Depois de uns dias instáveis, com chuviscos a todo instante, hoje o dia amanheceu ensolarado aqui no Recife.
Um sábado que promete ser bonito e acolhedor.
Tomara que o sol permaneça.
Chupicleide, secretária da redação, já está de dentes arreganhados, ansiosa pra encerrar o expediente e cair na gandaia.
Ela disse que hoje vai encher o rabo de cana no Bar da Caceta, lá no bairro da Mustardinha, aprazível recanto recifense.
Já fez até um vale de adiantamento do salário.
Nossa inxirida secretária manda um xêro nordestinado e um abraço especial para os fubânicos Esdras Serrano, Violante Pimentel, Luiz Leoncio, Rubens Pedroso, Marta Bianchi, Marconi Ramos e Nilza Tavares, que esta semana fizeram doações para manter esta gazeta escrota avuando pelos ares.
E, pra alegrar o nosso sábado, vamos ouvir a música Urubu Malandro, um chorinho bem gostoso, interpretado por Nilze Carvalho.
Abraços e um excelente dia pra toda a comunidade fubânica!!!
O governo do maridão Lula tenta tapar sol com peneira, alegando que Janja não ocupa cargo público, para esconder os gastos da primeira-dama com dinheiro público, cumprindo agendas dispendiosas, sobretudo em viagens internacionais.
A agenda de Janja no Brasil é mantida “secreta” por determinação de Lula. Tudo isso já rendeu o apelido de “Dona Esbanja”, como a ela se refere a oposição, e ao menos 31 iniciativas só na Câmara, entre convocações, pedidos de informação etc.
O alvo mais recorrente dos parlamentares é o ministro Rui Costa (Casa Civil), que passa pano para os gastos da mulher do chefe.
São 13 requerimentos para Costa com temas variados, sigilos, “missão” com o Papa, gastos com viagens que superam o R$ 1,2 milhão…
Já somam seis os questionamentos sobre o sigilo imposto para esconder a agenda e gastos de Janja, que tem gabinete e assessores no Planalto.
Há ainda como o Janjômetro plataforma criada para monitorar “o quanto ela esbanja do seu suor”. Os gastos já somam mais de R$ 117 milhões.
* * *
Tá pouco.
Ainda tá muito pouco mesmo!
Pra quem governa e manda de fato nesta nossa republiqueta banânica, como é o caso dela, estes gastos são até modestos.
Se o Nikolas Ferreira imitasse foca e tivesse feito o L, ele poderia puxar da cartola a música de Britney Spears e cantar: “Oops, I did it again”. Mas o deputado conservador é humilde demais para tanto. O fato é que o novo vídeo de Nikolas, sobre a necessidade de uma ampla anistia aos presos do 8 de janeiro, já atingiu dezenas de milhões de visualizações e aponta na direção daquele outro sobre o Pix lulista. Um fenômeno!
Não é para menos. Em poucos minutos, Nikolas resumiu com perfeição onde reside o grande problema dessas condenações: em seu caráter de vingança partidária, nas punições excessivas, descabidas e injustas, especialmente quando se compara com atos de vandalismo da própria esquerda, que resultaram em… zero prisões!
O deputado começa o vídeo falando de Rosa Parks, símbolo do movimento civil ao se recusar a sair de seu lugar num ônibus, quando o racismo era institucionalizado na América. Martin Luther King pegou dali e ajudou a criar uma enorme comoção que resultou no fim dessas injustiças. Débora, a cabeleireira do batom, virou esse símbolo da luta por justiça no Brasil de hoje.
Qualquer pessoa decente e com empatia pode facilmente entender que não é mais uma questão “bolsonarista”, mas sim humanitária. Não é uma disputa entre direita ou esquerda, mas entre direito e arbítrio. E não há concessões pontuais capazes de sinalizar um recuo sincero do sistema: o clima de perseguição já está escancarado, e qualquer mudança cosmética agora será “pouco demais, tarde demais”.
É preciso aprovar uma anistia ampla para se fazer justiça. Não faz qualquer sentido condenar a anos de prisão uma dona de casa “armada” de batom, um vendedor de bandeiras, outro de pipoca e mais um de pirulitos. Para encaixar os atos do 8 de janeiro numa narrativa forçada de tentativa de golpe armado orquestrado por Jair Bolsonaro, o supremo foi longe demais e atropelou pessoas de carne e osso, destruindo vidas – jamais vamos esquecer do Clezão!
Enquanto o imitador de focas que fez o L está preocupado em alimentar sua vaidade narcísica, lançando-se candidato a presidente de forma farsesca, Nikolas Ferreira luta por Justiça e Liberdade. São dois extremos da rapaziada mais jovem na política, e só mesmo um “isentão” petista poderia ficar indiferente a ambos e condenar essa “polarização”. Não há sequer base de comparação. A história sabe quem está do lado certo. E milhões de brasileiros também. Por isso têm a obrigação moral de lotar a Av. Paulista neste domingo, clamando por Justiça!
Taquígrafa Quésia de Farias, do Senado Federal, em ação
SEM CONCORRENTES – Guardei nota interessante, veiculada por “circulosa” revista nacional, de 23 de dezembro de 2020, que em sub-título, anunciou: Bolsonaro disputa com ele mesmo porque não tem ninguém à altura para lhe ser antagônico. Por isso tentam desconstruir o Presidente. Cá com meus botões e para o resto do mundo, parece que na próxima, ninguém se iluda, será ele de novo. Mesmo sem ajuda de “páginas amareladas”.
APIMENTANDO HIPÓTESES – Quando Joe Biden, carregando o peso dos seus 80 anos, pegou gás e se candidatou à reeleição na América, ouvi falar que aliados do Prof. Michel Temer, que na época emplacou 82, voltaram a sonhar, apimentando hipóteses.
CONSELHO FILIAL – “Quem sabe se ele não se anima e parte pra cima, de novo?!” Mas Michelzinho apelou: Papai, não volte pra política não! Mamãe taí, nova e bonita pra ser desfrutada!
MACETE EDITORIAL – No meu tempo de foca no jornalismo não se escancarava tanto, nem havia procedimentos para alertar o leitor, através de afirmações em negrito, profundamente tendenciosas. Mas hoje se trata de “macete editorial”.
PÁGINA COMPROVA – Guardei página de periódico circulante em 10 de maio de 2023, quando o titular, além de iniciar a nota castigando Pedro Guimarães, coitado, lembrando que ele foi demitido da Caixa Econômica por “escândalo sexual”. Aliás “escândalo “jornalístérico” diga-se melhor. Esqueceu o “pagineiro” que Pedro foi um dos únicos administradores da Caixa que deixou o cargo sem quaisquer deslizes que maculasse sua trajetória profissional.
CORPO SEM DELITO – Acredita-se que arranjaram uma cidadã, boa de curvas, embora feia de face, que se prestou pra inventar um tipo incomum de assédio: “o cochicho no pé do cangote”. É quando o legista pode afirmar: Há um corpo sem delito, sem prova, sem testemunha!…
NUNCA DEMITIDO – Há tanta seriedade no currículo de Pedrinho, além de Ph.D pela University of Rochester, que a CVM autorizou seu registro como Consultor de Valores Mobiliários. Teve mais, documento da Caixa comprova que ele renunciou. Jamais foi demitido. Foi vítima, sim, da “jornalistaria” desenfreada que domina o País.
VELHAS GARATUJAS – Recordo meus primeiros dias de “Office-boy” no City Bank, em 1952, quando vi D. Edna Rocha Ferreira riscando uns traços num caderninho de entrelinhas bem abertas, enquanto o gerente, Mr. C.L.Hagen, lhe transmitia os termos da correspondência para ser datilografada.
ESCRITA EGIPCIENSE – Achei aquilo engraçado e pensei que era um novo tipo de hieróglifo, aqueles caracteres da escrita do Egito. Mas não era. D. Edna utilizava a Taquigrafia, sistema abreviado que permitia escrever rapidamente; semelhante à velocidade da fala. Uma arte milenar que utiliza sinais fonéticos, onde cada um representa um som.
GRAVANDO PALAVRAS – Anos decorridos, chegou-se a automação. Mesmo assim, a mão da taquígrafa tem que ser extremamente ágil. Papel e lápis tornam isso possível, mas o tablet às vezes falha: a caneta não grava, a operadora tem que voltar e aí já se perdeu a palavra. MELO
TABLETS ACIONADOS – Poucos sabem que a velha taquigrafia ainda não foi abolida. Apenas deixou de ser utilizada em blocos de papel e uso de lápis, para ser trabalhada através de tablets, cujas imagens podem transitar por vários departamentos, instantaneamente, dentro de um processo avançado de automação, segundo a jornalista Quésia de Farias, da Agência Senado.
REDAÇÃO PARLAMENTAR – É bom que se saiba: desde 2017 que a Secretaria de Registro e Redação Parlamentar, do Senado Federal, utiliza o novo processo, a fim de ampliar o registro histórico e economizar mais de seis mil blocos de apanhamentos taquigráficos, por ano.
SENADO TAQUIGRAFADO – No Senado Federal do Brasil são 28 taquígrafas e 24 revisores responsáveis pelo registro de todas as falas, pronunciamentos e debates. No Plenário, o atendimento acontece em tempo real, com as taquígrafas presentes, revezando entre si. Depois, o documento é enviado para revisão, que disponibiliza o texto no site da instituição. A integração leva cerca de 50 minutos para ser publicada na internet.
OUVIDO ATENTO – Mesmo sendo um ofício antigo, implementado no Brasil durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1823, e logo em seguida no Congresso Nacional, a diretora Quésia de Farias considera que não existe tecnologia capaz, até agora, de substituir o ouvido humano e a atenção do taquígrafo.
MERAS GARATUJAS? – Pois sim!… Aquele processo que eu percebi no velho The National City Bank of New York, que já se usava há tantos anos, se inovou, deixando de ser, para muitos, um papel escrito com letras diferentes, pouco legíveis e desenhos desajeitados, Mas, nada era do que eu pensava ser: meras garatujas.