Salvo engano, neste 10 de dezembro Javier Milei está completando um ano na presidência da Argentina.
Fez a campanha e o discurso de posse dizendo que cortaria despesas, e parece que cortou mesmo.
Na época, virou meme sua declaração de que “no hay plata”, como se vê nesse vídeo, mas o fato é que ele não estava brincando ao prometer administrar com uma motosserra nas mãos.
O final de seu texto foi bastante esclarecedor, porém, mais do que um desconhecido dentro de casa, o grande perigo é você descobrir que tem um inimigo dentro de sua casa.
Comecei minha carreira de professor em 1991, e desde essa época venho brigando por isso, ensino de qualidade.
Nunca fui ouvido, nunca levaram em consideração esses pontos.
O currículo escolar brasileiro é uma piada.
Lá te ensinam a fazer sabão, a dançar funk.
Há uma disciplina chamada Itinerário Formativo, no Ensino Médio que não possui matriz de referência, percurso formativo, currículo teórico, além de outras bobagens como Unidade Curricular – sei lá o que é isso -, Laboratório, em escolas que mal tem depósito de livros, quanto mais uma biblioteca, afora outros entulhos curriculares que nada significa.
Quando fiz o Ensino Médio entre 1988 e 1990, tínhamos seis aulas de Língua Portuguesa, seis de Matemática, três de Química, Física, Biologia, duas de História, Geografia, uma de Geometria, duas de Língua Inglesa.
Hoje, aqui no Glorioso Mato Grosso do Sul, o Ensino Médio tem vinte e três componentes curriculares para uma grade de vinte e cinco horas aulas, com previsão de subir para vinte e cinco componentes, acrescentando-se um sexto tempo, e adivinha quais os componentes curriculares que perderam horas….. exatamente, Português, Matemática, Química, Física e Biologia….
Daí se explica o fato de estarmos nas últimas posições no Pisa, e, mesmo as pessoas vendo onde está o incêndio, ficam com cara de paisagem, criando mais inutilidades para servir de plataforma militante para a esquerda vender seu pesadelo, em uma plateia cativa.
Crônica dedicada a Peninha, Sr. Melodia, o mais profícuo colecionador de música do Patropi
Acima de Qualquer Suspeita é um grande filme de suspense policial que prende o telespectador até o último instante para descobrir a verdade por trás dos fatos. A atuação do promotor público Mark Hunter (Michael Douglas), torna o longa mais atraente.
Belo suspense policial, com uma premissa criativa e um desenvolvimento inteligente mostrando boas reviravoltas ao longo da história.
Toda a questão sobre julgamentos baseados em evidências circunstanciais no qual se baseia a trama central desperta algumas reflexões, mostrando que a “verdade” num tribunal pode apresentar várias versões, com o resultado podendo ser facilmente manipulável num repugnante jogo de cartas marcadas.
De negativo tem o plano estúpido de como as filmagens que inocentariam o jornalista são armazenadas e depois seriam apresentadas no julgamento, daria para imaginar muitas formas mais inteligentes de garantir que as imagens fossem divulgadas sem aquela correria e perseguições não convincentes.
Mas o grande destaque fica por conta do desfecho com uma reviravolta no enredo que realmente surpreende, se alguém disser que foi previsível ou que conseguiu antecipar a revelação final, é um mentiroso. Podem dizer que é forçado ou que não gostaram, mas é inegável que foi um final criativo, fugindo do “final feliz” padrão.
O filme expõe questões éticas tanto do lado do jornalismo quanto da própria justiça e mostra até onde alguém pode ir para conseguir seus objetivos.
O diretor Hyams conduz a trama de forma que as coisas que você acredita estarem certas talvez não estejam e a participação do ator veterano Michael Douglas (de filmes como Instinto Selvagem, Garotos Incríveis, Traffic) no elenco dar um tempero especial à produção.
C.J. Nichols (Jesse Metcalfe) é um jornalista investigativo de uma grande rede de televisão disposto a fazer a reportagem da sua vida e ganhar o prêmio Pulitzer (o “Oscar” do jornalismo). Para tanto, resolve investigar o promotor público Mark Hunter (Michael Douglas) e os 17 casos de crimes circunstanciais em que o promotor atuou (e, incrivelmente, venceu!), utilizando-se de exames de DNA em evidências colocados nas cenas dos crimes de forma inescrupulosa e falsa. O objetivo do promotor Hunter em vencer todos os casos é tornar-se herói aos olhos da opinião pública como defensor ferrenho da justiça e de causas humanas e assim angariar votos para a eleição de governador de estado.
Para provar as manipulações da promotoria, Nichols resolve criar falsas evidencias para que seja julgado como assassino de uma prostituta que de fato ocorreu em Nova York. Com a ajuda de seu amigo e colega jornalista manipula provas e filma todo o processo para que no julgamento possa desmascarar Mark Hunter e suas manipulações de processos judiciais. Alguma semelhança com os casos julgados pelo Xandão do Supremo Tribunal de Favores, é mera coincidência.
Com a direção de Peter Hyams o filme consegue manter um certo suspense na medida em que os personagens precisam enfrentar um risco muito grande em suas carreiras profissionais. Hunter precisa manipular a justiça e vencer mais este caso apesar de saber que caiu em uma armação do jornalista. Nichols, por sua vez, precisa provar sua inocência apesar da morte “acidental” de seu amigo e o sumiço do DVD com a gravação da sua armadilha. Causas morais e éticas são colocadas para que o expectador possa refletir sobre até que ponto uma pessoa estaria disposta a praticar atos criminais para conseguir fama e poder. Em Acima de Qualquer Suspeita estão todos os envolvidos nesta trama muito bem arquitetada e nem todos são inocentes (ou culpados) até que se prove o contrário.
Os atores convencem razoavelmente em suas interpretações e o suspense se perde um pouco na medida em que toda a “armadilha” já é conhecida por todos os personagens envolvidos na história. A reviravolta no final é mais um estratagema para tentar incutir no público a falsa pretensão de ser uma grande história policial. Micheal Douglas não disse a que veio e a produção só usou seu prestígio como ator para atrair o público. Até mesmo o romance entre J.C. Nichols com a assistente de Hunter ficou clichê e uma manobra do roteirista. O romance não cola e a química entre eles é falsa e superficial, como as narrativas “criadas” pelo xerife careca do Supremo Tribunal de Favores de um país chamado Brasil para incriminar o Messias, e, dessa forma, impedi-lo de se candidatar à presidência do País.
O Brasil e o cenário econômico de rombo fiscal, aumento de impostos, juros, inflação e endividamento
De repente, o mercado se dá conta de que esse governo não entende nada de economia e está comprometido com a gastança e a corrupção; práticas já corriqueiras desde que ocuparam o cargo, mesmo em outros mandatos. O que ficou claro para o mercado é que a situação não é mais sustentável, pois há uma combinação de fatores que levam a crise:
1. Rombo fiscal constante; 2. Aumento de impostos constante; 3. Aumento do endividamento; 4. Aumento dos juros; 5. Aumento da inflação; 6. Aumento do risco Brasil.
Dessa forma, o mercado entendeu que não é possível o governo continuar gastando como está, pois gera um rombo que se aprofunda mensalmente. E como tapar esse buraco? Com aumento de arrecadação e de endividamento! Ambos são provas de sua incapacidade, pois os juros, que já estavam altos, subiram ainda mais. O governo, consequentemente, se vê obrigado a cortar custos, pois não há mais de onde tirar ou de onde arrecadar.
IBGE e a ficção: o poder central também não consegue arrecadar no ritmo de seus gastos, nem se endividar mais porque o mercado não está mais comprando os títulos públicos que emite, nem acredita nos números mirabolantes divulgados pelos órgãos oficiais, notadamente o IBGE. Já escrevemos artigo sobre esse assunto, abordando os dados do IBGE que não condizem com a realidade.
O IBGE vem divulgando dados da inflação entre 4% e 5% e temos juros na faixa de 13% a 14%. Ou seja, será que temos o maior juro real do mundo? Não. A verdade é que a inflação é muito superior aos 5% publicados pelo IBGE.
Já denunciamos a maquiagem de números por parte desse órgão governamental, que afeta todas as decisões, e agora o mercado constata a mistura fatal de corrupção, incompetência e uma espessa cortina de fumaça criada pelo IBGE, que menospreza a inteligência e a experiência do povo brasileiro. Mas agora esse governo não engana mais ninguém.
Mais confisco de quem produz: O que isso significa, crise fiscal para governo socialista? O poder federal deve acirrar ainda mais os seus ataques contra o setor produtivo, aqueles que têm poupança e renda, que investem e que geram empregos, aumentando o confisco de quem realmente produz algo no país. Essa tem sido a ideologia e a narrativa desse desgoverno.
Dólar: em função direta dessas ações do governo, o consumidor sai perdendo, pois o dólar disparou diante da constatação da classe produtora de que o Brasil não é um bom lugar para se ter poupança ou se investir.
O governo está justamente atrás desse segmento, pois são cidadãos e empresas que podem comprar dólares e sair do Brasil, bem como todos os que já entenderam que o país não vai conseguir equilibrar suas contas.
Adicionalmente, muitos dos que operam recursos financeiros já sabem que, se não enviarem remessas para o exterior, podem sofrer retaliações, pois é muito provável que seja adotada uma postura muito semelhante à da Argentina peronista, de controle de fluxo de capital.
Tal deve ocorrer também no Brasil, inicialmente como vem acontecendo, com o aumento de tributos, de IOF, de taxação sobre transações e compras internacionais; até a criação de bloqueios e limites de transações entre países em moeda estrangeira, não só de compras, mas de remessas e viagens, dentre outros. Portanto, a pressão sobre o dólar tende a aumentar.
Brasil saindo da rota dos investimentos: somado à pressão ao dólar, o governo Trump deve fazer o oposto ao governo brasileiro em relação ao setor produtivo, o que vai sugar ainda mais recursos para investimento que estavam direcionados para o Brasil.
Sim, o que viria para nós, doravante, terá como destino os Estados Unidos, o qual será o grande “aspirador de pó” dos investimentos mundiais, uma vez que seja um país mais atraente que o nosso.
Isso não é novidade, haja vista o que aconteceu no primeiro governo Trump e que agora acontece na Argentina. A Argentina tem atraído muitos fundos de investimentos, mesmo que sua inflação ainda esteja muito alta, na faixa de 100% a 120%, no entanto a sinalização do governo argentino é verdadeiramente de cortar gastos, atingir equilíbrio fiscal, valorizar a moeda e readquirir crédito internacional.
A cada mês, a Argentina galga sucesso no setor da economia e o mercado responde positivamente para investimentos lá. Por consequência, a bolsa e a moeda argentina têm valorizado, assim como o crédito, o que significa juros menores.
E como isso se traduz para o consumidor final? Preços mais altos, dólar aumentando ainda mais, o que vai gerar efeito nos combustíveis, alimentos, produtos e serviços em todo o país.
Crédito mais caro: com o viés de aumento de juros, o crédito certamente fica mais caro para o consumidor. Mas os juros não aumentam somente pela pressão da inflação. Não, infelizmente. Os juros também aumentam por desconfiança de que o Brasil pode não pagar seus títulos uma vez que o endividamento está alto (batendo 80% do PIB com juros a mais de 13%). A dívida está se tornando impagável e o risco do Brasil entrar num ciclo semelhante ao que a Argentina entrou no passado peronista está no horizonte. Isso não se resolve no curto prazo.
Três consequências e uma lição: resumindo, a população deve sofrer dois impactos diretos: o primeiro, nos preços por causa do dólar, o segundo, nos juros do cartão de crédito. Um terceiro impacto, bem previsível, também deve acontecer: o desinvestimento, que terá como efeito menos empregos na livre iniciativa, e o governo estará lá, de boca aberta a esperar os que queiram ir para o setor público, nada sustentável e que certamente deve acelerar a crise na qual o esse desgoverno mergulhou o Brasil.
Compreendo que esse diagnóstico é negativo, no entanto, há uma lição positiva a se extrair para os próximos e difíceis dois anos que se seguirão: haverá mudança em 2026, pois a classe média não aguenta mais “pagar o pato” da incompetência, corrupção e ideologia da administração atual.