DEU NO JORNAL

AVUANDO EM MILHÕES

Enquanto a população venezuelana sofre para conseguir o básico para subsistir, o jatinho particular do ditador Nicolás Maduro, apreendido pelos Estados Unidos nesta segunda (2), está avaliado em R$ 73 milhões.

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Baratinho, baratinho.

73 milhões de reais é uma ninharia.

Podem perguntar pro amigo dele, o Descondenado que governa o Brasil, que ele confirma.

É uma aeronave muito xinfrim, sem conforto e sem mordomia.

Até o vaso do cagador é apertadinho e não cabe a bundona do proprietário da Venezuela.

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

TÁ NO PARTIDO CERTO

Candidato a vereador no município de Iguatu, no interior do Ceará, Eliomar Cardoso (PT), alegou ter sido vítima de sequestro, com direito a imagens que mostraram ele amarrado nas mãos e nos pés com arame farpado.

O candidato a vereador no município de Iguatu, no interior do Ceará, Eliomar Cardoso (PT), foi indiciado pela Polícia Federal, após ter forjado o próprio sequestro na última sexta-feira (30).

De acordo com a PF, o político alegou ter sido vítima de sequestro, com direito a imagens publicadas nas redes sociais que mostraram ele amarrado nas mãos e nos pés com arame farpado.

No entanto, ao curso das investigações a polícia conseguiu confirmar que o candidato simulou o próprio sequestro. Cardoso confessou a simulação à PF e foi indiciado por falsa comunicação de crime.

O caso ganhou repercussão na cidade e no Ceará, após o candidato ter reportado o suposto crime às autoridades locais, alegando que havia sido sequestrado por uma organização criminosa.

A comunicação falsa de crime é um crime previsto no artigo 340 do Código Penal. Consiste em denunciar falsamente um crime, gerando a atuação da polícia para investigar o falso crime.

A pena para quem comete esse delito é de até 6 meses de detenção, que pode ser convertida em multa ou prestação de serviço comunitário.

Em meio às investigações, o Ministério Público Eleitoral Ceará (MPE) informou que irá solicitar os documentos do caso à PF a fim de analisar o ajuizamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) para cassar o registro de candidatura do postulante.

A PALAVRA DO EDITOR

ALEXANDRE GARCIA

USAR VPN PARA ACESSAR O X DEVIA SER DIREITO DO BRASILEIRO

Bloqueio do X afeta principalmente usuários

Bloqueio do X afeta principalmente usuários

Talvez seja apenas mais um caso isolado. Um jovem de 19 anos, fisiculturista, morre de repente, é encontrado morto na cama, sem nenhum sinal de violência; o coração parou na casa dele, em Blumenau, e ele foi encontrado lá pelo meio-dia. Era filho único de um professor de Educação Física. Eu vi a foto dele, percebo exageros musculares, mas ainda assim é muito jovem morrendo de repente. Insisto aqui: é hora de uma entidade de saúde – o Ministério da Saúde ou a Anvisa – fazer um levantamento para saber se há alguma conexão entre essas mortes súbitas de jovens, para encontrar a causa, se há um mesmo denominador, o que está havendo.

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VPN é alternativa para brasileiro seguir usando o X; multar alguém por isso é absurdo

Estamos com o X fora do Brasil; como estou fora do Brasil, a jurisdição brasileira não entra aqui em Portugal e estou navegando pelo X. No primeiro dia da proibição, perguntei no X se alguém me via aí no Brasil. Em 24 horas, 913 mil pessoas me responderam “estou aqui”. Serão todas multadas em R$ 50 mil? Vai dar bilhões em multas. Mas essas pessoas não cometeram nem sequer uma contravenção, muito menos crime; elas têm o direito de expressar suas opiniões, garantido pela alínea IV do artigo 5.º da Constituição, que é cláusula pétrea.

E esses brasileiros têm o direito de procurar uma alternativa, que é o VPN. Se alguma companhia de eletricidade brigasse com o governo brasileiro e o governo cortasse a concessão, teria de dar uma resposta para as pessoas e oferecer uma alternativa para elas receberem eletricidade. E a eletricidade é tão importante quanto a liberdade de expressar opiniões. Isso aumentou desde que surgiram as redes sociais, que deram voz a todo mundo – principalmente àqueles que jamais tiveram voz.

Isso é democracia, é dar voz a cada um. Não diz a Constituição que todo poder emana do povo? E o que é o povo? É a soma de cada um, desses anônimos que estão ganhando nome e importância. Multar as pessoas significa que elas cometeram alguma ilegalidade, mas elas não fizeram nada disso: elas são usuárias de um serviço, e vão ser punidas por tentar continuar a ter liberdade e voz? Se cometerem algum delito que está no Código Penal, de calúnia, de injúria, de difamação ou algum outro presente em outras leis que fizeram, como querem derrubar o governo, então elas respondem por isso. Mesmo nessa história de ameaça, é só perguntar para um criminalista o que é realmente esse crime. Ameaça é quando a pessoa tem a arma, mostra, e inequivocamente demonstra que não se trata apenas de algo da boca para fora. Isso é ameaça.

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Primeira Turma do STF confirmou bloqueio do X, mas Starlink não tem nada a ver com isso

A Primeira Turma do Supremo – que tem o próprio Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino – votou unanimemente para apoiar Moraes e confirmar tudo que ele fez com relação ao X. Mas o que tem a ver a Starlink, que teve suas contas bloqueadas? Elon Musk é o maior acionista, mas ele tem 42%; os outros tem 58%. O presidente da Anatel disse que pode banir a Starlink do Brasil; daqui a pouco estaremos na Idade Média, nos comunicando com pombo ou com sinal de fumaça. E dois dos votos na Primeira Turma vieram com um perfume… perfume não, um cheiro de xenofobia. Essas coisas têm de ser decididas de cabeça fria, e não com o fígado.

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

MARIA BAGO MOLE ALTRUÍSTA

“Retirantes” – 1944, quadro do pintor Cândido Portinari

Certo dia – era mês de agosto – chegara ao cabaré de Maria Bago Mole Dona Severina de Jesus com seus seis filhos. O primeiro ainda era de menor. O caçula, com dois anos, ainda procurava leite nos peitos murchos da mãe. O marido tinha desaparecido numa caçada misteriosa na mata à procura de comida. A cena da mãe com os filhos caminhando rumo ao cabaré à procura de abrigo parecia uma metáfora do quadro “Retirantes” de 1944, do genial pintor modernista Cândido Portinari, obra-prima emblemática da arte brasileira de cunho social, com influência expressionista.

Dona Severina de Jesus era uma mulher mediana, raçuda, de personalidade forte, olhos pretos tristes, cabelos longos, coxas torneadas. Bonita e bem afeiçoada para o nível e situação de vida vivida. Era-lhe perceptível no semblante que estava passando necessidades, principalmente os filhos: todos estavam passando fome há muito, só comento raízes, quando encontravam nos sítios das estradas por onde passavam e uma irmã de caridade dava!

Do caminho da roça ao cabaré se deparou com muitas famílias bastardas querendo “adotar” seus filhos, principalmente os três mais novos. Mas ela dizia não. Como mãe, para onde fosse os filhos iam juntos, seguindo sua sombra, na alegria, na dor, na tristeza, no sofrimento. Onde comesse e dormisse um, comiam e dormiam todos sob sua proteção.

Sabendo da existência do famoso cabaré de Maria Bago Mole na Vila dos Vinténs, para lá Dona Severina de Jesus e os filhos foram à procura da famosa cafetina para pedirem guarida, uma vez que diziam ser ela altruísta, apesar de ser o lugar um entreposto de carne mijada de jovens adolescentes que “se perdiam” com os namorados e eram expulsas dos sítios pelos pais, que não admitiam filhas “defloradas” e “mal faladas” morando no lar.

Um dia de sol a pino, Dona Severina de Jesus saiu de casa logo cedo rumo ao cabaré. A cada filho, antes de sair, deu um pote de água e dois pedaços de raiz cozida no fogão de lenha da casa, que ainda lhe restava no armário de barro. Juntou as tralhas necessárias que lhes podiam ser de serventia, enrolou os panos velhos, fez uma trouxa, pôs na cabeça, fechou a tramela da porta da frente da casa e partiu com os filhos lacrimejando sem dar adeus àquela que a acolheu do sol e da chuva e os filhos durante anos.

Antes de chegar ao cabaré de Maria Bago Mole, Dona Severina de Jesus sentiu um friozinho no pé do umbigo, pois jamais esperava encontrar um ambiente tão movimentado, diferente do seu universo particular: caminhões, cortadores de cana, atravessadores, a maioria vindo das fazendas de cana de açúcar e da trilha da ferrovia, que uma empresa americana estava instalando para o escorrimento da cana até o porto da Capital.

Como necessidade faz sapo voar, Dona Severina de Jesus desacanhou-se e se dirigiu até o balcão onde estava a cafetina organizando o cabaré e dando ordens às “meninas” para a noite que estava caindo e prometia-se muito frege!

– Madame – dirigiu-se acanhada  Dona Severina de Jesus a Maria Bago Mole – é a senhora a dona dessa casa “cristã?”

A cafetina, com o altruísmo que lhe era peculiar, afirmou que sim. E perguntou à retirante o que fazia ali com aqueles meninos e se estava precisando de alguma ajuda. Mas antes de esperar a resposta, mandou Dona Severina de Jesus entrar, preparou uma mesa com sete assentos, ofereceu-lhe comida e aos filhos, e cochichou no ouvido da retirante, sorrindo:

– Coma primeiro com seus filhos! Depois a gente conversa sobre o seu destino e dos meninos aqui na casa! – Disse com os olhos brilhosos que encantaram Seu Bitônio Coelho desde o primeiro dia que a viu!

PENINHA - DICA MUSICAL