COMENTÁRIO DO LEITOR

PONTO FORA DA CURVA

Comentário sobre a postagem ANISTIA

Roberto:

E pensar que esse (Aldo Rebelo) é um esquerdista convicto, foi membro atuante do PCdoB até poucos anos atrás e ministro de vários governos petistas.

Teve uma atuação preponderante na elaboração do Código Florestal Brasileiro, elogiado no mundo todo por sua modernidade.

Foi Deputado Federal por 6 (seis) mandatos consecutivos e Presidente daquela Casa com excelente desempenho.

Daí se conclui que há esperança nas hostes da esquerda?

ABSOLUTAMENTE, NÃO !!!

Ele foi um ponto fora da curva.

Se existirem outros como ele, estarão sufocados pelo pensamento marxista retrógrado hegemônico e incapazes de mostrar o seu potencial.

Espero que um dia possam vir à luz e remodelar a percepção que hoje temos desse grupo político…

DEU NO JORNAL

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

DEU NO X

DEU NO JORNAL

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

O DIZIDO DAS HORAS NO SERTÃO

Foto deste colunista

Para o sertanejo antigo
O ponteirar do relógio
De hora em hora a passar
Da escurecença da noite
A sol-nascença do dia
É dizido ao jeito deles
No mais puro boquejar.
Se diz até que os bicho:
Galo, nambu e jumento
Sabe às hora anunciar.

Uma hora da manhã:
Primeiro canto do galo.
Quando chega às duas horas:
Segundo galo a cantar.
As três se diz: madrugada
As quatro: madrugadinha
Ou o galo a miudar.
As cinco é o cagar dos pintos
Ou mesmo o quebrar da barra.
Quando é chegada às seis horas
Se diz: o sol já de fora
Cor de Crush foi-se embora
E tome dia clarear.

Sete horas da manhã
É uma braça de sol.
O sol alto é oito em ponto
O feijão tá quase pronto
E já borbulha o manguzá.

Sendo verão ou se chove
Ponteiro bateu as nove
É hora de almoçar.
As dez é almoço tarde
De quem vem do labutar.
Se o burro dá onze horas
Diz: quase mei dia em ponto
As doze é o sol a pino
Ou pino do meio dia
O suor desce de pia
Sertão quente de torar.

Daí pra frente o dizido
Ao invés de treze horas
Se diz: o pender do sol
Viração da tarde é duas
Quando é três, é tarde cedo.
As quatro, é de tardezinha
– Hora branda sem calor
O sol perde a cor de zinco…
Quando vai chegando as cinco:
Roda do sol a se pôr.

As seis é o-pôr-do-sol
Ou Hora da Ave Maria.
Dezenove ou sete horas
Se diz que é pelos cafus.

As oito, boca da noite.
Lá pras nove é noite tarde.
As dez é a hora velha
Ou a hora da visagem
É quando o povo vê alma
Nos escuros do lugar
É horona perigosa
Fantasmenta e assustosa
Do cabra se estupefar.

As onze é o frião da noite
É sertão velho a gelar.
Meia noite é MEIA NOITE
E acabou-se o versejar
Mais um dia foi-se embora
E assim é dizido as horas
Nesse velho linguajar.

Poema baseado nas “Horas sertanejas” de Câmara Cascudo

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

NÃO É RETALIAÇÃO A TARIFAS QUE VAI SALVAR A INDÚSTRIA BRASILEIRA

crescimento industria

Indústria nacional está há cinco meses sem crescer

Saiu o tarifaço de Donald Trump, que até tratou bem o Brasil na comparação com países asiáticos. Algumas nações na Ásia levaram 90% de sobretaxa nos produtos importados de lá. Para produtos do Brasil, parece que a tarifa geral será de 10%, que é o mínimo; estão dizendo que automóveis brasileiros seriam taxados com 25%, mas eu duvido que o Brasil venda automóveis para os Estados Unidos, não tenho detalhes a esse respeito.

A indústria aqui no Brasil vai mal. A Câmara e o Senado estão reagindo, para devolver com tarifas iguais, mas o problema é outro. De fevereiro de 2022 até o fevereiro de 2025, ou seja, num intervalo de três anos, a indústria cresceu apenas 1,1%, e foi graças à indústria de mineração e de alimentos. O setor não vai bem; caiu pelo quinto mês consecutivo agora em fevereiro, queda de 1,3% segundo o IBGE. Há uma insegurança jurídica muito grande nesse país. Não é apenas a insegurança pessoal, de falta de segurança pública; o investimento se retrai e a indústria não se moderniza, não ganha mercado, não vende, não produz.

* * *

Que Justiça é essa que condena a 9 anos por ganhar um tríplex e a 14 anos por escrever com batom?

Queria fazer uma comparação, sobre a nossa Justiça. A Débora do batom passou 743 dias na prisão, os filhos ficaram sem a mãe – só agora ela foi para casa, em prisão domiciliar, com tornozeleira – por causa de um batom, e já há dois votos no Supremo para condená-la a 14 anos de prisão. O atual presidente ficou 580 dias na prisão, condenado por ter recebido um tríplex no Guarujá; a condenação foi até diminuída (embora tenha sido confirmada) pelo Superior Tribunal de Justiça, depois que a segunda instância tinha aumentado a pena. Um pegou 8 anos e 10 meses por um tríplex. A Débora, 14 anos por um batom. E o atual presidente já tinha uma segunda condenação, pelo sítio de Atibaia; dois outros processos em que ele era réu, do Instituto Lula e da Operação Zelotes, foram suspensos porque não podiam correr em Curitiba, mas em Brasília e São Paulo.

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Filipe Martins participará de audiência em investigação de possível fraude na imigração americana

Na próxima quarta-feira, em Orlando, na Flórida, haverá uma audiência da qual Filipe Martins vai participar remotamente, lá de Ponta Grossa, porque ele não pode sair do país. Ficou seis meses na prisão, igual à Débora, sem condenação, nem sequer uma denúncia. Prenderam para ele não fugir do país, porque inventaram que ele tinha ido para a Flórida no fim de 2022, mas ele estava em Ponta Grossa o tempo todo; comprovou com o rastreamento do celular, com passagens aéreas de Brasília e Curitiba, com fotos daqueles dias.

O processo em Orlando está investigando se houve fraude no sistema de migração dos Estados Unidos, o que é muito grave. Como escreveram errado o nome dele, eu tenho um palpite. O nome do Filipe Martins é com “i”; acho que em todas as línguas é assim, inclusive no inglês dos Estados Unidos, é Phillip. Mas aqui no Brasil muita gente se chama Felipe, com “e”, que não é o caso de Filipe Martins, Filipe com “i”. Como escreveram o nome errado, meu palpite é de que foi algum brasileiro que errou.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA