ALEXANDRE GARCIA

CONGRESSO QUE APROVA MEDIDAS RUINS AJUDA A PIORAR A ECONOMIA

reforma tributária impostos

Sessão da Câmara que votou a regulamentação da reforma tributária

A Federação do Comércio (Fecomércio) de São Paulo fez as contas e chegou à conclusão de que a ceia de Natal deste ano está 10% mais cara que a do ano passado. Ou seja, a inflação, o custo sobre uma mesa de comemoração do nascimento de Jesus está 10% maior. Mas o IPCA, a inflação oficial, está em 4,87% no acumulado; estamos vendo que a inflação da ceia é o dobro disso.

E, quando vemos a reforma tributária aprovada agora na Câmara, percebemos que vão cobrar mais impostos sobre veículos, porque eles poluem; sobre cigarro, cerveja, vinho, sobre essas apostas esportivas que estão muito populares. E também percebemos que o governo não cortou nada da sua gordura, do seu excesso de gastos. Ao contrário, só anunciou que no ano que vem benefícios fiscais não serão repetidos, ou seja, vai acabar o alívio para algumas atividades que dão emprego, que ensejam a exportação, que são necessárias ao país.

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Imposto é para bancar serviços públicos, não para sustentar partido político

Tem mais: a Lei de Diretrizes Orçamentárias, também aprovada no Congresso agora, diz que o dinheiro para os partidos políticos vai ser corrigido pelo IPCA. É dinheiro dos nossos impostos. O seu imposto vai para um partido com o qual você não concorda, que você odeia, mas vai para ele mesmo assim. É óbvio que quem deve sustentar o partido político é o seu seguidor, o seu inscrito, o seu filiado, o seu simpatizante, e não o imposto do brasileiro. Isso é uma injustiça para com o cidadão que paga para receber bons serviços de saúde, por exemplo, ao contrário do jovem de 32 anos que morreu esperando a UPA lá no Rio de Janeiro. Também já contei sobre outro jovem, de 21 anos, que conheci e que está precisando de insulina. Dentro de três dias acaba a dose dele, ele é diabético tipo 1, precisa da insulina de manhã, de tarde, de noite. Mas marcaram só para o ano que vem uma consulta que autorize a insulina.

Na educação, eu vejo que as pessoas não aprenderam a própria língua na escola, imaginem o resto. A previdência está caindo aos pedaços, mas a LDO prevê, para o ano que vem, meta de déficit zero na previdência e déficit zero nas contas públicas. É uma ficção, é uma carta de boas intenções. Da segurança pública nem se fala; todos com medo, dentro de casa, trancando, botando grades e cadeados. Quem pode paga segurança, vigilância, sistemas eletrônicos. E ainda assim vão aumentar os impostos do carro, do cigarro, até dos remédios. Haverá uma lista de medicamentos isentos, mas uma lista ainda maior de medicamentos que não estão isentos. Assim como na cesta básica, que vai ter produtos isentos, mas certamente a picanha não está entre eles.

Tudo isso que vemos acontecer tem a participação dos nossos representantes no Congresso Nacional. São 584 representantes, 513 na Câmara, representando os eleitores, e 81 no Senado, representando os estados. Não é só a questão econômica; é a questão institucional também. Precisamos que nossos representantes acordem da omissão, porque os direitos e garantias fundamentais estão em risco.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

BRASIL TORRA RESERVAS

Estimavam-se em US$ 360 bilhões as reservas cambiais antes de o governo começar a torrar dólares, inclusive nos últimos dias, quando tentou inutilmente conter a alta da moeda, provocada por Lula (PT) e o ministro da Fazenda, mas a pindaíba chegou a essa velha “zona de conforto”.

De acordo com especialistas, a dívida externa do governo soma US$ 202,7 bilhões (R$ 1,17 trilhão), reduzindo o saldo das reservas a US$ 158 bilhões.

Noves fora, nada, incluída a dívida do setor privado.

Excluindo a dívida externa do governo e do setor privado e também os swaps cambiais (ligada ao dólar), o Brasil está perto do saldo negativo.

Os bancos têm números apocalípticos: 30% das reservas (US$ 108 bi) já não existem. Tudo escriturado, mas o dinheiro não está mais lá.

O Brasil torrou cerca de US$ 10 bilhões das reservas cambiais para tentar conter a alta do dólar provocada por leviandades de Lula e Haddad.

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A expressão “números apocalípticos“, contida nessa nota aí de cima, resume tudo.

Não é preciso acrescentar mais nada.

Na verdade, vamos acrescentar a expressão “leviandades de Lula e Haddad” pra fechar a postagem.

Pronto.

MARCOS MAIRTON - CONTOS, CRÔNICAS E CORDEIS

DEU NO JORNAL

COMO ASSIM, UM POST FOI O RESPONSÁVEL PELA ALTA DO DÓLAR?

Leandro Ruschel

O ministro de Propaganda do Descondenado quer perseguir quem supostamente publicou falas não proferidas pelo próximo presidente do Banco Central, atribuindo ao post a disparada do dólar.

Ele afirma que o caso é “grave”.

Grave mesmo é a postura do ministro.

Não se sabe se houve má intenção no post. Poderia, inclusive, tratar-se de uma paródia ou sátira. Mas, sem investigação, o ministro já rotula o autor de “criminoso” e ameaça com polícia e responsabilização.

Além disso, é FAKE NEWS atribuir a disparada do dólar a esse episódio isolado. A moeda norte-americana está em alta há semanas, reflexo direto da completa irresponsabilidade fiscal do governo, como até as pedras já perceberam, quanto mais o mercado.

No passado, o mesmo ministro, então deputado da oposição, foi às redes para atribuir ao governo a alta do dólar. Agora que ele é governo, a culpa é de um mero post?

Se o post foi amplamente desmentido ontem, qual é a justificativa para o dólar continuar subindo forte hoje? 🤔

Será que influenciadores compartilharam o conteúdo por má-fé, ou será que, diante de tantas declarações absurdas de autoridades nos últimos tempos, qualquer bobagem se torna verossímil?

Vale lembrar que durante as enchentes no RS, esse mesmo ministro queria a prisão de pessoas que criticaram a resposta desastrosa do governo, usando novamente o argumento de “fake news“. Agora, o autoritarismo se repete.

A verdade é que o governo do Descondenado precisará cada vez mais de repressão policial e mentiras para se manter. A incompetência na gestão do país é patente e, inevitavelmente, isso trará uma grave crise econômica e uma indignação generalizada da população.

DEU NO JORNAL

COMENTÁRIO DO LEITOR

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MENTIRAS E TERCEIRIZAÇÃO DA CULPA: LULA ESTÁ EM PLENA FORMA

Editorial Gazeta do Povo

Lula e Fernando Haddad

Lula e Fernando Haddad em reunião realizada em 16 de dezembro

Após passar vários dias internado em São Paulo, sendo submetido a duas intervenções, o presidente Lula demonstrou estar de volta à velha forma, pois já passou a falar demais, a mentir compulsivamente e a culpar terceiros pelos problemas que ele mesmo cria. No domingo, em entrevista à TV Globo, afirmou que “a única coisa errada nesse país é a taxa de juros estar acima de 12%. Essa é a coisa errada. Não há nenhuma explicação”, acrescentando que “a inflação está quatro e pouco. É uma inflação totalmente controlada”. Em outras palavras, a responsabilidade pela deterioração da economia e das expectativas a respeito do futuro do Brasil não é do governo, mas do Banco Central e da “Faria Lima”, que o petismo quer até mesmo investigar, a julgar pela mais recente ação do deputado Zeca Dirceu.

Para início de conversa, a inflação não está em “quatro e pouco”, mas em quatro e muito, quase cinco. O acumulado de 12 meses até novembro está em 4,87%, estourando o limite máximo de tolerância para a meta de inflação deste ano, que é de 4,5% para uma meta de 3%. No mais recente relatório Focus, os agentes do mercado financeiro preveem que o IPCA fechará 2024 em 4,89%. Se a inflação de fato superar os 4,5%, o presidente do Banco Central terá de escrever uma carta ao ministro da Fazenda explicando por que a meta não foi cumprida. Como o índice deve ser divulgado apenas em janeiro, essa tarefa já caberá a Gabriel Galípolo, o escolhido de Lula para presidir o BC, e que poderia muito bem abreviar sua mensagem a Fernando Haddad dizendo apenas que “a inflação estourou a meta porque seu governo gasta demais e não faz nada para mudar isso”.

A ata da mais recente reunião do Copom, realizada na semana passada e que terminou com a decisão unânime de elevar a Selic em um ponto porcentual, explica muito bem o que está acontecendo. O governo está bancando o crescimento do PIB pela via do estímulo ao consumo, o próprio e o das famílias. Quando afirma que “o cenário se mostra menos incerto e mais adverso que na reunião anterior”, o Copom afirma que os maiores medos em termos de pressão inflacionária se materializaram. Os diretores do BC ainda alertam para “o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública”. Nada disso é culpa nem do BC, nem do mercado financeiro: quem gasta e se endivida perigosamente é um governo que chama toda despesa de “investimento” e se recusa a fazer os cortes necessários.

A reação negativa ao anúncio do pacote de Fernando Haddad nada teve de especulação ou má vontade; é a reação natural, diante de um conjunto de medidas que não faz um corte de despesas propriamente dito, limitando-se a frear o ritmo de crescimento real (acima da inflação) das despesas governamentais. Ainda que o fim de ano seja naturalmente uma época de pressão sobre o câmbio devido à demanda das empresas multinacionais por dólares para remeter às matrizes no exterior, o novo patamar de R$ 6 por dólar reflete a constatação de que não há esforço fiscal digno do nome por parte de Lula. É salutar recordar que o ciclo de desvalorização do real em 2024 se intensificou quando o governo mudou a meta de resultado primário de 2025 e 2026, indicando o desinteresse ou a incapacidade (mais provavelmente, as duas coisas juntas) de Lula de conter os gastos e estabilizar a dívida pública como porcentagem do PIB.

“Ninguém nesse país, do mercado, tem mais responsabilidade fiscal do que eu. […] Entreguei esse país, sabe, numa situação muito privilegiada”, disse ainda o presidente, achando que convence alguém a respeito de seu compromisso fiscal. Quanto a “entregar o país em situação privilegiada”, não custa recordar que os indicadores de PIB e resultado primário do fim do segundo mandato do petista, de 2007 a 2010, são consequência do início da implantação da “nova matriz econômica” lulopetista, capaz de gerar bons números no curtíssimo prazo enquanto semeava, no médio prazo, a pior recessão da história do país, em uma combinação de estímulo irresponsável à despesa (exatamente como hoje) e maquiagem nas contas, que hoje o governo consegue realizar de outra maneira, ao retirar dos cálculos oficiais do arcabouço fiscal diversos tipos de despesa.

Logo depois de criticar os juros, Lula emendou um “nós vamos cuidar disso também”, sem dizer como exatamente faria isso, mas lançando uma sombra de dúvida sobre a atuação de Galípolo à frente do Banco Central. Até agora, ele tem se mostrado responsável, ajudando inclusive a formar unanimidades nas elevações da Selic que tanto irritam Lula. Se é tudo uma máscara que cairá assim que ele tomar posse na presidência do BC e os indicados por Lula se tornarem maioria do Copom, saberemos na próxima reunião, que deve terminar com outra elevação de um ponto “em se confirmando o cenário esperado” – e tudo aponta para a confirmação desse cenário. Galípolo tem diante de si duas opções: defender a independência do BC, fazendo o que tem de ser feito, ou tornar-se um novo Alexandre Tombini. A escolha é simples, mas depende do que ele considera mais importante: o bem do país ou a vontade de quem o indicou ao posto que passará a ocupar em janeiro.

PENINHA - DICA MUSICAL