DEU NO JORNAL

FESTIVAL DE ABSURDOS

Marcel van Hattem voltou a mirar o governo:

“A farra dos descontos no INSS saltou de R$ 700 milhões para inacreditáveis R$ 2,6 BILHÕES no governo Lula”.

Lulinha agora investigado no STF, intensifica às críticas.

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Num tem nada de “inacreditáveis”, seu Marcel.

Todo absurdo que acontece nesse desgunverno é perfeitamente crível.

São inúmeros absurdos a cada novo dia.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

TÁ NO SANGUE

A ordem do ministro do STF André Mendonça para que a Polícia Federal investigue Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, expõe suspeitas de tráfico de influência e corrupção contra filho do presidente que já cumpriu pena de prisão, em regime fechado, por corrupção e lavagem de dinheiro.

A investigação agora inclui as figuras-chave da lobista Roberta Luchsinger e de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, além de Lulinha, na intermediação de negócios no governo do pai, em troca de vantagens.

Viagens conjuntas, Roberta recebendo pagamentos de R$ 1,5 milhão e menções a “filho do rapaz” são detalhes que a PF deverá investigar.

A tramoia envolveria o Ministério da Saúde e o gabinete do pai para compra milionária de produtos derivadas de maconha ou “cannabis medicinal”.

Apesar das suspeitas contra seu gabinete, Lula sempre se refere ao problema como se fosse só do filho, em cuja “inocência” diz acreditar.

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Compra milionária de produtos derivados da maconha“.

É o que tá escrito na nota aí de cima.

Se fosse pra compra de cachaça, a verba seria maior ainda.

Essa dupla pai-filho é um exemplo de firmeza e solidariedade.

Orgulho da republiqueta banânica.

ALEXANDRE GARCIA

LULINHA É FILHO DO BOLSONARO?

Lula Lulinha

Lula diz acreditar na inocência de Lulinha, investigado pela PF, mas afirma que não usará o cargo para protegê-lo

Está dando o que falar a reação do presidente Lula em uma entrevista a um podcast quando lhe perguntaram sobre o Lulinha ser investigado. Ele disse: “Se ele errou, ele responderá como filho de qualquer pessoa”. Já “desfiliou” o filho. Não é mais filho do Lula se for investigado. Estão até fazendo a piada de que vão dizer que ele é filho do Bolsonaro. A situação se presta a esse tipo de brincadeira.

Não foi brincadeira o que se tentou fazer no Supremo. O pedido da Polícia Federal sobre a investigação de Lulinha por tráfico de influência no Ministério da Saúde iria direto para o ministro André Mendonça, que já está tratando dos casos do Lulinha. No entanto, entregaram o pedido para o presidente do Supremo, que estava viajando. O presidente em exercício era o vice, Alexandre de Moraes, que, em vez de mandar para o André, mandou para o sorteio. E o destino quis que fosse para o André Mendonça.

E já vem outra investigação da Polícia Federal sobre o Lulinha, desta vez envolvendo a Dataprev. Ele, que por algum motivo está na Espanha, no Ministério da Saúde fazia lobby para aquela história do cannabis. Já na Dataprev, tem a ver com os idosos da previdência que ficaram mais pobres.

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Jaques Wagner no caso Master

Outra investigação da Polícia Federal, também com o ministro André Mendonça, aponta 74 ligações entre o chefão do Master, Gilberto Lima, e Jaques Wagner. Eram acertos de viagens de avião, pedindo um avião bem discreto para ninguém saber e informando o prefixo da aeronave para irem à “Ilha da Paixão”. Depois, há agradecimentos e declarações como “nós amamos você”, da mulher de Jaques Wagner para Vorcaro. É uma grande afinidade.

