Ex-presidente do IBGE e BNDES, Paulo Rabello de Castro disse à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado ontem (10) que o Brasil deve perder R$ 17,9 bilhões em 5 anos, com o bloqueio do X/Twitter.
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É bilhão que só a peste!
Quase 18.
Eu só quero saber é quem vai pagar essa conta.
Os bem informados leitores fubânicos me ajudem, por favor.
Este último filme da “Trilogia” dos Dólares de Sergio Leone, os mais famosos filmes de faroeste do cinema, apresenta os três personagens principais, no título em português, como; O bom, o mau e o feio.
Um filme que, para quem aprecia o gênero, vale a pena assistir muitas vezes. E foi o que fiz e o que me levou a concluir que, intencionalmente ou não, os protagonistas tem suas características totalmente diversas daquelas destacadas no contexto presumido da história e sem dar nenhum “spoiler” destaco a seguir:
O Bom (Clint Eastwood) na verdade é muito mau.
O mau (Lee Van Cleef), na minha percepção, é o mais feio dos três.
E o feio (Eli Wallach) apesar de não ser muito chegado à beleza, é o mais cômico e menos letal, o que o torna relativamente simpático. Portanto ele é o bom.
Bolsonaro cumprimenta apoiadores durante manifestação neste sábado, 7 de setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo
Na semana da Pátria, aprendemos na TV Cultura que um país é feito de “cidadões”. E a cultura dos “cidadões” nos ensina que esse negócio de povo é coisa do passado. Por isso que a manifestação do 7 de Setembro – ou “çete de çetembro”, pelas novas normas idiomáticas – em São Paulo gerou tanta controvérsia. Os “cidadões” da elite “intelequitual” emergente estão em dúvida se o que aconteceu no sábado na Avenida Paulista foi:
1. Um mega engarrafamento por razões desconhecidas;
2. Comemoração da vitória da seleção brasileira sobre o Equador;
3. Acidente de trânsito com a derrubada de um carregamento de ovos, tingindo a Av. Paulista de amarelo;
4. Uma reunião de meia-dúzia de gatos pingados;
5. Uma multidão gigantesca que mostra o tamanho do fascismo no Brasil;
6. Um congresso de desinformação e discurso de ódio. Tudo aconteceu de forma pacífica apenas como disfarce;
7. Uma manifestação em defesa da honra de sua santidade o presidente Lula da Silva;
8. Um ato de repúdio à plataforma X, exigindo que ela nunca mais ponha os pés no Brasil;
9. Um protesto contra a imprensa tradicional, demandando que os jornalistas sejam mais enérgicos na defesa da censura no país;
10. Uma belíssima demonstração cívica de lealdade à Pátria no Dia da Independência, pedindo o impeachment de Fernando Collor de Mello e Dilma Rousseff.
E você? O que acha que aconteceu no dia 7 de setembro na Avenida Paulista? Só não venha falar de povo. Todo mundo sabe que isso é uma coisa ultrapassada. Brasília está de prova.
Queimadas são as piores em 14 anos na Amazônia e no Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino – que antes foi ministro da Justiça e comandava a Guarda Nacional – deu cinco dias para o Poder Executivo aumentar o efetivo de combate a incêndios na Amazônia e no Pantanal. Meio irônico, não? Mas é preciso saber de onde vão tirar o dinheiro para aumentar os efetivos, porque está tudo apertado. O governo gasta demais para manter a máquina, com burocracia, folha de pagamento, mordomias, viagens… Fica faltando para apagar o fogo. É a Amazônia abandonada.
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Ministério dos Direitos Humanos tem falhado na proteção dos direitos dos brasileiros
A propósito, o presidente recomendou à nova ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, que percorra o país e mostre o que o Ministério dos Direitos Humanos está fazendo. Em primeiro lugar, vai gastar dinheiro percorrendo o país. No mundo digital, isso nem é preciso. Com quantas pessoas ela vai falar? Vão se reunir em algum auditório? Se ela usasse uma rede social – o X, por exemplo, se Alexandre de Moraes permitir –, ela chega ao país inteiro contando o que está sendo feito.
Falando em Amazônia, o agora ex-ministro Sílvio Almeida não cuidou dos direitos humanos dos amazônidas. Não cuidou, não cuidou e não cuidou. Em Apyterewa, por exemplo, vejam o abandono, a injustiça. Colonos brasileiros foram ocupar a Amazônia, patrocinados pelo Incra, que os assentou. Mais tarde, inventaram que isso não é mais assentamento, é reserva indígena, e eles têm de sair. Não saem, porque têm razão, e vêm os militares. Houve até morte, pessoas desesperadas, abandonando seu gado, sua colheita, suas plantações. E nenhuma palavra do Ministério dos Direitos Humanos. Que vergonha! Onde é que estava o pessoal dos “direitos humanos”? Estavam brincando? Porque se trata de brasileiros injustiçados.
E os outros, que estão na prisão porque fizeram manifestação ou estavam fazendo comida lá no acampamento? Uma cozinheira foi presa porque estava fazendo comida, ela nem foi à Esplanada no 8 de janeiro. Gente que não quebrou nada, que se abrigou do gás lacrimogêneo e das bombas de efeito moral dentro dos prédios. Não individualizaram as condutas. Mas o Ministério dos Direitos Humanos não deu uma palavra, como não disse nada sobre os supostos assédios do ex-ministro, que só foram descobertos porque o site Metrópoles revelou. Até então estava um silêncio sobre isso; quando saiu a notícia, decidiram: “vamos ter de fazer agora alguma coisa porque descobriram”.
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Fofocas e calúnias contra os Bolsonaro finalmente rendem condenação
Eu tenho me insurgido contra certas coisas que se publicam porque sou jornalista, não fofoqueiro. Mas há quem faça fofoca, como fez a IstoÉ. A Justiça Federal em Brasília mandou a IstoÉ pagar R$ 30 mil a Michelle Bolsonaro; o repórter vai pagar mais R$ 10 mil. Acho pouco, muito pouco, porque lá em 2020 fizeram fofoca da vida íntima, privada, de Michelle Bolsonaro. Fofoca pura. O próprio juiz reconheceu. Mas o valor foi muito pouco, assim como foi pouca a indenização que o Estado brasileiro vai ter de pagar para Jair Bolsonaro e Michelle, porque Lula e Janja disseram que os móveis do Palácio do Alvorada tinham sumido. Mas os móveis estavam todos lá, nem saíram do Alvorada. Estavam todos em poder do governo, da União, mas isso foi pretexto para comprarem sofá e cama novos, tudo muito caro. A indenização? Só R$ 15 mil. É menos que a multa definida por Alexandre de Moraes para quem tentar usar o X, de R$ 50 mil. E a indenização nem vai ser descontada do contracheque de Lula; vai sair do seu, do meu imposto, porque o governo é que vai pagar. Não é a pessoa física, é a pessoa jurídica.
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Agosto teve deflação, mas isso não muda cenário para os juros
Segundo o IBGE, houve deflação de 0,02% em agosto. Você acredita que o preço das coisas lá no mercado diminuiu um pouco? Pois é. Mas, mesmo assim, na semana que vem o Copom vai ter de aumentar juros, porque todos sabem que a inflação está aumentando e é preciso contê-la.
Depois de passar um mês na embaixada da Holanda, Edmundo González saiu da Venezuela e chegou à Espanha em busca de asilo político.
A não ser que a ditadura de Nicolás Maduro tenha um Ramón Mercader para chamar de seu – uma hipótese que jamais pode ser descartada, dado o recente sequestro e assassinato do ex-militar Ronald Ojeda, no Chile –, o oposicionista Edmundo González Urrutia, vencedor da eleição venezuelana de julho de acordo com os boletins de urna divulgados pelas forças democráticas, está agora em segurança. No sábado, ele chegou à Espanha em um avião da Força Aérea do país europeu, após ter se refugiado na embaixada espanhola em Caracas para escapar da prisão arbitrária determinada pela Justiça da Venezuela.
O regime de Maduro rapidamente tentou tirar proveito da ação de González. Afirmou, por exemplo, que tudo havia sido negociado com a Espanha, o que foi negado pelo chanceler espanhol. O ditador, que insultou e ameaçou o oposicionista de todas as formas possíveis nos últimos dias, manifestou “respeito” pela “decisão”. O “número 2” do bolivarianismo, Diosdado Cabello, foi além e afirmou que González estava fugindo “da direita, do fascismo, não do governo”. A verdade, obviamente, é bem diferente: González não tomou nenhuma decisão livre; ele deixou o país porque esta era a única chance que tinha de não se tornar mais um dos inúmeros presos políticos da ditadura chavista. E, em uma evidência de que a ordem de prisão emitida contra o oposicionista tinha justamente o objetivo de forçá-lo a sair da Venezuela, o procurador-geral Tarek William Saab anunciou o encerramento das investigações contra González, em vez de simplesmente considerá-lo um criminoso foragido.
Falar em fraude para se referir à eleição venezuelana, agora, é pouco. Houve, de fato, fraude na totalização dos votos, interrompida subitamente e substituída por um anúncio de vitória de Maduro. Mas o que ocorre no país é nada menos que um autogolpe: derrotado nas urnas, o ditador usa um Judiciário subserviente para confirmar sua “vitória” e criminalizar a divulgação de qualquer ata de votação, e conta com o sistema persecutório para se livrar do opositor que o venceu na escolha popular, forçando-o ao exílio.
E a tudo isso Lula assiste com uma vergonhosa impassividade, manifestando-se com termos muito amenos para a gravidade da situação e insistindo eternamente na divulgação das atas de votação, algo que a ditadura deixou claro que não fará – já os boletins divulgados pela oposição, e que até militantes chavistas disseram bater com os números vistos por eles após a votação, esses Lula simplesmente descarta. Com isso, o petista apenas ajuda seu camarada a ganhar tempo enquanto planeja os próximos movimentos de sua consolidação no poder absoluto.
Nem mesmo o cerco à embaixada argentina em Caracas – atualmente custodiada pelo Brasil e na qual estão abrigados oposicionistas que o chavismo gostaria de ver na cadeia – por policiais e paramilitares chavistas, iniciado na sexta-feira e encerrado no domingo, depois que González chegou à Espanha, serviu para mudar a postura de Lula e do Itamaraty. A diplomacia brasileira se limitou a manifestar “surpresa” (nada mais que isso) e afirmar que seguiria responsável pelo local e pelos interesses argentinos até que outro país fosse designado para a tarefa. Lula convocou uma reunião no domingo com a ministra interina das Relações Exteriores (já que o chanceler de jure, Mauro Vieira, está no exterior) e um assessor do chanceler de facto, Celso Amorim (que também está fora do país), mas não deu nenhuma declaração pública sobre o episódio.
Lula já era irrelevante por natureza em grandes questões geopolíticas, como a guerra na Ucrânia e a ofensiva israelense contra os terroristas do Hamas, e suas falas sobre ambos os temas só aprofundaram seu isolamento em relação às grandes democracias ocidentais. Mas agora o petista conseguiu a proeza de tornar o Brasil irrelevante também no próprio continente onde deveria ser o líder. O bolivarianismo chavista já tinha tripudiado do Brasil em outras ocasiões, como nos calotes venezuelanos, mas elevou seu desprezo a outro patamar – em parte, porque conseguiu amigos mais poderosos, como Rússia e China; mas também porque sabe que Lula, em nome da camaradagem ideológica, fecha os olhos a todas as barbaridades vindas de Caracas.