DEU NO JORNAL

DESASTRE COM DATA MARCADA

Lula (PT) custa mais caro ao Brasil sempre que aumenta a reprovação do seu governo, usando dinheiro público para adquirir popularidade.

Após o Paraná Pesquisa revelar sua reprovação de 53%, mesmo com o palanque do tarifaço, Lula passou a mão em R$ 5 bilhões do pagador de impostos para comprar simpatias com botijões de gás.

Após gastos populistas de R$ 285 bilhões em 2024, Lula continua torrando sem controle e sem piedade e pode chegar aos R$ 300 bilhões este ano.

Especialistas da Câmara e do Instituto Fiscal independente do Senado advertiram que a gastança conduzirá o Brasil ao colapso já em 2027.

Lula faz crescer a dívida pública 0,7% ao mês, como em julho, levando-a a R$ 7,9 trilhões. Ele não parece preocupado, problema do sucessor.

Até os técnicos responsáveis do governo (sim, existem) alertaram que, em 2027, ano do colapso, já não haverá dinheiro para serviços básicos.

Em vez de adotar políticas de estímulo à economia, Lula persegue a R$ 300 bilhões de gastos bancados por endividamento crescente.

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Ou seja, vai ser um colapso com data marcada.

Marcada por “técnicos responsáveis do governo”, conforme consta na nota aí de cima.

É terrível mesmo.

Quando a gente pensa que o descondenado chegou ao fundo do poço, ele consegue a proeza de afundar mais ainda.

Que os céus se apiedem deste nosso maltratado país.

XICO COM X, BIZERRA COM I

ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS

Tinha ciência que era longe e difícil, mas, ainda assim, resolvi ir. Segui o conselho de um amigo e caí na estrada. Tinha que ir, o coração mandava. E fui, assoviando e chupando um dim-dim de cajá-imbu.

Deparei-me com o vento fazendo a curva numa esquina distante. Não era a esquina em que eu queria chegar. Na verdade, estava a mais ou menos umas doze léguas da fronteira com as Cucuias.

Continuei, caminho longo e poeirento, bem pra lá do muito longe, era quase o fim do mundo … Foi lá, numa praça quase deserta de gente, que vi uma mulher bonita dando milho aos pombos, dezenas deles, tão felizes quanto a bela mulher de generosas mãos.

Continuei. Avistei castelos, museus, pontes, matas e mares. Até aquela casa famosa vi, mas nela não pisei: ao conrtário, passei longe: não me interessava intimidades com o habitante daquela residência.

Fui até onde o cão chupa manga ‘atrepado’ num pé de coentro. De nada adiantou. Nada! Cheguei bem perto do quinto dos infernos mas parei. Clima muito quente e, pelo que soube, lá não tem ar-condicionado e eu sou muito calorento. Andei, andei e andei e quando dei fé estava de volta ao começo.

Desisti. Não achei, nem nos Cafundós do Judas, as botas por ele perdidas … Onde as perdeu? Nao sei. Aguardo a dica de alguém. Quem sabe volte a procurá-las: basta que Deus dê bom tempo e minhas pernas cansadas permitam. Um dia acho as danadas dessas botas …

DEU NO JORNAL

OS VINGADORES DA DEMOCRACIA

Roberto Motta

Acreditei que estava preparado para acompanhar os acontecimentos dessa semana. Me enganei. Comecei a assistir o julgamento do “núcleo 1” (de onde saem esses termos?) e o que vi, logo no início, foram discursos políticos – não exposições jurídicas – vindos de um magistrado e de um procurador de Justiça.

Isso é sempre assustador.

Não se processa um réu usando argumentos políticos, como “a defesa da democracia”. Os argumentos usados para processar um réu devem ser baseados na lei e nas evidências, apresentadas e avaliadas de acordo com o devido processo legal.

O papel de um magistrado não é “defender a democracia”. O papel de um magistrado é zelar pelo cumprimento da lei. Defender a democracia é ocupação de políticos. Cada um deles entende democracia de uma forma diferente. Por isso existem diversos partidos e correntes ideológicas – algumas defendem até o comunismo, um regime de partido único onde vigora uma tal “ditadura do proletariado”. A defesa da democracia é uma atividade política; magistrados não devem se envolver em política. A bússola do magistrado deve ser a lei e o Direito, e nada mais. Abandonar a lei em nome da defesa da democracia é colocar fogo na casa para se livrar de baratas.

O que todos esperam de um processo judicial e de um julgamento é que eles sejam justos. Um réu não pode ser condenado ou absolvido com base na percepção da ameaça que ele representa. Um réu é condenado ou absolvido com base nas evidências apresentadas e na lei, de acordo com o devido processo legal.

Não é difícil apontar problemas graves, provavelmente insolúveis, com esse julgamento:

1. Violação do sistema acusatório. Nesse sistema há uma clara separação entre as funções persecutória (a função de investigar para poder acusar, e de acusar para obter condenação) e a função jurisdicional (a função de julgar). Isso é o básico do básico do Direito. A função persecutória é da polícia e do Ministério Público; a função jurisdicional é do Judiciário. Para preservar a neutralidade e evitar que o juiz já comece o processo com um conceito pré-estabelecido, o Judiciário é inerte; ele não pode instaurar inquérito por iniciativa própria. Acontece que, neste caso, os inquéritos foram instaurados pelo próprio tribunal que agora vai julgar os réus.

2. O processo deveria estar na primeira instância, jamais na suprema corte. O único réu com foro privilegiado é Alexandre Ramagem.

3. Se, ainda assim, o processo fosse julgado na suprema corte, ele deveria ser julgado no plenário. Foi ali que aconteceram os grandes julgamentos anteriores. O argumento de que isso atrapalharia a pauta do plenário não se sustenta; afinal, se a pauta do plenário não pode ser afetada pelo julgamento de uma suposta tentativa de golpe, envolvendo um ex-presidente, então para que serve o plenário?

4. Três juízes da primeira turma, que conduzirá o julgamento, deveriam se declarar suspeitos: um deles era supostamente alvo dos crimes sendo julgados e os outros dois ou atuaram em processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro ou o processaram.

5. Bolsonaro e boa parte das pessoas do “núcleo 1” estão sendo acusadas de atos protegidos pela liberdade de expressão: reuniões (que não são de execução) e atos de pensamento, reflexão ou cogitação – e a lei não pune isso.

6. A decisão de acusar os réus simultaneamente pelos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado não faz sentido. São crimes claramente irmanados, não é possível executar um sem executar o outro. A consequência de manter as duas acusações é a provável decretação de penas absurdamente altas.

Por volta de 2019 começou a funcionar no Brasil uma engrenagem que misturou Justiça com política de forma inédita, e cujo primeiro ato foi criar, de ofício, um inquérito para apurar “fake news”. Esse inquérito determinou a investigação da revista Crusoé por ter publicado uma “notícia falsa”. No final, constatou-se que a notícia não era falsa, mas ainda assim os editores da revista permanecem, até hoje, no tal inquérito, que ainda não foi concluído.

Sucederam-se a esse inquérito muitos outros, caracterizados por afastamento do devido processo legal e por “inovações” jurídicas. A instância mais alta do Judiciário passou a tratar cidadãos comuns que se manifestavam politicamente com um rigor não experimentado nem pelos criminosos mais brutais e perigosos do país.

Hoje, mais uma vez, o Brasil tem presos políticos, cidadãos exilados e uma corrente política – a Direita – que está sendo alvo de um processo de demonização e exclusão talvez só comparável com acontecimentos da ditadura Vargas. Nesse processo foi decidido que um dos políticos mais populares da história precisa ser extirpado da vida pública – ele, sua família, seus companheiros e, possivelmente, seus eleitores. Tudo isso para a alegria da cleptocracia, fruto da coligação formada por velhas oligarquias, com os seus novos figurinos, e a esquerda de sempre, agora rebatizada de bolivariana.

Esse plano vinha sendo executado à luz do dia com o apoio de muitos juristas e de boa parte da mídia. Mas uma coisa deu errado: Kamala Harris não venceu as eleições americanas de 2024. Essas eleições, na verdade, foram vencidas por um político – Donald Trump – que, como a história recente registrou, foi submetido a um processo muito parecido àquele pelo qual Jair Bolsonaro está passando.

E o jogo, que estava ganho, ficou incerto.

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

DOIS DISCURSOS

Houve dois discursos importantes no 7 de setembro. Um, que eu já mencionei no meu canal no YouTube, é o discurso da filha do Clesão, dizendo que a anistia não ressuscita, não traz a vida do pai dela. Uma menina de 17 anos. Mas vai fazer a vida voltar a mais de mil famílias que estão com avô, avó, tio, tia, pai, mãe, filho, injustiçados, condenados. A Débora, por exemplo, por escrever uma frase com batom numa pedra de granito que não estragou.

E o outro discurso foi do governador de São Paulo, que é o mais importante governador do país, sobre anistia. Pressionando Hugo Motta e mostrando que já há 350 votos na Câmara Federal para decidir sobre anistia.

Será que o pessoal do Supremo pensou nisso? Pensou nas coisas que foram feitas, totalmente fora do devido processo legal, processo que devia estar correndo na primeira instância, que poderia se resolver em pequenas causas. Meu Deus, não pensaram nisso. Estão causando essa inquietação, mas isso é um eufemismo, é bem mais do que isso. A gente corre um risco muito grande. E a solução está no Senado.

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Presidentes do Senado e do STF somem na crise

O presidente do Senado nem compareceu à tribuna onde estava o presidente da República ontem e nem o presidente do Supremo. Será que estão alheios à busca de uma solução para isso? Parece aquela coisa da mentira: quem mente precisa primeiro mentir para si mesmo, depois mente para os outros. A pessoa, por exemplo, que estudou Direito na faculdade, tem que contrariar tudo que aprendeu antes de fazer o que está fazendo.

Daí o presidente da República fez um discurso antes do 7 de setembro falando muito em soberania, soberania, soberania. Gente, o PCC e os narcotraficantes em geral tem territórios soberanos ali na cara da ex-capital do país, no Rio de Janeiro. Estão tomando conta da Amazônia, estão vendendo o ouro para fora, tem compradores na Venezuela, que não são da Venezuela, comprando ouro de facções criminosas brasileiras. Esse é um assunto de soberania, de responsabilidade do poder executivo.

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Trump deixou espaço para negociação

Daí o Lula diz que é o Lulinha, paz e amor, se o Trump quiser negociar. Meu Deus, mas o Trump quer negociar. Está aqui a carta do Trump, que ele mandou dia 9 de julho.

“Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma caça às bruxas que deve acabar imediatamente. Em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e a violação fundamental da liberdade de expressão, como recentemente demonstrado, com censura, com ordens secretas ilegais, etc. A partir de primeiro de agosto, cobraremos 50%.” Ele tá dizendo por que. E lá no final ele diz: “Se o senhor desejar abrir seus mercados comerciais e eliminar as tarifas políticas, não tarifárias e barreiras comerciais, nós poderemos talvez considerar um ajuste nesta carta. Essas tarifas podem ser modificadas, para cima ou para baixo, dependendo do relacionamento com seu país. O senhor nunca ficará decepcionado com os Estados Unidos da América. Obrigado por sua atenção.”

Qual foi a resposta? Ofereceu jabuticaba? Meu Deus.

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A sabedoria do Evangelho que falta a Lula

Eu estava lendo ontem: Lucas 14:31 e 32 no Evangelho. Cristo para uma multidão, diz: “Qual é o rei que ao sair para a guerra com outro não se senta primeiro a examinar bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz.” Sabedoria.

DEU NO X

PENINHA - DICA MUSICAL