Arquivo diários:2 de setembro de 2024
DEU NO X
COMENTÁRIO DO LEITOR
GRATIDÃO
Comentário sobre a postagem (IN)GRATIDÃO
Jesus de Ritinha de Miúdo:
Papai quando nos lembrava que devíamos ter gratidão por haver nos criado com aquele salário, esquecia-se, porém, do filho mais velho que começou a trabalhar aos dez anos numa mercearia para ajudar nas despesas de casa.
Da filha pintando fraldas desde a adolescência para também ajudar em casa.
Do filho com nome de santo vendendo dindins (geladinho, sacolé) aos oito anos para ajudar a pagar a geladeira…
Esqueceu-se de mamãe, horas a fio durante anos debruçada sobre as unhas das madames, das mãos e dos pés, para ajudar nas despesas de casa.
Era manicure afamada.
Ainda assim, somos gratos.
Sim. Somos!
Principalmente a Deus que jamais nos deixou faltar nada.
Nem comida, nem remédios, nem livros e, o mais importante, nem amor que nos traz a paz até hoje.
DEU NO JORNAL
BRASIL 2024
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
NOTÍCIAS VERDADOSAS
Agora que não temos mais aquele X insalubre e cheio de mentiras, podemos usufruir de notícias como essas, totalmente úteis, cheias de ciência e nada tendenciosas, vindas do consórcio de imprensa dono da verdade.
O homem vai esquentar o mundo, derreter gelo na China a 300 metros de profundidade e liberar 1.700 vírus. Vai ter pandemia suficiente para matar a população da terra, cem vezes.
DEU NO JORNAL
BRASIL 2024: A PALAVRA DO VICE-PRESIDENTE
A PALAVRA DO EDITOR
URTIGA CARDO
DEU NO X
FEDOR

Frase de José de Abreu, ator, negando o suposto mau hálito.
* * *
O fedor que sai pela boca desse sujeito não é por conta dos dentes.
É por conta de outra parte da cabeça.
Lá em cima, adonde fica o cérebro, está cheio de uma pasta fedorenta que só a peste, cientificamente chamada de massa fecal.
É só isso.
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
MARCOS ANDRÉ – RECIFE-PE
Berto, muito bom dia.
Como recordar é viver, peço ao nobre editor que publique na gazeta mais estilosa e birrenta da internet, um fato que se passou há 10 anos, lá nas terras dos Beatles .
Vale a pena lembrar.
Forte abraço!
* * *
A INGENUIDADE INGLESA
Em 2003, um deputado inglês chamado Chris Huhne foi pego por um radar dirigindo em alta velocidade. Pra não perder a carteira, pois na Inglaterra é feio uma autoridade infringir a Lei, a mulher dele, Vicky Price, assumiu a culpa.
O tempo passa, o deputado vira Ministro da Energia, o casamento acaba, a Vicky decide se vingar e conta a história pra imprensa.
Como é na Inglaterra, o tal do Chris Huhne foi obrigado a se demitir. Primeiro do ministério. E, depois, do Parlamento.
ACABOU A HISTORIA?
NÃO!.
Na Inglaterra é crime mentir para a Justiça e a Justiça sentenciou o casal envolvido na fraude do radar a 8 meses de cadeia pra cada um. E a pagar multa de 120 mil libras, uns 350 mil reais.
Ex Deputado inglês Chris Huhne e sua esposa Vicky Price
Segredo de Justiça? Nem pensar, julgamento aberto ao público e à imprensa. Segurança nacional? Nem pensar, infrator é infrator.
Privilégio porque é político? Nadica de nada!
E o que disse o atual Primeiro Ministro David Cameron quando soube da condenação do seu ex-ministro: “É uma conspiração da mídia conservadora para denegrir a imagem do meu governo.” Certo? Errado.
O que disse o Primeiro Ministro David Cameron acerca do seu ex-ministro foi o seguinte: “É pra todo mundo ficar sabendo que ninguém, por mais alto e poderoso que seja, está fora do braço da Lei.” (igualzinho a um certo país beirando a perfeição)
INGLATERRA PAROU NO TEMPO
Estes ingleses são um bando de botocudos.
Só mesmo nesses paisinhos capitalistas europeus um ministro perde o cargo por mentir para um guarda de trânsito.
Porque aqui sim, neste maravilhoso paraíso chamado Brasil, a primeira lei que um guarda de trânsito aprende é saber “com quem está falando”.
É pra matutar: Que cabra leso e idiota, este tal Primeiro Ministro Cameron. Era só dizer que “Não houve infração; não houve velocidade alta“. E pronto: livrava a cara do deputado que era do primeiro escalão do seu “gunverno”.
Como estamos falando da Inglaterra, um país cujo eleitorado é composto majoritariamente por eleitores idiotas (elite dos zóios zazuis) e que vivem do Bolsa Big- Ben, com certeza o deputado seria reeleito (ganharia até comendas e horárias… a marinha está ai pra isso) e Cameron continuaria com altíssimos índices de aprovação.
