COMPARTILHEM AO MÁXIMO ANTES QUE TE CENSUREM. O SISTEMA NÃO QUER QUE VOCÊ SAIBA E REPLIQUE A VERDADE. pic.twitter.com/Jc3p2zLWm4
— 𝒜𝑛𝑡𝑜𝑛𝑖𝑜 𝒞𝑎𝑟𝑙𝑜𝑠 🇧🇷🤝🏽🇵🇹 (@AntonioCGRodri) July 27, 2024
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Livro inclui passaporte e passagens aéreas
Alguns dias atrás comecei a descobrir minhas raízes. Antes, eu sabia apenas que nascera em Pacajus/CE, e que meus país eram Jordina, a mãe; e Alfredo, o pai.
Sabia também, que minha Avó materna, Raimunda, era descendente dos índios Paiacus, espraiados por aquelas bandas do sertão cearense. Nunca me interessei por conhecer as raízes dos avós paternos, mas soube, na idade adulta, que eram afrodescendentes.
Agora, sem mais nem menos, debruçado e encantado pela leitura do livro “O DESTINO DA ÁFRICA” de Martin Meredith, não apenas descobri por escolha de pensamento, quem são os afrodescendentes e porque muitos foram escravizados e levados para fora do Continente.
Antes, com passagens rápidas e supérfluas, quando estudei Geografia Geral no ginasial, conheci poucos e pequenos capítulos dedicados a alguns países que compunham a África.
E, como descobri, e continuo descobrindo isso. Lendo. Viajando sem sair da cadeira de balanço, ou sem sequer levantar da rede armada na varanda da casa. Incluindo a emissão do passaporte, o câmbio das moedas, a chatice das esperas nos aeroportos, a vigilância das polícias especializadas, a demorada travessia do Atlântico e as inevitáveis turbulências das aeronaves.
Meu ópio é a leitura. Minha cannabis que carrego, pesa muito mais que 40 gramas. É com o livro que “faço a cabeça”.
Vez por outra, sou pego em flagrante delito pelo sono que me autua e determina que tenho que passar xis dias sem ler nada. É um castigo tão pesado quanto ser arremessado por uma catapulta, ou oferecer a cabeça à guilhotina.
Morando no Rio de Janeiro, sempre morei de aluguel. Quando o contrato anual acabava, a renovação exigia aumento considerável para novo contrato. Eu mudava de endereço. Assim, em Campo Grande (Zona Oeste) morei em seis endereços diferentes a cada ano.
Trabalhando no Centro, a difícil viagem da Central do Brasil até Campo Grande acabava sendo uma premiação. Algumas vezes nem me dava conta que o trem chegara em Santa Cruz, fim do percurso – eu passava da estação de Campo Grande. A leitura me fazia esquecer de descer do trem.
Foi no trem, no percurso Central do Brasil – Campo Grande, que li toda a obra de Ágata Christie.
Aos domingos e feriados a leitura preferida era a coleção “Revista Civilização Brasileira” e os jornais O Globo, Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo. Esses quatro jornais, nas edições dominicais, juntos, pesavam quase dez quilos – além de consumir parte considerável do meu salário.
Estante de quem pouco abre um livro
Posso não escrever bem. Entretanto, pelo que já li, e com o hábito de sublinhar as palavras desconhecidas e/ou diferentes, consegui formar mentalmente um ótimo vocabulário.
Em São Luís, meu primeiro trabalho em jornal, foi como Revisor de textos diários de colunistas consagrados imortais.
Uma das mais lindas e aparelhadas bibliotecas do mundo: em Praga, República Tcheca
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RESPOSTA PARA VIOLANTE PIMENTEL – Minha “amiga” Violante Pimentel, que sei que é mais “nossa” do que “minha”, sempre que comenta minhas postagens, me trata como “Jornalista e Escritor”. Excesso de gentileza e bondade da Violante.
Na realidade, tenho quatro livros “prontos” para serem impressos. Estão, como dizíamos antigamente, “no prelo”. Mas, a falta de dinheiro e, agora, o excesso de impostos que pagamos e o baixo salário da aposentadoria não me permite custear a impressão.
Apesar disso, tenho Fé que, um dia esse milagre acontecerá. Continuo jogando nas loterias da CEF.
O senador Jorge Seif (PL-SC) diz que Janja aprendeu com Lula a atribuir feitos ao governo sem citar fontes.
A ladainha só cola lá fora, “porque aqui no Brasil, ninguém acredita”, conclui o parlamentar.
* * *
Diga isso não, nobre senador!
Não é verdade que aqui em Banânia ninguém acredita no que o Mentiroso fala.
Nóis acredita em tudinho que ele caga pela boca!
Num é verdade, Terta???

Foi Deus quem pôs maestria,
No vôo de uma gaivota.
Mote de Ademar Macedo
* * *
Deu imponência ao leão
E agilidade ao gato,
Deu nadadeiras ao pato,
Rapidez ao gavião,
Pôs um luar no sertão
Duma cor que não desbota,
Deu à semente que brota
Uma auréola de magia.
Foi Deus que pôs maestria
No vôo de uma gaivota.
Deus, Javé ou Jeová
Deu fidelidade ao cão,
Autonomia e visão
Ao predador carcará,
Pôs mau odor no gambá,
Fez do pavão um janota,
Pôs o mocó numa grota
Como habitante e vigia.
Foi Deus que pôs maestria
No vôo de uma gaivota.
Deu notas ao sabiá,
Magia ao uirapuru,
Deu feiúra ao cururu
E valentia ao guará,
Dentição forte ao preá,
À cotia e à marmota,
Marreco seguir a rota
Voando em noite sombria.
Foi Deus que pôs maestria
No vôo de uma gaivota.
Falou o cara que pede investigação por eu ter chamado ele de ladrão. pic.twitter.com/fPzKwZoTp1
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) July 27, 2024
Janete Ferreira da Costa nasceu em Garanhuns, PE, em 3/6/1932. Arquiteta, designer, colecionadora e destacada curadora de diversas exposições de arte popular. Colocou o artesanato brasileiro num patamar até então não reconhecido na decoração de interiores e exposições artísticas no Brasil e no exterior, valorizando a arte popular e o trabalho do artesão de modo expressivo no mundo das artes.
Filha Carmen Viana da Costa e Francisco Ferreira da Costa, passou parte da infância e adolescência em João Pessoa, PB e aos 20 anos foi para Recife, onde fez o curso de Arquitetura da EBAP-Escola de Belas Artes de Pernambuco. Casou-se em 1954 com o arquiteto Maurício Leitão Santos e tiveram 3 filhos, todos ligados às artes e arquitetura. Em seguida mudou-se para a praia de Icaraí, em Niterói, e abriu uma loja de móveis e decoração, comercializando peças de designers brasileiros. Em 1961 concluiu o curso de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ-Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1969 deu-se o segundo casamento com Acácio Gil Borsoi, do qual nasceu mais uma filha, também arquiteta.
Em 1979, a convite de Gilberto Freyre, deu palestra no Seminário de Tropicologia sobre “Design Interior nos Trópicos”. Enquanto mantinha o interesse no artesanato, trabalhou como arquiteta de interiores atuando em mais de mil projetos: residências, escritórios e edifícios públicos e, particularmente, hotéis, devido ao fato de darem maior visibilidade aos seus projetos. Buscava sempre garantir o sentido da brasilidade em torno de suas obras. Por essa época foi premiada pelo IAB-instituto de Arquitetos do Brasil, seção de Pernambuco e concluiu um curso de especialização em planejamento de ambientes interiores, no Instituto Joaquim Nabuco, em Recife.
Seu olhar apurado sobre o artesanato consistiu em lapidá-lo um pouco mais na criação de um projeto chamado “Interferências”, reunindo arquitetos e designers num trabalho em conjunto com os artesãos e artistas populares, com novos olhares e detalhes, sem mexer em sua natureza. “Interferir sem ferir”, era seu lema. Este renovado enfoque artístico lhe rendeu a “Medalha de Ordem do Mérito Guararapes”, concedida pelo Governo do Estado de Pernambuco, em 2006; a “Medalha João Ribeiro” da ABL-Academia Brasileira de Letras, em 2007, e o prêmio “Mulheres influentes do Brasil”, na categoria Arquitetura e Decoração.
A influência do artesanato aliada ao interesse pela arquitetura e decoração de interiores projetou-a em âmbito nacional, quando foi curadora da exposição “Viva o Povo Brasileiro”, em 1992, no MAC-Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Fez a curadoria de diversas exposições em outros estados, como o Museu da Casa Brasileira e Pinacoteca do Estado de São Paulo, bem como em Portugal, na Fundação Ricardo do Espirito Santo e outros países, como a França e Inglaterra.
Em 1993 lançou o livro Janete Costa: Interiores, publicado pela Ed. Index, expondo sua concepção sobre a importância do artesanato na arte brasileira. Suas obras foram registradas no livro de arte Janete Costa: arquitetura, design e arte popular, publicado em edição bilingue pela CEPE Editora, em 2021. Segundo sua concepção há diferenças entre arte popular e artesanato. Arte popular é aquela feita pelo artista, geralmente peças únicas e assinadas por ele mesmo; já o artesanato, são as peças produzidas em grupos, em maiores quantidades e sem assinatura.
Dentre seus trabalhos destacam-se as curadorias sobre o designer Joaquim Tenreiro no MAC/Niterói, Pinacoteca do Estado de São Paulo e em Lisboa; design de interiores do Hotel Pergamon; Exposição “Meninas Gerais”, no Museu da Casa Brasileira; arquitetura de interiores dos hotéis Ceasar Park e Ceasar Business, de São Paulo; mostra de arte popular no Espaço Brasil em Paris, em 2005; restauração de edifícios históricos, como o Teatro Arthur Azevedo, em São Luíz (MA) e o Solar do Jambeiro, em Niterói. Após seu falecimento, outros trabalhos foram concluídos por seus filhos: projeto para o Hotel Verde Green, em João Pessoa (PB) e a museografia do Museu do Homem do Nordeste da Fundação Joaquim Nabuco.
Em 2005 foi acometida por um câncer de estômago, com o qual lutou por mais de 3 anos e faleceu em 28/11/2008. No ano seguinte a seção pernambucana do IAB lançou um prêmio em sua homenagem. Recebeu, também, homenagens de alguns espaços onde atuou: Espaço Janete Costa no Museu do Homem do Nordeste (PE); Galeria Janete Costa no Parque Dona Lindu (PE) e Museu Janete Costa de Arte Popular em Niterói (RJ).
Vez por outras, alguém me pergunta se os atuais índices climáticos voltarão ao seu nível normal, diante das volumosa emissões de gases carbônicos, dos desmatamentos criminosos, das guerras alucinatórias provocadas por sectários genocidas, das drogas ilícitas consumidas, dos desânimos elevados dos adolescentes, das gigantescas manadas mentais sem uma mínima criticidade, das epidemias cada vez mais agressivas e das gigantescas desigualdades sociais que se agigantam cotidianamente, distanciando muitíssimo o ter do ser. Para não falar dos PTI – Programas Televisivos Idióticos que diariamente invadem nossos lares, favorecendo a potencialização de amanhãs nulificantes para a grande maioria da humanidade, com a parte pensante já se percebendo também vitimada por trágicas consequências.
Creio que algumas iniciativas poderiam ser tomadas pelas atuais instituições mundiais, públicas e empresariais, reestruturando legislações já superadas, que impossibilitam o não cumprimento rigoroso das criminalidades atuais. Vejamos algumas iniciativas que muito contribuiriam para a restauração da dignidade planetária:
a. Uma Educação Fundamental Integral para todos os quatro cantos do planeta, incluindo noções básicas de autoconhecimento, ética comportamental, empreendedorismo e ações preventivas contra o uso de drogas ilícitas.
b. Uma legislação mundial que puna, com reclusões prolongadas, inclusive com castração químico-física, dos efetivamente julgados por estupros praticados, feminicídios efetivados ou planejados, invasões de terras produtivas, fake news sectárias, corrupção e outros desatinos que provocassem gravames pessoais e societários.
c. Multiplicação dos canais culturais televisivos, que complementariam a CS – Cidadania Solidária de todos os povos.
d. Uma ampla tributação das heranças e fortunas estupidamente gigantescas, sendo a tributação recolhida ao BIP – Banco de Investimento Planetário, dirigido por gente escolhida pelas comunidades do mundo.
e. Disseminar através da Internet doses maciças de ECs – Esperanças Construtivistas, principalmente pelas áreas ainda insuficientemente autossustentáveis, através de PCLEs – Programas de Capacitação de Lideranças Empreendedoras, ampliando o nível de competitividade sadia dos mais criativos.
f. Fomentar uma espiritualidade essencialmente não-religiosa, potencializando uma transcendentalidade positiva e racional amplamente solidária para com os mais desprotegidos.
g. Reestruturar, nos países menos desenvolvidos, os Curso de Pedagogia, fortalecendo uma geração docente mais qualificada e bem remunerada para a Educação Básica e Secundária, com a edificação de Bibliotecas Municipais atualizadas tecnologicamente e gerenciadas por gente concursada.
h. Erradicar mundialmente a produção de armas e artefatos bélicos de todos os calibres, favorecendo uma serenidade coletiva sempre dotada de intensa liberdade de expressão.
i. Promover uma ampla vacinação planetária, favorecendo todos os povos, pagantes e não pagantes, através da Organização Mundial de Saúde.
i. Difundir estratégias de resiliência para efetivar uma ampla restauração social, econômica e psicológicas do todo planetário, mediante um Humanismo Integrador, sem menosprezo das evoluções beneficentes da IA – Inteligência Artificial.
Finalmente, favorecer uma maior assimilação de uma constatação feita pelo físico teórico Fritjof Kapra, de renome mundial: “A característica mais notável da multifacetada crise global econômica, social e ecológica é que nenhum dos grandes problemas pode ser compreendido de forma isolada. São interligados e interdependentes, e exigem soluções sistêmicas apropruiadas.”
Para se ser resiliente, tem que ser competente, eis o lema para se sair de um sistema global atualmente todofu, do qual não sobreviverá ninguém, se continuar a se ampliar os atuais sintomas predatórios.