Câmara deve votar PEC das drogas apenas no segundo semestre desse ano
Quando discutimos a tal “descriminalização do porte de drogas para uso próprio” é preciso cuidado com as cortinas de fumaça. Nesse caso, a enjoativa fumaça da maconha.
O ponto essencial é que a “descriminalização” – ou “liberação” – de drogas é assunto para o Congresso Nacional. É o Congresso que faz as leis. Esse não é um assunto para ser decidido por um tribunal. Tribunais não fazem leis, eles apenas aplicam as leis existentes. Essa é a questão essencial.
A maconha é apenas o pretexto da vez. O tema poderia ser as “saidinhas”, a progressão de regime ou o tal Marco Temporal. Não faz diferença alguma. A questão permanece a mesma: em uma democracia, quem faz as leis são os representantes eleitos pelo povo.
Toda a exuberante linguagem jurídica usada nesse debate esconde outras duas questões importantes. A primeira questão é: portar maconha para “uso próprio” é crime? A segunda questão é: como saber se o “portador da maconha” é usuário ou traficante?
A lei atual – aquela aprovada pelo Congresso – diz que o “porte” de drogas é crime. É o que recomenda a lógica. Basta refletir: se a produção de drogas é crime e se a comercialização de drogas é crime, é evidente que o “porte” de drogas só pode ser crime também.
Atualmente as sanções previstas para o tal porte de drogas para consumo próprio são simbólicas. Uma delas é a “admoestação verbal” – ou seja, levar uma bronca do juiz. Ainda assim, são sanções penais. Como o porte de drogas é definido como crime, fica autorizada a atuação da polícia.
A polícia não atua em infrações administrativas. Portanto, é fácil imaginar a consequência de transformar porte de drogas em infração administrativa: elimina-se qualquer possibilidade de intervenção policial em uma atividade extremamente nefasta à sociedade.
Até agora essa intervenção policial era amparada pela lei. A partir da decisão da descriminalização, não será mais. É inevitável uma retração da atividade policial – exatamente como aconteceu em São Francisco, nos EUA, depois que foi aprovada uma lei estadual que transformou uso de drogas em contravenção (pelo menos lá essa medida foi tomada através de lei). São Francisco, hoje, é recordista em mortes por overdose nos Estados Unidos.
A partir da descriminalização do porte a polícia brasileira vai pensar dez vezes antes de abordar um suspeito de tráfico. Na dúvida, será melhor não fazer nada. A quem isso beneficia?
Um dos argumentos mais equivocados pela “descriminalização” do porte de drogas é o que afirma que “o usuário de drogas é vítima, e não criminoso”. Vítima de que? Só se for de suas próprias escolhas.
Ninguém é obrigado a usar drogas. No início, o uso é sempre recreativo – o objetivo é “tirar onda”, fazer o que a turma descolada faz, experimentar uma sensação diferente.
Ninguém começa a usar drogas já sendo dependente. E mais: no mundo atual, todo mundo que experimenta droga pela primeira vez sabe que a droga causa dependência. O sujeito aceita correr esse risco em troca de prazer momentâneo. Essa decisão é dele. Como é possível dizer que ele é a vítima?
Vítimas somos nós que não usamos drogas, mas sofremos as consequências do crime sem controle e de uma corrupção moral e intelectual que não deixa ilesa nenhuma instituição do país.
“Taxação da carne”, “dólar R$ 5,56” e a “taxa da blusinha” foram alguns dos termos que internautas do “X”, antigo Twitter, usaram para colocar “Faz o L” como um dos assuntos mais comentados da rede social.
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Esses internauteiros são muito injustos.
Não entendem que taxação de carne, dólar subindo e taxa de blusinha, entre outras coisas, são fatos muito importantes e fundamentais para o desenvolvimento deste país.
A expressão “Faz o L” traduz a alegria e a felicidade com o crescimento do Brasil.
A expressão “tudo subindo” indica crescimento, coisa positiva, caminhando pra riba.
Perguntem pros eleitores petistas que eles explicarão com detalhes.
Quando se trata de certas personalidades da República, o jornalismo se torna tão amigável que desculpa tudo e esconde tudo
Não importa o que eu escrevo, sobre o que escrevo, meus textos sempre geram comentários com a mesma cobrança: “o que podemos fazer para escapar da tragédia?” Não é difícil listar todas as desgraças por que estamos passando, mesmo que sejam excessivas, apontar todos os absurdos, um a um. Está muito claro quem age pela calamidade, no Legislativo, no Executivo e no Judiciário, por ação ou omissão. As divergências entre essa turma costumam ser leves, os raros protestos de um lado são feitos tardiamente, de forma errática, e quase sempre em fala mansa… No descompasso, no descaminho, um país inteiro vira refém. E a imprensa que desistiu de ser imprensa endossa a condenação de todos nós.
Em outros tempos, os jornalistas eram hipersensíveis. Se para seus questionamentos agressivos e tendenciosos vinham respostas à altura, reativas, a imprensa estava “sendo atacada”. Claro, isso valia apenas quando o entrevistado era Jair Bolsonaro ou alguém ligado a ele. Ao ministro Gilmar Mendes, por exemplo, sempre foi permitido mandar um repórter enfiar sua pergunta em determinado lugar… Lula e os petistas também sempre puderam acusar a imprensa de “agir de má-fé e com assédio moral”, sempre foram autorizados a questionar a credibilidade de jornalistas, de apontar neles “desvios éticos”. Lula já chamou veículos de imprensa de lixo, já disse que eles não valem nada. Em outubro de 2018, a revista Veja publicou o seguinte: “Lula está à vontade. Desaforo é com ele. Desacato é com ele. Partir para cima é com ele”.
A imprensa que desistiu de ser imprensa aceita de bom grado que Lula se considere uma vítima dos jornalistas, que ele agora chama de “cretinos”. E ninguém parece se importar. Se fosse com Bolsonaro… Lula pode mentir à vontade, há cretinice suficiente em sua defesa. Não, o petista não tem nada a ver com a alta do dólar… Não, a moeda americana começou a subir antes da entrevista que ele deu ao UOL. Exatamente 15 minutos antes. E ninguém rebate, ninguém expõe as toneladas de provas de que seus atos e suas falas são desastrosos, não apenas nesse caso. As empresas que Lula disse terem quebrado por apostar na alta do dólar, na verdade, acreditaram na valorização do real… Eram, de alguma forma, próximas do PT. Foram vítimas do seu desapego ao mundo real. Uma cretinice em série que os cretinos da imprensa que Lula aponta fazem questão de ignorar.
Há cretinos em grande número, prontos para não perguntar, não desconfiar, não buscar a verdade. Há cretinos aos montes que não vão a fundo no que realmente importa. Se a Amazônia e o Pantanal queimavam no governo Bolsonaro, a culpa, claro, era dele. Com Lula no poder, falam em El Niño, La Niña, “mudanças climáticas”, fazendeiros malvadões… Os ianomâmis morriam, com Bolsonaro… Depois das eleições de 2022, foram todos salvos. O governo Bolsonaro foi o culpado pelas mortes atribuídas à Covid. O atual não tem nada a ver com os casos recordes de dengue, com a falta de vacina para a doença.
Os cretinos querem decidir sobre tudo, com a empáfia, arrogância e soberba que lhes é peculiar. Aceitam inventar que um projeto contra o assassinato de bebês com mais de 22 semanas de gestação não é a favor da vida, é a favor de estupradores e contra meninas violentadas… Também não querem falar do que aconteceu nos países que liberaram as drogas… E o que houve é muito claro: tudo piorou. Há mais usuários, mais tráfico, mais crimes, de todos os tipos, mais acidentes de trânsito, mais doentes, mais mortes. O presidente do Supremo Tribunal Federal pode dizer que “o combate às drogas no Brasil fracassou” e provocar o eco submisso dos cretinos. Eles devem imaginar que, seguindo esse raciocínio, a guerra contra os homicídios no Brasil foi perdida, e é melhor autorizar de uma vez os assassinatos.
Como tratar quem acha lindo um fórum jurídico brasileiro feito em Lisboa, com a participação de ministros do STF, parlamentares e 12 empresas com ações no Supremo? O que dizer de quem só faz aos participantes perguntas amigáveis, como manda a cretinice absoluta? Como chamar quem acompanha as respostas sem sentido aos questionamentos sem sentido com o balançar concordante de suas cabeças? Não é cretino quem se acha um repórter e não tem nada que confirme esse pensamento? Parecem todos à vontade, querendo de volta a “polarização” entre PT e PSDB. Era ótima, era civilizada, era saudável. Aí vieram os radicais, os extremistas… A culpa é toda deles, a culpa por tudo; a coligação de cretinos repete isso o tempo todo.
Só pode ser cretinice aceitar o descabido aumento da carga tributária e dos gastos do governo, a dívida e os déficits crescentes. Só pode ser cretinice não querer investigar a revisão repentina para baixo dos gastos com a Previdência (e, magicamente, “sobrou” dinheiro para pagar emendas parlamentares…). É o cúmulo da cretinice o uso político de estatais, o sigilo sobre o prejuízo quase bilionário dos Correios, o leilão de arroz, o ministro indiciado pela Polícia Federal por suspeita de cometer cinco crimes… Viramos o país dos cretinos? Então, precisamos apontá-los, todos eles. Precisamos combatê-los, com todas as nossas forças, com o alcance possível, dentro das leis. Vamos deixar claro quem eles são, o que fazem, o que deixam de fazer. Parece pouco, mas não é. Os cretinos não vencerão.
A língua ferina de Lula, que insiste em atacar o Banco Central como se não fosse o petista e sua equipe quem conduz a economia, empurrou, outra vez, o dólar para cima.
A moeda fechou a sexta em R$ 5,59.
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Onde se lê “lingua ferina”, leia-se “língua ferida”.
A lingueta faladeira do Descondenado está ardendo muito.
A coitada padece muito com uma terrível ardência cachaçal.
Na parede da cozinha, azulejos de claros azuis, a lagartixa colhia sobejos. Por instantes cortejou um inseto, imóvel, discreto, no alto, no teto. A princípio platônico, o amor a fez tentar subir. Não conseguiu e na parede lisa escorregou, caiu. Já no chão, vendo que ele sumiu, lamentou o romance não consumado, mais até que a pata fraturada …
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Detalhes da primeira família de notas de real em painel exposto no Banco Central
Em 1.º de julho de 1994, o Brasil abandonou a Unidade Real de Valor (URV, uma moeda fictícia transitória) e uma sucessão infindável de cruzeiros e cruzados para entrar no mais longo período de estabilidade monetária do passado recente. O real chega aos 30 anos e uma geração inteira de brasileiros já não sabe o que é viver sob a hiperinflação e todos os hábitos que marcaram aquela época, como o de correr para os supermercados assim que o salário era depositado, para comprar alimentos em quantidade suficiente para durar todo um mês.
Esses mesmos brasileiros também não presenciaram nenhum dos choques heterodoxos que marcou a década anterior a 1994, com seus congelamentos e tabelamentos de preços, “fiscais do Sarney” e filas enormes para comprar carne racionada, já que os bois haviam sumido dos pastos para que produtores não tivessem de vender a carne pelo preço tabelado. Tais choques, como os dos planos Cruzado, Bresser, Verão e Collor, construídos em bases artificiais, reduziam drasticamente a inflação em um primeiro momento, mas logo os preços voltavam a subir vertiginosamente. Era a armadilha que os economistas do Plano Real, capitaneados pelo então ministro Fernando Henrique Cardoso, da Fazenda, quiseram evitar.
A inflação foi controlada de forma gradual, mas duradoura. Em 1995, primeiro ano cheio de vigência da nova moeda, o IPCA ainda era de 22,41%, valor que hoje qualquer brasileiro considera inaceitável, mas que à época soava como uma grande vitória – a título de comparação, a inflação de 1993, último ano antes do real, fora de 2.477,15%. Desde 1996, apenas três vezes o IPCA ultrapassou os 10%: em 2002, 2015 e 2021. Neste período, o país foi atingido por fortes crises internacionais – a da Ásia, a da Rússia e a do subprime – e internas, como a provocada pela irresponsabilidade da Nova Matriz Econômica lulopetista. Ainda assim, o real suportou as tempestades e a hiperinflação não retornou.
A resiliência do real não se deve apenas ao fato de o plano de estabilização ter sido melhor desenhado, mas também a todo o conjunto de reformas que o acompanhou, desde o saneamento do sistema financeiro por meio do Proer até a Lei de Responsabilidade Fiscal e a implantação do tripé macroeconômico formado por câmbio flutuante, metas de inflação e busca pelo superávit primário. A estabilidade e a credibilidade da moeda dependiam especialmente dessas reformas estruturantes, algumas das quais miravam especialmente o descontrole do gasto público, que é fonte de inflação; o sucesso dessas reformas pavimentou o caminho para que a estabilização tivesse a longevidade que tem. E apontam o caminho para que ela se perpetue.
Lula e o PT resistiram e criticaram virulentamente cada etapa da estabilização, desde o Plano Real propriamente dito – chamado por eles de “estelionato eleitoral” – até as reformas posteriores. O petista chegou ao Planalto em 2002 sem jamais agradecer ao antecessor por receber um país estabilizado economicamente; pelo contrário, passou anos repetindo o mantra da “herança maldita”. Lula pode até não ter dado marcha a ré nas conquistas do Plano Real, mas lançou as bases da Nova Matriz Econômica que, no mandato de sua sucessora Dilma Rousseff, levaria o país à maior recessão de sua história. E, ainda hoje, Lula não apenas segue sem dar a FHC e aos economistas do real – que, aliás, apoiaram o petista na campanha de 2022 – o merecido reconhecimento como ainda se empenha em alimentar crises que contribuem para a perda de valor da moeda. A defesa incessante da elevação do gasto público, a recusa veemente a qualquer ajuste fiscal e as críticas constantes ao Banco Central e a Roberto Campos Neto feitas por Lula afetam negativamente o câmbio e as expectativas de inflação.
Seria um exagero enorme dizer que a irresponsabilidade petista poderia nos trazer de volta aos tempos pré-real. Décadas de convivência com índices de inflação mais civilizados acabaram com a tolerância do brasileiro ao descontrole total que vigorava antes de 1994. Mas o Lula de 2024, em certos aspectos, segue repetindo o Lula de três décadas atrás e desprezando o valor da criação de um bom ambiente de negócios, com previsibilidade econômica; da estabilidade; e de políticas fiscal e monetária convergindo no sentido de promover a racionalização do gasto público. E, ao agir assim, o presidente estraga a celebração do maior marco da história econômica recente do país.
Por que não há mais qualquer respeito pela autointitulada “imprensa profissional”?
Porque os jornalistas se transformaram em militantes de redação de extrema-esquerda, com o único propósito de defender regimes socialistas autoritários, através de mentiras e manipulações.
Aqui está um exemplo, entre milhares.
A militante de redação petista, eufórica, apresenta propaganda política como se fosse notícia:
“Você vai voltar a comer picanha”, falava ela, apontando para o ticker das ações da atacadista Assaí.
“Pobre gosta de coisa boa e de se vestir bem”, afirmava a militante, apontando para o ticker das lojas Renner.
“Você voltará a ver aeroporto lotado como uma rodoviária”, comemorou ao apontar para a alta das ações da CVC, empresa de turismo.
“Foram frases ditas por Lula”, finalizou, sem esconder de onde partiu a propaganda.
“São palavras virando dinheiro”.
O que aconteceu 20 meses após essas afirmações?
🔻ASSAÍ -67,67% 🔻RENNER -59,38% 🔻CVC BRASIL – 65,38%
Para completar, o dólar apresentou alta de 8,38% no mesmo período, por conta da completa irresponsabilidade fiscal do governo do descondenado.
O que aconteceu com a carteira de quem seguiu essa brilhante avaliação da militante de redação?
Por que não há mais qualquer respeito pela autointitulada “imprensa profissional”?
Porque os jornalistas se transformaram em militantes de redação de extrema-esquerda, com o único propósito de defender regimes socialistas autoritários, através de mentiras e manipulações.