
Os ministros do governo Lula, os presidentes do Supremo Tribunal Federal, da Câmara dos Deputados e do Senado e os comandantes militares já desfrutaram este ano de 1.303 voos nos jatinhos do Grupo de Transporte Especial da Força Aérea Brasileira (FAB).
É um privilégio que suas excelências amam.
O campeão na utilização dessa regalia é o presidente do STF, Luis Roberto Barroso: foram 104 viagens por conta do pagador dos impostos que bancam essas e outras no Brasil.
* * *
Não vejo nada de errado nisso.
Avuar pelos ares, se desligar de tudo que está acontecendo aqui embaixo, faz muito bem pra saúde dos viajantes.
Esfria a cabeça.
Funciona como uma terapia pra que nossas autoridades tenham boa saúde pra exercer suas funções.
Um hábito muito positivo e patriótico.
Eleitores dikein? pic.twitter.com/ygrCNJT1VV
— MSP-Brazil (@mspbra) October 26, 2024
A prisão preventiva de Wilmar Lacerda, vice-presidente do PT no Distrito Federal, por crimes sexuais contra menores de até 12 e 13 anos de idade, faz lembrar as várias denúncias de assédio e importunação sexual envolvendo petistas em cargos de chefia no governo Lula (PT), entre os quais o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida, investigado por assédio sexual contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.
Lacerda não tem cargo, mas exerce influência e prestígio no governo.
* * *
Isso fora a putaria e a sacanagem que cometem contra o contribuinte brasileiro.
Estupram as finanças do país diariamente.
São cenas pornográficas o dia inteiro com o dinheiro do povo.
E fecho a postagem reproduzindo outra notícia:
O PT Nacional se faz de morto diante da prisão de Wilmar Lacerda, que dirige o PT-DF, acusado de abusar de crianças.
Nada de repúdio no site ou redes sociais.
Caro editor,
segue um modesto texto para o JBF, especulando sobre por qual motivo um renomado jornalista mudou de opinião e posicionamento político/ideológico.
Grato pela presteza.
* * *
VIRANDO A CASACA
A estranha mudança de posicionamento político de Reinaldo Azevedo
Um vira-casaca é uma expressão popular utilizada para descrever uma pessoa que muda de opinião, lealdade ou posição política de forma repentina e oportunista.
No mesmo raciocínio podemos afirmar que a expressão “mudar da água para o vinho” tem o significado de mudar completamente de comportamento ou atitude, geralmente de uma forma muito positiva, o que não é bem o caso, aqui trazido, sobre o comportamento de alguns jornalistas brasileiros.
UMA EXPLICAÇÃO PARA ISSO
O escritor Inglês Henry Crumpton, autor do livro Mice (plural de ratos em inglês), descreve como governos tiranos recrutam seus espiões – que se dispõem a trair a confiança da pátria, de amigos e até mesmo da família.
Crumpton afirma que quatro fatores fazem uma pessoa mudar radicalmente de ideia e esses fatores formam o acróstico MICE:
1 – Money (dinheiro),
2 – Ideologia,
3 – Coerção (ou chantagem) e
4 – Ego (satisfação em sentir-se importante).
Segundo ele, motivados por tais razões, as pessoas mudam de opinião e traem seus países. E seus ideais.
Jornalistas e políticos, de forma mais particularizada, são facilmente cooptados por estes quatro fatores.
A INVERSÃO DE VALORES
Por dinheiro, muitas pessoas vendem sua alma e adotam uma imagem pública completamente diferente de suas crenças. Elas assumem uma postura política contrária à sua visão pessoal porque os benefícios recebidos não podem cessar! Grandes corporações, principalmente as midiáticas, colocam-se a serviço de um determinado posicionamento por causa dos contratos e recursos que recebem. Na maioria das vezes, desprezam a ética, princípios e valores. O dinheiro tem um poder persuasivo muito forte.
A ideologia é outro fator preponderante. Quando isso acontece, direitos humanos e princípios são desprezados para defender convicções políticas – algo recorrente por influencer e jornalistas
RECRUTAMENTO – TESE
Um Exemplo real – quando o MOSSAD (serviço secreto israelense) queria obter informações secretas (por exemplo, sobre o Egito), recrutavam espiões egípcios dentro do exercito, eles cascavilhavam investigando a vida dos gays. (ou até de quem não era gay), com fotos e filmes, eles chantageavam o agente ou militar a contarem para a família, departamento ou comunidade em que ele vivia. Em pais de predominância muçulmana, ser gay é inaceitável. E muitos gays procuravam ocultar sua inclinação sexual com casamentos forjados. No oriente médio os espiões chantageados, em sua maioria, eram gays.
CHANTAGEM OU DINHEIRO?
Quem não se lembra da famosa LISTA NEGRA DO PT – feita em 2014, contra os críticos do partido? Ela foi elaborada por Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, intitulada “A desmoralização dos pitbulls da grande mídia“, em alusão aos críticos do governo do partido.
Entraram na lista nomes como os de Danilo Gentili, Marcelo Madureira, Lobão, Arnaldo Jabor, Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi, Guilherme Fiuza e Demétrio Magnoli
Reinaldo Azevedo notabilizou-se por suas ácidas e irrefutáveis criticas ao governo do PT.
Hoje ele se comporta como um feroz defensor do governo, o qual já foi considerado como o mais corrupto que já passou pelo palácio do planalto e que hoje está lá, com muita corrupção, pela quarta vez.
Qual a tese mais provável?
Façam suas apostas, senhores!
Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu em 13/5/1881, no Rio de Janeiro, RJ. Jornalista, escritor, cronista e um dos precursores da reportagem, junto com João do Rio. Suas 440 crônicas apresentam um retrato vívido do Rio de Janeiro em princípios do século XX, quando a cidade passava por uma radical transformação urbana, alterando a estrutura social da cidade.
Filho de Amália Augusta, filha de escravizada e agregada da família Pereira Carvalho e de João Henriques de Lima Barreto, filho de uma antiga escravizada. Moravam próximo ao Largo do Machado e o pai era tipógrafo e funcionário da Imprensa Oficial. A mãe foi professora e faleceu quando o garoto tinha 6 anos. Em 1907, aos 26 anos, fez suas primeiras publicações na revista Fon-Fon, da qual tornou-se secretário, a pedido do poeta e jornalista Mário Pederneiras.
Sentindo-se desvalorizado no serviço, logo demitiu-se e lançou sua própria revista Floreal. Sua textos tiveram espaço nas principais revistas populares ilustradas e periódicos anarquistas do início do século XX, tais como as revistas ABC e Careta. Em 1911 iniciou a publicação do romance Triste fim de Policarpo Quaresma no Jornal do Commercio e lançou o livro em 1915, tendo a edição bancada com seus próprios recursos. Por esta época, as crises de alcoolismo e depressão tornaram-se mais agudas, provocando sua primeira internação no Hospital dos Alienados, em 1914. Voltou a trabalhar em algumas revistas, em 1916, publicando artigos de viés político. Em seguida os problemas de saúde retornaram e ele teve que ser aposentado em 1918. No ano seguinte, publicou o romance Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá pela editora Revista do Brasil, de Monteiro Lobato. Os períodos de internação no hospício resultaram na composição de diversos diários e no romance inacabado Cemitério dos vivos.
Foi excluído da crítica oficial – no período 1909-1922 – com um silêncio implacável quanto aos seus escritos. Mesmo antes disso já não encontrava editores interessados em sua obra, levando-o a tentar a edição em Portugal. Assim, foi publicado o romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha, em 1907, pela Livraria Clássica de Lisboa. Sua posição combativa e crítica contundente, aliado ao preconceito de cor e ao alcoolismo, custaram-lhe a marginalidade e a indiferença da elite cultural. Tal fato pode se comprovar na descoberta e valorização de sua obra após sua morte, em 1/11/1922 aos 41 anos.
A maior parte de sua obra foi redescoberta e publicada após sua morte através do esforço de seu biógrafo Francisco de Assis Barbosa. Logo após seu falecimento, o editor Jacinto Ribeiro dos Santos publicou Os Bruzundangas, uma sátira da vida brasileira nos primeiros anos da República. Além deste, foram publicados Bagatelas, em 1923, e Clara dos Anjos, em série, na Revista Santa Cruz em 1923-1924. Outras obras, como Cemitério dos vivos, Diário íntimo e parte da correspondência pessoal, foram publicadas nas décadas de 1940 e 1950, a partir das pesquisas de Francisco de Assis Barbosa.
Seu talento como escritor foi reconhecido por Monteiro Lobato, conforme escreveu, em 1/19/1916, ao seu amigo Godofredo Rangel: “Conheces Lima Barreto? Li dele, na Águia, dois contos, e pelos jornais soube do triunfo do Policarpo Quaresma, cuja segunda edição já lá se foi. A ajuizar pelo que li, este sujeito me é romancista de deitar sombras em todos os seus colegas coevos e coelhos, inclusive o Neto. Facílimo na língua, engenhoso, fino, dá impressão de escrever sem torturamento – ao modo das torneiras que fluem uniformemente a sua corda-d’água”.
Outros críticos se manifestaram de modo diverso, porém reconhecendo o talento do autor. Antônio Cândido, ao observar sua concepção literária, considera que “de um lado favoreceu nele a expressão escrita da personalidade”, enquanto “de outro pode ter contribuído para atrapalhar a realização plena do ficcionista”. Ressalta o valor de sua “inteligência voltada com lucidez para o desmascaramento da sociedade e a análise das próprias emoções”, mas também afirma ser ele um escritor que não atingiu toda a sua potencialidade como narrador. Osman Lins afirmou que, para além de realizações estéticas desiguais, há “certas características de ordem literária e humana que atravessam todos os seus livros – ou, até, todas as suas páginas –, dando-lhes grande homogeneidade”, concluindo que “sua obra tão variada é um bloco coerente e em toda ela reconhecemos, inconfundível, nítida, a personalidade do autor”.
Foi o crítico mais agudo de sua época, rompendo com o nacionalismo ufanista e pondo a nu a roupagem republicana que manteve os privilégios de famílias aristocráticas e dos militares. Definindo seu projeto literário como o de escrever uma “literatura militante” — apropriando-se da expressão de Eça de Queirós — sua obra está quase inteiramente voltada para a investigação das desigualdades sociais, da hipocrisia e da falsidade dos homens e das mulheres em suas relações dentro da sociedade. Em muitas obras, o método adotado para tratar desses temas é o da sátira, cheia de ironia, humor e sarcasmo. Foi severamente criticado por alguns escritores de seu tempo por seu estilo despojado e coloquial, que Manuel Bandeira chamou de “fala brasileira” e que acabou influenciando os escritores modernistas.
Foi Homenageado, no carnaval do Rio de Janeiro de 1982, pela Escola de Samba Unidos da Tijuca, com o samba-enredo Lima Barreto, mulato pobre mas livre e 15ª edição Flip-Festa Literária Internacional de Paraty, em 2017. Duas excelentes biografias dão conta de seu legado literário: A vida de Lima Barreto, de Francisco de Assis Barbosa, publicada em 2002 pela José Olympio Editora e Lima Barreto: triste visionário, de Lilia Moritz Schwarcz, pela Cia. das Letras em 2017.