MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

UM COMPLEMENTO SOBRE A UCRÂNIA

“Um sinal do nosso tempo é a personalidade dividida dos conservadores. Muitos que estão à direita do centro estão em uma busca esquizofrênica pela liberdade e ao mesmo tempo pelo coletivismo. Os conservadores pedem livre comércio e livre iniciativa, mas também clamam por embargos absolutos ao comércio com as nações comunistas. Eles se esqueceram de que o livre comércio beneficia ambas as partes? Proibir o comércio é um exemplo cruel de política socialista; prejudica os países comunistas, com certeza, e também nos prejudica.

Outro exemplo: os conservadores estão pedindo impostos mais baixos e menos controle do governo, enquanto, por outro lado, estão pedindo uma guerra santa virtual contra a Rússia e a China, com todo o custo, morte e estatismo que tal guerra necessariamente implicaria. Tal guerra santa seria imoral, inconveniente e mal concebida, na melhor das hipóteses – nestes tempos de armas para assassinato em massa, tal apelo é quase insanidade.

Aqui, acho que um ponto deve ser feito e sem rodeios: Algumas pessoas podem preferir a morte ao comunismo, e isso é perfeitamente legítimo para eles. Mas suponha que eles também tentem impor sua vontade a outras pessoas que podem preferir a vida sob o comunismo à morte em um cemitério do “mundo livre”. Forçar alguém a morrer por uma causa alheia não seria um caso puro e simples de assassinato? E o assassinato anticomunista não é tão mau quanto o assassinato cometido pelos comunistas?”

As palavras acima, que parecem feitas sob medida para as circunstâncias do mundo atual, foram escritas por Murray Rothbard em 1954, setenta anos atrás. A guerra a que ele se referia era a Guerra da Coréia, mas basta substituir “Coréia” por “Ucrânia” para perceber que pouca coisa mudou no mundo nestes setenta anos. Já aconteceram “guerras por procuração” na Coréia, Vietnã, Afeganistão, Iraque, Líbia e vários outros países, guerras que nada tinham a ver com os interesses do povo destes países, e eram meros pretextos para manter funcionando o “complexo industrial-militar”. As grandes indústrias forneceram as armas, o povo destes países forneceu os cadáveres.

Em abril de 2022, pouco mais de um mês após o início da guerra, representantes da Ucrânia e da Rússia se reuniram em Istambul, na Turquia, para negociar um acordo.

Recentemente, Victoria Nuland, ex-Subsecretária de Estado para Assuntos Políticos do governo Biden, concedeu uma entrevista. Ela admitiu que os EUA e seus aliados pressionaram a Ucrânia a não fazer um acordo com a Rússia:

“A Ucrânia nos pediu conselhos e pareceu claro para nós, para os britânicos e para outros, que a condição principal de Putin estava escondida em um anexo do documento em que eles estavam trabalhando. Ele definia limites para os tipos de armas que a Ucrânia poderia ter após o acordo. [..] Pessoas dentro da Ucrânia e pessoas fora da Ucrânia começaram a perguntar se era um bom negócio, e neste ponto tudo desmoronou.” (A Rússia não gostaria de ter ao lado um inimigo armado? Onde já vimos isso antes? Ah, “Crise dos Mísseis Cubanos”!)

Em 9 de abril de 2022, Boris Johnson viajou para a Ucrânia e disse a Zelensky que “mesmo que a Ucrânia esteja disposta a assinar um acordo com a Rússia, o ´coletivo ocidental´ não está”. Boris também disse “nós não vamos assinar nada com eles, vamos simplesmente lutar”.

Em 20 de abril de 2022, o Chanceler da Turquia Mevlüt Çavuşoğlu declarou à CNN local: “Depois das conversas em Istambul, nós pensamos que a guerra não iria durar muito. [..] Depois da reunião dos países da OTAN, tivemos a impressão que … alguns dentro dos países da OTAN querem que a guerra continue. Eles não se preocupam muito com a situação da Ucrânia”

Em 25 de abril de 2022, após visitar Kiev, o Secretário de Defesa Lloyd Austin declarou que “um dos objetivos dos Estados Unidos é enfraquecer a Rússia”.

No início do filme Shrek, após declarar guerra aos ogros, Lord Farquhar disse a seus soldados “alguns de vocês vão morrer, mas é um sacrifício que eu estou disposto a fazer.”

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO JORNAL

OS NOSSOS PARTIDOS DA FARRA

Luís Ernesto Lacombe

Partidos fazem a farra com dinheiro que jorra dos pagadores de impostos

Partidos fazem a farra com a riqueza tomada dos pagadores de impostos brasileiros

É impossível apontar no Brasil um partido conservador. O PL não é… Ou a maior parte dos filiados à legenda não tem nada a ver com o conservadorismo. Apesar do nome, o PL também não pode ser considerado um partido liberal… Quem mais se aproxima do liberalismo – agora que já não há mais um João Amoêdo transfigurado no comando – é o Partido Novo. Uma passada de olhos pela lista de 29 partidos registrados no TSE comprova a dificuldade tremenda que é definir o que cada um defende, suas bandeiras, sua linha ideológica. O que temos, quase sempre, são os “sacos de gatos”, uma reunião de oportunistas e egoístas.

A maioria da nossa “classe política” não é formada verdadeiramente por políticos. O que encontramos em grande número são negociantes, barganhistas, vendilhões. Eles só querem se dar bem, se entregar a negociatas, mamatas, falcatruas, velhacaria. Não há preocupação genuína com o bem do Brasil e dos brasileiros. Infelizmente, tem sido assim desde o início da nossa República. Virou uma tradição contra a qual os protestos invariavelmente são tímidos. E parece não haver Justiça capaz de expurgar essa gente, ou fazê-la se arrepender, pedir perdão e se endireitar.

Nossos partidos políticos são praticamente um balcão de negócios, e há muito dinheiro nisso, cada vez mais… O orçamento para o fundo eleitoral praticamente dobrou em 2024, são quase R$ 5 bilhões. E ainda tem o Fundo Partidário, de R$ 1,2 bilhão. Quem banca tudo isso são os pagadores de impostos. Eles sustentam as máquinas comandadas por gente como Baleia Rossi, presidente do MDB; Valdemar Costa Neto, do PL; Gilberto Kassab, do PSD; Gleisi Hoffmann, do PT; Antônio Rueda, que assumiu a presidência do União Brasil no lugar de Luciano Bivar; e André Figueiredo, que substituiu Carlos Lupi no comando do PDT.

Num país ideal, não deve despencar sobre os ombros e no bolso dos pagadores de impostos a manutenção de partidos políticos, muito menos o financiamento de campanhas eleitorais. As legendas devem ser capazes de gerar sua própria receita. Que se virem com contribuições mensais dos filiados, doações, com a organização de eventos pagos, seminários, palestras, que façam rifas, vendam camisetas, bonés, bandeiras, broches, canecas… Os mais de R$ 6 bilhões dos brasileiríssimos fundos partidário e eleitoral teriam certamente destinação melhor se não fossem entregues aos caciques das legendas que nunca se preocupam realmente com nosso país.

Há tanto o que mudar… E é preciso acreditar no improvável, que nossos políticos sejam capazes de fechar as torneiras do Fundo Partidário e do fundo eleitoral que jorram para eles bilhões dos nossos impostos. É preciso lutar para que o Brasil passe a permitir as candidaturas independentes. É preciso ter esperança de que uma nova geração de políticos – políticos de verdade –, competente, honesta, coerente, apegada ao mundo real, vai substituir, em breve, as velhas raposas.

DEU NO X

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

ENSINAMENTOS

Eu não direi que papai era um pensador antes do Alzheimer. Mas, isso eu digo: Seu Miúdo tinha umas tiradas… Um jeito próprio de se fazer entender.

Certa vez, eu bem jovem, andei fazendo umas artes e alguém enredou-as a papai.

Eu cheguei em casa sem saber que ele sabia. Porém, bastou seu olhar de canto de olho para eu perceber que teríamos algo a tratar.

Ele me mandou sentar à mesa da cozinha, onde já estava sentado:

– Sente aí – falou me indicando o lugar com o queixo.

Meu sentido aguçado enviou-me a mensagem: ele sabe o que foi feito.

Minha covardia soltou um conselho estúpido: negue!

Sem dizer quem havia me alcaguetado, papai passou a narrar o fato como se dele tivesse sido testemunha ocular.

No fim, com aquele olhar chicote, que fazia doer mais na consciência que na pele rasgada, perguntou-me se havia sido eu mesmo.

Eu não segui a voz da minha covardia. Mas também não dei voz ao meu arrependimento. Somente abaixei a vista envergonhado em silêncio e com remorso.

Naquele momento, levantando-se para sair da cozinha, e já de costas para mim, papai poderia ter falado “quem cala consente”. Mas, com a voz segura, apenas exclamou:

– A culpa baixa o olhar.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO JORNAL

NORMAL, NORMAL, NORMAL

O ex-presidente da empreiteira OAS Leo Pinheiro, cujas condenações foram anuladas nesta sexta (27) por Dias Toffoli (STF), foi réu confesso em vários casos de corrupção investigados na Lava Jato.

Em setembro de 2016, iniciou depoimento ao então juiz federal Sérgio Moro explicando que decidira abandonar a estratégia do bico calado: “Eu cometi crimes e, para o bem da Justiça e do nosso país, para o bem da nossa sociedade, estou aqui para falar a verdade, dizer tudo o que eu sei”.

E abriu o verbo.

O corrupto confesso relatou até reuniões para tratar de propina com autoridades como Ricardo Berzoini, ex-ministro de Dilma Rousseff.

Sem ser perguntado, Léo contou a Moro haver pago propinas a políticos e a partidos, indicando nomes e valores até então desconhecidos.

Léo aparece ao lado de Lula nas obras de reforma do triplex do Guarujá, que a Lava Jato viu como prova do envolvimento do petista na safadeza.

* * *

Um réu confesso teve condenações anuladas.

É isso mesmo.

Do jeito que está escrito na nota aí de cima.

Pronto: tá formada uma parelha de dois descondenados.

Lula e Léo.

Um duplo “L”

Léo Pinheiro, o doador do triplex, em depoimento: “Sim, cometi crimes”

Os dois descondenados aparecem juntos naquela foto antológica de entrega das chaves do apartamento no Guarujá, um mimo de altíssimo luxo.

Coisa típica de uma republiqueta banânico-petralha.

Normal, normal, normal.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

A PERSEGUIÇÃO AO AGRONEGÓCIO

Globalistas progressistas, apoiados em pesquisas equivocadas de pseudo cientistas aquecimentistas, continuam com sua agenda implacável de combate aos meios tradicionais de produção de alimentos e insumos.

Países com governos fracos e de esquerda como o Brasil, alinhados aos ideais desses poderosos “donos do mundo” são os que mais sofrem, enquanto o “gigante chinês”, vai tomando conta do planeta.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

AVUAÇÃO MILIONÁRIA

A comitiva de 100 aspones que Lula levou para curtir a 79ª assembleia geral da ONU, em Nova York (EUA), impressiona pelo número.

Só o gabinete pessoal do presidente levou 15 pessoas para o tour por conta do pagador de impostos.

Levantamento da coluna, com dados do Portal da Transparência, mostra que os 15 escolhidos do gabinete do petista fizeram mais de 617 viagens desde que Lula tomou posse, em 2023. O valor total das viagens do gabinete de Lula passa de R$ 1 milhão.

Os números são bem maiores.

Convenientemente, o tour em Nova York ainda não consta na Transparência. É o jogo de esconde do governo.

Quem mais nos custou foi a assessora de Lula Paula Cristina, R$ 181,8 mil. Outros três assessores também bateram o custo dos R$ 100 mil.

No bolo da gastança, com R$ 100.189,70 (até agora), está Taynara Pretto, consta 47 viagens. É a assessora da primeira-dama Janja.

Recordista absoluto é o assessor Edson Antonio Moura Pinto, foram ao menos 95 viagens sob gestão Lula. O custo: R$ 112.941,83.

* * *

A gente vai lendo e vai se engasgando.

Impressionante, inacreditável essa gastança aérea.

Conforme o último parágrafo da notícia aí de cima, no time do descondenado tem até pinto avuando!

E isso tudo com o dinheiro da gente!!!

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!