Arquivo diários:20 de setembro de 2024
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
A PALAVRA DO EDITOR
UMA FANTÁSTICA NONAGENÁRIA
Sophia Loren
No dia de hoje, 20 de setembro, uma grande artista completa 90 anos de idade.
Estou falando da italiana Sophia Loren, um dos maiores nomes do cinema mundial, que nasceu em Roma, no ano de 1934.
Uma ídola que curto desde a minha mocidade, quando assisti o filme “Duas Mulheres”, lançado em 1960.
Filme que lhe rendeu o Prêmio Oscar de Melhor Atriz.
Parabéns, lindona!!!
Você é uma criatura fantástica, um ícone do cinema mundial.
Quem quiser saber mais sobre esta artista extraordinária, dê uma olhada no Wikipédia clicando aqui.
DEU NO X
FILME
DEU NO JORNAL
CADEIRADAS NA DEMOCRACIA
Marcel van Hattem

Datena dá cadeirada em Pablo Marçal durante debate da TV Cultura, neste domingo (15)
É impossível tratar de política neste artigo sem mencionar a inédita e repudiável cadeirada ocorrida no debate entre candidatos a prefeito da cidade de São Paulo no domingo passado transmitido pela TV Cultura. Irritado com os comentários de Pablo Marçal (PRTB) a seu respeito, Jorge Luiz Datena (PSDB) recorreu à barbárie. De maneira covarde, pelas costas e armado de uma banqueta de ferro, Datena desferiu um duro golpe no adversário. Independentemente da provocação verbal de Marçal, as regras mínimas de civilidade não admitem agressão física em nenhuma hipótese. A lei brasileira, igualmente, proíbe e criminaliza tal conduta.
Não obstante, o fato de Marçal ter sido o agredido parece ter absolvido o social-democrata Datena (que no passado já foi inclusive filiado ao PT) pelos comentaristas políticos da grande mídia. Após sair do hospital, Marçal dirigiu-se ao IML para fazer exame de corpo de delito e à delegacia para registrar boletim de ocorrência. Foram as primeiras medidas legais registradas, pois, nos estúdios da TV Cultura, a maior punição aplicada a Datena foi a expulsão do debate – nada de prisão em flagrante como autoriza na lei brasileira no artigo 301 do Código de Processo Penal. Deixo ao leitor a conjectura sobre qual teria sido a reação dos presentes e dos comentaristas políticos brasileiros mais celebrados na mídia caso o agressor tivesse sido Marçal.
Este duplo padrão de comportamento também pode ser observado quando o assunto é outro: censura. Intelectuais esquerdistas decidiram escrever uma carta aberta apoiando a decisão de Alexandre de Moraes e confirmada por seus colegas de Supremo Tribunal Federal de bloquear o X no Brasil. Em um texto absolutamente contraditório para quem diz defender a democracia, justificam a censura e contradizem, assim, a Constituição. A contradição, porém, não para aí: levantamento publicado hoje pelo Poder 360 comprovou que a hipocrisia, na esquerda, é majoritária: dos 53 signatários da carta, nada menos do que 30 continuam postando no X, apesar da proibição que inclui multa diária de R$ 50 mil para quem burlar a draconiana e inconstitucional censura alexandrina.
De cadeirada em cadeirada, a esquerda brasileira vai fragilizando a nossa democracia a cada dia que passa. Se julgarem necessário, recorrem até mesmo à violência física e psicológica para vencer seus adversários na força bruta ou na sanção financeira. Não admitem, porém, que as mesmas armas sejam utilizadas pelos seus adversários nem que as mesmas regras que impõem aos seus adversários se apliquem a si mesmos.
Trata-se da aplicação da visão marxista da luta política: em vez de adversários a serem vencidos no campo das ideias e com argumentos, enxergam nos oponentes meros inimigos a serem eliminados. E, aí, a força bruta ou a perseguição por meios ilegais torna-se não apenas justificável mas moralmente correta.
É muito difícil, agindo dentro das regras do jogo, combater quem, impunemente, age fora delas. Pior ainda é fazê-lo quando o árbitro da partida e seus auxiliares chancelam a conduta ilegal de um dos lados, apoiando-o explicitamente. Eis a situação de difícil e complexa resolução em que nos encontramos. É por isso que a defesa do Estado de Direito e da democracia, conquistas históricas e seculares da humanidade, precisam estar cada vez mais na ordem do dia do debate público nacional.
Sem isso, será impossível a pacificação de uma sociedade que, apesar das naturais e saudáveis diferenças políticas, precisa encontrar o espaço da conciliação. Caso contrário, em outras palavras, voltaremos à época pré-contrato social, do estado de natureza, do “homem lobo do homem”. E, aí, em uma terra sem lei e sem Constituição, haja cadeira para a resolução dos infindáveis conflitos em que o ser humano é capaz de se meter!
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
CANDIDATOS À PREFEITURA DE SÃO PAULO
A PALAVRA DO EDITOR
ENTRE O FURICO E A BACURINHA
Ontem eu estava fazendo minhas palavras cruzadas na Revista A Recreativa, a melhor que existe na praça, relaxando e exercitando a cuca, quando precisei fazer uma consulta.
