DEU NO X

LÁGRIMAS, LÁGRIMAS, LÁGRIMAS

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Quando a grande mídia banânica chega a publicar um negócio assim, eu fico a imaginar como é que está a situação real.

Fico pensando na tradução correta da frase “vantagem cada vez menor”, como está escrito na nota aí em cima.

Eu se alembro-me logo dos números do Data Povo, o instituto de pesquisas mais confiável que existe.

E que a gente vê todos os dias nas ruas.

As mesmas ruas onde Lula não aparece nem com a porra!!!!

Agora, aqui entre nós:

Confesso a vocês que estou morrendo de pena com a situação do sumido Lapa de Corrupto.

Chega me dói o peito quando penso na merda em que ele está mergulhado e meus olhos se enchem de lágrimas.

Choro copiosamente: xiuf, xiuf, xiuf, snif, snif, snif.

DEU NO JORNAL

PARECE QUE ESSE RACIOCINA…

O experimentado ex-presidente da Câmara e ex-ministro Aldo Rebelo acha correta a equidistância do Brasil na guerra na Ucrânia.

Sustenta que “não podemos internalizar conflito dos outros” e elogia a atitude da diplomacia brasileira de priorizar interesses do País, lembrando que a Rússia é maior fornecedor de fertilizantes do agronegócio.

Ex-PCdoB e ministro da Defesa do governo Lula, Rebelo realça que o Brasil “sempre foi parte da solução, não do problema”, na defesa de solução negociada.

“As pessoas no Brasil têm memória curta e seletiva”, disse ele à Rádio Bandeirantes, sobre críticas a Jair Bolsonaro por visitar a Rússia.

O ex-ministro também recordou que todos os ex-presidentes brasileiros, de FHC a Michel Temer, realizaram visitas oficiais à Rússia.

Aldo Rebelo testemunhou também que na invasão da Criméia o Brasil se comportou da mesma maneira, durante o governo Dilma Rousseff (PT).

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Aldo Rebelo, um alagoano zisquerdista, ex-PCdoB e ex-ministro de gunverno petralha, me surpreendeu com as colocações que fez na sua entrevista à Rádio Bandeirantes.

Falou clara e corretamente.

Temos aqui uma curiosa exceção: um zisquerdista que raciocina.

Aldo disse que Bolsonaro está certo e agindo corretamente.

Podem acreditar: num é feiqui não.

Ele falou mesmo isto.

Tempos felizes: Lapa de Ladrão fazendo campanha pro cumpanhero

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

SOMENTE CINZAS

Terminou o feriadão do Carnaval, e só restaram as cinzas. O tempo não parou para ver a “Banda” passar. Simplesmente, a Banda, mais uma vez, foi proibida de passar.

Saudade da composição de Chico Buarque de Holanda A Banda:

A “minha gente sofrida” ainda não pôde se despedir da dor, “pra ver a Banda passar, cantando coisas de amor.. “

“O homem sério que contava dinheiro” não parou; “o faroleiro que contava vantagem” não parou; “a namorada que contava as estrelas” também não parou, para ver, ouvir e dar passagem à Banda, que mais uma vez, neste carnaval, foi proibida de sair às ruas.

“A moça triste que vivia calada” não teve motivos para sorrir…”A rosa triste que vivia fechada” não se abriu…

“A meninada” nem ao menos se assanhou, pois não havia banda a passar, tocando coisas de amor.

“O velho fraco” não se esqueceu do cansaço, nem pensou que ainda era moço pra sair no terraço e dançar…

“A moça feia” não se debruçou na janela, pensando que a banda tocava pra ela, pois, simplesmente, não havia banda.

“A marcha alegre” não se espalhou na avenida, nem “a lua cheia”, que vivia escondida, surgiu.

E a minha cidade não se enfeitou, pois não havia banda a passar, cantando coisas de amor.

O carnaval do fatídico mês 2 do ano de 2022 foi um desencanto total e “a Banda”, mais uma vez, não passou.

Há mais de dois anos, o povo não sabe o que é alegria nem liberdade de brincar o Carnaval. Nada mudou de lugar, nem a banda passou cantando coisas de amor.

Lembrei-me do personagem de Carlos Heitor Cony, na crônica “Cinzas e Nada Mais”. Trata-se de um religioso, que atendia pelo nome de Monsenhor Cinzas, como fora apelidado. Ao contrário do que o apelido sugeria, não era incolor nem apático, e sim um homem sanguíneo, dono de inúmeras frustrações e revoltado contra as pessoas bem sucedidas. Um pasto de “imensas cóleras contra a iniquidade do homem”.

