— Roger Rocha Moreira (@roxmo) August 9, 2024
— Roger Rocha Moreira (@roxmo) August 9, 2024
Na casa de vó Maria
Tem tripé, tem lavatório
Um rádio pra ouvir missa
Tem santo no oratório
Um porco dentro da lama
Penico no pé da cama
Pra servir de mictório
Tem reza, tem devoção
Na casa de vó Maria
Rede rangendo num torno
Um pote com água fria
Moinho pra moer milho
Tem amor de cada filho
Risada e muita alegria
Nunca falta uma quartinha
Um caldeirão de coalhada
Um terreiro bem varrido
Onde brinca a meninada
Um sótão com cereais
Mugido dos animais
Quando é de madrugada
A casa de vó Maria
Até parece um castelo
Mesmo na simplicidade
Há riqueza no singelo
Sempre limpa e bem cuidada
A sua frente alpendrada
Exibe um cenário belo
A casa de vó Maria
Não sai da minha lembrança
Nela vivi tantos sonhos
No meu tempo de criança
Quando pego a recordar
Pra mim foi sempre um lugar
De regozijo e bonança.
— MSP-Brasil (@mspbra) August 9, 2024
Haahhahahahahahahahaha!!
Deixe seu comentário… pic.twitter.com/0fW7EIHbHb— Rogerio Morgado (selo azul) (@RogerioMorgado) August 9, 2024
Hoje cedo, assim que começou o expediente, Chupicleide já fez o vale habitual de final de semana, pra encher a cara nos botecos da vida.
Ô sujeitinha apressada que só a porra!
Vai cair na gandaia assim que terminar o expediente.
Ela se aproveitou das generosas doações feitas nos últimos dias pelos leitores fubânicos, que nos ajudam a manter este jornaleco avuando pelos ares.
A inxirida secretária desta gazeta escrota manda um xêro especial para os amigos fubânicos José Claudino, Luis Mezetti, Adriana Lacerda, Esdras Serrano, Geraldo de Pádua, Samuel Levi, A.J.S, Mario do Couto e Welinton.
E para embelezar a nossa sexta-feira, vamos fechar a postagem ouvindo uma magnífica interpretação do clássico Czardas.
Um excelente dia e um final de semana repleto de alegria para todos os nossos leitores!
JÁ TEMOS O BIDÉ NACIONAL 🤣🤣🤣🤣 pic.twitter.com/CgWaeu47wL
— Médicos Pela Liberdade (@MedicoLiberdade) August 9, 2024
Um poema de Otacílio Batista Patriota:
CANDIDATO DAS MULHERES, DR. ALISANDO CRESCE
Vote nesse candidato
Dr. Alisando Cresce
Não precisa de retrato
O mundo inteiro o conhece
Procure no pé do fato
Passe a mão que ele aparece
Esse careca merece
Uma grande votação
Sem ele não haveria
O fruto da produção
É duro, respeita as regras
Aumenta a população
Abraço, beijo e emoção
Lá por dentro realiza
Com apoio das mulheres
Que de chatos não precisa
Com nove meses depois
Novas gerações batiza
Sem gravata na camisa
Sempre modesto demais
Foge de publicidades
Não aparece em jornais
Levanta com o pensamento
Não ataca por detrás
É trabalhador demais
No inverno ou no estio
Escondido e pendurado
Por dentro como pavio
Quando chora é de alegria
Entra cheio e sai vazio
Honesto, forte e sadio
Desportista verdadeiro
Joga bem com duas bolas
Raramente é traiçoeiro
Só faz o gol de cabeça
Cospe a cara do goleiro
Famoso no mundo inteiro
Esse pequenino artista
Vendo mulher se levanta
Cedo ou tarde lhe conquista
Prefere sempre a esquerda
Mas nunca foi comunista
Careca e curto da vista
Tarado que só macaco
Detesta qualquer pessoa
Que anda lhe puxando o saco
Cochila em cima das bolas
Depois que sai do buraco
Dona de marido fraco
Vai fazê-lo deputado
Toda mulher vota nele
Na cabine do pecado
Visita quarto por quarto
Entra seco e sai molhado
Gosta de beco apertado
Ocultamente aparece
Pai de chiqueiro das camas
Toda noite sobe e desce
Careca dos cabeludos
Comandante dos chifrudos
Dr. Alisando Cresce.
Os atletas nadando na beira DO ESGOTO em pleno Rio Sena!!! A saída da fossa ali na parede JORRANDO B0STA. É surreal um negócio desses. #Paris2024 pic.twitter.com/7BtkYefj7U
— Sérgio Santos (@ZAMENZA) August 8, 2024
No Jornal do Commercio mestre Castilho estampou, em sua coluna (JC Negócios), essa manchete: “Transnordestina quer devolver antiga malha ferroviária do Nordeste”. Não será fácil. E volto ao passado.
O BNDES abriu, no Governo FHC, concorrência para escolher instituição que definisse um modelo de privatização para a Rede Ferroviária Nacional ‒ RFN, estatal que controlava todo o tráfego ferroviário do país. Ganhou o consórcio que integrávamos, liderado pelas duas maiores ferrovias do planeta – uma do Canadá, outra da Austrália. Eram necessários dois currículos de nosso escritório, para o julgamento. Juntei o que já tinha pronto para situações como essas, então com 77 páginas, e pedi a meu pai que preparasse o dele. Na hora de enviar, fui conferir. Escreveu, apenas,
– José Paulo Cavalcanti, advogado no Recife.
– Pai, é uma concorrência, por favor diga mais.
– Profissão e Destino, meu filho. É tudo.
E não admitiu alterar nada. Saudades do Velho. Sem que soubesse completei, seu (mini) currículo, com relação dos 34 trabalhos jurídicos (alguns livros, entre eles) que publicou. E, mais tarde, reduzi meu próprio currículo para seis linhas, prova de que ainda não cheguei no ponto.
A nosso escritório coube examinar o cenário do Nordeste. Num tempo, bom lembrar, em que as estatais eram todas loteadas e dirigidas por políticos, ou gente indicada por eles. Como hoje, “a história se repete” (Maquiavel, O Principe), e não “apenas como farsa” (Marx, 18 Brumário). Lembro aqui parte do que descobrimos, nesse estudo. Alguns pontos, apenas:
1. Total de todos os tributos pagos pela RFN na sua história – 0 (zero). Inclusive impostos de terceiros em suas mãos e contribuições previdenciárias, do empregador ou retidas de seus empregados.
2. Total de ações trabalhistas, com resultados invariavelmente em favor aos trabalhadores (talvez por desídia dos advogados da RFN), calculados por funcionário: 5.6. Pode acreditar, amigo leitor. Cada funcionário era autor de, na média, 5.6 ações contra seu empregador, a RFN. E, coincidência, ganhavam sempre.
3. Total de imóveis pertencentes à RFN: resposta, “entre 11 e 22 mil”. Perguntamos quais, até hoje sem resposta. A empresa, simplesmente, não sabia quantos imóveis tinha. Nem quais seriam.
4. Num estado que fiscalizamos (Maranhão), diferente dos outros, havia computador. Com todas as informações necessárias, é de se presumir, a uma boa administração. Assim nos disseram. Alvissaras. Primeira pergunta, óbvia, “quantos imóveis vocês têm aqui?”. Resposta, “129”. Segunda pergunta, “e quantos estão alugados?”. Resposta, “280”. Dissemos não parecer razoável. Que, se são apenas 129, como podem existir 280 alugados? Resposta, “o computador está com problemas, melhor esquecer”. E desapareceram com ele.
A conclusão de nosso estudo, para o BNDES, é que permanecer com esse tipo de administração seria inviável. Melhor privatizar o que fosse possível. Só que haveria mercado apenas para a rede ferroviária do Sul. Como aconteceu, de fato. E, não, para a do Nordeste.
Em nossa Região, até que houvesse algum interessado, deveria o governo continuar investindo. Por não ser razoável abandonar, à sua sorte, um pedaço tão grande do país. E, dada sua importância para a economia brasileira, ir progressivamente substituindo a malha rodoviária (matriz de nosso transporte, ainda hoje é assim) por ferrovias. Só que pouco foi feito, no Nordeste, desde essa época. E agora temos um problema específico, em Pernambuco; posto que a escolha do porto de Pecém (Ceará), como destino final do modal Nordeste, exclui a transnordestina, que viabilizaria Suape. Seja como for, a simples referência no governo a importância do transporte ferroviário, e que ele volta a ser considerado, já é uma boa notícia. Vamos rezar para que não pare por aí. Nem que seja porque, assim cremos, Deus é nordestino. E torcedor do Timba.