Pra tirar uma dúvida sobre o significado de uma palavra
Fui lá no Dicionário inFormal e procurei “cueta”.
Encontrei não apenas o significado da palavra como, mais ainda, uma frase servindo de exemplo de como o termo poderia ser usado.
Vejam:
Quem não estiver acreditando, clique aqui e confira.
Aprenderam???
O JBF também é cultura!!!
ALEXANDRE GARCIA
A TRAGÉDIA DO RIO, QUE VIROU TERRITÓRIO DO CRIME

Operação do Exército no Complexo da Maré, em 2017
Começo com um fato triste – mais um entre tantos acontecimentos trágicos, dramáticos, do Rio de Janeiro. Uma menina de 14 anos, Valentina, foi baleada. Aconteceu na quarta-feira: ela e o pai estavam indo para a praia, seguindo o GPS, mas entraram num desvio ali no Complexo da Maré. Imediatamente vieram tiros de fuzil em cima do carro dele, uns seis tiros. O pai dela acelerou e, quando conseguiu sair dali, perguntou “minha filha, tudo bem com você?” “Tudo bem”, ela respondeu. Só mais tarde foi dizer “pai, eu fui baleada”. Ela ainda está hospitalizada, com um tiro nas costas.
Esse é o Rio de Janeiro, que tem “santuários”. Um “santuário” é um território ocupado por alguém que não é o poder legal. Não é território do município do Rio de Janeiro, do estado do Rio de Janeiro, da República Federativa do Brasil. Assim é o Brasil, nas grandes capitais e até nas cidades menores. Na Amazônia também está acontecendo, é o crime tomando conta. E por que o crime toma conta? Exatamente da mesma forma como o fogo toma conta, porque não se previne. Eu vi isso há 50 anos e dizia para meus amigos do Rio que eles acabariam perdendo a liberdade, perdendo totalmente a segurança. É assim que acontece. E aí tem de aparecer um Bukele para fazer o que fez em El Salvador, porque medidas suaves nunca funcionaram. Sempre tentaram apenas medidas suaves, inclusive com uma parte da população e do jornalismo tomando partido contra a polícia e a favor do bandido. O povo acaba pagando por essa tragédia.
* * *
X está começando a ceder a ordens de Alexandre de Moraes
Parece que Alexandre de Moraes ganhou essa rodada contra o X. As informações são de que o X já está providenciando um representante legal, já está com corpo jurídico no Brasil, a assistência jurídica do X tinha recomendado que se fizesse assim porque não há outra saída. O X se justificou dizendo que foi por acidente que repôs as pessoas em contato com seus amigos, devolveu às pessoas o direito de se expressar por essa nova forma, que é a via digital. O bloqueio foi criticado pela Casa Branca e pelo Parlamento Europeu, pegou muito mal, porque o Brasil se torna um mau exemplo, um país que corta a liberdade de expressão, porque 22 milhões de pessoas foram punidas, bloqueadas, sem terem feito nada, quando a punição deveria se dirigir ao X e não às pessoas.
Ao que tudo indica, o X concordou em bloquear novamente o Paulo Figueiredo, o Allan dos Santos, o Monark, o Marcos do Val e uma adolescente, a Mariana, que vem defendendo o pai, Oswaldo Eustáquio. Essa menina, inclusive, teve Polícia Federal na casa dela, foi uma coisa inexplicável. Enfim, é assim que as coisas se encaminham. Moraes ainda multou o X e a Starlink em R$ 5 milhões, dizendo que a Starlink fazia parte do mesmo grupo do X; não sei como a contabilidade da Starlink vai explicar isso para os seus acionistas.
* * *
Impeachment de Moraes não é tão simples quanto andam espalhando por aí
Estão dizendo que só faltam cinco assinaturas de senadores para chegar a 41, maioria simples, e aí começaria o processo de impeachment de Moraes. Mas não é bem assim. Isso continua a estar nas mãos de Rodrigo Pacheco; se ele aceitar, vai para as mãos de uma comissão de 27 senadores, que apresenta ao plenário a proposta de indiciamento. Se for aprovada, volta para a comissão fazer a proposta de denúncia, e depois há um julgamento em que são necessários dois terços do Senado, 54 de 81 senadores, para cassar Moraes. E quem preside esse julgamento é o presidente do Supremo, com o julgado sendo o vice-presidente do STF. Talvez as coisas terminem exatamente como está terminando essa briga entre Elon Musk e Alexandre de Moraes.
COMENTÁRIO DO LEITOR
CONSÓRCIO DE IMPRENSA
Comentário sobre a postagem NADA DE NOVO
João Francisco:
Teve arma, planejamento, informação privilegiada, pois pouca gente sabia que o Trump estaria jogando golfe naquele momento, escolha do lugar certo para ficar e rota de fuga.