Não tinha nada de cinzento, a não ser a alma.

Seu comportamento amargo afastava as pessoas que dele se aproximavam. Destruía as amizades, com sua curiosidade mórbida e sua inveja gritante. Sua revolta e seu mau humor deram origem ao apelido, que o acompanhou por toda a sua vida.

O apelido vinha do fato dele sempre gostar de lembrar que tudo na “humana lida” termina em cinzas.

Seu dia glorioso, seu grande dia, portanto, era a Quarta-feira de Cinzas (sua “finest hour”). “Cinzas e Nada Mais” era o seu bordão.

Ele passava o ano todo se lembrando de que toda a glória, toda a exultação e toda a formosura, mais cedo ou mais tarde, sem metáforas nem ressentimentos, acabam em um punhado de cinzas. E só se sentia feliz, quando tinha oportunidade de gritar o seu bordão: “Cinzas e Nada Mais”. Queria entristecer as pessoas que lhe ouviam e acabar com a alegria de viver de todos.

Contam os memorialistas que “quando o Fluminense foi tricampeão em 1938, Monsenhor Cinzas, que era Botafogo, invadiu a festa das Laranjeiras e ficou gritando: “Cinzas e Nada Mais!” Como quem diz: “Um dia, isto se acaba”…

Sua ferocidade era destruidora e desarticulava a alegria de quem estivesse feliz. Conta-se que ele agrediu um folião na terça-feira do Carnaval de 1944, que no bonde, cantava alto nos ouvidos dos passageiros:

“É hoje só, amanhã não tem mais! É hoje só, amanhã não tem mais!”

Deu-lhe um bofetão e ameaçou os demais passageiros, gritando:

“Cinzas e Nada Mais! Cinzas e Nada Mais!”

Monsenhor Cinzas terminou velho, desbotado e cinzento. Sofreu um AVC, sobreviveu, mas, mesmo assim, continuou revivendo “sua glória”, quando chegava a Quarta-Feira de Cinzas. Esse dia era para ele, ao mesmo tempo, a epifania, o Natal, a Páscoa e o triunfo. Era o dia das cinzas!!! Sua glória!

Ele era o verdadeiro “Corvo”, de Alan Poe. Uma figura macabra.

Foi professor de vários idiomas, mas a única frase que deixou gravada na memória dos alunos foi:

“Cinzas e Nada Mais!”

Pesquisando as marchinhas antigas, da coleção (Anos 30 a 84),organizada pelo produtor musical natalense, meu amigo José dias, encontrei essa bonita e significativa marchinha de Carnaval dos anos 30, “Rasguei Minha Fantasia”, do grande compositor brasileiro, Lamartine Babo: (Rio de Janeiro, 10 de janeiro de 1904 — Rio de Janeiro, 16 de junho de 1963).

DEU NO JORNAL

O PAÍS DO CARNAVAL

Luís Ernesto Lacombe

O país do carnaval

Aquele carnaval que passou, o de 2020, foi “contagiante”. O governador de São Paulo estava animadíssimo… “Tanto riso. Oh! Quanta alegria”. E não vou atravessar o samba, entrar em especulações, discutir se teria sido melhor cancelar a folia dois anos atrás, se foi melhor mesmo cancelar a festa no ano passado, este ano. O que poderia ter sido, o contrafactual não vale muito, talvez nem o verso curto de um samba, uma rima apenas de um estribilho chiclete.

A Universidade Johns Hopkins, que não é escola de samba, que não vive no mundo da fantasia, disse que, nesse enredo de combate à covid, a adoção do lockdown foi uma bobagem. Grande parte da imprensa, um Pierrô apaixonado pela Colombina, pelo “fica em casa”, pelo “fecha tudo”, ignorou o estudo. Uma matéria curta quase oculta, uma notinha no jornal, confete sem plural, coisa pouca, nada que entregasse o amor sem sentido de outrora.

Os jornalistas também podem ser ruins da cabeça, doentes do pé… São como aqueles presidentes ou patronos de escola de samba, aqueles que ninguém pode contrariar, contradizer. Um surdo de marcação no compasso errado, e a gente da imprensa relativiza o que é aglomeração. Tem seus próprios conceitos, sua verdade própria, e sempre o mesmo culpado por tudo, das mortes por Covid à guerra, passando pela falta e pelo excesso de chuva.

Os governantes proibiram os blocos, mas teve bloco, bloquinho, festa privada lotada. Teve bateria completa e feijoada nas quadras, minidesfiles de escolas de samba, um mundo de gente, milhares de foliões empolgados, “livres, leves e soltos”. Os jornais descreveram: “foi um carnaval improvisado e inusitado”, feito por quem “não suportava mais os dois anos de jejum momesco”. Pela cobertura empática e fofinha da imprensa, acabou a pandemia (o que é ótimo!), mas vai o Bolsonaro dizer isso, vai o Bolsonaro aparecer na praia… Genocida é a fantasia que lhe vestem.

Então, entre para o arrastão do “Bloco Acorda pra Vida”! “Estamos em uma democracia”, disse o prefeito de uma capital, você não soube? A bateria deu uma virada, mudou o andamento… Ninguém mais vai humilhar o povo, impedir a circulação das pessoas, ninguém mais vai nos impedir de trabalhar. Se tentarem de novo, vamos fingir que estamos festejando. Um tambor e um abadá resolvem, não importa a época do ano… E criança na escola de verdade, agora e sempre, é como criança na escola de samba, no carnaval, não precisa usar máscara contra vírus nenhum.

O dia vai clarear, e todos entenderão que a vida não pode mesmo ser um carnaval de ilusões, tem alegorias e fantasias, mas tem realidade, tem verdades. Tem adereços e tem o que a pode enfear, desalinhar, desguarnecer. Vamos evoluir, no tempo necessário, sem o enredo da hipocrisia, que, ao contrário do samba, precisa ter hora para acabar. E a hora é agora! Ou talvez nunca mais parecerá positivo, de novo, ser o país do carnaval.

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

CULTURAS

Escrevo este pitaco inspirado pela coluna do Rodrigo Constantino, que mostrou, com o exemplo da venda de um carro, como é fácil fazer negócios nos EUA. Sem despachantes, sem carimbos, sem cartórios, sem taxas. Nós, do lado de cá, ficamos apenas boquiabertos de inveja. Acontece que nossas origens culturais definem e explicam estas diferenças.

Em lugares como EUA e Suíça, considera-se que um país é formado, antes de mais nada, por seus cidadãos. Todo o resto existe para eles e em função deles. É bem conhecido o preâmbulo da constituição norte-americana, que começa com “Nós, o povo…” e define, já nesta primeira frase, que é o povo quem cria o governo e dá permissão para ele existir e exercer suas funções.

Por estas bandas, a coisa é bem diferente. Somos herdeiros de uma cultura de séculos onde sempre existiram dois tipos de pessoa: os que mandavam, e os que obedeciam. Em 1500, Pedro Álvares Cabral “tomou posse” das terras daqui “em nome do rei”. E daí em diante, sempre foi encarado como normal que houvesse um soberano mandando em tudo. Em 1822, Dom Pedro deu um golpe nas instituições vigentes e declarou que a partir de então quem mandava ali era ele (é curioso notar que a nossa independência só não pode ser considerada inconstitucional porque a primeira constituição de Portugal entrou em vigor em 23 de setembro de 1822, exatamente 16 dias depois do grito de D.Pedro). E de lá para cá a única coisa que mudou é a quantidade de gente mandando, que não pára de aumentar.

Enquanto os EUA ainda mantém sua primeira constituição, nós já estamos na sétima, que por sinal começa com “Nós os representantes do povo…”, para mostrar bem a diferença. Nos EUA os direitos fundamentais são considerados auto-evidentes, e a constituição define limites explícitos para a intromissão do governo. Aqui, tudo que um cidadão puder fazer é considerado um favor do estado.

Países desenvolvidos reconhecem que, sem o povo, um país é apenas um monte de riscos em um mapa. Em outras palavras, o país pertence ao povo, e o povo é o dono do país. Não é assim por aqui. O povo aqui é como uma sogra ou um cunhado, que é apenas tolerado, tratado como um hóspede indesejável, e sempre que possível relembrado do quanto sua presença é inconveniente e desagradável.

Faz parte de nossa cultura essa postura submissa, de dirigir-se ao governo de joelhos, pedindo que V. Excelência se digne a deferir o pedido, e aproveitando o ensejo para renovar nossos votos de elevada estima e consideração. Trabalha-se a vida toda deixando mais de um quarto dos rendimentos na mão do INSS, mas quando se chega aos 65 e se requer a aposentadoria, nos termos da lei, escuta-se que devemos “aguardar a concessão do benefício”. Concessão? Benefício? É, a cultura de poder e domínio começa pelo vocabulário. No meu tempo de empresário, minha empresa tinha enfileirados na parede meia dúzia de alvarás e licenças que me permitiam trabalhar. Quase todas começavam com a fórmula “O Exmo. Sr. fulano de tal, no uso de suas atribuições, resolve conceder…” Não é como se o funcionário público, cumprindo suas funções, constatasse que, não havendo impedimento, não podia se opor ao meu direito objetivo de trabalhar. Não, ele “resolve conceder”. Eu, contribuinte, devo receber agradecido o favor.

Outro bom exemplo da diferença é o direito de propriedade. Nos EUA dos século 19, os Homestead Acts davam a qualquer cidadão o direito de se estabelecer em uma terra desocupada e receber o título de propriedade. Estas leis beneficiaram 1.600.000 famílias, concedendo um total de 650.000 km2 de terras (aproximadamente 10% do território do país). E se alguém achasse ouro ou petróleo nas terras, sorte dele.

Por aqui, a Lei de Terras de 1850 definiu que todas as terras não ocupadas pertenciam ao estado, e mesmo quando alguém compra alguma coisa, é dono até certo ponto: só pode fazer aquilo que o governo deixa, e para fazer é preciso obter licenças, alvarás e permissões para cada detalhe; se encontrar algo embaixo da terra, não é dele, é do governo; até mesmo cavar um poço para obter água depende da vontade do governo; até mesmo a chuva que cai deve obedecer às ordens do governo.

Bom, se o estado é dono de tudo e manda em tudo, deve ser tudo uma maravilha, certo? Errado. O problema aqui, e isso vai surpreender muita gente, é que o estado não existe. “Estado” é apenas uma abstração jurídica, um nome coletivo para dezenas de senadores, centenas de deputados, milhares de secretários, dezenas de milhares de vereadores e centenas de milhares de funcionários federais, estaduais e municipais, cada um com suas idéias, suas amizades, suas lealdades e principalmente seus interesses. A única coisa em que todas essas pessoas concordam é que o cidadão comum deve pagar sem reclamar todos os impostos, contribuições, taxas e tarifas que eles inventarem. Todo o restante cai em uma disputa por poder, influência, dinheiro e privilégios.

A sabedoria popular diz que “cachorro com dois donos morre de fome”. Imagine-se o que acontece quando um país gigantesco declara que quase tudo está sob a propriedade ou sob as ordens dessa barafunda de gente, agrupada em milhares de “órgãos públicos”, cada um tentando mandar mais que os outros. Na prática, quase tudo que existe por aqui é terra de ninguém, onde “manda quem pode e obedece quem precisa”.

Exemplo prático: com a guerra na Europa, estamos preocupados com o fornecimento de fertilizantes, vitais para nosso agronegócio. Há quem diga que poderíamos produzir nossos próprios fertilizantes, com nossos próprios recursos minerais. Não produzimos, e não faltam explicações dizendo de quem é a culpa, mas ninguém faz a pergunta fundamental: quem é o dono?

Em outros países, se alguém descobre que em suas terras existe minério de potássio, ou de ferro, ou de nióbio, só não vai explorar esse minério se for muito burro. Mas por aqui, todos os minérios são do estado, que como já vimos não existe. O minério não é do executivo, nem do legislativo, nem do judiciário, nem do ministério público, nem das agências reguladoras, nem das empresas estatais. É de todos eles; consequentemente, não é de ninguém. E aquilo que não é de ninguém geralmente não é bem cuidado.

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VITOR MIRANDA – SÃO PAULO-SP

Banda da Portaria volta aos palcos dois anos depois…

A Banda da Portaria volta aos palcos no dia 10/03, às 20h. O show será na Cave Pool e tem no repertório parte do disco autoral que está sendo gravado e algumas homenagens a artistas como Elza Soares, Gonzaguinha e Tim Maia.

A Banda da Portaria volta aos palcos após 2 anos de pandemia para falar do tempo, do amor ao caos, da destruição da Terra, da exposição digital à fotografia analógica, a poesia e a musicalidade que sobreviveu há tanto tempo e ainda busca caminhos onde há tanto tempo para viver.

Nídeo divulgação do ensaio no estúdio Cave Pool Records dirigido por Lia Petrelli:

Banda da Portaria + Cave Pool

A Cave Pool começou como pista de skate e patrocinando skatistas. Dentre eles Luiz Francisco, quarto lugar nas Olimpíadas de Tóquio na modalidade skate park.

Além do esporte investe também na cultura e através da Cave Pool Records está trabalhando a carreira de alguns artistas da música. A Banda da Portaria é uma das apostas do selo musical.

Cave Pool: Av. Eliseu de Almeida, 984, Butantã, São Paulo – SP

Ouça a Banda da Portaria no spotify clicando aqui.braços!

COMENTÁRIO DO LEITOR

PENINHA - DICA MUSICAL