
A ETNIA CHINESA EM QUE AS TROCAS DE CASAIS SÃO COMUNS
Em 2018, um turista-aventureiro-missionário americano tentou entrar em um lugar proibido na Índia e foi morto a flechadas pela tribo local. A ilha é Sentinela do Norte, os povos selvagens são os sentinelas e o aventureiro é John Chau.
Antes de John, outros tentaram visitar a ilha e foram recebidos com violência. Em 1974 o diretor de uma equipe da National Geographic levou uma flechada na perna.

“Sentinela” pescando com flecha
Existem muitas comunidades isoladas mundo afora, inclusive no Brasil. Na região amazônica brasileira calcula-se que umas 100 tribos indígenas ainda não mantiveram contato com homens da civilização, outras receberam visitas de missionários e hoje estão semi-integradas com a civilização, como os Yanomamis, por exemplo.

Comunidade isolada no estado de Roraima
Esses isolamentos impõe sérios riscos de morte por doenças comuns aos “homens brancos”, muitos costumes são mantidos pelas tribos como o canibalismo, em algumas delas, e outros costumes se mantém mesmo anos ou décadas após essa interação.
Na China a etnia Mossuo tem costumes particularmente curiosos: o comando da família fica com a matriarca e é passada de mulher para mulher, os homens cuidam da pesca, pecuária, construções de casas e da organização política, as mulheres organizam as finanças, cuidam da casa e da agricultura.
Todos os descendentes da família moram na mesma casa e para os encontros conjugais, a moça quando chega a adolescência ganha um quarto isolado e pode trazer o rapaz que quiser para dormir com ela, esse relacionamento pode durar só uma noite ou o resto da vida.

Circo Garcia e o picadeiro vazio
“Vejam só
Que história boba eu tenho p’ra contar
Quem é que vai querer me acreditar
Eu sou palhaço sem querer
Vejam só
Que coisa incrível o meu coração
Todo pintado e nessa solidão
Espera a hora de sonhar
Ah, o mundo sempre foi
Um circo sem igual
Onde todos representam bem ou mal
Onde a farsa de um palhaço é natural
Ah, no palco da ilusão
Pintei meu coração
Entreguei, entreguei amor e sonhos sem saber
Que o palhaço pinta o rosto p’ra viver
Vejam só e há quem diga que o palhaço é
No grande circo apenas o ladrão
Do coração de uma mulher
Ah, o mundo sempre foi
Um circo sem igual
Onde todos, todos representam bem ou mal
Onde a farsa de um palhaço é natural”
(Letra de música cantada por Antônio Marcos)
No princípio, tudo não passava apenas de uma diversão imaginada para o entretenimento de pessoas, e o melhor caminho para mostrar aos outros, o que o cinema e o teatro não queriam ou não tinham espaço e condição para mostrar.
Alguém teve a sorte de “inventar” o circo.
Provavelmente, diferente de como tantos outros inventaram (ou descobriram) o avião, a lâmpada – e foi a partir da invenção dessa tal lâmpada, que começaram a criar a “Lâmpada de Aladim”. Por que “acendia” e chamava a atenção de outrem. Coisas de gênios atendendo desejos mil de quantos quisessem.
Inventaram o Circo. E um dos primeiros sinônimos do circo, não poderia deixar de ser: algo hilário, que diverte e onde todos, com exceção da plateia, se transformam em palhaços.
Verdade pura!
Mas, não é menos verdade que, no Brasil, algumas instituições estão tergiversando, deixando de ser apenas “instituições sociais com o mister da institucionalidade a serviço do objetivismo legal”, e estão totalmente empenhadas em “roubar” (também), a designação oficial de circo.
Um verdadeiro e assumido processo de transformação – uma apropriação indevida.
Nessas, tal qual o Tihany ou o Garcia, circos que, no Brasil, poderiam ser considerados células-troncos do trapézio, do malabarismo e da palhaçada, os componentes estão ocupando os espaços dos elefantes, dos leões e até mesmo dos trapezistas.
E, por que não dizer também, dos palhaços?

O espetáculo circense em evolução
Faz tempo que a meninada se divertia até mesmo com os nomes dos palhaços: Carequinha, Trepinha, Risadinha, Rei do Trapézio, Homem Voador, Mágico Canadense e até o melhor e maior domador de leões ou de elefantes. Todos esses nomes, verdadeiros ou não, eram escolhidos e tornados celebridades pela criançada que, ávida, fazia de tudo para merecer ganhar um par de ingressos ou “passe-livre” para os espetáculos.
Diferente de hoje, que apenas uma pessoa “indica” e um contingente de xis eleitos escolhe aquele que vai fazer palhaçadas e provocar a hilariedade a partir de absurdos cometidos ou determinados, dando-lhes o aval em troca sabe Deus do que – alguns, inconstitucionais.
Que falta nos fazem o Garcia e o Tihany!

O palhaço decepcionado
Ria-se, antes, com as palhaçadas nos picadeiros do Tihany ou do Garcia. Por muito tempo.
Ria-se!
Nos dobrávamos de tanto rir. Ríamos às escâncaras.
Depois, com o desaparecimento tanto do Garcia quanto do Tihany, passamos a nos deliciar com o aparecimento do Cirque du Soleil, mostrando seus espetáculos pela televisão.
O mundo se modernizou, os políticos se aparelharam e ficaram modernos, usufruindo de todos os direitos possíveis e se escudaram com uma ou duas ou até três instituições e se transformaram no Cirque du Freak.
Não há mais risos.
Ninguém mais ri às escâncaras!
Trapézios, elefantes sentando em cubos em obediência aos domadores, desapareceram. Ou, quem sabe, se transformaram em verdadeiros “deuses da prepotência”, olvidando até a onipotência divina.
O mundo mudou. A gente não ri mais.
Tampouco as crianças encontram motivos para rir. Vivem entretidas em descobrir à qual gênero sexual pertencem.
Até os palhaços mudaram de indumentária. Continuam com os narizes vermelhos, mas vestem uma soberba capa protetora, que os protegem apenas de nós. Mas, estarão algum dia frente a frente com Deus e serão julgados pelas suas ações, inclusive por nos roubarem o direito de rir.
Ninguém ri.
Mas, quem rir por último, terá o direito de rir melhor.
Que saudade e que falta nos fazem os circos Tihany e Garcia.

A decepção atingiu os palhaços mirins
Ao explicar que “não faz sentido” a ex-presidente Dilma trabalhar para sua eleição, o ex-corrupto Lula disse a uma rádio mineira que “às vezes, as pessoas podem me ajudar não fazendo nada”.
* * *
Acho que o chefe da organização criminosa petralha está sendo injusto com a sua surreal e fantástica criação.
Ele poderia sim convocá-la pra fazer alguma coisa.
Pra enriquecer sua campanha e ajudá-lo a ultrapassar o atual índice de 313% nas pesquisas da grande mídia bananeira.
Vaca Peidona poderia muito bem ser convocada para alegrar os comícios de Lapa de Ladrão – que serão todos em ambientes fechados -, soltando suas magníficas bombas e espalhando um autêntico ar petrálhico nos comícios da quadrilha.
Os militontos iriam adorar e cheirariam os ares com muito gosto.
Seria um sucesso da porra!!!

PARA OS TOGADOS, ODIAR PODE SER A SUA SEGUNDA NATUREZA
Com a flagrante e tão esperada descoberta do Gabinete do Ódio, não podemos esquecer de Julien Benda, que em clássico “A traição dos intelectuais”, não só coloca o ódio em quatro tipos de expressão: o ódio de classe, de raça, de nação e o ódio religioso.
Barroso e seus parceiros togados podem escolher uma ou todas as modalidades. Odiar pode ser para eles uma segunda natureza.
Benda chega a afirmar que o século XX foi o tempo da “organização intelectual do ódio”, dos ódios políticos. Acusados de falta de complacência, confrontados por terem se ser submetidos “às paixões políticas”, deixando de defender os valores da verdade, do bem e do direito da humanidade.
Vale destacar – e isso não nos é estranho – um homem chega a odiar a outro: pelas qualidades que não tem ou pelo grau acrescentado das qualidades que ambos têm.
Mas fiquemos com a expressão de Benda o ódio de um lado, o “ódio de partida”. O que odeio cria e recria razões para sustentar e amplificar seu ódio.
No caso de um Barroso se trata de pura imoralidade, precisamente porque seu ódio não tem qualquer justificação moral. É um ódio gratuito em sua maldade.
No caso, a vítima não produziu nenhuma contrariedade. Ao contrário é amado pelo povo, agiu com correção e coragem em favor dos mais necessitados dos mais prejudicados pela peste chinesa.
Barroso e seus pares tribunos em seus arroubos golpistas e fúnebres, podem ser explicados por Nietzsche, lepidamente: “Não podes odiar enquanto não dás dois caracóis por alguém. Para odiares, tens de considerá-lo igual a ti ou maior do que tu”.
Afinal, é preciso uma razão para odiar: “O homem enquadrado por uma ideologia pode odiar livremente e igualmente pode ter orgulho desse ódio”.
Podemos ampliar o leque das motivações do ódio. Ou alguém duvida que um Fachin, um Barroso e sabe-se lá quantos não leram o Manifesto do Partido Comunista (1948), que quase no final, resume o espírito da coisa:
”Tremam as classes dominantes diante de uma Revolução Comunista”. E, pouco depois dá o veredicto, que talvez tenha inspirado Cesare Battisti, ao matar a sangue-frio quatro cidadãos italianos em nome de um trem chamado Partido do Proletariado comunista.
Tão inspirador, ou talvez motivado pela quantidade de furúnculos que o atormentaram a vida toda, Karl Marx dá sua sentença:
– A história vai ser o juiz, e o proletariado, o carrasco.
Parece uma ironia, mas não é. Talvez porque os alemães financiava o golpe de Lênin, também versado na língua da Germânia, os 30 milhões de assassinados pelo regime se encaixavam na categoria dos proletários.
Mas essa história o ministro Barroso conhece com mais detalhes, afinal, em toda a literatura que mergulhou a humanidade passou se dividir em duas categorias a
“progressista” e a “reacionária”.
No nosso caso podemos não estar condenados aos gulags descritos e vividos por Soljenítsin. Mas sabendo como – sentimos na pele – que todas as propriedades verbais desta ideologia de ódio são tomadas de empréstimo à terminologia do direito penal tradicional e suas variantes.
Teríamos assim instituições jurídicas que, mantendo intactos os meios verbais e judiciários, de condenação e punição. Só que na quadra que vivemos a História se veste de toga e não mais julga. Primeiro escolhe alguém para odiar e, mascarada no “proletariado” se transforma no carrasco – sem a máscara, que é para poder escolher a quem salvar e a quem executar.
Anesia Pinheiro Machado nasceu em Itapetininga, SP, em 5/6/1904. Jornalista, taquígrafa e aviadora, foi a primeira mulher a realizar um voo com passageiro; primeira brasileira a realizar um voo acrobático e decana mundial da aviação feminina. Foi também pioneira como atriz do cinema mudo e ativista do movimento de emancipação da mulher ao participar do Primeiro Congresso Internacional Feminista, representando a Liga Paulista pelo Progresso Feminino, em 1922.
Filha de Aurélia de Vasconcelos Pinheiro Machado e Gustavo Pinheiro Machado, teve os primeiros estudos em sua cidade natal. A paixão pela aviação se deu em 1920, na “Festa do Divino”, quando um piloto norte-americano a convidou para dar um passeio em seu avião. No ano seguinte voltou a voar com outro piloto, de quem recebeu informações sobre o curso de pilotagem. Aos 17 anos mudou-se para São Paulo e iniciou o curso, tendo como instrutor o piloto alemão Fritz Roesler. Seu primeiro voo solo se deu em 17/3/1922, pilotando um biplano Caudron G.3., e recebeu o brevet do Aero Club do Brasil no mês seguinte, junto com Thereza de Marzo, as duas primeiras brasileiras a terem licença de voo.
No mesmo ano, nas comemorações do centenário da Independência, realizou o primeiro voo São Paulo-Rio de Janeiro, onde participou do show de acrobacias aéreas. Na ocasião foi homenageada por Santos Dumont, que lhe deu uma medalha de ouro, réplica de uma que ele recebeu da Princesa Isabel. O fato foi relevante também para a causa feminista, devido a sua participação nos eventos feministas realizados naquele ano. Dois anos após, participou da Revolta Paulista de 1924 ao lado dos capitães Joaquim e Juarez Távora, chegando a ser detida pelas tropas revoltosas.
Sua participação na Revolta deu-se com um voo sobre as tropas legalistas e sobre o encouraçado Minas Geraes, jogando flores e panfletos com a frase “E se fosse uma bomba?”. Por conta disso, foi proibida de voar. Por isso, no período 1927-1928, voltou ao jornalismo e manteve um coluna sobre aviação no jornal O Paiz; trabalhou no DIP-Departamento de Imprensa e Propaganda e na Assembleia Legislativa, voltando a voar somente em 1939. Em seguida realizou um voo acrobático que impressionou a fundadora da Women’s International Association of Aeronautics, Elizabeth Lippincott McQueen, em 1940. No mesmo ano obteve licenças de piloto privado e piloto comercial do DAC-Departamento de Aviação Civil e 2 anos após, obteve a licença de piloto instrutor pelo Aeroclube do Brasil.
Recebeu, em 1943 durante a II Guerra Mundial, convite da FAA-Federal Aviation Administration para realizar um curso avançado de aviação nos EUA e trabalhou como piloto e instrutora de voo na Panair do Brasil, de 1944 a 1948 e no CPOR-Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, da FAB-Força Aérea Brasileira. São diversos feitos e pioneirismos na aviação: travessia da Cordilheira dos Andes e uma viagem transcontinental pelas três Américas, em 1951; proclamada “Decana Mundial da Aviação Feminina”, pela Federação Aeronáutica Internacional, durante a Conferência de Istambul, em 1954. Na ocasião recebeu o Diploma “Paul Tissander”, pioneiro da aviação francesa.
No livro Frontier by air (1942), a escritora e jornalista Alice Roger Hager deixou registrado que “Anesia is the finest pilot in the country, there was no question abour her ability. When we went to the Aero Club she took a little Bucher up and outflew any women stunt pilot I have ever seen”. Foi homenageada nos EUA como cidadã honorária em diversos estados: Missouri, Oklahoma, Iowa, Louisiania e Kansas. Entre nós, recebeu o título de Cidadã Carioca e Paulistana. Recebeu dezenas de condecorações civis e militares, brasileiras e estrangeiras. Sua cidade natal, orgulhosa de seus feitos, exibe hoje sua estátua em tamanho natural no Largo dos Amores.
Faleceu em 10/5/1999, aos 95 anos. Perguntada diversas vezes por que dedicou-se à aviação, dizia: “O meu desejo de voar talvez seja fruto do meu anseio, sempre cada vez mais intenso, de me elevar, de sair da banalidade do viver comum. É o incontido ímpeto de minha alma, que me impulsiona e me leva a procurar as emoções mais fortes do voo. A vida corriqueira não me satisfaz; ando sempre em busca de alguma coisa nova. É essa faceta de minha personalidade que dirão inconstante, que fez com que eu me dedicasse à aviação”.