CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO JORNAL

CADÊ O ROMBO QUE ESTAVA AQUI?

Guilherme Fiuza

Cadê o rombo que estava aqui?

O rombo nas contas públicas, calculado pelo Banco Central, é cerca de R$40 bilhões superior ao déficit divulgado pelo Ministério da Fazenda. Quem está certo?

O Ministério da Fazenda, claro. Por quê? Porque o Haddad é legal e não ia mentir. Por que não ia mentir? Porque quando ele foi escolhido pelo Lula, dentro da cadeia, para ser candidato a presidente, foi feito um pacto de amor. E quem ama não mente – pelo menos para aqueles que são objeto do seu amor. Lula e Haddad declararam seu amor aos brasileiros. Em 2022 o amor venceu. Pode confiar.

Mas e essa campanha agressiva do presidente da República contra o Banco Central, insinuando que o presidente da instituição é inimigo da nação? Isso não levanta suspeitas sobre a idoneidade do governo quanto às informações sobre o déficit fiscal – que, na prática, vão fundamentar a política monetária do Banco Central?

Não. Aquilo foi só um ligeiro desentendimento. Uma rusga. Uma briga entre flamenguistas e vascaínos – como Lula classificou certa vez a reação sangrenta do governo iraniano à oposição no país. Nada que não se resolva com uma rodada de cerveja numa mesa de bar. 

Mas o bar seria escolhido pelo ministro da Fazenda ou pelo presidente do Banco Central? 

Deixa que o Haddad escolha. Não esquece o violão. 

Ok, tudo bem que o Haddad escolha o bar. Mas a lei do Arcabouço Fiscal não dava ao Banco Central a incumbência de informar o resultado das contas públicas?

Porque o BC não estava num dia legal. Pode acontecer com qualquer um. E se a invenção do tal arcabouço foi justamente para liberar a gastança – gastança no bom sentido, claro – o governo do amor não se deixaria levar pelo mau momento de uma pequena parte da sua burocracia para contaminar o alto astral do todo. E de mais a mais, o que são R$40 bilhões? Um dos maiores motivos de estresse do brasileiro é pensar demais em dinheiro. Pensa no amor que passa.

Não é um pouco desconfortável ter instituições públicas divergindo tão amplamente sobre dados essenciais? Não gera insegurança jurídica?

Isso vai acabar. O governo do amor está fazendo um grande esforço para tirar as estatísticas e os indicadores da frieza do universo matemático, onde não há um pingo de beleza e de compaixão. Daqui a pouco os números estarão todos dançando conforme a música, porque sem música não se vive. Os números não mentem. Quem mente são os adestradores dos números. Mas isso também se resolve com uma rodada de cerveja. 

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COMENTÁRIO DO LEITOR

É DE TIRAR O CHAPÉU

Comentário sobre a postagem PRESIDENTE QUER DIVIDIR RESPONSABILIDADE PELAS QUEIMADAS

João Francisco:

Esta história dos pagers que explodem é um negócio de tirar o chapéu para o Mossad.

Inteligente, muito bem elaborado e ao mesmo tempo simples, de certo modo. O resultado foi que pegou quase todos os grandes cabeça da organização Hesbollah de uma vez só, de forma cirúrgica e individualizada.

Usar um pager, cuja tecnologia não é usada há mais de 20 anos foi coisa que nem um roteirista de cinema teria a ideia.

Primeiro espalham o temor de que celulares são passiveis de geolocalização e rastreio de ligações. Depois espalham nos terroristas a ideia genial de que os antigos pagers são seguros e não rastreáveis. Deve ter um ou dois destes fabricantes do aparelho.

Membros do Mossad devem ter tido acesso a estas empresas muito provavelmente sem elas saberem. Só membros graúdos do Hesbollah usam a tecnologia (inclusive o embaixador do Irã no Líbano).

Aí é só esperar o momento certo e bum, quase 3 mil terroristas fora de ação.

Os terroristas estão pagando muito caro pelo 7/10/23, assim como Israel prometeu.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

BLINDAGEM

O governo armou operação para blindar a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) em razão do fogo que incinera parte do país e sua reputação.

Entrevistas só com imprensa amiga e olhe lá.

