Arquivo diários:3 de junho de 2026
DEU NO X
DEU NO JORNAL
ÓDIO MORTAL
Flavio Bolsonaro (PL), que já usa colete à prova de bala quando sai às ruas no Brasil, foi aconselhado a reforçar sua segurança após Lula (PT) indicar que deseja sua morte ao mencionar o enforcamento como opção.
Declarações de ódio de líderes políticos, ao longo da História, tem estimulado assassinatos e tentativas de homicídio como a facada que quase tirou a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2018.
Tem sido recorrente na América Latina o assassinato de políticos de direita.
Na Colômbia, senador Miguel Uribe, forte candidato a presidente, foi morto a tiros em 2025. Era opositor de Gustavo Petro, amigo de Lula.
Em 2023, o candidato de direita à presidência do Equador, Fernando Villavicencio, foi assassinado em Quito, logo após um comício.
Daniel Noboa, de direita, acabaria eleito presidente do Equador, mas ele teve o carro metralhado por facções terroristas. Escapou ileso.
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Chocante, deprimente, essa notícia.
Um absurdo sem limites.
Este nosso recanto de mundo americano do sul é um palco de acontecências revoltantes.
ALEXANDRE GARCIA
CONGRESSO DERRUBA RESOLUÇÃO QUE FACILITAVA ABORTO EM ADOLESCENTES
Um país que despreza o direito mais importante, protegido pelo artigo mais importante da Constituição (o artigo 5.º), o direito à vida, é um país masoquista. O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) tem 30 integrantes, sem voto popular. Eu nem sabia a que ministério estava ligado, de tantos que existem, mas está no Ministério dos Direitos Humanos. Pois esse conselho, em 2024, havia aprovado uma resolução afirmando, entre outras coisas, que uma adolescente poderia fazer aborto sem nem sequer informar a família, mãe ou pai! Essa obsessão por ter poderes divinos sobre a vida e a morte das pessoas foi colocada em prática por 70 anos na União Soviética e não deu certo, não funciona; só cabecinhas estreitas, que não conhecem a história contemporânea, insistem nisso.
A deputada Chris Tonietto (PL-RJ), então, entrou com um projeto de decreto legislativo para derrubar essa resolução do Conanda. Na Câmara dos Deputados, o PDL passou por goleada: 317 a 111; agora, o Senado derrubou definitivamente a resolução. E o PDL aprovado nem vai para o presidente da República vetar ou sancionar; é diretamente promulgado pelo presidente do Congresso. Está anulada, portanto, essa resolução que trata o aborto como direito e tira o poder das famílias sobre os filhos adolescentes.
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Um passo importante para reduzirmos a dependência do fertilizante importado
Masoquista também é um país que se recusa a explorar suas riquezas. Mas nesta terça-feira tivemos uma ótima notícia para o agro: começou a produção do Pampafos, em Lavras do Sul (RS). O minério retirado vai depois para processamento no município vizinho de Caçapava do Sul, para produzir os fosfatados NPK. O Brasil importa muito fertilizante do Marrocos; agora, vai reduzir a dependência. Mas não foi fácil: foram 15 anos para conseguir convencer o Ministério Público e os órgãos ambientais. Se dependesse deles, não poderíamos nunca explorar as nossas riquezas, teríamos de deixar no chão para ninguém usar; as riquezas até são nossas, mas não podemos usar.
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STF só vai recuperar confiança se admitir e corrigir seus erros
A ministra Cármen Lúcia, do STF, está em um seminário sobre ética, integralidade, redes e inteligência artificial aqui em Brasília, com participantes de 15 países. Ela declarou que “a crise de confiança no Judiciário é séria, é grave e precisa ser reconhecida por nós, juízes”. O primeiro passo para corrigir algum erro é reconhecê-lo, é admitir onde está a origem dessa crise de confiança. Porque, se pusermos o Supremo vis-à-vis com a Constituição, a conta não vai fechar, e vai continuar assim enquanto for mantido o “inquérito do fim do mundo”, que surgiu sem o Ministério Público, ao contrário do que manda a Constituição. Um inquérito que não seguiu o devido processo legal, que foi usado politicamente pelo ativismo judicial, que não garante a ampla defesa, que nem sequer respeita o juiz natural, porque todos os investigados ficam no STF em vez da primeira instância.
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Bastou trocar o presidente da República, e os Correios passaram de lucro para prejuízo
Respondam se puderem: por que os Correios deram lucro durante o governo Jair Bolsonaro, mas passaram a dar prejuízo assim que começou o governo Lula? O buraco, só no primeiro trimestre deste ano, foi de R$ 3,1 bilhões. Se continuar assim – é só multiplicarmos por quatro –, o prejuízo deste ano será maior que o do ano passado, que foi de R$ 8,5 bilhões. É incrível: Bolsonaro botou o Floriano Peixoto na presidência dos Correios, e deu lucro; com a diretoria que o Lula pôs lá, o resultado é só negativo. É inexplicável.
DEU NO JORNAL
IMAGINE SE A SUGESTÃO VIESSE DO ADVERSÁRIO…
COMENTÁRIO DO LEITOR
O POEMA DAS CIGARRAS
Comentário sobre a postagem A CIGARRA QUE FICOU – Olegário Mariano
Jairo Juruna:
No poema A CIGARRA QUE FICOU Olegário Mariano utiliza a figura da cigarra como uma poderosa metáfora para as relações humanas e a transitoriedade da vida.
Com um texto que evoca uma atmosfera de melancolia e saudade, o poeta descreve a partida em massa das cigarras (“bando fugidio”), que levam consigo “seus desejos e ânsias”, deixando um “coração vazio”.
A estrutura poética sugere que a vida é feita de ciclos de presença e ausência.
O grande momento do relato – o ponto de virada – ocorre quando uma única cigarra decide não partir. Ela se desgarrou das outras e entrou na vida do poeta, sendo descrita no poema como a mais amada e a que possuía o melhor canto.
A relação entre as cigarras e as experiências pessoais do poeta pode ser compreendida de diferentes formas.
Há as cigarras que partem, que representam as inúmeras pessoas que passam por nossas vidas de forma transitória, deixando apenas “antigas ressonâncias”. São encontros fugazes que, ao terminar, geram um sentimento de esvaziamento.
E tem a feliz exceção – da cigarra que fica – simbolizando aquela pessoa especial (o amor que fica?) que escolhe permanecer, ou que o poeta escolhe destacar em sua memória afetiva. Ela não é apenas mais uma no bando; ela traz luz (“tonta de luz”) e um significado único que as outras não possuíam.
No fim das contas, o papel desta cigarra simboliza a própria poesia e o destino do artista que faz poesia. Assim como as pessoas que passaram por ele, a cigarra é frágil, mas seu canto (ou a marca deixada pela pessoa especial) é o que sobrevive ao tempo e à solidão.
Em suma, a leitura que podemos fazer de tudo isso é que o poeta projeta nas cigarras a sua própria dinâmica social e emocional: a dor da despedida coletiva contrastada com a beleza singular de quem decide ficar e transformar o silêncio no melhor e mais intenso canto.
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A CIGARRA QUE FICOU – Olegário Mariano
Depois de ouvir por tanto tempo, a fio,
As cigarras, bem perto ou nas distâncias,
Só me ficou no coração vazio
A saudade de antigas ressonâncias…
Todas se foram… bando fugidio
Em busca do calor de outras estâncias,
Carregando nas asas como um rio
Leva nas águas – seus desejos e ânsias…
E ainda cantaram na hora da partida:
Era um clamor dentro da madrugada…
Essa, entretanto, desgarrou daquelas,
E entrou, tonta de luz, na minha vida,
Porque sabia que era a mais amada,
E cantava melhor que todas elas…
PROMOÇÕES E EVENTOS
LIVRO DO COLUNISTA FUBÂNICO CARLITO LIMA
Um assassinato misterioso ocorrido na Lagoa Mundaú – onde, por uma infeliz coincidência, uma mina está cedendo e afetando milhares de moradores de Maceió – é o cenário que abre o romance de Carlito Lima, que leva o nome da lagoa.
A obra conta a história de uma família, suas lutas, aventuras e alegrias em um período histórico para o Brasil entre as décadas de 1960 e 1970. Uma mistura de ficção e realidade que retrata o país durante a ditadura militar.
Para Carlito Lima, mais que um romance, a obra é a historiografia de uma época.
“Mundaú é um depoimento do modo de vida daquela época, quando o machismo e a violência contra a mulher eram naturalizados, mas também quando havia muita música popular brasileira, romantismo e ideais. Em 50 anos as coisas mudaram e o leitor pode tirar suas conclusões”, afirma.
Contato com o autor:
carlitoplima@gmail.com
(82) 9-9690.9964
DEU NO JORNAL
FORA DA LINHA
Lula e seus marqueteiros perderam a linha recorrendo à desinformação eleitoreira contra a decisão dos EUA de impor ao Brasil novas sanções tarifárias por “práticas abusivas”.
Lula tentou atribuir a decisão a Flávio e ao irmão Eduardo, os “traidores”, pregando a morte de ambos, mas mentiu: as sanções decorrem de investigação iniciada há quase um ano no âmbito da seção 301 do USTR (espécie de ministério do comércio dos EUA), cujo resultado saiu ontem.
Nada a ver com a família Bolsonaro, tudo a ver com a expectativa de melhorar nas pesquisas, como em 2025.
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A nota aí de cima começa dizendo que o descondenado perdeu a linha.
Não há motivos pra espantos.
Isso é normal, normal.
Perder a linha faz parte da postura diária do prIsidenteIro banânico.
BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS
SENTENÇA
DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!
FEITO CORA CORALINA
DEU NO JORNAL
SENADO TEM A CHANCE DE FAZER A COISA CERTA COM A PEC DA ESCALA 6X1
Editorial Gazeta do Povo
Na próxima semana, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve se reunir com líderes partidários para decidir como será a tramitação da PEC que derruba a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. O governo quer correr com a PEC, para ter mais tempo de exibi-la como trunfo eleitoral; Alcolumbre afirmou ao canal CNN Brasil que prefere o rito normal. Dar mais tempo para análise e votação do texto, ao contrário do tratoraço promovido por Hugo Motta na Câmara, já será um avanço, mas os senadores ainda podem mais: podem fazer história novamente, como fizeram no fim de abril ao rejeitar o nome de Jorge Messias para o STF.
Se naquela ocasião tratou-se de impedindo uma cristalização ainda maior da ruptura institucional do país, a oportunidade que está diante dos senadores é a de proteger economicamente os brasileiros, impedindo que impulsos de momento atrapalhem aquilo que todos realmente querem: um país próspero e a alegria de voltar a presenciar e experimentar anos de desenvolvimento e crescimento. Mas há uma diferença crucial: se no caso de Messias a população via com desconfiança (para dizer o mínimo) o nome escolhido por Lula, e a pressão veio basicamente do governo, agora trata-se de ter a coragem e a lucidez de resistir a uma pauta aparentemente endossada pela maioria dos brasileiros.
Chamamos a atenção para o “aparentemente”, pois esta PEC pertence àquele tipo de propostas que parecem excelentes quando apresentadas apenas pelos seus benefícios mais imediatamente percebidos. Afinal, ter mais tempo para a família, para conviver com os filhos, descansar, estudar, praticar esportes, dedicar-se a hobbies, ou simplesmente viver com mais tranquilidade é um anseio natural do trabalhador. O equilíbrio entre tempo de trabalho e tempo para a família é algo que faz toda a diferença em um lar. Todas as pesquisas de opinião, e praticamente todo o debate público tem priorizado apenas este lado da moeda, e por isso é natural que a aprovação popular à PEC que muda a escala de trabalho e reduz a jornada semanal tenha tanto apoio.
Mas, como já afirmamos aqui por ocasião da votação da PEC na Câmara, é preciso fazer também outras perguntas, para que só então se possa avaliar a proposta levando em consideração todas as suas consequências. Se essa mudança drástica (dado o exíguo tempo de transição) e imposta de cima para baixo resultar em menos crescimento econômico, mais dificuldade para contratar, aumento de custos para pequenos negócios, redução das oportunidades para quem procura emprego, menos perspectivas de crescimento profissional e menos oportunidades para construir o próprio futuro, o brasileiro ainda seria favorável? É certo que não.
O brasileiro quer dar uma vida melhor para sua família, encontrar oportunidades, desenvolver os próprios talentos, crescer profissionalmente, ter renda maior e sonhar com um futuro melhor para nossos filhos. Também deseja contribuir para o bem do país e ver brotarem em todas as partes novos negócios, novas tecnologias, novas oportunidades e novas iniciativas capazes de transformar comunidades inteiras. Tudo isso com liberdade de empreender e liberdade de trabalhar, oferecendo o melhor do seu talento para os seus concidadãos e para o Brasil. E aqui reside o grande problema da PEC que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho.
Em outro debate econômico relevante, o do bônus demográfico, costuma-se dizer que um país tem de enriquecer antes de envelhecer – necessariamente nesta ordem. Pois com a jornada de trabalho ocorre o mesmo: é preciso enriquecer antes de poder descansar. Todos os estudos sérios mostram que países não ficam ricos porque passam a trabalhar menos; eles passam a trabalhar menos porque ficam mais ricos. Ou seja: primeiro vêm o crescimento, o aumento da produtividade, os investimentos e as oportunidades; depois vêm os ganhos que uma sociedade mais rica consegue proporcionar aos seus trabalhadores. Se o país crescer, se a produtividade aumentar, se empresas e trabalhadores encontrarem formas mais eficientes de organizar o trabalho, jornadas menores poderão surgir naturalmente, por negociação, por inovação e por prosperidade – aliás, é preciso dizer que boa parte da força de trabalho brasileira já trabalha na escala 5×2 e/ou com jornada semanal inferior a 44 horas (que, por si só, nada tem de indigna ou desumana) sem que fosse necessária nenhuma imposição estatal nesse sentido.
É por isso que a redução compulsória da jornada (e destacamos, aqui, o “compulsória”) é um erro. Não porque nos opomos a que as pessoas tenham mais tempo livre – pelo contrário, este é um objetivo que vale a pena perseguir. Mas nem todos os caminhos levam ao mesmo destino. Governo e Câmara escolheram o caminho da canetada, da imposição estatal, e não o caminho do trabalho duro, do investimento em produtividade e inovação; eles não terminam no mesmo lugar, e é isso que os senadores precisam perceber.
Há quem apoie a PEC por oportunismo eleitoreiro, e há quem a apoie de boa-fé, por ingenuidade ou por não ter feito as perguntas corretas. O Senado não pode estar dominado por nenhuma dessas duas categorias. Em vez de se deixar levar pelo que parece popular em determinado momento, o senador tem a missão de olhar adiante, ponderar consequências e proteger o futuro do país, mesmo quando isso exige contrariar pressões imediatas – e isso requer coragem e brio que, infelizmente, muitos deputados não tiveram, votando a favor da PEC após terem discursado contra ela, com medo de acabarem rotulados como “inimigos dos trabalhadores” na campanha eleitoral que se aproxima.
Os senadores não podem seguir esse mau exemplo. Devem desacelerar a tramitação da PEC, convocar audiências públicas, analisar todos os estudos sérios (e ignorados pelos deputados) sobre o efeito das mudanças, e assim darão não apenas a si mesmos, mas ao país todo a chance de entender o que realmente está em jogo. Se o fizerem, serão capazes inclusive de desarmar a armadilha criada para constranger quem se opõe à PEC, uma armadilha que só funciona se um lado do debate continuar calado, como tem sido até agora. Quando tudo estiver às claras, um senador que vote contra a PEC já não será visto como “inimigo do trabalhador”, mas como alguém de fato preocupado com o trabalhador e com o país.
O Brasil precisa de mais oportunidades, mais produtividade, mais crescimento e mais prosperidade. Precisa voltar a acreditar em si mesmo. Este é o momento de pensar no país que queremos construir; sem desprezar a eleição que se avizinha, é preciso ter olhos na próxima geração.

