Arquivo diários:25 de julho de 2024
DEU NO X
JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE
MISS FEIÚRA NENHUMA
DEU NO JORNAL
ENTRE AMIGOS: CONFIDENCIAL
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO
DEU NO X
RELEMBRANDO A FALA DO MINISTRO DA JUSTIÇA
Nao foram só Maduro e Bolsonaro. Flávio Dino também apontou fraude nas Urnas. pic.twitter.com/hyFPU0bLvV
— • ࣪ ꂵꋪ. ꒒ꀎꉓꍏꌗ 𖥻ꨶི🇧🇷🗽 (@LucasSi77919841) July 24, 2024
DEU NO JORNAL
O PÓS-JORNALISMO
ALEXANDRE GARCIA
ATÉ NICOLÁS MADURO ESTÁ DUVIDANDO DA URNA ELETRÔNICA BRASILEIRA AGORA

O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, durante ato de campanha em Caracas
O presidente Lula, discursando no G20, parecia querer dar a lição de combate à fome para os outros países e chegou a aconselhar que o combate à fome devia ser política dos governantes. Em 2003, quando assumiu pela primeira vez, Lula lançou o programa Fome Zero. E pelo jeito não zerou: a ONU está mostrando que há 14,3 milhões de famintos no Brasil. Mas, enfim, o nosso presidente é muito de discurso, de propaganda. Como aquela história do dia anterior, também na reunião preparatória do G20, de que serão necessários US$ 100 bilhões para investir em saneamento básico no Brasil. Aí as manchetes dos jornais amigos falam em US$ 100 bilhões para todo mundo ter esgoto e ter água tratada em dez anos, mas Lula não diz de onde vai tirar US$ 100 bilhões. Então é tudo propaganda.
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Maduro manda Lula tomar chá para se acalmar e critica eleição brasileira
Houve um bate-boca entre Lula e Nicolás Maduro, porque o presidente brasileiro disse que estava assustado com a declaração de Maduro sobre “banho de sangue” e “guerra civil” se ele perdesse a eleição. E o venezuelano respondeu, mandando Lula tomar um chá de manzanilla (camomila) para se acalmar. Mas Lula foi fundo: disse que Maduro tem de saber que quem perde vai embora e, quando ganha, fica. Aí Maduro deu uma resposta ainda mais dura: disse que o sistema eleitoral da Venezuela é o melhor do mundo, que tem 16 auditagens, e que no Brasil eles não auditam um único voto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) respondeu que o boletim de urna eletrônica produz um relatório totalmente auditável, e todo mundo já tratou de explicar isso. Bolsonaro falou aos embaixadores sobre temores a respeito da apuração e virou inelegível por isso. Mas Maduro não tem como ficar inelegível, ele está do outro lado da fronteira.
Se olharmos o passado, na eleição disputada entre Dilma Rousseff e Aécio Neves, o PSDB não aceitou o resultado e pediu auditoria logo depois da eleição. Passou quase um ano mexendo nisso, e tudo que concluiu foi que não foi possível apurar se houve fraude, e acrescentou que o sistema de voto eletrônico não permite a plena auditagem. Foi o que mostrou o deputado Carlos Sampaio, na época líder do PSDB. E disse mais: que só foi possível fazer o trabalho de auditagem pela colaboração do presidente do TSE. Quer dizer que, num país em que o artigo 37 da Constituição diz que serviço público tem que ser transparente, não tem que depender de ninguém, é preciso depender da ajuda de um presidente de TSE? E, mesmo assim, não foi possível fazer uma auditagem plena. Aliás, quem era esse presidente do TSE na época? Dias Toffoli, que foi advogado do PT por muito tempo. E vejam a coincidência, o resultado daquele ano foi de 51% para Dilma e 48% para Aécio; muito parecido com o último resultado, de 51% a 49% para Lula contra Bolsonaro.
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Delegação olímpica israelense sofre manifestações antissemitas
Está todo mundo preocupado com o que pode acontecer à delegação israelense, porque há manifestações antissemitas em Paris. Paris foi o símbolo dos refugiados, recebia a todos, os perseguidos políticos, e agora faz exatamente o contrário durante uma ocasião de confraternização universal, que são os Jogos Olímpicos.
Não tem como não lembrar do que aconteceu com a delegação israelense na Alemanha, em Munique, em 1972. Eu lembro muito bem do choque no mundo quando a organização palestina Setembro Negro atacou a delegação e matou 11 israelenses. Havia reféns, houve tentativa de resgate, foi terrível. Até fico pensando: a ministra Anielle Franco, da Igualdade Racial, disse que a expressão “buraco negro” era preconceituosa; nem sei o fazer com o nome da organização terrorista daquela época. Depois daquele episódio, os israelenses fizeram como estão fazendo hoje: saíram em busca dos chefes, dos que organizaram o ataque à equipe olímpica de Israel. E pegaram todos.
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ
Berto,
Veja e divulgue se julgado útil, um interessante e valioso documentário sobre Graciliano Ramos.
Basta clicar aqui para ver o vídeo.
Como estamos próximos de eleições, acrescento o inimaginável e honesto relatório que ele, quando prefeito de Palmeira dos Índios/AL, encaminhou ao governador do Estado.
Estou seguro que todos que lerem esse relatório, duvidarão que os políticos que tivemos e temos, teriam a coragem de apresentar aos seus eleitores um documento semelhante.
Clique aqui para ler o relatório completo.

