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A CAMINHO DO BREJO

Maior das estatais, a Petrobras é a mais recente vítima da má gestão e de interferências do governo Lula, registrando prejuízo de R$ 2,6 bilhões entre abril e junho de 2024. É o primeiro prejuízo em 4 anos.

Ao final do segundo governo Lula, após o petrolão, a estatal valia R$ 24 bilhões. Em 2023, Lula recebeu a Petrobras valendo quase R$ 600 bilhões.

Outras seguem no caminho do brejo como os Correios, mas Lula decretou sigilo dos resultados. Os Correios voltaram a dar prejuízo após recuperação.

O governo devolveu uma rotina de prejuízos bilionários à Petrobras, que, em março, perdeu em apenas um dia R$ 56 bilhões em valor de mercado.

Ainda no STF, Ricardo Lewandowski anulou na Lei das Estatais tudo que proibia político dirigindo empresas. Aposentado, virou ministro da Justiça.

Com a Lei das Estatais desfigurada, Lula indicou o ex-senador Jean Paul Prates, sem qualificação ou experiência, para presidir a Petrobras.

O prejuízo do segundo trimestre ainda não tem relação com a gestão de Magda Chambriard na Petrobras, e sim com a diretoria anterior.

* * *

Não tenho ânimos para fazer qualquer comentário sobre esta notícia.

Uma notícia que estraga o final de semana de qualquer cidadão decente e que não fez o “L”.

Na foto que ilustra a nota, o focinho risonho do descondenado, com as mãos sujas não de petróleo mas de lama, é uma imagem tétrica, apavorante.

Deixo os comentários a critério dos nossos argutos leitores.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

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POLÊMICAS OLÍMPICAS

Marcel van Hattem

Os anéis olímpicos retratados na Torre Eiffel, em Paris, França, 29 de julho de 2024.

Os anéis olímpicos retratados na Torre Eiffel, em Paris, França, 29 de julho de 2024

As Olimpíadas de Paris ainda não acabaram, mas já me garantiram assunto suficiente para escrever um artigo cheio de polêmicas. Antes mesmo da contestada abertura, ao ar livre e sob chuva, o escracho foi a ida da primeira dama petista à capital francesa com dinheiro público. A ausência de Lula ou de seu vice Alckmin não poderia justificar a mobilização de toda a diplomacia brasileira para obtenção de uma credencial para a esposa do presidente descondenado. Ela não exerce nenhuma função oficial para acompanhar a cerimônia de abertura. No entanto, não só a chancelaria brasileira foi acionada para dar suporte à primeira-dama como, somente em passagens, o governo gastou 83 mil reais para que “dona Esbanja” viajasse em classe executiva a Paris. É ou não é um deboche?

O escárnio com a Santa Ceia e com os símbolos cristãos na cerimônia de abertura foi o primeiro acinte olímpico de relevo. A provocação aos fiéis foi evidente ao rechear uma paródia da pintura de Leonardo da Vinci, “A Última Ceia”, com referências sexuais e de ideologia de gênero. Há quem tergiverse, afirmando que a intenção não tenha sido a de achincalhar os cristãos – mas se havia este risco, por que corrê-lo?

Em contrapartida, o Comitê Olímpico Internacional (COI) proibiu toda e qualquer manifestação de apreço à religião durante os jogos. Escrevo o “a” com crase pois o alvo sempre foi uma única religião, definida: a cristã. Caçoar de Jesus está liberado. Louvá-lo? Proibido!

Fosse a citação de um versículo na língua de libras, como a feita por nossa medalhista do Skate Rayssa Leal; um beijo em um crucifixo, como o de Novak Djokovic; ou mesmo o desenho do Cristo Redentor, principal ponto turístico do Brasil, na prancha do surfista João Chianca: tudo foi objeto de censura do Comitê Olímpico Internacional. Manifestações religiosas estão proibidas ou podem ser realizadas apenas se for para escárnio e chacota dos cristãos? Aparentemente, nem mesmo o COI consegue se decidir.

Aliás, a sexualidade ou a transexualidade, humana, celebrada pelo espetáculo de abertura, foi também alvo de intensas discussões nos ringues de Paris. Lin Yu-ting e Imane Khelif, atletas de boxe de Taiwan e da Argélia, respectivamente, já foram reprovadas em testes genéticos da Associação Internacional de Boxe (IBA), em 2023, por supostamente carregarem cromossomos XY nos seus DNAs. As imagens das sovas levadas por suas rivais foram comoventes e a polêmica, inevitável: a força bruta de Yu-ting e Khelif colocou ambas nas finais de suas respectivas categorias. Resta saber como ficará registrada para a história esta edição olímpica caso recebam medalhas de ouro atletas que saíram na mão contra mulheres, aproveitando-se de uma vantagem óbvia aos olhos de todos.

Fora dos ringues e dos estádios, as polêmicas também se multiplicam. Após a decisão da organização francesa de adotar um “cardápio sustentável”, sobraram reclamações de atletas sobre a qualidade e a quantidade da dieta oferecida. Desportistas de altíssimo desempenho submeteram-se a um cardápio vegano por falta de opções proteicas. Várias delegações foram acompanhadas de cozinheiros de seus países de origem para que não lhes faltassem os nutrientes necessários para a preparação física. Relatos da presença de vermes nos alimentos também foram feitos – talvez para combinar com as péssimas condições do Rio Sena, com alarmantes níveis de toxicidade. Para quem vive pregando moral em relação à preservação ambiental brasileira e à defesa da Amazônia, os franceses conseguiram a proeza de interditar seu rio mais vistoso e mais famoso para as competições de natação em água aberta por conta da presença de bactérias fecais. Um nojo!

Não foi só a França, porém, que passou vergonha fora das competições. Nessa categoria, na verdade, a medalha de ouro é do Brasil. Ou melhor, do desgoverno brasileiro. Até na hora de celebrar a medalha de ouro de uma atleta mulher e negra, Rebeca Andrade, campeã na ginástica artística desta edição, o desgoverno petista conseguiu errar feio. O Ministério das Comunicações, em uma ginástica argumentativa fracassada, tirou Rebeca Andrade do pódio para fazer autopromoção do governo em um post nas redes sociais. Além do total desrespeito à atleta, maior medalhista olímpica da história do Brasil, comprovou o inquestionável parasitismo do PT, que sem méritos próprios para celebrar não hesita em pegar desavergonhadamente carona no mérito de quem tem.

Tratando de parasitismo, o Estado brasileiro, que quase nenhum investimento tem feito em esportes ou na promoção de atletas de alto desempenho, abocanhará quase 30% somente em imposto de renda da premiação que os atletas receberão. Quanto mais os atletas se esforçarem e vencerem, mais Fernando Taxad vai ter no caixa do governo para desperdiçar. Ah, perdão, atualização! O governo Lula acaba de criar mais uma exceção tributária: acuado pela pressão popular, publicou nesta quinta-feira uma MP para isentar os prêmios recebidos do pagamento do imposto de renda. Falta excetuar, agora, tantos outros milhões de brasileiros que pagam imposto à toa para sustentar a corte brasiliense lato sensu.

Apesar de tudo, parabéns aos nossos atletas. Aliás, corrijo-me: apesar de tudo, não! Justamente por tudo isso, parabéns aos nossos atletas brasileiros! Com muito trabalho, suor e disciplina, têm buscado sua colocação entre os melhores do mundo e muitos têm conquistado o espaço que é seu. E só seu. Não é conquista de governo A ou de governo B. É dos atletas mesmo. E do povo brasileiro que, apesar de sofrido e desesperançoso em muitas frentes no país, não perde a fé e torce com entusiasmo pelos nossos atletas em Paris.

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COMENTÁRIO DO LEITOR

MORRAM DE INVEJA!

Comentário sobre a postagem HOMEM DE PALAVRA FIRME

Mauro Pereira:

Morram de inveja noruegueses, dinamarqueses, suíços, alemães e outros povos menos afortunados.

Sufoquem nas lágrimas acres da desilusão a triste condição de miseráveis e analfabetos que os persegue e procurem sobreviver, da melhor maneira possível, no lodaçal que asfixia suas republiquetas terceiromundistas europeias paupérrimas e corruptas.

Por mais que clamem aos céus, jamais vocês terão o privilégio de serem conduzidos por um presidente analfabeto e com competência suficiente para ter o mesmo dedo amputado duas vezes. Isso não é para quem quer.

Vai muito além.

Estamos atentos para rechaçar qualquer manobra rasteira visando cooptar nossa divindade. Não cogitem, sequer, da possibilidade de se enveredarem pelos caminhos da espiritualidade, pois seria uma jornada vã e fadada ao fracasso.

Nem mesmo poderosas mandingas e oferendas ministradas pelo mais poderoso pai-de-santo de vocês seriam suficientes para o espírito coruscante do nosso eterno presidente tragar.

Ele é intragável!

Cedê-lo em comodato, mas nem em sonho, pois a mais tênue suposição de ficarmos um dia que seja sem sentirmos o fluir majestoso do seu inspirador culto à verdade ou, deus nos livre, nos sentirmos impossibilitados de nos aconchegarmos nas asas acolhedoras que simbolizam sua proteção inquestionável, nos causa pânico.

Além do mais, nosso eterno presidente não é um enviado qualquer e as estruturas combalidas de suas nações falidas não seriam suficientes para suportá-lo.

Ele é insuportável!

Tirem o “zóião” grande de cima dele, brancaiada ignara. Ele é nosso e não estamos dispostos a dividir sua luz e sua divindade. Perderam arianaiada indecente.

Definitivamente, não!

Emprestá-lo, então, nem sob tortura.

Nosso eterno presidente é imprestável!

DEU NO X

COMO FICAM?

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

O DINHEIRO DOS OUTROS

Nos Estados Unidos existe um “causo” e um nome que quase todo mundo conhece, embora os detalhes exatos já tenham sido perdidos no tempo. O nome é Davy Crockett, e o causo aconteceu enquanto ele era deputado. Estava em votação uma lei que concedia uma pensão para uma viúva de um almirante, e já haviam sido feitos vários discursos elogiando o falecido e apoiando o projeto. Então Crockett se levantou e fez um curto pronunciamento declarando-se contrário ao projeto, porque a função do congresso é fazer leis para todos e não conceder favores individuais com o dinheiro alheio. O discurso de Crockett costuma ser resumido na frase “O dinheiro não é de vocês para dar”.

Naturalmente, aqui no Brasil não passaria pela cabeça de ninguém dizer a um político que o dinheiro dos impostos não é dele. Qualquer criança sabe que é. É deles, e eles fazem o que bem entendem com ele. Os pobres simplesmente dão de ombros e seguem com sua vida, enquanto os jovens mais entusiasmados fazem longos discursos sobre a social-democracia, a importância do estado para promover o bem-estar social, a suposta sabedoria do governo em fazer as coisas de forma justa e correta, e por aí adiante. Muitos gostam de afirmar que dar dinheiro para o governo é uma obrigação advinda de um certo Contrato Social, que eu particularmente não lembro de ter lido e muito menos assinado.

Embora todo político goste de afirmar que no regime em que vivemos (chamado “democracia”) o poder “emana do povo”, a verdade é que o povo não costuma ser consultado sobre o destino de seu dinheiro. Os representantes do povo não sentem o mais leve constrangimento ao assinar leis e decretos destinando o dinheiro público para construir uma nova capital, abastecer as despensas e adegas dos palácios oficiais ou criar generosos planos de aposentadoria para eles mesmos. Aliás, a expressão dinheiro público deveria estar entre aspas, porque na verdade trata-se do nosso dinheiro, extorquido pelo que se costuma chamar “máquina de arrecadação”.

No momento, nossos deputados acreditam que o país não tem problemas importantes em segurança, saúde, economia, educação ou infra-estrutura; o problema que está sendo discutido com urgência é a cobrança de imposto sobre os prêmios que nossos atletas medalhados* vão ganhar. É curioso: muitos brasileiros não têm casa para morar. Ao invés de medidas para baratear o acesso a uma, o governo exige um sem-fim de impostos, taxas, certidões e burocracias. Literalmente paga-se imposto ao ganhar dinheiro para comprar uma casa, ao comprar a casa, ao morar na casa e ao vender a casa. Mas quando um atleta ganha uma medalha (e não vai aqui nenhuma dúvida sobre o mérito da conquista) e junto com a medalha vêm um prêmio que soma mais do que um brasileiro salário-mínimo vai ganhar em toda sua vida, subitamente torna-se importante discutir que esse prêmio deve ser isento de imposto.

Sei que muitos me consideram pessimista. Eu também me considero pessimista, principalmente no que diz respeito ao meu país. Quem sabe isso possa mudar se um dia, quando a imprensa anunciar mais alguma travessura dos políticos com nosso dinheiro, algumas pessoas se levantem e digam “Senhores deputados, o dinheiro não é de vocês para dar!”.

* observação: quem faz projetos é projetista e quem faz desenhos é desenhista, então medalhista poderia ser alguém que faz medalhas. Mas quem ganha diploma é diplomado, quem ganha prêmio é premiado e portanto quem ganha medalha é medalhado.