DEU NO JORNAL

A BOMBA DA DÍVIDA PÚBLICA, ENORME E CARA

Editorial Gazeta do Povo

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Dívida pública teve grande crescimento durante o terceiro mandato de Lula, e custo médio é o maior desde 2016

A dívida pública entrou no radar das principais preocupações econômicas e das grandes ameaças à estabilidade monetária e ao controle da inflação, pois ela não apenas bate recorde atrás de recorte – em junho, ela chegou a R$ 10,8 trilhões, ou 81,9% do PIB –, como também está se tornando cada vez mais cara: seu custo médio em junho é o maior registrado para o mês desde 2016, quando o país vivia a grande recessão lulodilmista, resultado de anos de política fiscal completamente irresponsável.

O setor público consolidado é composto pelos entes federativos cuja existência e gastos dependem das receitas de tributos cobrados pela União, estados e municípios. Por sua vez, o montante total dos tributos é uma fração da renda interna nacional gerada no processo produtivo. No geral, a fração dos impostos recolhidos pelo setor público é limitada e, segundo os conhecimentos teóricos da economia mundial, em economias de livre mercado a fração da carga tributária deve se limitar a um máximo de um terço do PIB, pois tributação superior a esse patamar costuma agir contra o crescimento do PIB e contra a geração de empregos.

Tendo em conta essa limitação, muitos países passaram a gastar mais que um terço do PIB e, para pagar os excessos (déficits de caixa), adotaram o recurso de tomar dinheiro emprestado das pessoas, bancos e empresas nacionais, bem como obter financiamentos em bancos e organismos financeiros internacionais. Isso faz com que uma nova despesa surja no orçamento público: os juros da dívida.

Nunca é demais lembrar que a dívida pública total é a soma da dívida pública externa (dívidas para credores internacionais, em moeda estrangeira) mais a dívida pública interna (dívidas para pessoas, empresas e bancos sediados no Brasil, em moeda nacional). O conceito mais usual é a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), ou seja, a dívida de municípios, estados e União e seus órgãos, excluídas as empresas estatais que vivem de venda de seus produtos. A DBGG é o valor total que o governo geral deve, e tudo indica que seguirá aumentando em relação aos atuais 81,9% do PIB.

A respeito do indicador dívida/PIB, é preciso recordar que o governo brasileiro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) adotam metodologias diferentes para calcular o total da dívida do setor público consolidado. Segundo o FMI, que inclui os títulos da dívida pública em poder do Banco Central, a dívida brasileira fechará o ano em 96,5% do PIB. No entanto, independentemente das metodologias, existe um segundo problema, bastante grave, que diz respeito ao custo dessa dívida para os cofres públicos.

Como os Estados Unidos têm um PIB encostando nos US$ 30 trilhões e dívida pública superior aos US$ 36 trilhões, representa 120% do PIB, há quem argumente que a situação brasileira não é tão grave. Ocorre que a dívida não deve ser examinada separada de seu custo em termos do total dos juros incidentes sobre seu valor, os prazos de vencimentos e o desembolso anual com o pagamento dos juros; e, enquanto o custo anual de juros sobre a dívida pública nos EUA é de 3,5% do PIB, no Brasil o total de juros anuais equivale a 8,8% do PIB.

Não é preciso um cálculo complicado para concluir que essa é a variável que, se não for modificada, fará a dívida pública explodir em poucos anos até o ponto de se tornar incontrolável, com potencial para lançar o país em uma grave crise. No entanto, é preciso que haja as condições necessárias para uma redução nos juros, o que não ocorre no Brasil de Lula e do PT, onde o governo geral consolidado continua gastando mais do que arrecada antes de contar a despesa com pagamento de juros – registrando, portanto, déficit primário ano após ano. A conjunção entre déficit primário e juros da dívida é combustível para uma crise de grandes proporções.

A história econômica mundial vem mostrando, desde a Primeira Guerra Mundial, que há limite para o endividamento público. Quando esse limite é ultrapassado e a dívida segue crescendo, uma crise é inevitável, lançando o país em trajetória de insolvência do governo, quebra de confiança na moeda nacional, menos crescimento e mais pobreza. A essa altura, um programa de austeridade e de ajustes já não é mais um opção, mas uma obrigação, independentemente de o governo ser de esquerda ou de direita, pois as crises econômicas passam por cima das questões ideológicas e partidárias.

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DEU NO JORNAL

RODRIGO CONSTANTINO

FAUCIGATE E O SILÊNCIO CÚMPLICE DA IMPRENSA

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Anthony Fauci durante depoimento no Senado dos Estados Unidos

No finalzinho de minhas longas férias, parei com o descanso para gravar um vídeo sobre o depoimento de Anthony Fauci no Senado americano. Na verdade, a ausência de depoimento. O poderoso tecnocrata invocou a Quinta Emenda para ficar em silêncio e se recusou a responder qualquer pergunta. O assunto é tão importante que mereceu essa atenção, até porque quase toda a imprensa brasileira preferiu ignorar o acontecimento.

Fauci, não custa lembrar, era sinônimo de ciência durante a pandemia do Covid. O que ele falava era considerado verdade incontestável pelos jornalistas. Medidas drásticas e autoritárias foram adotadas por governantes no mundo todo com base nas diretrizes defendidas por Fauci. O método científico, que clama por refutação, e o método jornalístico, que exige questionamento, foram abandonados em prol de uma agenda que transformou ciência em seita ideológica, com terríveis consequências para a humanidade.

O medo vende. O pânico rende audiência, como a turma histérica do “aquecimento global” bem sabe. Al Gore ficou mais rico, Greta Thunberg foi capa da revista Time, e o mundo não derreteu e continua aí. O medo também é um ótimo instrumento de controle e poder. Fauci, assim como Tedros Adhanon, o revolucionário marxista da OMS, foi um dos maiores responsáveis por esse experimento social bizarro em 2020.

E o que seus diários e anotações em servidores públicos demonstram é que, por trás do czar da ciência, havia um ser humano vaidoso, encantado com a fama repentina e preocupado com sua imagem, mais do que com os fatos e com as vidas de milhões de cobaias. Se algum dado era incômodo para sua agenda política, então pior para o dado. Isso é o oposto de ciência, claro.

Fica evidente que Fauci cometeu crimes contra a humanidade, e por isso Joe Biden, antes de sair da Casa Branca, garantiu imunidade preventiva ao tecnocrata. Congressistas republicanos expuseram detalhes constrangedores de suas mensagens e apertaram Fauci contra a parede, mas ele simplesmente permaneceu calado. A fama de celebridade desapareceu, não há mais Julia Roberts ou Beyoncé, e sim a visão de que Fauci foi um vilão nessa história.

Para quem não sucumbiu à histeria, nada novo. Fauci agiu de forma similar durante a epidemia da AIDS, mascarando dados científicos em prol de uma agenda ideológica. Não havia mais grupo de risco, pois era algo politicamente incorreto de se dizer, e milhões de pessoas caíram na paranoia desnecessária com a ajuda de Fauci. Em vez de punição, ele foi promovido, e o resultado está aí.

Durante a pandemia, algumas (poucas) vozes tentaram trazer mais luz do que calor, fazer perguntas duras, respeitar o verdadeiro método da ciência. Fomos calados, rotulados de negacionistas, censurados e cancelados. Mas o tempo é amigo da razão. Tenho orgulho e ter sido um desses que lutaram pelo bom senso e pela busca honesta da verdade. Se você digitar Rodrigo Constantino e lockdown no Google, eis o que aparece:

“O comentarista Rodrigo Constantino foi um forte crítico dos lockdowns durante a pandemia de COVID-19, argumentando que essas medidas causavam danos econômicos e desespero social superiores aos benefícios reais contra o vírus. Afirmou repetidamente que fechar o comércio e restringir a circulação destruía empregos sem comprovação científica sólida de eficácia. Definiu as manifestações contra as restrições sanitárias como gritos de desespero de trabalhadores afetados pelas medidas de isolamento. Acusou governadores, prefeitos e parte da imprensa de utilizarem o discurso da ciência de forma autoritária para impor agendas políticas e restringir liberdades individuais”.

Como os diários de Fauci e seu ensurdecedor silêncio mostram, eu estava do lado certo da história, ao lado de muita gente boa. Nós fomos ridicularizados por quem nada entende de método científico. Meu canal no YouTube foi desmonetizado e perdi uma importante fonte de renda. Mas nada pode conter quem se baliza pela busca da verdade. E esses, hoje, foram vingados. O Faucigate expõe a farsa da “ciência” por trás de decisões autoritárias e claramente desprovidas de evidências científicas.

Resgato um alerta que usei muito durante a pandemia: “Nossa liberdade está ameaçada em muitos campos pelo fato de estarmos prontos demais para deixar a decisão a cargo do especialista ou para aceitar, de forma pouco crítica, sua opinião sobre um problema do qual ele conhece intimamente apenas um pequeno aspecto”. Hayek sabia das coisas e conhecia bem os limites da ciência transformada em “cientificismo”.

Não sou dos mais otimistas quanto ao provável uso político de novas crises, porém. Conheço a natureza humana o suficiente para saber que milhões de indivíduos estão suscetíveis a cair em histeria novamente e aceitar cegamente medidas autoritárias em nome da ciência. “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”, como disse Santayana. Aprendemos com a história que poucos aprendem com a história…

DEU NO JORNAL

COMENTÁRIO DO LEITOR

DIFERENÇA

Comentário sobre a postagem TÁ NO SANGUE

João Francisco:

A vida da família Bolsonaro já foi investigada até os centavos.

Eu me lembro que foram atrás das moedinhas que a Michelle recolheu dos lagos do Alvorada e entregou para entidades de atendimento à população carente.

Quanto ao Lulinha, é algo intrigante, desde que deixou de recolher bosta de elefante no Zoo do SP, cargo dado pela então prefeita Marta em 2000, ele nunca mais trabalhou.

Sempre se valeu dos contatos no Governo para receber agrados dos empresários amigos.

Em outubro teremos uma oportunidade de acabar com a bandalheira.

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA