CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURÍCIO ASSUERO – RECIFE-PE

Grande Editodos,

hoje o Cabaré do Berto vai receber a Profa. Anilda Figueiredo que é “só o milho da pipoca” da cidade de Crato.

Aquela estátua de Padim Ciço que tem em Juazeiro…. deveria ter uma de Anilda no Crato.

Poetisa, cordelista, Anilda tem um trabalho cultural extraordinário e na semana passada, quando Dalinha esteve aqui, Anilda também participou e nós agradecemos sua disponibilidade de compartilhar conosco tanta sabedoria na noite de hoje.

Vai falar de poesias, declamar cordéis, falar de projetos, etc.

Todos convidados. E para entrar basta clicar aqui.

O furdunço começará às 19h30, mas cinco minutos antes eu já abro as portas do Cabaré para evitar que o pessoal fique chutando a porta ou tocando a campainha.

Entrada grátis.

Por favor, divulgue no JBF para o alcance da zona ser maior.

Obrigado

R. Pronto, meu caro: o recado está dado.

Será um prazer e um grande privilégio recebermos a talentosa Professora Anilda Figueiredo, um dos maiores nomes da poesia nordestina da atualidade.

Às sete e meia dessa noite de sexta-feira, dia 11, estaremos todos reunidos no nosso aconchegante cabaré.

Até mais tarde!!!

“Espero todos vocês logo mais às 19:30 de hoje, meus amigos!”

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COMENTÁRIO DO LEITOR

O EDITOR PEDE DESCULPAS

Comentário sobre a postagem SUPREMO BORDEL

VBP:

SUPREMO BORDEL!!!!!!!!!!!!

Você esta louco?

O QUE VOCÊ TEM CONTRA O BORDEL?

* * *

Nota do Editor:

O Editor pede sinceras e sentidas desculpas.

Fiz uma comparação infeliz.

Comparar o SPTF com um bordel, é uma grande ofensa.

Uma grande ofensa ao bordel.

O puteiro é um digno ambiente de trabalho onde se dá duro. E se leva duro.

Prostituta é uma profissão digna que vale mais que os 11 urubus somados da suprema fossa.

Me adesculpem-me. Retiro o que falei.

“Bem vindos ao bordel. Isso aqui não é o SPTF não. É um lugar de respeito!!!”

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DEU NO JORNAL

PODEMOS SER OTIMISTAS?

Luís Ernesto Lacombe

Podemos ser otimistas?

Do que são capazes as conjunções adversativas? Mas, porém, contudo, todavia… No entanto, entretanto, não obstante, ainda assim… Quanto mal podem fazer, nas mãos de quem aceita, no máximo, uma “despiora” da economia? As manchetes nos jornais, nos portais de notícias são feitas para isso: para exprimir oposição, contraste a tudo o que possa indicar esperança para o Brasil, para a nossa economia, em especial.

Na torcida contra o país, mais do que contra o governo, os pessimistas do consórcio de imprensa e as suas conjunções adversativas tentam diminuir, anular qualquer indício de positividade. Selecionei algumas manchetes que ilustram bem o método dos jornalistas, quando, “infelizmente”, eles não conseguem escapar de dar boas notícias… “PIB marca normalização da economia, mas mostra falta de ‘fôlego’”; “PIB: investimento sobe, mas não o bastante para manter crescimento do país”; “Economia brasileira está em alta, mas cenário ainda é nebuloso”.

Se há uma campanha contra o governo, e há, o exercício de futurologia será conduzido por esse movimento cruel. As premissas serão sempre negativas. Não importa se o PIB cresceu 4,6% em 2021… Não importa se o Brasil é um dos poucos países do mundo que estão com o PIB acima do registrado antes do coronavírus. A conjunção adversativa toma conta dos jornais, tenta destruir qualquer possibilidade de otimismo, tudo o que possa haver de positivo.

O Brasil criou quase três milhões de vagas com carteira assinada, em 2021, e as manchetes têm um mundo de “poréns”: “País terá mais trabalho em 2022, mas taxa de desemprego não cairá”; “Desemprego recua para 13,7%, mas ainda atinge 14 milhões”; “Emprego cresce em grandes cidades, mas ritmo é lento”. E continua assim, também quando falam da valorização da nossa moeda: “Melhora do câmbio é boa notícia, mas há incertezas no caminho”. E quando, me digam, não houve dúvidas nessa vida? Está na imprensa: “Melhora projeção para desempenho fiscal do Brasil, mas há incertezas”. Novidade…

Conjunção adversativa em excesso, a toda hora. Ninguém quer admitir que houve acerto em políticas econômicas implementadas, que estamos apontando para o único e correto caminho. É proibido confiar, é proibido acreditar no crescimento e na prosperidade. É ano de eleição, e economia decide. Que nos livrem das conjunções adversativas, de suas armadilhas pessimistas e depressivas. Que nos permitam sempre o espaço para o alento, o otimismo, longe de um plano político sórdido e do ódio a um governo.

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CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

RADJALMA

Há mais de 15 anos um grupo de amigos, quase idosos, costuma se reunir para uma cervejinha gelada e uma conversa para lá de bem humorada nas manhãs dos domingos na Barraca Pedra Virada, orla da Ponta Verde. Às 12:30 horas termina a reunião da Confraria dos Barrigas Brancas e todos retornavam ao lar. A Confraria é assim nominada porque no Ceará, Barriga Branca é o homem mandado por mulher, apesar do nível dos componentes ser o melhor possível: engenheiros, médicos, advogados, escritores, artistas e outros desocupados. Infelizmente a pandemia fez parar as reuniões.

Uma das figuras marcantes da Confraria era o economista, Radjalma Cavalcante. Como bom professor, ele sempre contava histórias interessantes que deveriam estar em um livro porque configuram a história de nossa cidade.

No início de 1967 foi anunciada a peça “Liberdade – Liberdade” de Paulo Autran e Tereza Raquel a ser apresentada no Teatro Deodoro. Dia seguinte o jornal publicava o cancelamento da peça, sucesso em todo Brasil. Radjalma, como presidente do DCE, líder estudantil, foi ao Teatro saber o que havia acontecido. O Diretor Bráulio Leite Júnior, confidenciou, foi ordem do Delegado de Ordem Política e Social negar a apresentação desculpando-se que havia outro compromisso naquela data. A peça para o Delegado era subversiva.

Radjalma tomou um ônibus para o Recife e conseguiu falar com Paulo Autran e contou a trama do Delegado para não apresentar a peça em Maceió. Paulo Autran respondeu:

– Menino, estou percorrendo o Brasil com essa peça sabendo que haveria provocações como esta que estão me fazendo em Maceió. Se você até amanhã às 17:00 horas me garantir o Teatro, eu dou um jeito para apresentar a peça em Maceió.

Radjalma retornou a Maceió no corujão. Depois de muitas visitas e telefonemas, mexendo até com o com governador, conseguiu liberar o Teatro Deodoro para peça. Imediatamente telefonou para o Paulo Autran.

A peça “Liberdade-Liberdade” lotou o Teatro Deodoro nas duas noites em que se apresentou em Maceió. Até hoje está fixada na parede do Teatro a placa mandada fazer por Radjalma:

“Neste teatro Paulo Autran cantou a Liberdade. Homenagem dos Universitários”.

Radjalma criou o cinema de arte nos anos 60 nas manhãs de sábados no São Luiz. Era uma diversão para juventude, depois do cinema, encontrar-se num barzinho para encher a cara e discutir o filme.

Ele gostava de contar essa história: No Tempo do Reitor Manoel Ramalho de Azevedo, Radjalma foi o Pró Reitor do Campus Tamandaré que funcionava na restinga do Pontal da Barra, no prédio onde foi a Escola de Aprendizes de Marinheiro, depois o DETRAN. Nos anos 1970, a fábrica de produtos químicos SALGEMA, hoje com o nome de BRASKEM, foi instalada na praia do Trapiche da Barra bem perto do Campus Tamandaré da Universidade Federal de Alagoas. Naquela época diziam que a fábrica SALGEMA seria a salvação econômica do Estado, gerando empregos e rendas. Poucos perceberam o perigo, a má localização, entre a Lagoa e o Mar. Quatro meses antes da SALGEMA começar a funcionar, houve uma reunião entre Diretores da fábrica, o Comandante da Polícia Militar, o Comandante dos Bombeiros e o Reitor da UFAL, que tendo viajado, solicitou ao Pró Reitor Radjalma Cavalcante representá-lo. A reunião foi rápida, um diretor da SALGEMA perguntou ao Radjalma quantos alunos e funcionários havia no Campus Tamandaré. Ele respondeu seguro.

– Cerca de 3.000 (três mil)

O Diretor da SALGEMA, de imediato deu a ordem.

– Então, a Universidade Federal de Alagoas terá de comprar 3.000 máscaras contra gases, e construir um galpão com paredes especiais de proteção para que em caso de algum acidente de vazamento de produto de cloro na fábrica, sejam acionados imediatamente esses dispositivos de segurança.

– A UFAL não tem dotação para essas despesas. Respondeu Radjalma preocupado.

– É problema da UFAL. Disse o diretor encerrando a reunião.

– Problema da UFAL, não. Problema da fábrica. Asseverou Radjalma.

O Campus Tamandaré foi desativado com mais de 3.000 estudantes e funcionários. A sorte é que as novas instalações da Universidade estavam prestes a serem inauguradas na Cidade Universitária.

Era assim meu amigo Radjalma Cavalcante que se foi no início do ano. Inteligente e corajoso. Dedicou sua vida à educação e cultura de Alagoas. Tenho saudades de suas conversas. Quando a Confraria dos Barrigas Brancas reabrir, jamais será a mesma sem nosso querido Radjalma Cavalcante.

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