A coisa só não funcionou porque alguém, dentro do campo de golfe, provavelmente um funcionário, viu o cano da arma camuflado entre os arbustos e avisou o Serviço Secreto, que abortou a iniciativa com tiros disparados, ou seja estava para acontecer.
Nada disso basta para o consórcio de imprensa reconhecer que foi um atentado real (o 2º contra o mesmo presidente em 2 meses), algo inédito na história dos EUA, que já estão até, de certa forma, acostumados com atentados a presidentes.
JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO
O TESTE DO AVIÃO
Lisboa. Voar nos aviões da FAB é um privilégio aproveitado, à larga, por nossas “autoridades”. Quando nos países civilizados, por conta dos altos custos, podem fazer isso apenas chefes de poder. E sempre com moderação. Sandro Pertini, partizan na Segunda Guerra, foi eleito Presidente da Itália (com 82) anos em 1978. E logo no domingo seguinte à posse, bem cedo, estava em um balcão de Alitalia, no aeroporto de Fiumicino (Itália), indo para Milão. Jornalistas o questionaram
‒ Mas o senhor é Presidente e tem avião do governo à disposição.
‒ Quando viajar em missão oficial, usarei o tal avião. Mas, agora, é só uma pessoa comum que vai ver sua mulher doente (Carla Voltolina), no hospital.
E pagou, do próprio bolso, sua passagem. Saudades de homens públicos como Sandro Pertini. Aqui, a chance de ver o pessoal no poder copiando o italiano é só uma quimera. A midsummer night dream (Sonho de uma noite de verão), como no título da peça de Shakespeare.
Para lembrar, ano passado, foram 1574 voos, usando 12 aeronaves, ainda mobilizando 1.300 militares e 90 veículos. Uma fortuna, para os contribuintes. E um luxo, para essa casta.
Quem pretender saber quais ministros usaram tais aviões, e quantos foram seus voos, não terá sucesso. Que o sistema é forte, na proteção dos seus. Razão pela qual o TCU já informou ter decretado sigilo sobre os voos dessas aeronaves. Sem que se perceba o fundamento, que o povo tem direito legítimo de saber como são gastos os impostos por ele pagos. Sem contar que não é esse o papel do tribunal. Basta ver no art. 71 da Constituição que o define como “órgão auxiliar do Congresso” no controle das contas públicas. Sem qualquer menção às tais aeronaves.
Fosse pouco, o ministério da Justiça do atual governo também já proibiu qualquer informação que diga respeito aos ministros do Supremo, nos seus embarques. Novamente, sem razão decente para esse mistério. Mas era mesmo previsível. Estão juntos, eles todos, na preservação de seus privilégios. Um modelo imoral na gestão da res publica em que todos protegem todos.
Apesar de tantas proibições sabemos que o presidente do Supremo, só esse ano, já voou 45 vezes nas asas da FAB. Um espanto. Ignora-se é como a informação vazou, até chegar na Folha de São Paulo. Inconfidência de algum funcionário talvez, acontece, nem tudo funciona sempre bem.
A empáfia, a petulância, a sensação de onipotência dos que exercem o poder absoluto se percebe no próprio rosto de cada um desses ministros. No olhar deles. Sentem-se como semi-deuses, acima do bem e do mal, exemplos de pureza e castidade, todos se considerando alucinadamente amados por seu povo. Serão mesmo?, eis a questão.
Por isso peço licença para propor aqui, modestamente, o “Teste do Avião”. Para qualquer ministro, começando pelos do Supremo. Escolham o voo que quiserem, na próxima viagem. Usando não aviões da FAB, como vem se dando, mas um comum de carreira. Da Gol ou da Azul, como preferirem. Entrem num desses voos, senhores ministros, por favor. É esse o “teste”. Só assim poderão ver como vão ser recebidos pelos outros passageiros.
Das duas, uma. Primeira hipótese é que deles terão os aplausos, os encômios e as honrarias que nos seus íntimos julgam merecer. Se for mesmo assim, parabéns.
Problema, dignos ministros, é que talvez tudo corra diferente. Sobretudo se os outros passageiros não forem muito educados. O risco, nesse caso, é de vocês nem poderem sentar nas poltronas das aeronaves. Porque teriam que voltar da porta, pelo furor de todos nessa recepção pouco educada. Então, se quiserem viajar sem usar a FAB, teriam que ir dentro de algum carro. Escondidos.
Por tudo então, senhores ministros, por favor aceitem esse “Teste”. Nem que seja para demonstrar que têm mesmo a coragem de que se consideram portadores e proclamam, sempre, aos quatro ventos.
DEU NO JORNAL
INCÊNDIOS
Lula deveria aproveitar o discurso na ONU para pedir perdão por nada ter feito para tentar impedir os incêndios, mesmo tendo sido avisado desde o começo do ano.
Seria um sucesso.
Mas não o fará.
* * *
Isso mesmo: não o fará.
Espere deitado.
É mais fácil um elefante sair avuando pelos ares do que o Descondenado pedir desculpas por ter feito alguma merda.
E logo na ONU.
Never!