DEU NO JORNAL
A HIPOCRISIA DEMOCRATA
Marcel van Hattem

Joe Biden não tinha condição de ser candidato à reeleição. Os maiores líderes democratas já sabiam disso, agora está evidente. Mesmo assim, decidiram continuar com a farsa de uma primária no partido, conferindo-lhe a posição para enfrentar Donald Trump. Com apoio de milhões de americanos Estados Unidos afora, restava a Biden aceitar a indicação partidária na convenção democrata.
No entanto, antes disso, Biden passaria por um teste de fogo: o debate presidencial do final de junho, que tinha todo o indício de ser uma armadilha criada por fogo amigo. A performance do mandatário máximo dos Estados Unidos foi tão sofrível, tão vergonhosa e humilhante, que a dúvida deixou de ser se ele tinha condições de ser candidato, mas se, de fato, Biden exerce na prática a função que ocupa de direito.
Joe Biden não conseguiu articular várias frases, mostrou um aspecto físico fraco, cansado e confuso, e deu a Donald Trump a possibilidade de sair daquele debate não apenas como vitorioso mas como o único, entre os dois, capaz de liderar uma nação em meio a tantos desafios domésticos e internacionais. Ou seja, o Trump da polarização, da narrativa esquerdista do “disseminador de ódio”, da “extrema-direita”, saiu do evento televisionado, pela primeira vez na história, ainda antes das convenções partidárias, como um líder bem posicionado, firme contra as ideias do oponente sem ter, em nenhum momento, caçoado de sua debilidade.
Diante da reação generalizada de sua base após o debate desastroso, o Partido Democrata passou a exigir a renúncia de Joe Biden ao posto de candidato à reeleição para que Kamala Harris pudesse ser aclamada. O atentado frustrado à vida de Donald Trump na Pensilvânia, que gerou um fortalecimento da sua persona diante da solidariedade suprapartidária que recebeu, catalisou o processo de pressão sobre Joe Biden.
No último domingo, o atual presidente americano, em uma atitude absolutamente incomum, dizia que, apesar de estar à disposição para enfrentar a campanha e um novo mandato, entendia que era o melhor para o país e para o seu partido se deixasse a corrida presidencial.
Dentre os grandes nomes do Partido Democrata, incluindo o próprio Biden e a família Clinton, apenas os Obamas não apoiaram imediatamente a substituição do presidente por sua vice, Kamala Harris. Talvez porque Michelle também seja cotada. Não importa. O que de fato importa é que, apesar de toda a campanha primária que escutou as bases democratas ao longo de meses, a elite partidária preferiu empurrar com a barriga a decisão que era óbvia havia muito tempo – ou seja, dispensar Biden de ser candidato – e, ao mesmo tempo, forçar sobre as bases uma nova candidatura que não passasse pelo processo democrático pelo qual Biden e Trump passaram. Para um partido que acusa seus adversários à direita de serem antidemocráticos, não pode haver maior prova de hipocrisia.
Trata-se, na verdade, da confirmação de que as narrativas da esquerda, seja nos EUA, no Brasil ou no restante do mundo, são apenas maneiras de desgastar os adversários com mentiras ou meias-verdades, enquanto se beneficiam das táticas que acusam os outros de usar. A instrumentalização da Justiça nos Estados Unidos contra os suspeitos da invasão do Capitólio, o uso abusivo do Estado por meio do FBI para perseguir opositores como Donald Trump, e agora a própria decisão interna de suprimir a democracia partidária secular para impor aos americanos o candidato da elite do Partido Democrata são exemplos claros de como o autoritarismo e a ideologia tem se sobreposto também na esquerda americana aos preceitos éticos, do jogo limpo e do fortalecimento das instituições e da democracia.
Apesar de todos os movimentos da esquerda americana, Donald Trump segue à frente na maioria das pesquisas e dificilmente perderá as eleições. No entanto, o jogo sujo que vimos ser jogado no Brasil contra Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 também está sendo jogado no berço da democracia contemporânea mundial. É revelador dos tempos sombrios em que vivemos, como a estratégia da esquerda de destruição moral e até mesmo física de seus adversários é global e, infelizmente, apesar de abertamente hipócrita, muito eficiente.
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA


