DEU NO JORNAL

O ROMBO RECORDE DAS ESTATAIS

Editorial Gazeta do Povo

Correios registram prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024

Correios estão entre as estatais que viraram do azul para o vermelho no terceiro mandato de Lula

Nunca antes na história deste país (ou ao menos nunca desde 2002, quando os dados começaram a ser coletados pelo Banco Central) as empresas estatais brasileiras controladas pelo governo federal deram tanto prejuízo. Nos sete primeiros meses de 2025, a sangria foi de R$ 8,83 bilhões, quase 25% a mais que em todo o ano de 2024, cujo resultado já tinha sido um recorde negativo, com déficit de 6,73 bilhões – o número não inclui a Eletrobras, privatizada, nem a Petrobras, que tem regras de governança semelhantes às de empresas privadas de capital aberto e pode captar recursos no Brasil e exterior.

A série histórica é incrivelmente reveladora: ao longo dos dois primeiros mandatos de Lula e de ambos os mandatos de Dilma Rousseff, em apenas três anos o conjunto de estatais federais (excluindo Petrobras e Eletrobras, ressalte-se) teve lucro; após o impeachment de Dilma, em 2016 – ano em que foi aprovada a Lei das Estatais, barrando indicações políticas para o comando dessas empresas –, ainda houve prejuízo em 2017, o primeiro ano completo com Michel Temer na Presidência. No entanto, o período de 2018 a 2022 foi de lucros robustos (chegando ao recorde de R$ 10,3 bilhões em 2019), com exceção do déficit de 2020, o primeiro ano da pandemia. Bastou Lula voltar ao poder para que as contas no azul fossem substituídas pelo vermelho, culminando com os atuais recordes.

No início deste ano, comentando os resultados dos anos recentes, o atual governo difundiu uma narrativa segundo a qual os superávits eram fruto de aportes do Tesouro Nacional – que de fato realizou um programa de saneamento das chamadas “estatais dependentes” –, enquanto os rombos ocorridos depois eram resultado de uma retomada de investimentos. “Quando permitimos que essas empresas voltassem a investir, muitas utilizaram os recursos disponíveis, gerando um déficit contábil, mas isso não implica prejuízos”, disse a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck. Seu colega Fernando Haddad, da Fazenda, foi na mesma toada: “quando você realiza investimentos, pode aparecer resultados negativos, mas isso não representa necessariamente uma perda”.

A dupla aprendeu com o chefe, para quem todo gasto público é investimento e, por isso, totalmente justificável. Mas a realidade tratou de desmontar logo esse discurso, segundo os especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, para quem o mero aumento nos investimentos, sozinho, não explica o recorde no resultado negativo. “O que se vê agora são fatores estruturais relacionados à máquina dessas empresas, que mostram que elas não conseguem competir de forma adequada no mercado e acabam gerando problemas orçamentários”, afirmou João Pedro Paes Leme, da consultoria Tendências. O analista Murilo Viana menciona problemas de má gestão, aparelhamento e desvio de recursos, principalmente com a expansão das emendas parlamentares. Recorde-se que, por um ano e dois meses, as indicações políticas para estatais estiveram liberadas graças a uma liminar do então ministro do STF (e hoje ministro da Justiça) Ricardo Lewandowski que derrubou um trecho da Lei das Estatais; a decisão foi revertida pelo plenário da corte, mas com uma inaceitável gambiarra jurídica que validou as nomeações contra legem feitas naquele período.

Lula aplica uma literalidade absoluta ao significado de “empresa estatal”, no sentido de uma empresa que serve apenas para atender aos interesses do Estado, e não do público – aliás, mesmo quando fala de companhias privadas o presidente não esconde que gostaria de vê-las trabalhando para os objetivos do governo. Como a mentalidade petista confunde o Estado com o próprio partido, a consequência é óbvia: aparelhamento político e outras práticas que sangram as empresas – muitas das quais realizam tarefas que poderiam ser tranquilamente repassadas ao setor privado. O resultado da má gestão é uma conta bancada pelo pagador de impostos, forçado a cobrir os rombos do estatismo.

PENINHA - DICA MUSICAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO JORNAL

GOVERNO TRUMP AFIRMA QUE VISA REDE DE APOIO FINANCEIRO AO MINISTRO

Gazeta do Povo

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que sanções à esposa de Moraes e ao instituto da família deixam claro que EUA manterão cerco ao ministro “enquanto ele viola direitos humanos”

O Departamento do Tesouro americano disse nesta segunda-feira (22) que o governo Donald Trump visa a “rede de apoio financeiro” ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A afirmação foi feita num comunicado à imprensa no qual a pasta detalhou as sanções econômicas com base na Lei Magnitsky aplicadas contra o Instituto Lex de Estudos Jurídicos, ligado a Moraes, e Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro e diretora do instituto.

“Alexandre de Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, prisões arbitrárias e processos politizados — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

“A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a visar indivíduos que fornecem apoio material a Moraes enquanto ele viola direitos humanos”, acrescentou.

O Tesouro americano afirmou no comunicado que “a decisão de Moraes na condenação injusta do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro demonstrou sua crescente disposição em participar de perseguição política”.

“A ação de hoje se concentra naqueles que fornecem uma rede de apoio financeiro a Moraes”, justificou a pasta.

“O Instituto Lex atua como uma holding para Moraes, sendo proprietário de sua residência, além de outros imóveis residenciais. A propriedade nominal de muitos desses imóveis foi transferida de Moraes e sua família para o Instituto Lex há mais de uma década”, disse o Tesouro americano.

“Viviane, esposa de Moraes, é sócia-gerente do Instituto Lex e tem sido a única gestora e administradora do Instituto Lex desde sua fundação em 2000. Juntos, o Instituto Lex e Viviane detêm o patrimônio da família de Moraes”, apontou o departamento.

Na semana retrasada, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por acusações de tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022, num julgamento que o governo Trump chamou de “caça às bruxas”. Moraes foi relator no processo e votou pela condenação do ex-presidente.

No final de julho, o Departamento do Tesouro americano já havia imposto sanções econômicas contra Moraes com base na Lei Magnitsky, uma legislação dos Estados Unidos que permite a Washington aplicar punições contra acusados de violação de direitos humanos e corrupção em todo o mundo.

As medidas do Departamento do Tesouro incluem bloqueio de todos os bens dos visados que estejam nos Estados Unidos ou em posse ou controle de americanos; bloqueio de empresas ou outras organizações que tenham participação de 50% ou mais dos citados; e proibição de pessoas nos Estados Unidos ou em trânsito no território americano de fazer transações financeiras e comerciais com os sancionados, exceto em caso de licença emitida pelo Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (Ofac, na sigla em inglês).

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RODRIGO CONSTANTINO

O MINISTRO E A MICARETA DA ROUANET NA AVENIDA PAULISTA

Para os padrões da esquerda, que perdeu o controle das ruas nos últimos anos, as manifestações deste domingo tiveram um tamanho razoável. É preciso levar em conta que muitos vão pelos shows gratuitos, já que, ao contrário das manifestações dos conservadores, há nelas mais músicas do que discursos políticos.

Mas os olhos não mentem: as manifestações da direita ainda são bem mais numerosas, em que pese a turma da USP forçar um “empate técnico”. Não importa: a velha imprensa e os monstros do pântano enxergam só aquilo que desejam, e é por isso que falam do “recado do povo”. Eles ignoram as manifestações maiores da direita e vida que segue.

Foi o caso de Gilmar Mendes, decano do STF. O ministro resolveu elogiar a micareta da Rouanet e tirar conclusões com base neste “recado do povo”, ignorando não só as manifestações conservadoras como a necessidade de se manter imparcial, sem tomar partido político. Vamos ao que disse o ministro, com meus comentários em seguida:

As manifestações de hoje contra a anistia dos atos golpistas são a prova viva da força do povo brasileiro na defesa da democracia. Em diferentes momentos, registraram-se demonstrações de apoio ao Supremo Tribunal Federal, que esteve, mais uma vez, à altura da sua história, cumprindo com coragem e firmeza a missão de proteger as instituições e responsabilizar exemplarmente os que atentaram contra o Estado Democrático de Direito.

Se essas manifestações são “prova viva da força do povo brasileiro”, então podemos presumir que as manifestações maiores dos patriotas pedindo impeachment de Alexandre de Moraes provam ainda mais força do povo que quer a contenção dos abusos supremos. Mas Gilmar só viu manifestação neste domingo, pois devia estar hibernando no 7 de setembro…

Graças à atuação vigilante do STF e à mobilização da sociedade, o Brasil reafirma que não há espaço para rupturas ou retrocessos. Não por acaso, a bandeira que se estendeu nas ruas foi a do Brasil, símbolo maior da nossa soberania e da unidade nacional.

Houve ruptura quando o STF resolveu soltar Lula e torna-lo elegível. O próprio Gilmar se gaba de que, sem o STF, Lula não seria presidente. Se a bandeira do Brasil é critério para avaliar o patriotismo, então o ministro deveria lembrar que as manifestações bolsonaristas estão sempre lotadas de tais bandeiras, enquanto as de esquerda espalham a cor vermelha do socialismo.

A mensagem é clara: é hora de olhar adiante! Precisamos transformar essa energia democrática em um grande pacto nacional entre Executivo, Legislativo e Judiciário, comprometido com uma agenda de reconstrução e de futuro.

A mensagem é clara: é hora de voltar a respeitar a Constituição, que vem sendo rasgada pelo STF, que deveria ser seu guardião. É preciso soltar os presos políticos, gente como a Debora, condenada a 14 anos por usar um batom numa estátua. Os poderes precisam de independência, pois o Supremo vem atropelando o Legislativo.

O país clama por estabilidade e por avanços concretos em áreas como economia, segurança pública, meio ambiente e justiça social. Somente com unidade e visão de longo prazo construiremos um Brasil mais forte e verdadeiramente democrático para as próximas gerações.

Não sabia que Gilmar Mendes era político, mas o país clama, na verdade, pela retomada da economia com responsabilidade fiscal, o que existia com Paulo Guedes. O povo quer segurança, enquanto a esquerda prega a bandidolatria. Estamos virando um narcoestado e a culpa é justamente dessa turma que encheu a micareta dos artistas decadentes neste domingo. O povo quer justiça, não “justiça social”.

Somente com um Poder Judiciário dentro do seu quadrado construiremos um Brasil mais forte e verdadeiramente democrático para as próximas gerações!

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DEU NO JORNAL

QUE GALÊGO MALVADO…

O governo de Donald Trump anunciou nesta segunda-feira (22) sanções contra a esposa e um instituto vinculado à família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na Lei Magnitsky.

A decisão da administração republicana contra Viviane Barci de Moraes foi publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro americano nesta manhã.

A medida surge meses após o próprio ministro ser sancionado com base no mesmo dispositivo legal.

Ainda, o Departamento do Tesouro impôs sanções ao Instituto de Estudos Jurídicos Lex, vinculado à família Moraes – Viviane e os filhos do casal são sócios.

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Pra que isso???

Que coisa horrível !!!

Esse galêgo Trumpão é muito maldoso.

E ainda tem gente que fica achando bom e se rindo.

Vamos protestar contra esse absurdo!!!

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA