mudou. A gente não ri mais.
Tampouco as crianças encontram motivos para rir. Vivem entretidas em descobrir à qual gênero sexual pertencem.
Até os palhaços mudaram de indumentária. Continuam com os narizes vermelhos, mas vestem uma soberba capa protetora, que os protegem apenas de nós. Mas, estarão algum dia frente a frente com Deus e serão julgados pelas suas ações, inclusive por nos roubarem o direito de rir.
Ninguém ri.
Mas, quem rir por último, terá o direito de rir melhor.
Que saudade e que falta nos fazem os circos Tihany e Garcia.

A decepção atingiu os palhaços mirins