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BANÂNIA EM ESTADO PURO

Gilmar Mendes anulou nesta segunda-feira (28) todas as condenações do ex-deputado federal e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) na Operação Lava Jato.

O ministro do Supremo Tribunal Federal entendeu que o ex-juiz federal Sergio Moro foi parcial ao julgar os casos do petista.

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Volta, Zezinho!

Volta logo.

Estamos ansiosos pra te ver novamente lá em riba, avuando pelos ares banânicos.

E brilhando muito ao lado do teu chefe, o também descondenado que dirige e digere esta republiqueta banânica.

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QUEM SÃO OS FASCISTAS?

Guilherme Fiuza

Quem são os fascistas?

Tem um festival de “especialistas” explicando por aí na imprensa “por que Trump é fascista”.

Trump é fascista porque a imprensa faliu. Trump é fascista porque a cara de pau substituiu o jornalismo. Trump é fascista porque a verdade não interessa mais a um gigantesco contingente de profissionais de comunicação. Trump é fascista porque a covardia de se investir em rótulos fajutos e espalhá-los para consumo de uma opinião pública flácida está dando lucro.

Pesquisa “DataFalha” exclusiva desta coluna: 93,42% dos demagogos fantasiados de jornalistas têm um fascista para chamar de seu. Para 99,9% desse universo, tanto faz o que a pessoa faz ou deixa de fazer na vida – o que importa é espalhar uma cascata “progressista” colocando num espantalho a culpa por todos os problemas reais e imaginários do Planeta Terra, caprichando no sotaque de missionário da ética (0,1% não sabem/não opinaram).

O sujeito governa por quatro anos o país que é considerado a maior democracia do mundo e os “especialistas”, “professores”, “doutores”, “sociólogos”, “cientistas políticos e gel-políticos” (e bota gel nisso), gatos-mestres, profetas de padaria e filósofos de fundo de quintal simplesmente ignoram a gestão dele na Casa Branca. A realidade estragaria toda a indumentária salvacionista. 

Robert De Niro, o maior canastrão da política mundial, fez um comício patético no meio da rua dizendo que se Trump entrar na Casa Branca não sai de lá nunca mais. E vai destruir os EUA e o mundo.

Mas como o fato não tem mais a menor importância por ali, a farsa está em ótimos lençóis – de seda pura egípcia e logomarca dos bilionários bonzinhos que investem pesado na anestesia do senso comum. Anestesia ou lobotomia? Quem optar pela segunda hipótese não pode ser trancado num hospício.

O “fascista” fez um governo que reduziu as tensões internacionais. Reduziu as ameaças terroristas. Reduziu a inflação. Reduziu a imigração ilegal sem um pingo de xenofobia. Melhorou os índices de emprego e renda para boa parte das camadas socialmente menos favorecidas da população – incluindo latinos e negros. Vejam os dados de aprovação ao governo Trump nesses estratos demográficos. 

Nenhum traço de constrangimento à liberdade de expressão é encontrado no governo anterior. O dono da Meta declarou ao Congresso norte-americano que o governo atual encomendou ações restritivas ao Facebook no período da pandemia. Não há registro de nada parecido, em termos dessa sanha de controlar o que o cidadão pode falar e ouvir, no governo Trump.

Quem são os fascistas? Como pode essa imprensa decadente, decrépita e leviana continuar espalhando teses mentirosas sobre a realidade que ela jura refletir?

A resposta é simples: pode, ou acha que pode, porque é decadente, decrépita e leviana. A ponto de se permitir, na reta final de uma eleição presidencial especialmente tensa e acidentada, continuar ajudando a colocar um alvo nas costas daquele que acaba de sofrer dois atentados – tendo sido um deles consumado, não resultando em assassinato por questão de milímetros. 

Não estão nem aí. Continuam fazendo sua propaganda suja do “fascista”, buscando um sucesso melancólico e anêmico na bolha da burguesia decadente que se fantasia de humanista com meia-dúzia de adereços digitais.

Por que não foram todos ainda engolidos pelo seu próprio vexame? Porque as palavrinhas “direita” e “esquerda” socorrem os cínicos. Elas são o seguro de vida dos demagogos. “Conceitos” vagos e anacrônicos que podem ser lidos ao gosto do freguês, significando às vezes o exato oposto para um ou para outro, servem para quê? Uma parte significativa da opinião pública identifica “direita” como ameaça à democracia. Por que insistir num “conceito” que gera tanto mal-entendido – e ainda municia os picaretas para pregarem a eliminação de alguém por ser “de direita”?

É tudo muito estranho. Para quem quer realmente a democracia, talvez seja bom começar a chamar liberdade de liberdade – antes que essa possibilidade desapareça no baile de máscaras.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

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A PALAVRA DO EDITOR

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O BRASIL VOLTOU

Dias depois de a Lava Jato condenar no Peru o ex-presidente Alejandro Toledo a 22 de cadeia por aceitar suborno, no Brasil José Dirceu é descondenado, mais um sentenciado por corrupção e outras ladroagens.

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O Peru enfiou o peru no furico do seu corrupto.

Enquanto isso, aqui em Banânia, o amor voltou.

ALEXANDRE GARCIA

OS PROCESSOS CONTRA JOSÉ DIRCEU ESTÃO ANULADOS

José Dirceu

Ex-ministro José Dirceu tem os direitos políticos garantidos após anulação de condenações

A grande notícia é o ex-ministro José Dirceu livre. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes livrou José Dirceu um dia depois do anúncio de que o petista receberia o título de doutor honoris causa de uma universidade no Rio de Janeiro. Dirceu, que já disse que “sempre confiou na Justiça”, deve estar festejando tudo isso.

Gilmar Mendes contrariou o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro enquadrou José Dirceu na mesma situação que beneficiou Lula, de suspeição do juiz Sergio Moro. Mas a PGR não concorda com essa tese; diz que não é o mesmo caso, que na Lava Jato José Dirceu não era corréu com Lula, e por isso não era a mesma situação, não cabe esse enquadramento, e vão recorrer. Lembro que foi uma decisão única, monocrática, singular, de um membro do STF. A condenação passou por juízes, desembargadores, recursos, e aí um ministro do Supremo derruba tudo.

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Vontade de um único ministro também derruba regra sobre aposentadoria de policiais

Aconteceu a mesma coisa com uma lei aprovada pela maioria do Congresso e que teve um artigo suspenso por um único ministro do Supremo, Flávio Dino. É um trecho que que equipara policiais – homens e mulheres – na aposentadoria. A ação direta de inconstitucionalidade foi proposta pela Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol). Dino diz que, enquanto o Congresso não corrigir a lei, ela fica suspensa por ser inconstitucional, pois em toda parte a aposentadoria de homens e de mulheres é diferente.

Mas é inconstitucional? O caput do artigo 5.º da Constituição, que é cláusula pétrea, diz que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Qual é a distinção entre as pessoas? É o sexo da pessoa? A cor da pele? A importância na sociedade? O tamanho da renda? Se é mais feio, mais bonito, mais magro ou mais gordo? Se é bem ou mal vestido? Diz a Constituição que, perante a lei, todos são iguais.

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Uns têm processo arquivado apesar de delação, outros nem precisam de prova para serem condenados

Um outro ministro do STF, Edson Fachin, também sozinho, arquivou um inquérito contra os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM). Estava junto com eles o Romero Jucá, mas, como ele não é mais senador, o caso dele ficou na primeira instância da Justiça Federal em Brasília. É um escândalo de propina da farmacêutica Hipermarcas, cujo diretor, Nelson Mello, em delação premiada, disse ter repassado dinheiro para eles. A PGR pediu o arquivamento dizendo não haver evidências de que eles foram o destino final do dinheiro.

Interessante tudo isso, não? Uns ficam na primeira instância, mas os da manifestação de 8 de janeiro vão direto para a última instância, não têm instância superior a quem recorrer. Para uns é preciso haver provas; para outros isso nem é necessário, basta ter estado na Praça dos Três Poderes. Não há como não percebermos isso.