ALEXANDRE GARCIA

ELEIÇÕES TRANSPARENTES E SEM CENSURA

Votação em segundo turno das eleições de 2022 no Brasil.

Votação em segundo turno das eleições de 2022 no Brasil

Encerrou-se o festival de assuntos jurídicos e políticos em Lisboa, que poderia ter muito bem sido feito no Brasil, porque teve a participação de brasileiros. Auditório brasileiro, coquetéis brasileiros, encontros brasileiros e falas brasileiras.

O ministro Flávio Dino explicou que não poderia ser no Brasil, porque ele conhece o Congresso Nacional e que “lá não teria ambiente para fazer”. Ora, é só fazer no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, que fica longe do Congresso, fica mais perto do Memorial JK.

Mas, enfim, eu quero comentar uma fala do ministro Moraes, que deu manchete no Correio Braziliense. Ele disse: “não teremos sossego nas eleições, se permitirmos que as redes sociais sejam terras sem lei”. Ele quer regulamentar, censurar a rede social. E continua: “Para que possamos garantir que a vontade do eleitor não seja manipulada, os democratas devem combater o populismo digital extremista”.

Se tiver o comprovante do voto e se a apuração for transparente, porque o voto é obrigado a ser secreto, mas a apuração é obrigada a ser pública. Está no artigo 37 da Constituição para todo e qualquer ato da administração pública. Contar voto é um ato administrativo, não é jurídico, não está sob sigilo jurídico, é um ato administrativo, a contagem de votos tem de ser pública. Dessa forma não fica dúvida e ficamos todos sossegados.

E fica meio estranho, parece incoerente, incompatível falar em “democracia combater o populismo”, porque os “democratas devem combater o populismo digital”. Ora, a democracia combate qualquer populismo, comunismo ou fascismo por argumentos, argumentando.

E tem outra coisa, para termos sossego, eleição não é época de sossego. Eleição é época de embates, não são combates, são embates, embates dialéticos, embates de conversa, embates de argumentos, embates de posições, embates doutrinários, ideológicos, de programas.

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Conduta de ministro do STF 

O ministro Alexandre de Moraes falou sobre um código de conduta do Supremo Tribunal Federal. É o que o Congresso está pretendendo, evitar que um ministro sozinho derrube por uma liminar uma decisão da maciça maioria do Congresso. Como aconteceu com o comprovante do voto, que passou pelo Congresso com muita votação, foi vetado pela presidente Dilma Rousseff e o veto foi derrubado. Mas aí um ministro de Supremo (depois confirmou com os demais), mas primeiro somente um ministro do Supremo, com a liminar, já derrubou tudo. Não precisa de conduta. Eu acho que não precisaria mesmo, né?

Só tomar, por exemplo, o modelo José Nery da Silveira, que eu acompanhei, meu conterrâneo gaúcho. Ele nunca falou comigo, porque ele era juiz do Supremo, ele não ia falar com jornalista, nunca deu uma entrevista para mim. Ele passava a roupa em casa, a roupa dele ele mesmo passava para economizar. Sem as mordomias do Supremo. Ele ficou no Supremo de 1981 até 2002, foi presidente do Supremo.

Essa linha de conduta envolve parentesco e com isso parentes de ministros que têm escritórios de advocacia, não podem, de forma direta ou indireta, participar de um processo no Supremo. Tem de deixar bem claro quais são os seus bens antes de entrar no Supremo, qual é o seu saldo bancário, que ligações têm com empresas, instituições e fundações. Tem de ser pessoa discreta, que não fica dando declarações, entrevistas, palpites. Isso é que deveria ser o Supremo.

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Eleições no EUA e na França 

E só para encerrar, duas questões de eleições no exterior. Os democratas e Biden parecem firmes, mesmo após o vexame do debate com Trump, em que Biden mostrou que não tem mais força intelectual nem física.

Estão insistindo em Kamala Harris, que é a vice, mas a vice só deu fora por lá, nem nos democratas ela está bem, falam também no governador da Califórnia, na Michelle Obama, já que o Obama não pode ser candidato, ninguém pode ter um terceiro mandato lá nos Estados Unidos.

E eleição na França, mais uma derrota de Macron, do presidente Macron, uma grande vitória da direita, da Marine Le Pen, e agora vamos para a ballotage, que é no próximo domingo (7), uma outra eleição para confirmar, tendo maioria no parlamento, a direita pode fazer o primeiro-ministro, chefe de governo, o seu presidente, que tem 28 aninhos [Jordan Bardella].

DEU NO X

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DEU NO JORNAL

RODRIGO CONSTANTINO

A FRANÇA RESPIRA!

Imagem ilustrativa.

Macron foi o grande derrotado nas eleições legislativas neste fim de semana. O partido de Marine Le Pen assumiu uma liderança maciça na votação do primeiro turno para a Assembleia Nacional. Seu Reagrupamento Nacional (RN) nunca esteve tão perto de governar o país. Os primeiros resultados sugeriam que o partido havia garantido 33,5% dos votos, segundo o Ipsos, uma empresa de pesquisas.

A velha imprensa em coro fala da ameaça da direita radical. Os jornalistas que jamais mencionam a expressão extrema esquerda, nem mesmo quando se trata de comunistas confessos que flertam com ditaduras abjetas ou relativizam o terrorismo islâmico, enxerga extrema direita por todo canto. Le Pen e Jordan Bardella são tratados como “ultradireita” e “antissemitas”, por aqueles que odeiam Israel e passam pano para o Hamas.

Já Macron é visto como alguém “de centro”. Ignoram que Macron foi do governo socialista de Hollande antes de fundar seu movimento populista “En Marche”. O líder “moderado” não passa de um globalista. No Brasil seria o típico tucano, que é tratado como liberal pela mídia, mas que adora um aceno aos petistas. Não por acaso o “moderado” Marcon esteve no Brasil trocando juras de amor com Lula.

A democracia só está saudável, segundo a velha imprensa, quando a esquerda está no poder. Eis a realidade. O “raciocínio” de um típico chefe de redação de um grande jornal é mais ou menos assim: vocês viram a multidão de franceses escolhendo a direita nas urnas? Onde isso vai parar? Qual o futuro da democracia se o eleitor não votar na esquerda? É preciso impedir o eleitor de destruir a democracia!

Globalistas querem uma “democracia de gabinete”. “Progressistas” se veem como ungidos – para usar a expressão do grande Thomas Sowell, que completou 94 anos neste domingo. Eles precisam “empurrar a história”, ignorando os anseios populares no caminho. A pauta imigratória, por exemplo, virou uma das mais sensíveis nas disputas eleitores justamente porque essa elite arrogante prefere a “tirania da visão” – outra expressão de Sowell – em vez de analisar a realidade concreta à sua volta.

Para um típico globalista, a imigração descontrolada é apenas “liberdade”, enquanto o trabalhador de classe média paga o preço de profundas consequências no seu dia a dia, não só no mercado de trabalho como, acima de tudo, no impacto cultural. Povos alheios ou mesmo antagônicos aos valores ocidentais invadem os países europeus, e a reação da casta no poder é chamar de “islamofobia” qualquer receio legítimo. O resultado está aí.

E como resposta, os verdadeiros radicais saem às ruas para tocar o terror, incapazes de aceitar a derrota nas urnas. Violência, quebra-quebra, marginais ateando fogo em carros, e a imprensa trata como manifestação. Se a direita fizer a décima parte disso será rotulada de golpista numa tentativa de abolição violenta do Estado de Direito. Perguntem ao Alexandre! Dá cadeia de 17 anos um batom numa estátua…

Incentivando os atos de vandalismo de quem não sabe perder eleições, a comunista Jandira Feghali escreveu: “A esquerda se une e vai às ruas para barrar o avanço da extrema-direita na França. O fascismo tem que ser combatido sem trégua!” Eis a tática de todo comunista: acusar o inimigo daquilo que faz. Como a direita toda é tachada de “fascista”, todos os meios são aceitáveis para “barrá-los”. É assim que as democracias morrem.

E boa parcela de culpa está no “centro” globalista, na postura dos “tucanos”, esses “progressistas” arrogantes que preferem compor com os radicais de verdade, na esquerda, em vez de admitir que as críticas da “extrema direita” nacionalista são legítimas e precisam ser levadas em conta na gestão pública.

Por nojinho e ojeriza ao conservadorismo, os “progressistas” acabam sempre ajudando nos golpes comunistas. Mas haverá inevitavelmente uma reação. É o que mostra a França agora. O país ainda respira, pois se recusa a morrer passivamente. O mesmo aconteceu antes no Reino Unido com o Brexit. A vitória de Trump em 2016 foi fenômeno parecido, como a de Bolsonaro no Brasil dois anos depois. E sempre que a esquerda radical perde a democracia está em perigo?

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARLUCE MONTEIRO – JOÃO PESSOA-PB

Vejam que beleza, amigos fubânicos.

O mentiroso dos 60 milhões de votos é vaiado ininterruptamente.

E é aconselhado por Janja a deixar o microfone para evitar um vexame maior.

Enquanto isto, o Mito reune multidões e é aplaudido onde quer que chegue.

Quanta diferença!!!

DEU NO JORNAL