Ou na TV estatal.

* * *

O melhor modo de blindar Marina é mandá-la pro espaço.

Naquela mesma cesta onde foi colocado seu irmão gêmeo, o ET.

Lá em cima o fogo não pega ela de modo algum!

DEU NO X

DEU NO X

A PALAVRA DO EDITOR

ALEXANDRE GARCIA

PRESIDENTE QUER DIVIDIR RESPONSABILIDADE PELAS QUEIMADAS

Incêndio no Parque Nacional de Brasília no dia 4 de setembro

Incêndio no Parque Nacional de Brasília, no dia 4 de setembro

Nesta quarta o presidente da República promove uma reunião com os presidentes do Supremo, da Câmara, do Senado, do Tribunal de Contas da União, e com o procurador-geral da República. O assunto é fogo: é o recorde de incêndios no Brasil. Há 21 anos o presidente tomou posse e nomeou Marina Silva ministra do Meio Ambiente para cuidar das florestas e prevenir que pegassem fogo. Não houve nenhuma prevenção, ou não teríamos agora um recorde nacional e histórico de incêndios na Amazônia, no Pantanal etc.

Agora eu pergunto. Lula fala em combater o fogo. Mas de quem é a responsabilidade? O Poder Judiciário tem bombeiro? Não, a não ser aqueles próprios das sedes dos tribunais. O Legislativo tem bombeiro? Só aquele pessoal especializado da segurança. O TCU tem? Não tem. A PGR idem. Bombeiro é com o Poder Executivo, municipal, estadual e federal. Essa reunião é para quê, dividir a responsabilidade? Mas a responsabilidade é do Executivo.

E não é só combater incêndio. Os animaizinhos, os filhotes já morreram, os ovos e os ninhos já foram destruídos, as árvores já foram queimadas. Tem de prevenir. Eu vi Marina Silva falando que o governo vem trabalhando com “medidas muito bem pensadas”. Ela foi ministra de Lula em 2003, e ainda estão pensando?

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Na nova guerra digital até o velho pager vira uma bomba 

Vocês viram as novas guerras desse mundo? Guerra com drones, guerra a distância, guerra digital. Guerra digital pode desligar serviços de água, luz, telefone de um país; desligam tudo que funciona, postos de combustível, por exemplo, e o país para. Agora apareceu mais uma. Vocês lembram do bip, ou pager, que as pessoas usavam nos anos 80, principalmente, para serem convocadas? Quem estava de plantão andava com aquele bip, que foi superado pelo celular, muito mais prático. Mas o pager não pode ser rastreado como o celular, e por isso os membros do Hezbollah, que ataca Israel a partir do sul do Líbano, estavam todos usando pagers. E de repente eles explodiram, 3 mil aparelhos. Nove pessoas foram mortas, 2,8 mil ficaram feridas, inclusive o embaixador do Irã. Estão acusando Israel, que não deu um pio.

Na guerra digital até isso é possível. Não se pode rastrear um aparelho, mas pode-se fazer uma interferência de modo que o mecanismo exploda. Imaginem só o quanto se fica vulnerável a um ataque. Somos do tempo da pistola, do revólver, do fuzil, e outros estão usando uma guerra silenciosa de apertar botões. É a evolução. Será que o Brasil está preparado para se defender disso? Existe o Forte Rondon, em Brasília, que é um centro de defesa cibernética, mas parece que para eleições, por exemplo – lá na Venezuela se descobriu que Maduro tentava fraudar, e todo mundo já sabe –, aqui só ficamos na desconfiança por causa desse nosso atraso na percepção dessas grandes novidades digitais. Estamos sempre correndo atrás por falta de avanço científico.

DEU NO JORNAL

NADA DE NOVO

A imprensa brasileira fez vergonha novamente ao noticiar o atentado a Donald Trump.

Relativizou outra vez o crime, temendo que o republicano fosse beneficiado eleitoralmente, reduzindo-o a “aparente” ou “possível tentativa”, mesmo com o criminoso preso e o FBI confirmando o ato.

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A imprensa banânica fazendo vergonha não é novidade alguma.

Nada de novo.

Age conforme o esperado.

A militância de redação segue cumprindo seu papel.