DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

SE CAGA

Comentário sobre a postagem NUM RIA: É ASSIM MESMO O NÍVEL DOS COMENTARISTAS GLOBEIROS

Luci Oliva:

A imbecilidade abunda na Globolixo.

Esses caras não perceberam o deboche, o canto da sereia de Trump.

Trump é homem de caráter e não um esquerdista qualquer que muda de opinião de repente, de acordo com as conveniências.

Ele quer ter um momento junto com o cachaceiro para acabar com ele.

Só que o cachaceiro cagão disse que não vai.

Morre de medo e se caga só de pensar em chegar perto do Trump.

Esses blogueiros têm que ver que um Manga Larga não vai se rebaixar para um jegue.

DEU NO JORNAL

MAURINO JÚNIOR - SEM CRÔNICAS

DA TEORIA DOS CHATOS… UMA CRÔNICA DA CHATICE…

Sempre procurei me inspirar nos maiores nomes da Crônica Nacional, a saber, Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta), Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Arnaldo Jabor… Claro que não tenho a pretensão de pertencer a esta ilustre plêiade, mas, foi lendo essas ilustres pérolas da crônica brasileira, que me levou a escrever essa crônica acerca da chatice humana…

Não sei se vocês sabem, mas, existe algo pior do que aqueles sujeitos maçantes e indesejáveis, que lamentavelmente convivem conosco? Pois bem!

Paradoxalmente, a mais importante máxima a respeito deles se limita a afirmar: “Os chatos são necessários”.

Entendo que a humanidade não pode passar sem os chatos. Ruim com eles, pior sem eles. E o que é ainda mais grave: vivemos, neste século, um tempo da “nostalgia do chato”.

Em outras palavras: não existem chatos o suficiente para, com sua contra-energia de chatice, ajudar o mundo a se mover.

Por isso, prego, sem pudor algum: “O mundo sem os chatos seria insuportável”.

“O chato, para mim, é o verdadeiro psiquiatra, isto é, o único sujeito realmente capaz de nos curar de nossas dores”. E ainda posso justificar: “A gente faz verdadeiras curas com um chato. Depois de conversar com um chato, não existe mais problema nenhum. Então, nada como conversar com um bom chato para acharmos o mundo um verdadeiro paraíso”.

Pego então essa Teoria dos Chatos, e desenho, a partir dela, ao longo dessa vida, a minha própria tipologia, ou seja, uma espécie de Teoria dos Tipos Psicológicos da Chatice, catálogo geral que cadastra os sujeitos mais maçantes que possa vir a encontrar no decorrer da essencialização da existência humana e que estará sempre por terminar. Enfim, essas bossas…

Basta pensar, por exemplo, no Chato-Depois, que é aquele sujeito que, a princípio, parece muito simpático, mas que no dia seguinte se torna insuportável; o Chato-que-Faz-Calor, que é aquele cara que fala compulsivamente, sem saber que a compulsão provoca calor e faz o ouvinte suar… Isso é simplesmente genial!

Outros, queiram perdoar-me o detalhe, mas são tirados dos clichês, dos lugares-comuns, de forma despudorada, e que servem apenas para compor um arsenal organizado de defesa contra a chatice, a saber, o Chato-de-Ouvido, que é o sujeito que fala bem de perto, pegando o teu cotovelo; o Chato-de-Joelho, isto é, o que fala segurando o teu joelho e que é normalmente encontrado nos templos sagrados da ociosidade etílica, ou seja, nos bares; o Chato-de-Retina, que é aquele que fala grudado na tua retina e não te larga e que são tipos, na verdade, sem expressividade… Há mais deles:

Um sujeito que para falar com você, te pega pelo paletó, um outro camarada que entra pelos fundos e toma o elevador de serviço para dar um ar de grande intimidade, um outro que o abraça muito quando você está com a roupa branca passadinha, vinda do tintureiro…

Os chatos, também é bom lembrar, são mestres nos clichês de época, que vêem a chatice como a explicação para todas as coisas, lugar-comum que, é bom lembrar, inferniza a vida de muita gente, além é claro de beirar a nonsense. Querem um exemplo disso?

Basta saber do sujeito que foi entrevistado por Vinícius de Moraes e, quando o Vinícius pergunta sobre o que ele achava da bomba atômica, ele diz sem o menor senso de pudor:

– “Elas vão melhorar muito as festas de São João. Vão fazer uma porção de bombinhas atômicas de São João para as criancinhas.”

Quando o Vinícius lhe pede que dê sua interpretação de Jânio Quadros, é taxativo:

– “Para mim, o culpado disso tudo foi o Oswald de Andrade.”

Quando, por fim, Vinícius lhe pergunta:

– “Quem é Rui Barbosa?”, responde com toda tranqüilidade, possivelmente a resposta mais chata e absurda:

– “Você já viu alguém mais burro que o Rui Barbosa?”

Não me peçam mais sofisticação e mais ousadia à essa Teoria Geral dos Chatos.

O que é que vocês queriam? Que uma teoria dos chatos não fosse chata? Dessa forma, me livro dos Chatos-Mesmo – que são aqueles que, envaidecidos com os próprios argumentos, não podem admitir a própria chatice.

Não basta?

DEU NO JORNAL

A ONU E O PALANQUE DE LULA

Francisco Razzo

Lula falou na ONU, em Nova York. Depois de abrir a Assembleia Geral, participou também de uma reunião paralela, batizada de “Em defesa da democracia, combatendo extremismos”. A ocasião, mais simbólica que diplomática, serviu de palanque para um discurso previsível: a democracia apresentada como patrimônio da esquerda, e toda oposição reduzida ao rótulo conveniente de “extrema direita”.

Esse é o truque mais antigo da retórica partidária: revestir-se da palavra “democracia” como se fosse um dom exclusivo. Em uma aparente autocrítica, Lula pergunta onde “os democratas erraram”, mas logo identifica os tais democratas com a própria militância progressista. Conservadores, liberais, moderados? Não existem. São todos absorvidos na caricatura da extrema direita, convertidos em inimigos de um regime que, paradoxalmente, também os inclui.

Democracia não é monopólio ideológico – exceto se você já tem algum tipo de apego emocional a Lula. Democracia é cultura. Cultura de convivência, de aceitação da existência do adversário, da administração de ódios públicos, de reconhecimento do outro como legítimo, mesmo se for uma pessoa desagradável. Democracia não se resume a regras formais de voto e separação de poderes; ela se entranha nos costumes, nas práticas, na disposição pública de administrar ódios e consensos.

No primeiro erro, quando Lula insiste que “sem organização popular a democracia perde”, ele comete um deslize conceitual grave. Mobilização popular é importante, porém não é sinônimo de democracia. Um país pode ter multidões nas ruas e mesmo assim escorregar para o autoritarismo, se não houver freios institucionais e cultura cívica. O que garante a saúde democrática não é a intensidade da militância. É, para ser generoso com os termos, o temperamento público. A capacidade de transformar divergências em conflito administrável, e não em guerra civil permanente. Lula não inventou a lógica do amigo-inimigo, mas é um dos seus principais gerentes.

É curioso observar como a autocrítica presidencial também funciona como expediente de liderança. Lula se pergunta onde a esquerda errou. A partir daí, formula a questão de modo a reforçar a sua própria centralidade. É o clássico gesto da contrição performática: reconhece falhas ao mesmo tempo em que reafirma que só ele e sua facção ideológica podem conduzir a reparação. A esquerda teria sido negligente, a extrema direita cresceu, e cabe ao ex-líder sindical reorganizar a militância.

Esse movimento tem efeitos corrosivos. Ao sequestrar a palavra “democracia” para uma agenda ideológica específica, Lula esvazia a própria noção de espaço comum. A democracia cultural, aquela que se expressa no respeito mútuo entre grupos divergentes, é substituída por uma versão plebiscitária demarcada por uma única concepção de mundo: quem está com a esquerda é “democrata”; quem discorda é “extremista”.

A direita democrática – e ela existe, com suas correntes liberais, conservadoras ou cristãs – fica encurralada entre duas acusações: ou se dissolve na narrativa de extrema direita, ou se adapta ao léxico progressista para não ser expurgada do debate. O discurso de Lula só tem um objetivo: um plano político para destruir tudo o que não seja esquerda.

Há ainda outro aspecto que merece atenção. Lula fala em democracia como o movimento de “organização para o bairro, para o local de estudo, para o trabalho”. O vocabulário revela uma concepção em que o Estado, sob o comando de um partido, se confunde com a sociedade civil. Em vez de promover instituições justas que atendam a todos, o Estado, sob o comando da esquerda, se apresenta como o motor da organização popular. Não se trata do conceito cívico-republicano de participação, em que a sociedade se fortalece de forma autônoma e plural. A fronteira entre Estado, partido e sociedade se torna nebulosa. O risco é a criação de um paraestado militante, em que a cidadania se mede pela adesão à narrativa oficial.

Esse tipo de discurso é eficaz para animar plateias já ideologicamente comprometidas. Por outro lado, é pobre como diagnóstico político. O crescimento da direita no mundo não se explica apenas pela “incompetência” da esquerda. Há causas sociais, econômicas e culturais que exigem exame: insegurança, estagnação, corrupção, mudança de valores. Reduzir tudo à virtude deles ou à falha da esquerda é simplificar para aterrorizar, criar um clima de crise e, por fim, oferecer um salvador: o líder carismático. Ou seja, o próprio Lula.

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO JORNAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

RODRIGO CONSTANTINO

LULA QUER O CAOS

Brasil responde aos EUA e nega práticas desleais de comércio

Lula e Trump conversaram brevemente durante a abertura da Assembleia da ONU

Ao ver a reação da esquerda ao comentário feito por Donald Trump, de que rolou uma “química” entre ele e Lula nos vinte segundos em que se abraçaram, lembrei imediatamente da cena final do filme O advogado do Diabo, em que Al Pacino, o Diabo, diz: “Vaidade, o meu pecado favorito”.

Aqueles que consideram Trump um “nazista” deixaram seu complexo de vira-latas falar mais alto e ficaram “derretidos” com esse “elogio” do presidente americano, ignorando que Trump já elogiou até Putin e Kim Jong-un. O presidente americano sabe que a vaidade é barata, e a utiliza como ferramenta de negociação.

Toda a essência da fala de Trump foi contra a postura brasileira hoje. Trump foi claro ao afirmar que o país vai mal, e que só tem salvação se voltar a se aproximar dos valores ocidentais. O presidente americano também detonou a agenda climática, expondo a hipocrisia de seus arautos, enquanto Lula depositou suas fichas no evento da COP 30.

Trump falou dos terroristas, dos narcoestados, enquanto Lula saiu em defesa de Cuba, da Venezuela e fez questão de traçar uma linha dividindo criminalidade de terrorismo, para poupar o PCC de ações militares americanas, como temos visto no caso de Maduro. Trump ainda denunciou com todas as letras a instrumentalização da Justiça para perseguir opositores políticos.

Não obstante o abismo que separou a fala de ambos, a esquerda petista considerou uma grande vitória o fato de Trump ter “acenado” a Lula e dito que ambos marcaram um encontro para a próxima semana – para espanto do próprio Lula. Não demorou muito e o petista já arrumou uma desculpa para fugir.

Nas redes sociais, a hashtag LulaArregou ganhou volume. Lula foi pego na mentira também, pois afirmara que não tinha conseguido marcar uma conversa com Trump. No fundo, Lula sabe que seria humilhado num encontro público, como foi o presidente da África do Sul.

Daí a desculpa esfarrapada de que possui agenda muito ocupada. O que pode ser mais prioritário do que encontrar o presidente mais poderoso do mundo que meteu tarifas nos produtos brasileiros? Claro que não é uma questão de agenda…

O senador Marcio Bittar resumiu bem: “Lula não ‘arregou’. Ele fugiu da negociação com Trump de propósito. O plano é claro: ele QUER as sanções, ele QUER as tarifas. Para o PT, quanto pior para o Brasil, melhor para o projeto de poder deles. Precisam de um inimigo externo para culpar pela crise que eles mesmos criaram.”

Eis o ponto. Lula quer o caos. Os abutres vivem da carniça alheia. Por isso as sanções individuais contra ministros supremos e seus cúmplices parecem um caminho bem melhor do que o tarifaço nos produtos brasileiros. Que o governo americano siga nesta toada, pois ainda há muita gente a ser sancionada…

DEU NO X