DEU NO X

DEU NO JORNAL

UMA SAPATADA NA CARA DO CONTRIBUINTE

Janja até quis lacrar com vídeo em rede social explicando casaco com bordado tradicional palestino na assembleia da ONU.

Mas faltou explicar o novíssimo (mais um) calçado Zegna de R$ 8,5 mil do marido.

* * *

Que porra de sapato é esse???

Mais de 8 mil reais???

Minha alpercarta de couro num chega nem perto!

Quando a gente pensa que o espanto chegou ao máximo, aparece uma novidade pra nos espantar mais ainda.

É pra arrombar!!!

DEU NO X

RADICALIZAÇÃO

Karina Michelin

Lula resolveu escancarar de vez sua guinada radical; ao voltar dos EUA, já prepara o anúncio de Guilherme Boulos (PSOL) como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, em substituição a Márcio Macêdo. Não é qualquer cargo, trata-se da pasta responsável pela interlocução direta do governo com os “movimentos sociais” – leia-se, MST, MTST e demais braços de pressão que vivem de invadir terras, prédios e espalhar caos sob a bandeira da “justiça social”.

Boulos não chega como um simples ministro, mas como o porta-voz do braço mais agressivo da extrema-esquerda brasileira, alçado no regime. Lula sinaliza ao país e ao mercado que não se importa mais em disfarçar moderação, o “estadista” que prometia diálogo com “todos os brasileiros e os líderes mundiais” entregou as chaves do Palácio para o chefe dos sem-teto, discípulo confesso da revolução bolivariana.

Enquanto o Brasil enfrenta desemprego, fuga de investidores e instabilidade jurídica, Lula prefere dobrar a aposta na radicalização, empoderando um ativista que construiu sua carreira política com base na ocupação de propriedades privadas e na retórica de luta de classes. A mensagem de Lula da Silva é clara – não haverá moderação, haverá confronto.

Boulos não chega para negociar, chega para pressionar e criar o caos. E quem perde é o país, que vê a Presidência da República se transformar em palanque de guerrilha ideológica. Lula está juntando todo o seu exército de guerrilheiros para radicalizar e afundar ainda mais o país.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

ALEXANDRE GARCIA

A LEI DO RETORNO

Nem no discurso de Lula nas Nações Unidas, nem no discurso de Donald Trump, nem na conversa entre Lula e Trump (que teria durado 39 segundos), tratou-se de Lei Magnitsky. Eu me pergunto se alguma vez passou pela cabeça de Alexandre de Moraes que tudo o que ele fez com várias famílias se voltaria contra ele. Será que ele imaginou, algum dia, que isso poderia acontecer?

Moraes bloqueou a mãe e o filho de Carla Zambelli, que não tinham nada a ver com as questões políticas da deputada. A Polícia Federal entrou na casa de Oswaldo Eustáquio, quando só estavam a mulher e a filha adolescente, e fez coisas horríveis – por causa de Eustáquio. A esposa do deputado Eduardo Bolsonaro teve tudo bloqueado. A família Mantovani, que bateu boca com Moraes no aeroporto de Roma, passou por um vexame, com a PF fazendo busca e apreensão na casa da família.

O que essas famílias todas sentiram deve ser o que Moraes está sentindo agora, que as sanções pegaram esse instituto familiar dele, cujo título tem dois trocadilhos – “Lex” significa “lei”, mas também é uma contração ou diminutivo de “Alexandre”, tanto que o arqui-inimigo do Super-Homem se chama Alexander Luthor, “Lex” é um apelido. Aliás, em uma das últimas representações de Lex Luthor, ele se parece demais com o próprio Moraes… As notícias dizem que o prejuízo da empresa jurídica deles chega a milhões, porque parece que haveria ligações com os Estados Unidos, e agora isso tudo fica suspenso. Todos os imóveis, empresas, investimentos e contas da família estão nessa holding, que paga menos imposto e dá isenção na hora de uma partilha, quando for necessário.

* * *

Todos sabem que que lado Lula está no conflito entre Israel e o Hamas

Aliás, falando do discurso de Lula na ONU, me disseram que ele precisa ter cuidado ao falar de Israel, já que no fundo ele apoia o Hamas, que quer extinguir Israel do mapa. Um amigo judeu me lembrou que o Deus do Antigo Testamento, antes do amor de Cristo, era um Deus que castigava.

* * *

Trocar anistia por dosimetria é só botar mais pressão em panela que já está quase explodindo

Essa história da dosimetria, que queriam colocar no lugar da anistia, já está sendo abandonada. Quem faz dosimetria é o STF, que condenou Jair Bolsonaro e lhe impôs 27 anos de prisão, por exemplo. Lula, na ONU, quis justificar a condenação de Bolsonaro, mas vejam a ironia: Bolsonaro foi condenado apenas em uma instância, na última, a suprema instância; Lula foi condenado em três – na primeira, na segunda e na terceira –, e só a última o “descondenou”.

Os políticos estão discutindo como tirar a pressão dentro dessa panela em ebulição. Hugo Motta estava querendo “abandonar as pautas tóxicas”, como ele chamou. Mas isso não tem nada de tóxico; é uma necessidade da nação para se apaziguar. Se isso for enfiado para baixo do tapete, se deixarem ferver, a panela explode. Esse é um perigo que qualquer estadista com visão estratégica percebe. As táticas do dia a dia da politicagem não vão resolver.

COMENTÁRIO DO LEITOR

O ROMBO É UM MÉTODO

Comentário sobre a postagem ROMBO

Pablo Lopes:

O rombo nas estatais não é uma consequência imprevisível das nomeações políticas, mas um método e objetivo claros dos governos petistas desde sua chegada ao poder.

O ministro Gilmar Mendes, em seu voto na da ação proposta pelo PSOL questionando a lei das estatais, usou o argumento de que a passagem pela política não canoniza e nem demoniza ninguém, de modo que exigir quarentena seria inconstitucional. Felizmente foi voto vencido. Porém, validaram as nomeações que já haviam sido feitas por Lula.

O resultado estamos vendo agora.

Gostaria de saber o que o “boca de sapo” tem a dizer sobre isso.

Só mais um pitaco:

O mensalão nasceu dentro dos corrêios e foi, em minha opinião, o maior ataque a democracia que já ocorreu no país após a redemocratização. Explico.

Com a compra de votos do parlamentares (com dinheiro roubado, diga-se), a democracia representativa foi abolida entre 2004 e 2005, pois os deputados deixaram de representar o povo a passaram a expressar apenas a vontade do PT.

Luiz Fux tocou neste assunto quando de seu voto no julgamento da chamada “Trama Golpista”.

Corrupção e ditadura, sempre andam juntas na esquerda.

DEU NO JORNAL

DEU NO X

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

CARTAS NA MESA SEMPRE

Quem põe as cartas na mesa
Não causa desilusão
Não golpeia uma amizade
Não fere um coração
Não mancha seu nome à toa
Não engana, não magoa
Pois marca sua posição.

Quem joga limpo na vida
Porta aberta sempre deixa
Demostra ter hombridade
Não deixa brecha pra queixa
Preza o nome que carrega
Não finge não escorrega
No estilo não desleixa.

Amizade é coisa rara
Que se deve conservar
Mas quando fica arranhada
É difícil cultivar
É como um vaso quebrado
Que mesmo sendo colado
As marcas irão ficar.

DEU NO JORNAL

VITIMISMO, OBVIEDADES E “FAKE NEWS” CONTRA ADVERSÁRIOS

Editorial Gazeta do Povo

discurso de Lula na ONU

Lula discursa na abertura do Debate Geral da Assembleia Geral da ONU, em Nova York

O presidente Lula chegou a Nova York com uma imagem desgastada perante a comunidade internacional. A aura de “operário que chegou à Presidência” já se foi há muitos anos, e o petista conseguiu a proeza de substituí-la por uma postura de alinhamento quase incondicional a boa parte do que há de pior hoje no mundo, como a teocracia iraniana e o imperialismo expansionista russo. O discurso do presidente brasileiro tradicionalmente abre a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, e foi sob esse olhar desconfiado de muitos outros líderes que Lula preferiu se refugiar no vitimismo fácil, em temas mais ou menos consensuais, e evitando “cascas de banana” que já lhe renderam problemas no passado – como, por exemplo, a defesa da substituição do dólar como a moeda de referência no comércio mundial.

Ciente de que os Estados Unidos também não estão em uma posição de muito prestígio, graças à maneira como o “tarifaço” de Donald Trump desorganizou o comércio internacional, Lula partiu para um ataque cauteloso, falando em “medidas unilaterais [que] transformam em letra morta princípios basilares como a cláusula de Nação Mais Favorecida, desorganizam cadeias de valor e lançam a economia mundial em uma espiral perniciosa de preços altos e estagnação”. E, sem citar nominalmente as sanções norte-americanas contra ministros do Supremo Tribunal Federal e outras autoridades, Lula reclamou que “sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando a regra”, acrescentando que “não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra nossas instituições e nossa economia” e que “a agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável”, criticando uma “ingerência em assuntos internos” que o próprio Lula não hesita em praticar, como quando resgatou uma ex-primeira-dama peruana condenada por corrupção, deturpando o instituto do asilo político.

Lula ainda se regozijou com a condenação de seu antecessor, Jair Bolsonaro. “Há poucos dias, e pela primeira vez em 525 anos de nossa história, um ex-chefe de Estado foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito”, disse o primeiro ex-chefe de Estado brasileiro em 525 anos de história a ir para a prisão por corrupção (prisão da qual só saiu, tendo anuladas suas condenações, graças a mudanças de jurisprudência e decisões teratológicas da suprema corte). O petista ainda acrescentou que Bolsonaro “foi investigado, indiciado, julgado e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso” e “teve amplo direito de defesa” – considerando que mesmo dentro do Brasil inúmeros formadores de opinião continuam até hoje ignorando todos os absurdos cometidos ao longo deste processo, como a violação do princípio do juiz natural e a impossibilidade de se punir crimes que não passaram da etapa de preparação, Lula sabia que suas afirmações não seriam questionadas por estrangeiros sem familiaridade com as leis penais e processuais brasileiras.

O que certamente não passou despercebido pela comunidade internacional reunida em Nova York, no entanto, foram os acenos às ditaduras amigas, como as de Cuba e Venezuela – onde “a via do diálogo não deve estar fechada”, segundo Lula, por mais que seja o ditador Nicolás Maduro quem rejeite qualquer entendimento com as forças democráticas e o legítimo presidente eleito, Edmundo González, hoje exilado na Espanha. Lula ainda defendeu a proposta sino-brasileira para o fim da guerra na Ucrânia, um plano que praticamente atende a todas as reivindicações do ditador russo Vladimir Putin, outro aliado do petista – e, com isso, hipocritamente valida o uso da força nas relações internacionais enquanto denuncia, em seu discurso, a “desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder”.

De resto, o que se viu foram obviedades, como as críticas a Israel, que também está na defensiva após quase dois anos de campanha militar contra o Hamas na Faixa de Gaza; a tentativa de “levantar” uma COP-30 que corre o risco de se tornar um fracasso global devido a inúmeros problemas de organização; e o pedido por uma reorganização do Conselho de Segurança da ONU, com a eterna ambição lulista por um assento permanente para o Brasil. Nada que contribua significativamente para recuperar a posição que o país já teve um dia, de força regional respeitada globalmente por ter diplomatas capazes de abordar os grandes temas internacionais com neutralidade e objetividade, sem os alinhamentos ideológicos daninhos impostos por Lula e seu chanceler de facto, Celso Amorim.