

Devota diante do corpo de Carlo Acutis, em exposição na cidade de Assis, em abril de 2025
As redes sociais são muito perseguidas aqui no Brasil; todos querem censurá-las. Talvez precisassem de um santo protetor, de um padroeiro. Pois a partir de domingo as redes sociais terão um padroeiro: Carlo Acutis, que será canonizado pelo papa Leão XIV. É considerado italiano; nasceu em Londres, de pais italianos. O “santo do milênio” criou um site de assuntos religiosos, de caridade, de amor, de pregação da religião judaico-cristã, dos valores judaico-cristãos; o pai era ligado a um banco, a uma companhia de seguro, e ele praticava nas ruas, no norte da Itália, a caridade com os necessitados.
Acutis morreu em Monza, de leucemia, com apenas 15 anos de idade, em 2006. Inclusive, um dos milagres que credencia a santificação ocorreu em Campo Grande: foi atribuída à intercessão dele a cura de um menino de 10 anos com um problema no pâncreas; a cura foi atestada como milagrosa.
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O crime organizado conquista cada vez mais espaço no Brasil e na Colômbia
Na segunda-feira o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, confessou que 10% da gasolina refinada na refinaria estatal é distribuída pelo crime organizado. Parece o Brasil, onde o crime organizado tem suas próprias refinarias produtoras de álcool, que depois de adulterado é distribuído por 1,6 mil caminhões em centenas de postos de combustível, com cinco refinarias, contando aquelas em que o crime tem participação. Digo isso porque também na segunda-feira o controle da Reag Investimentos – que tinha, inclusive, um teatro lá em São Paulo, o Reag Belas Artes – foi posto à venda, porque sem o PCC não tem mais cliente.
Que vergonha! Empresa com escritório na Faria Lima, foi um escândalo. Agora estão todos culpando a Faria Lima quando, na verdade, essas coisas vicejam no Brasil desde os anos 80 e ninguém faz nada. Todos sabiam que o crime estava ocupando território no Rio de Janeiro, e nenhum prefeito ou governador fez alguma coisa; houve apenas algumas intervenções temporárias. Não houve a presença do Estado, e o crime tomou conta: milicianos de um lado, narcotraficantes de outro. E no Brasil os narcotraficantes já descobriram, como descobriram na Colômbia, que combustível é um negócio melhor, dá mais lucro e tem menos risco.
Na Colômbia, o crime ocupa já um terço do território do país. Se considerarmos a presença dessas grandes facções criminosas na Amazônia, acho que no Brasil chegaremos a um terço também. Vejam a presença das facções nos rios, com 100 pistas só no estado do Amazonas, segundo o próprio governo do estado; PCC e Comando Vermelho disputando o tráfego fluvial na Amazônia.
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Governo de esquerda sempre tende a facilitar a vida do criminoso
O governo Petro é esquerdista e facilita o crime, porque não acha que o crime deva ser combatido, tem de ser compreendido. O coitadinho rouba um celular só porque quer tomar uma cerveja? Coitado, é vítima da sociedade. Então é bom que ele castigue a sociedade furtando, assaltando, sequestrando, matando. É mais ou menos assim. Então, obviamente o crime cresceu na Colômbia: a produção de coca subiu 36% só no governo Petro, a ponto de o país se tornar o maior exportador e o maior produtor de cocaína no mundo.
O poder armado dessas facções é tal que, neste momento, 35 militares das Forças Armadas da Colômbia estão reféns, como se fossem israelenses sob o poder do Hamas em Gaza. E ainda há os restos de instrução e armas das Farc, que viraram partido político. As Farc foram convidadas por Lula e Chávez para participar do Foro de São Paulo, que é a fonte de muita coisa aqui no Brasil também, assim como o Manual do Guerrilheiro Urbano de Carlos Marighella inspirou aqueles que assaltavam bancos, sequestravam aviões, matavam diplomatas estrangeiros, e depois serviu – porque botaram na mesma prisão os terroristas e os bandidos comuns – para orientar esses novos criminosos brasileiros, do chamado “crime organizado”.
O ex-deputado Roberto Freire faz as contas, lembrando que o PT de Lula e Dilma governou o Brasil por 17 em 25 anos.
“E o nosso atraso é culpa, apenas, dos outros governos… isso é muito cinismo!”.
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25 anos é um quarto de século.
Um número bonito, um quadrado perfeito em Matemática.
Já esses 17 lá dentro dele…
É pra arrombar!!!
Na verdade, já está tudo arrombado mesmo.

Cartaz de Unforgiven – Os Imperdoáveis – (1992)
OS IMPERDOÁVEIS (1992)) foi, talvez, o último filme de faroeste digno desse gênero clássico genuinamente americano, onde eram apresentados, na tela grande, os mocinhos e os bandidos do velho oeste sem glamour.
Nesse faroeste Clint Eastwood vive um ex-pistoleiro, viúvo e pobre. Cria dois filhos pequenos num rancho até se ver forçado a voltar à ativa por convite de um principiante querendo se firmar na “profissão” e ganhar dinheiro.
O filme reverencia o gênero ao mesmo tempo em que desmistifica o Velho Oeste, retratado como lugar sujo e brutal. Realizado em fabulosas locações em Alberta, Canadá. No final, o filme é dedicado aos mentores de Clint Eastwood como os diretores Sérgio Leone e Don Siegel, que com certeza ficariam muito orgulhosos de seu discípulo e assinariam embaixo seus feitos.
Três homens em busca de uma recompensa. Não se engane. Este não é um filme previsível. Pelo contrário, nos surpreende a cada instante. Clint Eastwood mais uma vez consegue nos envolver. Os mil dólares oferecidos, na verdade, representam a busca de três homens pelo real sentido da vida.
OS IMPERDOÁVEIS é uma desconstrução do gênero western. Os matadores de sangue frio do Velho Oeste selvagem, sempre mostrados nas telas do cinema como atiradores perfeitos, que nunca erram o tiro, como na Trilogia dos Dólares de Sergio Leone. Nesse western, vemos algo diferente. Um homem alterado pelo tempo e pela sua consciência, que não consegue montar no próprio cavalo, nem atirar direito. Seu amigo, Ned Logan, (Morgan Freeman), por exemplo, não tem mais o sangue frio do matador cruel, Frank (Henry Fonda), de ERA UMA VEZ NO OESTE, obra-prima de Leone, nem mais dar um tiro letal, mesmo contra o suposto homem que teria retalhado, ou ajudado a retalhar o rosto de uma prostituta. O terceiro sofre com sua primeira morte como qualquer mortal sofre, além de ter uma visão deficiente, fazendo desses um trio de mercenários um tanto quanto humano e bem dos problemáticos.
No núcleo do filme, ver-se um xerife que humilha um homem que era conhecido como uma lenda, suas histórias estavam sendo passadas para o papel por seu escritor particular, segundo suas versões. Desmascarado, ver-se que a famosa frase “The Man Who Shot Liberty Valance” (O Homem que atirou em Liberty Vavence) se aplica aqui. “Quando a lenda se torna fato, publique-se a lenda.” Mas a lenda é desmistificada e o ídolo do escritor se mostra uma fraude.
Outro elemento interessante e importante do filme é como as histórias podem ser exageradas ao se passarem de boca em boca. Uma prostituta teve o rosto cortado, e, em seguida espalha-se que todo corpo dela foi cortado, menos a vagina. Impressionante como os boatos acumulam falácias em suas versões mais recentes, conforme vão passando de boca em boca no tempo. Esse pode ser um dos elementos de criação de lendas de personalidades que realizaram feitos exorbitantes no oeste, ou em outras épocas. Às vezes, nem mesmo a própria pessoa que faz tais feitos, deve saber o que fez, por estar bêbada no momento ou por fazer muito tempo e ela acaba se tornando a lenda.
Disse o personagem Lette Bill, num dos diálogos do filme, depois de perguntado por seu alvo:
“Você é William Munny, assassino que matou mulheres e crianças!”
Resposta: “Isso mesmo, já matei mulheres e crianças e quase tudo o que se rasteja, e estou aqui para matar você.”
Voltando ao filme, o final trás uma ressurreição do velho Willian Munny ao saber que seu amigo foi morto pelo xerife. Gratificação, é o que se sente ao ver Munny dar de garra da garrafa de whisky, tento-a negado o filme todo. Sua raiva e seu desejo de sangue e vingança agora são maiores do que qualquer controle. O whisky traz de volta sua mira, sua habilidade de montaria, tudo, o whisky traz de volta sua alma de matador. Ele traz de volta o oeste sanguinário que vivia adormecido em Munny, sem o oeste, sem sua alma verdadeira, ele seria incapaz de fazer tais feitos. Ele estava tão fundo em seu novo “eu”, o Willian Munny moldado por sua esposa, Anna Levine, no papel de Delilah Fitzgerald, que ele era um assassino ineficiente. Agora, o whisky foi apenas a chave para aflorar tudo aquilo que estava adormecido nele.
Clint Eastwood retornou ao gênero depois de tanto tempo sem atuar. Ele queria marcar com sua volta com algo palpável. E marcou com a maior obra-prima do western revisionista por ser exatamente um filme de não cowboys de mira perfeita e sangue frio, mas tornando as lendas do oeste, entre elas a maior delas, Clint Eastwood, mais humanos, menos super heroico, e mais realista. Deve-se aceitar, pois afinal de contas, nossos heróis envelhecem, mas as lendas não morrem.
a) Trailer Oficial de Os Imperdoáveis
b) Um Olhar Sobre Os Imperdoáveis