Acho engraçado esse pessoal dessa laia de PT, PSOL que pedem para Moraes confiscar meu passaporte por “ir demais para os EUA”, agora quererem vir para cá.
Por isso quero aprovar o “no censors on our shore act” para criar consciência social nestes hipócritas ambulantes. pic.twitter.com/gPSSWzh3tV
Lá vem o acendedor de lampiões da rua! Esse mesmo que vem, invariavelmente, parodiar o sol e associar-se à lua, quando a sombra da noite enegrece o poente.
Um, dois, três lampiões acende e continua outros mais a acender, imperturbavelmente, à medida que a noite, aos poucos, se acentua e a palidez da lua apenas se pressente.
Triste ironia atroz que o senso humano irrita! Ele, que doura a noite e ilumina a cidade, talvez não tenha luz na choupana que habita.
Tanta gente também nos outros insinua crenças, religião, amor, felicidade, como esse acendedor de lampiões da rua!
Esta noticia me lembrou um fato narrado pelo saudoso Saulo Ramos, meu quase conterrâneo (ele era de Brodowski, cidade vizinha a Ribeirão Preto), em seu livro de memórias Código da Vida, cuja leitura recomendo fortemente. Cito de memória:
Quando assumiu o Ministério da Justiça do governo Sarney, logo no primeiro dia de trabalho lhe trouxeram um despacho para assinar.
Tratava-se de um processo de extradição, contra um estrangeiro que havia sido preso pro tráfico de drogas.
Como grande advogado, um dos maiores que já tivemos, Saulo leu o processo e constatou que os estrangeiros cometiam crimes no país; eram presos e deixavam o processo transitar sem defesa.
Uma vez condenados, eram logo extraditados, ficando impunes e voltavam para cometer novos crimes. O Brasil era o paraíso dos bandidos internacionais.
A fim de acabar com isso, redigiu um decreto, assinado pelo presidente, que determinava o cumprimento da pena no país, antes da extradição.
Isso afastou muitos bandidos estrangeiros ao longo dos anos.
Bastou o PT chegar ao poder para o país voltar a acoitar os bandidos internacionais de estimação, pela via do asilo político.
O Brasil voltou a ser o paraíso dos criminosos; um porto seguro para corruptos e assassinos esquerdistas.
Este caso da peruana é só mais uma vergonha que Lula e seus comparsas fazem o povo brasileiro passar.
Casebres de duas águas com uma mãozinha de cal Chão de cimento queimado E o rodapé escarlate, puxado à tinta e cordão Calçamento da entrada secando fava e feijão.
Um posto de gasolina. Vão da ladeira de cima dando pro quintal do padre No máximo, um primeiro andarzinho de dois andares.
Divertimentos sonoros na boca da difusora.
Beijos bons de açúcar em namoro de portão.
Um delegado fuleiro e um soldado bronca zero.
Filete d’água corrente; Três bodeguinhas no grau; Caligrafias mimosas no saber das professoras; Pé de pau bom de sossego e passarim bom de orquestra.
Salão & Barbearia Três Rei-Mago ou Três Irmãos: Dois segurando e um cortando.
Dor na barriga do riso de um moleque risador. Candeeiro fumarento a partir d’ave-maria. Poço de sabedoria no quengo do rezador. Matutos matraqueados: Zé, Antõe, Bastim e Pêdo. Povo “bucho de piaba” que nunca guarda segredo, E a conversa beradeira segredada na calçada.
O mundo se espedaçando e a cidadezinha nada.
E agora, quando meus versos se doze e meiam na noite, Lá vai ela em décimo sono de franqueza enrodilhada.
Depois de deixar Clezão morrer – a defesa apelou nove vezes para ele se tratar em casa porque estava gravemente doente –, o ministro Alexandre de Moraes começou a mandar gente para casa, por razões de saúde, talvez por que não seja o primeiro caso. Até o homem que mandou matar a Marielle Franco já foi para casa, e foi rápido! A cabeleireira Débora demorou muito, mas a saúde que estava em jogo era a dos filhos. A Adalgiza não foi ainda, o estado dela está cada vez mais grave. Agora foi um pastor que tem de fazer uma cirurgia de válvula mitral, e não pode ser operado e voltar para o presídio, porque a recuperação exige muitos cuidados.
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Moraes revida Espanha negando extradição de traficante
Mas uma outra manifestação de Moraes está mostrando que ele não mudou muita coisa. Ele pediu que a Espanha extraditasse Oswaldo Eustáquio. A Espanha negou; três juízes de uma corte superior disseram que não, que o que ele fez não é crime na Espanha, é “crime de opinião”, questão política, e isso não justifica extradição.
Moraes estava para conceder a extradição, para a Espanha, de um traficante búlgaro preso em Barcelona e que depois veio para o Brasil – como era a tradição lá atrás: “na hora de fugir, fuja para o Brasil, lá é fácil para um criminoso chegar e ficar”. Cesare Battisti andava por aqui, no governo Lula, e foi até considerado refugiado político. Pois Moraes suspendeu a extradição do sujeito que estava preso, pronto para ser devolvido à Espanha, e mandou o sujeito para casa, em prisão domiciliar. E mais: interpelou o embaixador da Espanha, o representante do reino espanhol, para que explicasse por que não está mandando de volta o Oswaldo Eustáquio.
Claro que o embaixador da Espanha não vai responder. Ele nunca viu uma coisa dessas, estava esperando algo do Itamaraty, que é o mediador nesses casos de extradição. Rubens Barbosa, que foi embaixador em Washington e hoje está aposentado – os da ativa não vão falar nada para evitar uma punição –, disse que isso é um absurdo, que não pode esse tipo de ação direta. Mas já aconteceu com os Estados Unidos, naquela briga entre Moraes e as redes Rumble e X; ele interpela diretamente uma plataforma digital nos Estados Unidos, pulando todo o caminho via Ministério da Justiça do Brasil, Itamaraty, Departamento de Justiça dos EUA, Departamento de Estado dos EUA. Moraes age como se tivesse jurisdição sobre a Espanha e sobre os Estados Unidos.
E não adianta entrar em discussão sobre reciprocidade, porque um é traficante e o outro é considerado, pelas leis e pela Justiça da Espanha, um refugiado político, alguém que está sendo processado por uma questão política.
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Lula manda avião da FAB trazer aliada condenada por corrupção no Peru
Caso diferente é o da ex-primeira-dama do Peru, que chegou a Brasília nesta quarta-feira depois de ter sido condenada na versão peruana da Lava Jato, por receber propina de R$ 17,5 milhões da Odebrecht para a campanha eleitoral do marido, Ollanta Humala, que é de esquerda, como Lula. Depois que saiu a condenação, ela se refugiou na embaixada brasileira, e Lula fez toda a deferência, mandou um avião da FAB resgatá-la em Lima. Ela não usou batom para pintar estátua nenhuma em Lima; ela foi condenada a 15 anos por corrupção, pelos R$ 17,5 milhões. E o Brasil a recebe mesmo assim.
O Brasil se recusa a extraditar um traficante, dá abrigo a uma corrupta e fica bravo porque a Espanha considera que um brasileiro que Moraes queria ver extraditado é, na verdade, um refugiado político. Lula e Moraes estão fazendo uma fama muito ruim – ou, melhor dizendo, piorando a nossa fama. Já está ruim, e aí vem o pior.