DEU NO X

A PALAVRA DO EDITOR

SEXTA-FEIRA BONITA

Esta sexta-feira amanheceu bonita e cheia de sol aqui no  Recife.

A pesada chuva que caiu sobre a nossa cidade nos últimos dias felizmente parou.

Tempo lindo.

Chupicleide já fez um vale de adiantamento de salário, dizendo que hoje à noite vai encher o rabo de cana no  Bar dos Três Cacetes, aqui perto da redação do JBF, no Beco do Mulungu.

Isto porque ela viu na conta desta gazeta escrota as doações feitas pelos leitores Boaventura Bonfim, Tercio Matias, Esdras Serrano e Manoel Linaldo.

“Meus lindões, fofuras do meu coração. Um beijo para todos!!!”

Vocês fubânicos são a força que mantém esta gazeta escrota nos ares e nos ajudam a pagar a despesa mensal de hospedagem e assistência técnica prestadas pela empresa Bartolomeu Silva.

Gratíssimo do fundo do coração.

E pra fechar a postagem, uma gostosa roda de choro, junto com os meus  votos de um excelente final de semana para toda a comunidade fubânica!

DEU NO X

DEU NO X

DEU NO JORNAL

ASSENTAMENTO DE MENTIRAS

Luís Ernesto Lacombe

Acampamento de militantes do MST.

Ele não anda pelas ruas. Escolhe bem aonde ir e com quem se encontrar. Mentiroso confesso e contumaz, ele já não arrasta multidões, desde que seu partido arrastou bilhões de reais de empresas estatais para os próprios bolsos, amplos, largos, fundos. Seus apoiadores onde estão? É incerto onde se aglomeram. Lula não emociona, é um emplastro. Nas ruas, por ele, estão apenas aqueles que os funcionários de empresas de pesquisas eleitorais descobrem. Estatisticamente, pelo menos, são muitos. Devem aguardar ansiosamente o encontro com Lula. No meio do povo, de novo…

Poderia ter sido na praia… Lula queria dar um mergulho no mar, mas achou melhor interditar o seu pedação de areia. Ele já não sai por aí, já não mora em São Bernardo do Campo, já não quer esbarrar com qualquer um. Questões de segurança. Seu povo aguarda, obediente e compreensivo, a hora de saudar e aplaudir o chefe, de estar perto dele. E a hora chega, o jornal anuncia: “Lula, de novo nos braços do povo”. Encontro marcado para Londrina, no Paraná. O pré-candidato quer ser abraçado, quer abraçar milhares de pessoas, antes dos milhões das pesquisas eleitorais.

Era tanta vontade de estar com todos, mas não teve rua, praça pública, estádio de futebol. Não teve multidão. Lula visitou apenas um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra na cidade paranaense. Falou para uma gente comportadamente uniformizada, simples, humilde. Repetiu, em discurso, o que lhe disseram, que “a agricultura familiar tem capacidade para alimentar nosso país”. É tão lindo: querem produzir em larga escala alimentos não transgênicos, sem o uso de defensivos agrícolas… E querem proteger as florestas ao mesmo tempo! Povo, não dá. Seria preciso aumentar assustadoramente a área plantada, desmatar, desmatar muito.

Lula nunca parece mesmo disposto a se encontrar com a verdade… e com o povo. A ida a Londrina não valeu, claro, como um “teste das ruas”. É compreensível, para alguém condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em três instâncias, por nove juízes. Lula é como um produto estragado, vencido, que foi retirado da prateleira do supermercado e, porcamente, estão querendo colocar de volta. Assim como o MST, ele representa a ilegalidade. Ou alguém vai dizer que invadir propriedade privada, depredar, destruir plantações, benfeitorias, que nada disso é crime?

Assim como o MST, Lula representa a mentira e o atraso, o que não tem como dar certo. Do outro lado está um governo que reduziu drasticamente o número de invasões de fazendas, que assegurou aos proprietários a defesa de suas áreas, que cortou o financiamento de ONGs ligadas aos sem-terra e à falsa proteção do meio ambiente. No governo Bolsonaro, foram 24 invasões de propriedades rurais até agora. Nos dois governos Lula, foram 1.968! E o atual presidente distribui, como nenhum outro, títulos de regularização fundiária: 128 mil só no ano passado. Ainda bem que o povo de verdade, nas ruas de verdade, não se engana, ainda bem que o povo nas ruas sabe de tudo.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

XICO BIZERRA – JABOATÃO DOS GUARARAPES-PE

Já nos ares das Plataformas nosso disco novo.

Espero que minhas Íntimas canções tornem o peito de vocês tão leve quanto o meu, apesar dos pesares.

Que SABIÁS cantantes enfeitem nossos JARDINS pelos ARREBÓIS que estão por vir.

Que a Arte nos cure de tudo de ruim que há.

Clique na ilustração abaixo e vá à reprodução nas diversas plataformas, bastando escolher a de sua assinatura:

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

DOIS MOTES BEM GLOSADOS

João de Lima de Alagoas glosando o mote:

Só um pingo da minha poesia
Enverdece a paisagem nordestina.

Minha nuvem de verso é tão pesada
Se eu for nos Estados mais enxutos,
Basta eu derramar vinte minutos
Toda terra de lá fica brejada
Todo mundo se atola na estrada
O mundo se enche de neblina
O arco-íris por cima da campina
Faz o sol esconder-se ao meio dia,
Só um pingo da minha poesia
Enverdece a paisagem nordestina.

Meu martelo de aço é tão potente
Onde bate não fica nem o cisco
Tem a velocidade dum corisco
Não existe pedreira que aguente
Resplandece no chão, passa corrente
Tem o brilho do sol que ilumina
Mas, depois se transforma em vitamina
Fertiliza a terra quando esfria,
Só um pingo da minha poesia
Enverdece a paisagem nordestina.

Com as ordens do Pai Celestial
Minha nuvem de versos é imensa
Se jorrar meia hora o povo pensa
Que é outro dilúvio universal
Derramando uma chuva de cristal
Enche toda barragem: chega mina
Toda água barrenta se refina
Fica doce igualmente melancia,
Só um pingo da minha poesia
Enverdece a paisagem nordestina.

Me inspiro somente em coisas boas
Nas estrelas, na lua, na floresta,
Onde as aves cantando fazem festa
Onde a voz do meu Deus do céu ecoa
No riacho, na fonte, na lagoa,
No açude, no rio, na piscina,
No lodo, no óleo, na rizina,
Na flor perfumada e bem macia,
Só um pingo da minha poesia
Enverdece a paisagem nordestina.

Me inspiro nos lindos colibris
E nas penas dos lindos sanhaçus
No batom dos bicos dos nambus
e na pronúncia dos lindos bem-te-vis
No brilho, na tinta e no verniz
Que Deus derramou da mão divina
Dando cor e beleza cristalina
Ensinando cantar com melodia,
Só um pingo da minha poesia
Enverdece a paisagem nordestina.

Me inspiro nas florestas bem cheirosas
Admiro de mais sua beleza
Vejo a mão divinal da natureza
Colocando perfume em suas rosas
Me inspiro nas pedras preciosas
Esmeralda, rubi e turmalina
Diamante, safira e oliveira
Na ciência da mineralogia,
Só um pingo da minha poesia
Enverdece a paisagem nordestina.

* * *

Marcílio Pá Seca Siqueira glosando o mote:

O nó da saudade aperta
Na amortecência do dia.

De tardezinha a saudade
De forma forte e pujante
Se torna viva e vibrante
No peito da humanidade
Bate com intensidade
Na porta da moradia
Acordando a nostalgia
Pelo vão da porta aberta
O nó da saudade aperta
Na amortecência do dia.

Depois de trancar o gado
Na calçada eu me sentava
Na sala um radio tocava
Bem baixinho e com chiado
No radio mesmo enfadado
Ouvindo a Ave Maria
O meu coração sentia
A porta da noite aberta
O nó da saudade aperta
Na amortecência do dia.

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURÍCIO ASSUERO – RECIFE-PE

Prezados Editodos,

hoje teremos um Cabaré diferente.

Será uma sessão de fofocas e fuxicos para todos os participantes se “deleitar” falando da vida dos outros.

Nosso convidado especial é o Ilmo. Sr. Givaldo Alves, de 48 anos de idade, sem teto, que recentemente foi agredido por um personal trainer porque foi flagrado dentro de um carro com sua esposa.

Givaldo estava explicando como trocar de marchas ao dirigir, mas foi mal interpretado e levou uma surra que precisou fazer uma visita ao Hospital de Base de Brasília, até descobrir que o carro era automático e a jovem estava mexendo no câmbio errado.

Enfim, não teremos uma noite de poesia, mas será lírica tanto quanto.

Assim, comunique aos leitores do Jornal da Besta Fubana que o encontro será às 19h30, mas que as portas do Cabaré abrirão às 19h25, por medida de segurança.

Evitar aglomeração e empurra-empurra na fila.

Para participar basta clicar aqui.

R. Excelente ideia, meu nobre gerente cabarelístico.

Não vai ter um palestrante, um conferencista, e todos poderão peruar.

Cada qual pelo seu cada qual.

E aí o bambu vai gemer e jeripoca vai piar.

Vou aproveitar pra tirar um sarro com uns cabras feios que dão expediente por lá.

Toda a comunidade cabarelística está convocada pra se reunir logo mais as sete e meia da noite.

Vai ser uma noite de sexta-feira arretada!!!

DEU NO X