Isso nos remete a lembrar uma certa declaração dada por uma ex-otoridade banânica. Uma afirmação peremptória, categórica, irrefutável e definitiva. “Não houve mensalão”
Qualquer semelhança com Pindorama… é pura ficção.
DEU NO X
UMA BOA SEMANA PARA TODOS NÓS!
ALEXANDRE GARCIA
CRIADA A LEI: É PROIBIDO USAR O X
Elon Musk alerta investidores americanos de que não há segurança jurídica no Brasil. Não precisava o noticiário sobre a retirada do ar do X, antigo Twitter, estar no mundo inteiro. Estou em Portugal e é um assunto que já foi até falado no Parlamento português, na Universidade de Coimbra, na Faculdade de Direito.
Imaginem, todos querem saber como e o motivo dessa decisão. E ainda tem a história dos R$ 50 mil de multa para quem burlar a retirada do X usando uma plataforma de VPN. Como assim? São 22 milhões de brasileiros que se informam, que se manifestam, que trocam ideias, que trabalham, que estudam, que produzem usando o X. Cometeram algum crime para serem punidos, para serem multados em R$ 50 mil, onde está escrito esse crime?
A Constituição diz que ninguém pode ser condenado por um crime que, quando ele teria cometido, não estava escrito como crime no Código Penal, muito menos na Lei das Contravenções Penais, porque nem é contravenção para multar em R$ 50 mil. Se for multar todo mundo em R$ 50 mil, vai dar um R$ 1,1 trilhão, imaginem só.
Ou seja, o ministro Alexandre de Moraes criou uma lei, legislou, criou uma lei dizendo: “É proibido usar o X, que eu bloqueei”. Como assim?
Não cometo esse crime porque estou em Portugal, não sou multado. Isso não faz sentido nenhum, como se vê em qualquer faculdade de direito. A OAB já se manifestou contra isso, mas não é só isso, é um festival de absurdos.
Então a gente está sendo o país que é o oposto de Singapura. Singapura era um pântano cheio de mosquitos e hoje é um dos países de maior bem-estar do mundo, de maior riqueza do mundo. Por quê? Porque diz pelo mundo inteiro: “aqui tem segurança jurídica”, “aqui não mudamos leis de uma hora para outra”, “aqui não inventamos leis”, “aqui se obedece o que está escrito”, “os contratos são cumpridos”. Não é isso que está acontecendo no Brasil. O Brasil está sendo o país do arbítrio da cabeça de uma pessoa. Enfim, é lamentável.
Vejo agora que os grandes jornais estão, finalmente, acordando. Passaram mudos quando se testou o bloqueio de direitos e garantias fundamentais, cláusulas pétreas, direito de ir e vir, direito de reunião, liberdade de expressão, o amplo direito de defesa, juiz natural… ficaram quietos. E agora? Colocaram um sapo na panela sobre o fogo para ferver. O sapo não notou que a água está esquentando, agora está começando a ferver.
* * *
TCU cancela licitação de R$ 200 milhões para contratar empresas de marketing para o governo
Vocês lembram daquela licitação da Secom de quase 200 milhões para contratar quatro empresas para fazer propaganda pelo governo, no mundo digital? Lembro que o ministro Paulo Pimenta disse que era tudo muito idôneo, que não tinha nenhuma desconfiança, que era uma licitação idônea para poder fazer a comunicação do governo com mais eficácia. Ou seja, ele reconhece que no mundo digital a eficácia da propaganda é maior. Agora, saiu no Diário Oficial o cancelamento do certame porque o Tribunal de Contas da União recebeu uma denúncia e viu que não dava para continuar. E por que essa denúncia? Porque o site Antagonista revelou na véspera qual tinha sido o resultado da licitação. O Antagonista sabia quais eram as quatro empresas que iam ganhar. Pois é.
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Palestra de ministro do STF não pode ser considerada como exercício do magistério
Outra questão. O Estadão fez uma pesquisa e descobriu que ministros de tribunais superiores cobram R$ 50 mil por palestra. Aí vem o Conselho Nacional de Justiça e diz que um ministro de tribunal superior no Brasil não pode receber nada além dos vencimentos previstos, com exceção da atividade de magistério. Aí o Conselho Nacional de Justiça equipara palestra a magistério. Só que a minha empresa trabalha com palestra e palestra é um negócio, não é magistério. Eu já trabalhei no magistério, já fui professor, é diferente de fazer palestra em uma convenção de uma empresa, em uma comemoração, em um evento. Agora, eu tomo esse cuidado, não faço palestra remunerada para serviço público, não. Se eu for abrir exceção para fazer para o serviço público é de graça, não vou tirar dinheiro do pagador de impostos. Mas, enfim, é um lado aí de tudo isso. Essas coisas do Moraes estão remexendo o Poder Judiciário, e aí aparecem essas coisinhas.




