A famosa síndrome da bunda frouxa pic.twitter.com/eeojXw5eJs
— Joaquin Teixeira (@JoaquinTeixeira) September 29, 2025
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Uma noite de lua pálida e gerânios
ele virá com a boca e mão incríveis
tocar flauta no jardim.
Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou viro santa.
Eu que rejeito e exprobo
o que não for natural como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
– só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela, se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?

Adélia Luzia Prado de Freitas, Divinópolis-MG (1935, 89 anos)
URGENTE: – Manifestação da esquerda, no RJ comentada por um petista:
“Não tinha só petista não. Tinha gente inteligente também.” pic.twitter.com/R50obE1Q6d
— Ercio Santos (@Ercio_Santos) September 29, 2025

Daniel Silveira, em foto do período em que exerceu mandato de deputado federal
Alexandre de Moraes mandou Daniel Silveira para casa. Está usando tornozeleira, se recuperando de uma cirurgia no joelho. Mas ele continua impedido de frequentar as redes sociais, de ter a voz digital que todos temos, a nova voz da democracia, frequentar redes sociais. Silveira foi condenado à prisão simplesmente porque o STF passou por cima do artigo 53 da Constituição, que diz que deputados e senadores são invioláveis por quaisquer palavras. Disseram que ele fez ameaças e injúrias ao Supremo. Foi tudo de boca. Alegaram “ameaça ao Estado Democrático de Direito”. Pois o Estado Democrático de Direito existe quando a Constituição é cumprida, não quando ela é ignorada.
Silveira foi condenado a oito anos e nove meses; já passou a metade desse tempo preso – ultimamente, estava em uma prisão agrícola em Magé (RJ) –, e ainda pagou uma multa de R$ 271 mil. Em 2018, quando se candidatou a deputado federal, ele teve 31 mil votos. Quatro anos depois, candidato a senador (mas inelegível), teve 1,5 milhão de votos! Ou seja, toda aquela celeuma em torno dele rendeu-lhe votos, com 1,5 milhão de fluminenses o escolhendo para representá-los, e também para protegê-lo.
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Fachin assume presidência do Supremo
O ministro Edson Fachin, tendo como vice Alexandre de Moraes, tomou posse como presidente do STF nesta segunda-feira, com a presença de todos os chefes de poderes: o presidente da República com seu vice, o presidente da Câmara, o presidente do Senado e o procurador-geral da República. No meu artigo desta semana, tratarei do protagonismo do Supremo, que despertou neste milênio, exatamente o oposto do que era no século passado.
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Derrite será novo relator de projeto que classifica facções criminosas como terroristas
O projeto que inclui facções criminosas, como o PCC e Comando Vermelho, na Lei Antiterrorismo é de autoria do deputado Danilo Forte; parece que Alexandre Ramagem também teve uma participação nessa redação. O relator era o deputado Nikolas Ferreira, mas ele está abrindo mão da relatoria para dar lugar a Guilherme Derrite, que é deputado federal, mas está licenciado para ser secretário de Segurança de São Paulo; suponho que ele deva sair temporariamente da secretaria para fazer esse relatório. Desde maio o projeto está em regime de urgência na Câmara dos Deputados. Ele é fundamental até mesmo como forma de chamar a atenção de Donald Trump, que está empenhado em combater o narcotráfico.
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Lula inventou o autoritarismo medroso
Lula discursou em um congresso de mulheres, nesta segunda-feira. O evento se chama “Mais democracia, mais igualdade e mais conquistas para todas”. Desde 1995, quando assumiu Fernando Henrique Cardoso, que se confessou um sociólogo marxista, a esquerda já passou 26 anos no poder, mas as mulheres não estão satisfeitas com o que a esquerda fez nesse tempo todo. No discurso, Lula disse que o autoritarismo teme as mulheres. E eu fico pensando: se o autoritarismo, então, é coisa de homens que têm medo de mulheres, que tipo de autoritarismo é esse?
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Crime prospera no Brasil porque tem o apoio de intelectuais e juízes
Um tempo atrás, a Gazeta do Povo contou a história de um homem que foi preso assaltando uma farmácia no Rio. Ele tinha 86 registros de furto, porte ilegal de arma, lesão corporal e ameaça. Tudo isso com apenas 20 anos. E, mesmo com toda essa ficha, o juiz negou a prisão preventiva dele, dizendo que não se podia prever que ele continuaria assaltando, porque no direito não existe futurologia. Existe, sim: basta olhar as decisões do Supremo, em que a pessoa não fez nada, mas é presa para evitar que faça alguma coisa lá no futuro. Pois esse juiz que liberou o assaltante é marido da filósofa petista Márcia Tiburi, que faz a apologia do assalto, minimiza o assaltante, como se isso fosse um trabalho como qualquer outro – vai saber se esse é um dos homens de Lula falou, que têm medo de mulher… São essas coisas que estimulam o crime no Brasil. A criminalidade aumenta porque é estimulada por esses pensadores, que se autodenominam “intelectuais”.
Marcel van Hattem (Novo-RS) se impressionou com a lista de pessoas que, mesmo falecidas, tiveram descontos nas aposentadorias pagos à Conafer:
“Até ressuscitaram aposentados, inacreditável!”.
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A ladroagem em Banânia é mesmo surreal.
Roubar dinheiro de defuntos só mesmo nesta nossa republiqueta.
É filme de terror.
Texto escrito em colaboração com o especialista em filme de faroeste D.Matt

Esse clássico filme western que fez a diferença na reformulação dos faroestes que marcaram a década de 1950, expondo o ciclo vicioso das relações sociais e políticas, a vitória constante dos que podem subornar pessoas ou pagar justiceiros para se verem livres de problemas ou a morosidade e ineficiência da lei para ajudar a quem de fato precisa. É evidente que a obra adota uma atmosfera e um caminho ideológico distintos do clássico Matar ou Morrer, mas no fim, acaba não sendo assim tão diferente dele em termos de crítica social e comportamento humano.
A história tem Dude ‘Borachón’ (Dean Martin, provando que podia fazer um bom papel dramático) às voltas com o vício em bebida e as memórias amarguradas de uma decepção amorosa; tem o Xerife John T. Chance (John Wayne, como sempre incrível, mas aqui apagado algumas vezes pelo brilho de Martin), um homem desesperançado e pouco afeito a afetos – o típico durão dos westerns; e, também, a dupla Colorado Ryan (Ricky Nelson, o roqueiro de 17 anos com quase nenhuma experiência no cinema) e Stumpy (Walter Brennan, ator vencedor de 3 Oscars em excelente atuação cômica), todos eles digladiando-se em sua mesquinhez, dúvidas, medos e, ao mesmo tempo, tentando fazer o bem para a própria cidade sem ter o apoio dela – e o mais interessante: sem querer demonstrar que as coisas não iam nada bem.
O problema das boas aparências a serem mantidas fica ainda mais evidente quando o papel da atriz Angie Dickinson é destacado no roteiro e o medo do Xerife John Wayne em relação ao seu ambiente e a insegurança inconfessa em si mesmo vêm à tona. É fato que esse é um ponto comum de alguns dos filmes de cowboys clássicos ou do período de transição para a decadência do western nos anos 60, mas a questão aqui é trabalhada com um tom de culpa e desesperança tão fortes que a faz especial em comparação às outras abordagens.
A inesquecível trilha sonora de Dimitri Tiomkin (cujo Degüello dá a macabra marcação que em Matar ou Morrer é feita pelo relógio), o notável personagem de Dean Martin e a direção meritória de Howard Hawks dão a Onde Começa o Inferno todos os ingredientes de um filme inesquecível. O que atrapalha nessa afirmação é o modo como o roteiro orquestra o romance – o ponto fraco do filme, unicamente pelo modo como é finalizado. Porém, a estrutura da obra não é fundamentalmente abalada e o espectador termina a sessão com aquela alegria que normalmente tem ao assistir a um grande épico.
Dificilmente o expectador ao assistir um filme western ou de qualquer outro gênero, sentirá, desde a primeira cena, uma perfeição em todos os sentidos na feitura de um filme, como neste caso em que o filme com o título original de Rio Bravo nos conduz através de todas as cenas até o final esperado.
Esse filme é mais conhecido pelo título original Rio Bravo, porque o subtítulo brasileiro não faz jus ao seu enredo e não nos prepara para a obra-prima cinematográfica que vamos assistir.
A começar, depois dos letreiros, temos aproximadamente uns cinco a dez minutos de magníficas cenas de ação silenciosa, sem estardalhaço, nos preparando para a história que estar por vir. Todas essas cenas iniciais são mudas, sem qualquer diálogo ou sonoplastia externa. Quando começa realmente a ação, então começam também os diálogos precisos, econômicos, bem colocados, sem excessos, com muita economia de palavras e um máximo de ação com resultados de grande impacto.
O elenco é magistral, não se consegue outra palavra para definir a excelente escolha do elenco, não só dos artistas principais, como também dos coadjuvantes, todos mestres na arte de interpretação que deixa o telespectador sem fôlego.
Dizer que John Wayne e Dean Martin estão ótimos, não é necessário, mas temos Rick Nelson em grande atuação, e a participação extraordinária do grande ator Walter Bernnan, já ganhador de três prêmios Oscar e que neste filme rouba todas as cenas em que aparece nos oferecendo uma atuação de grande histrionismo que sem dúvida mereceria mais um Oscar. O cantor Ricky Nelson, nesse filme, está fora de série com uma atuação sóbria, precisa e com excelente aparência de um mocinho boa praça que se oferece para ajudar o xerife na luta local. O papel entregue ao Ricky Nelson, na época, tinha sido oferecido a Elvis Presley, mas o mesmo recusou aceitar por conselho do seu agente mentor, pois o papel não era o principal.
Sorte do diretor, pois o Elvis, que é excelente cantor, como ator é uma nulidade total. Alguém já assistiu a um filme no qual J.Wayne apaixonado e dando beijos longos e sensuais com a sua parceira de cena? Pois nesse filme acontece em várias cenas. A sua parceira apaixonada não é nada menos que a sensual, belíssima, e muito apreciada como artista e de grande presença, Angie Dickinson que apesar de baixinha de 1.65m contracena em cenas tórridas com o grandalhão J. Wayne de 1,90m ou mais. A presença de A. Dickinson é muito aguardada durante o filme, pois a sua figura é um colírio para os espectadores, sua beleza não tem preço, ela atua com todo charme que ela sabe explorar como artista e mulher desejada.
Dean Martin faz o personagem costumeiro de Dean Martin, mas nesse filme ele se supera com uma atuação realmente fora de série. Faz um ajudante de xerife viciado em bebida borrachon, que o diretor conseguiu tirar uma atuação de grande efeito. Suas cenas como “bêbado ou pós bebedeiras” são perfeitas, nos mínimos gestos, olhares turvos, caminhar inseguro, boca seca, mãos trêmulas, sem exageros ou super atuação. Dá o recado com grande atuação. A música do filme foi composta pelo grande e premiado maestro Dimitri Tiomkin que dispensa comentários.
Sobre música, tem uma passagem musical dentro da delegacia, em que Dean Martin e Ricky Nelson dão um show de talentos e comprovam que são grandes artistas, eles cantam a musica “MY PONEY AND ME” em dueto de forma magnífica, acompanhados por uma gaitinha soprada pelo Walter Brennan. Essa cena já vale por todo o filme. É antológica.
Grande direção de um dos maiores diretores de western, HOWARD HAWKS. É como se fora um talentoso maestro dirigindo uma sinfonia numa orquestra de grandes músicos talentosos com os quais se pode capacitar e compor excelente música, desde que a condução seja precisa e bem ensaiada. Esse filme não poderia ser melhor, nem mesmo se fosse dirigido por outros mestres famosos no gênero western, como John Ford, George Stevens ou mesmo Sergio Leone.
Rio Bravo é um grande clássico difícil de ser superado.
Rio Bravo (1959) Official Trailer em HD:
Rio Bravo (1959) – John Wayne, Dean Martin, Ricky Nelson e Walter Brennan em cena clássica:
Isso é postura de um Ministro?
Isso é postura de um ministro?pic.twitter.com/Dv2sg99Kt4
— Joaquin Teixeira (@JoaquinTeixeira) September 29, 2025