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As queixas de Lula sobre o Alvorada

Outra do Lula: em entrevista a um grupo, ele se queixou do Palácio da Alvorada, dizendo que é ruim de morar. Eu ouvia isso do João Figueiredo, que não escondia de ninguém que aquilo lá era uma vitrine e que no quarto entrava o cheiro da cozinha. O Figueiredo acabou indo morar na Residência do Torto – que é a residência oficial de fim de semana do presidente da República, e não a Granja do Torto. É o tipo de imprecisão que jornalista desinformado passa para você.

Mas, enfim, o Lula, ao contrário, está se queixando de que a cozinha é muito longe, que a cerveja chega ao quarto quente e o cafezinho chega frio. Em véspera de eleição, é mais uma pérola. Todos os dias tem mais uma.

Ele também falou em São Paulo sobre o Foro de São Paulo, que foi criado por ele, pelo Chávez, pelo Ortega e pelo Fidel para a “democracia” na América Latina. Os regimes comunistas fazem isso. Costumavam chamar a Alemanha comunista de “República Democrática da Alemanha”. A gente tem que saber traduzir.

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O papel do jornalismo

Chega a época de eleição e faz-se de tudo para usar a falta de conhecimento do povo como massa de manobra. Aposta-se que o brasileiro esquece tudo em 15 dias: esquece que foi usado como massa de manobra no 8 de janeiro, esquece o Mensalão, o Petrolão… Talvez já tenham esquecido que 6 milhões de aposentados e pensionistas foram atingidos – o que é difícil de esquecer, porque pega muitas famílias. E agora há esse caso Master, que é inesquecível.

Eu fico me perguntando por qual razão 40 milhões de brasileiros que possuem moto e carro a gasolina começam a ser prejudicados com o aumento da adição de álcool na gasolina. Fico horrorizado quando vejo uma agência de notícias publicar: “Veja como proteger seu carro com 32% de etanol na gasolina”. Isso não é jornalismo. Não fazem reunião de pauta?

Jornalismo de verdade é apontar que vão diluir mais álcool na gasolina, prejudicando todo mundo, e tratar isso como um desrespeito à cidadania. O titular deveria ser: “Veja como defender sua cidadania do desrespeito por parte do governo”. É nisso que o jornalismo tem que trabalhar, e não ficar contra a sua audiência e a favor do Estado quando se comete uma adulteração de gasolina como essa – já que o máximo suportável seria 11%, e agora está em 32%.

DEU NO X

XICO COM X, BIZERRA COM I

SONHO É PARA SER SONHADO

Um sonho voava alto e sem destino na terra triste dos sonhos não sonhados. Procurava alguém que o adotasse. Ninguém o desejava, por triste que era. Mas era um sonho, apenas um sonho, como outro qualquer, e desejava ser sonhado.

Uma menina bonita apiedou-se e resolveu sonhá-lo, fazer do sonho perdido um sonho verdade naquela noite de sono pouco. E sonhou. E aí, águias enormes povoaram o céu denso e cinzento da menina e sobrevoaram sua cabeça fazendo com que seu travesseiro ficasse duro como pedra.

Antes do despertar, as águias voltaram a ser pequenos pássaros cantantes, sabiás e curiós, que alegraram a manhã da menina sonhadora em sua cama de lençol branco, cambraia de cheiro bom.

Ao acordar, o travesseiro agora fofo da menina percebeu seu sorriso largo. Foi quando ela fechou os olhos e entendeu, a partir daquele dia, que qualquer sonho, ainda que pareça um pesadelo, é para ser sonhado por ser esse o destino de todos os sonhos.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

OS EXEMPLOS QUE REACENDEM A ESPERANÇA DE UM BRASIL RICO, DECENTE E SEGURO

Editorial Gazeta do Povo

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Em cerca de 20 anos, a cidade de Nova York reduziu os homicídios em 80%

Dias atrás, neste espaço, a Gazeta do Povo diagnosticou o que chamamos de “crise da alma” brasileira: uma perda de esperança que nasce da conjunção de uma crise institucional, uma crise econômica e uma crise civil, ético-cultural, que se alimentam mutuamente. Esta perda de esperança se traduz, com muita frequência, em uma afirmação tão apocalíptica quanto – mostraremos a seguir – enganosa: a de que “o Brasil não tem jeito”. Ainda que haja muitos motivos para tal constatação, temos a ousadia de afirmar que ela é um engano grave, que costuma se alastrar e acompanhar os países em crise. Considerar que o presente é permanente, que as coisas sempre foram assim e sempre serão é um fatalismo que a própria história do mundo desmente.

É um pessimismo que deve diminuir nos próximos meses, até porque, ao longo da campanha eleitoral que está para começar, muitos candidatos afirmarão que sim, o Brasil tem solução – desde que sejam eles os eleitos. Não se trata, no entanto, de um processo tão simples. Mesmo quando se trata de candidatos que de fato defendem um conjunto de ideias correto (pois muitos também oferecerão como solução fórmulas que apenas agravarão os atuais problemas), os casos de países que mudaram para melhor mostram que é preciso construir uma direção clara e mantê-la por muitos anos. É disso, e não de passes de mágica nem de salvadores da pátria, que depende a concretização dos nossos desejos de um Brasil rico, um Brasil decente e um Brasil seguro.

Será possível, por exemplo, que o Brasil deixe de ser um país de renda média e passe a integrar, em um horizonte de 20 anos, o grupo das nações de alta renda, aquelas que têm renda per capita superior a cerca de US$ 14 mil, nos critérios do Banco Mundial? Nosso ponto de partida é uma renda per capita de US$ 9,5 mil – o salto seria de quase 50% em duas décadas. Parece impossível, mas três exemplos, inclusive alguns bem próximos, mostram que não se trata de utopia.

A Costa Rica, geograficamente muito próxima de países de baixa renda e em crise, acaba de atingir esse mesmo objetivo que gostaríamos de ver traçado para o Brasil. Em julho de 2025, o Banco Mundial reclassificou o país como economia de alta renda, resultado de duas décadas de crescimento consistente – cerca de 3% ao ano, em média, entre 2004 e 2024. O Chile é outro exemplo: em 1990, 39% dos chilenos viviam na pobreza; em pouco mais de 15 anos, esse número caiu para menos de 14%, enquanto a renda por habitante quase sextuplicou entre 1990 e 2018. Em 2010, o Chile tornou-se o primeiro país da América do Sul a ingressar na OCDE, o grupo das nações mais desenvolvidos do mundo. E há o exemplo mais radical: o da Coreia do Sul. Nos anos 1960, a renda per capita sul-coreana era inferior à brasileira e o país figurava entre os mais pobres do planeta. Hoje, a Coreia do Sul é uma potência tecnológica, industrial e cultural, cuja renda per capita é o triplo da brasileira.

Há inúmeros outros casos bastante documentados, com boa literatura analisando esses movimentos. O que ela mostra é que nenhum desses países “ganhou na loteria”, por exemplo encontrando alguma reserva abundante de commodities valiosas. O que eles fizeram foi mais difícil: criaram instituições confiáveis, investiram pesado na educação (especialmente a educação básica), mantiveram responsabilidade fiscal, abriram-se ao comércio internacional – e preservaram esse rumo ao longo de diferentes governos. A palavra-chave é consistência.

O que vale para a economia vale para a segurança pública, como demonstram os casos de Nova York, Colômbia, Escandinávia e Itália. Em 1990, Nova York registrou 2.245 homicídios; era a cidade mais violenta dos Estados Unidos, um símbolo mundial de violência urbana, retratada inclusive em clássicos do cinema. Também lá não houve milagre algum, mas decisão política, inteligência policial, aplicação efetiva da lei e recuperação da confiança nas forças de segurança. Duas décadas depois, os homicídios anuais giravam em torno de 300, uma queda de mais de 80% em comparação com os piores dias da “cidade que nunca dorme”. Nova York havia se tornado referência mundial em redução da violência – e o aumento verificado no início desta década se deveu justamente ao abandono de algumas das medidas que haviam ajudado a reduzir a criminalidade, o que apenas ressalta a importância da consistência nas políticas públicas.

O próprio Brasil mostra que isso é possível. As sucessivas edições de estudos como o Atlas da Violência apontam que há estados com baixos índices de homicídios, e outros com números comparáveis aos de países em guerra. A diferença está nas instituições, nas prioridades e nas políticas públicas que não caem no erro de achar que a defesa da dignidade humana exige desconfiança em relação à polícia ou complacência com os criminosos – isso só leva a aceitar a impunidade. É o contrário: uma sociedade verdadeiramente humana não tem medo de ser firme e de proteger prioritariamente as vítimas, as famílias honestas, que só desejam viver em paz.

Por fim, na esfera civil e ético-cultural nem é preciso buscar exemplos externos. Graças à Operação Lava Jato, milhões de brasileiros passaram a considerar possível combater aquilo que, por décadas, foi tratado quase com resignação: a corrupção. Por mais que uma reação organizada e interesses políticos tenham conseguido desmontar a maior e mais bem-sucedida operação de combate à corrupção da história do Brasil, essa demolição não muda o fato de que a cultura de descrença quanto à possibilidade de atacar a corrupção mudou profundamente. E o que muda uma vez pode voltar a mudar.

Nossa sociedade está aprendendo. Há uma disposição crescente de rediscutir temas sem recorrer automaticamente a lógicas estéreis, como a surrada oposição entre opressor e oprimido ou o vitimismo permanente. A cultura do cancelamento e a afetada sinalização de virtude estão sendo cada vez mais questionadas. E uma razão adicional para esperança é o fato de o Brasil não “partir do zero”. O país tem estabilidade monetária desde o Plano Real; nosso agronegócio está entre os mais competitivos do mundo; reformas importantes como a da Previdência e a trabalhista, marcos regulatórios como o do saneamento, e medidas como a autonomia do Banco Central foram aprovadas no Congresso (ainda que algumas delas enfrentem retrocessos). O bom trabalho, portanto, já está em andamento – mas precisa ser terminado.

Além disso, agressões e repressões não foram capazes de conter a cultura de valorização da família, da vida, da liberdade, do empreendedorismo, do associativismo, da participação na vida pública, cultura essa que vem crescendo nos últimos 20 anos – em parte, também como reação a essas agressões e repressões. Temos, assim, um pano de fundo de valores humanos extremamente fecundo. E também a tecnologia é um elemento de esperança. A disseminação rápida da inteligência artificial traz desafios gigantescos, especialmente no mundo do trabalho, mas pode acelerar o crescimento e encurtar o tempo de implementação de medidas que levem à superação das crises.

O Brasil está bem posicionado para iniciar um ciclo de grande desenvolvimento institucional, econômico e ético-cultural. Mas ele depende de escolhermos líderes capazes de iniciar uma transformação na direção correta, com medidas assertivas e capazes de sobreviver ao próprio mandato, porque é assim que os países mudam. A virada não ocorre em quatro anos, mas não exige um século inteiro; basta que uma sociedade decida caminhar na mesma direção saudável por 20 anos, com a capacidade de manter boas políticas públicas ao longo do tempo.

O brasileiro nunca deixou de ser um povo otimista, mas precisa trazer essa característica de volta à superfície. A história nunca está completamente escrita e o Brasil não está condenado ao fracasso. Temos problemas profundos, mas também instituições que podem ser reconstruídas, uma economia que pode voltar a crescer, e uma sociedade que segue mostrando enorme capacidade de reagir quando encontra lideranças, ideias e objetivos claros. A pergunta não é se o Brasil pode mudar, pois a história de muitos países já respondeu que sim. A verdadeira pergunta é outra: teremos a lucidez, a coragem e a perseverança para construir essa mudança?

PENINHA - DICA MUSICAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA