
O POVO ESTÁ SENDO LEVADO A CLAMAR POR UM GOVERNO GLOBAL

Tem sido martelado por aí (políticos, acadêmicos, mídia etc.) que problemas globais reclamam ações globais. E que ações globais justificam um governo global.
A implantação de um governo global depende, portanto, da existência de problemas globais.
Mas, se esses problemas globais de fato não existirem, o que poderiam fazer aqueles que, a todo e qualquer custo, querem implantar um governo global?
Que tal providenciar esses problemas globais?!
Pandemias? Sim!
Mudanças climáticas catastróficas? Sim!
Invasões da Terra por alienígenas? Sim!
Choques de corpos celestes contra a Terra? Sim!
Providenciar um problema global requer, primeiramente, uma fase de programação preditiva. Nessa fase, a academia, a política, as artes, a indústria do entretenimento e a mídia agem insistentemente de modo a apresentar o problema e sua gravidade, na forma de ficção ou de especulação, à população mundial, nela incutindo e programando sensações de medo e temor associadas ao problema.
Concluída essa primeira fase, passa-se à seguinte. O assunto entra com força na pauta política e ações concretas são planejadas e realizadas para que o problema se instale, de forma real ou ilusória (ou numa combinação dessas formas), e seja divulgado massivamente para a população mundial, de maneira a lhe despertar o medo, o pânico, a histeria e a disposição de se submeter àqueles que se apresentarem como solucionadores do problema.
As pandemias e as mudanças climáticas catastróficas são problemas globais que já estão em plena segunda fase, a todo vapor.
As invasões da Terra por alienígenas e os choques de corpos celestes contra a Terra são problemas globais de implantação mais complexa. São assuntos que já foram muito explorados na fase de programação preditiva (Hollywood que o diga!) e que já estão começando a entrar na segunda fase. Perceba-se que esses assuntos têm aparecido com frequência na pauta do Fórum Econômico Mundial e no discurso de muitos políticos influentes. Perceba-se, ainda, que o próprio Pentágono americano criou um departamento dedicado ao estudo de OVNIs. É questão de tempo para o Mágico de Oz tecnológico entrar em ação para tornar “real” invasões alienígenas e meteoros apocalípticos, causando, uma vez mais, medo, pânico e histeria no povo, que se ajoelhará e clamará por um governo global que o salve.
E, é claro, a denunciação de toda essa trama será veementemente tratada como teoria da conspiração. E, uma vez implementado qualquer um desses problemas globais providenciados, quem ousar questioná-lo será tachado de negacionista e anticientífico. Como disse Olavo de Carvalho (Twitter, 09/10/2020), “Milhões e milhões de pessoas vivem com base na crença de que o seu pequeno cenário rotineiro, incluindo o que o ouvem na escola e veem na TV, é tudo o que existe no mundo e qualquer coisa que fique fora dessa caixinha é loucura ou teoria da conspiração.”.

Carruagem inglesa, à moda da de Maria Bago Mole
O dia vinha amanhecendo com um sol prazeroso de se contemplar, iluminando o rosto cansado e triste dos lares humildes do local quando Maria Bago Mole resolveu deixar a Coreia com suas seis meninas recolhidas no cabaré de Palmares e cidades adjacentes. Antes de partir alimentou os cavalos, verificou se seu COLT 45 estava funcionado bem, pois iria enfrentar uma estrada longa, cheia de armadilhas e ciladas, onde aventureiros inescrupulosos agiam com a conivência dos comissários de polícia, que lembravam os caçadores de recompensas do velho oeste americano.
A cafetina estava feliz com o resultado econômico da viagem, pois apesar de negociar com a profissão mais antiga do mundo, que provocava ciúme e revolta nas madames, que pegavam em armas para eliminar suas desafetas, as mulheres da vida difícil, pois não aceitavam seus homens deitando com prostitutas desqualificas, a viagem havia lhe aberto o horizonte para a expansão de novos cabarés como previa o Seu Amado, o coronel Bitônio Coelho, quando da última noite que dormiram no aposento do cabaré.
Maria Bago Mole, apesar de viver num ambiente pesado para a época, onde a prostituição era a troca consciente de favores sexuais por dinheiro, ela fazia questão de transformar o lugar em pura diversão sexual, sem violência, com cada homem no seu espaço. Mas sempre havia momentos que era impossível conter os excessos provocados pelos frequentadores mais afoitos que estavam ali para se divertirem e fugirem do “papai e mamãe”, e depois de umas e outras no guengo, queriam por que queriam ser o centro das atenções por terem dinheiro e influência política. Era nesse momento que a cafetina usava de sua experiência e habilidade para brecar os arroubos viris.
Depois de mais de dezesseis horas de viagem por entre canavial, mata virgem e buracos na estrada, Maria Bago Mole se aproxima do cabaré e, intuitivamente, percebe um movimento estranho que não costumava ver quando ela estava na administração. Com cuidado, e usando a tática dos volantes e cangaceiros, desce da carruagem, que a essa hora já tinha sido avistada pelas “meninas” que ficaram tomando conta da “casa” na viagem dela e temendo pela sua vida, e caminha em direção ao cabaré. É nesse momento que aparecem dois “estranhos” que estavam à procura dela desde cedo a mando do comissário Juvenço Oião, que não aceitava o sucesso de Maria Bago Mole, nem a sua relação com o coronel Bitônio Coelho.
Colt 45 à mão e já de noite, a cafetina vem caminhando rente ao mural de madeira que cercava a área do cabaré, desde a descida da carruagem até à frente do bordel em silêncio tumular, quando houve a voz embargada de dois homens que caminhavam em sua direção. Como estava escuro, a mais ou menos três metros de distância a cafetina vendo os vultos em sua direção, não perdeu tempo, puxou o gatilho do colt 45 e o estampido clareou o escuro:
– Tá! tá! tá! tá! tá! tá! tá! tá! … Os dois malfazejos caíram pronto à cidade de pés juntos!
Com os peitos intumescidos, chapéu em cima do cabelo arriado, Colt 45 ainda na mão fumaçando, Maria Bago Mole vocifera:
– Tome aí, seus dois cabras safados, o que vocês queriam! No meu terreiro, o valentão que tentar cantar de galo, leva chumbo!
Terminado o “serviço,” se dirigiu ao cliente de cada mesa e acalmou a cada um, dizendo que estava tudo bem e que poderiam se divertir com as meninas a vontade. O que aconteceu foi um incidente irrelevante. Faz parte do negócio. Sentou-se à mesa, pegou uma caneta e um caderno, escreveu um bilhete à mão ao Seu Amado, Bitônio Coelho, narrando o ocorrido e pedindo sua presença com urgência. Pegou uma garrafa de Johnnie Walker, tomou um gole com coco do pote, e pensou consigo: a vida é bela!
A lua banha a solitária estrada…
Silêncio!… Mas além, confuso e brando,
o som longínquo vem se aproximando
do galopar de estranha cavalgada.
São fidalgos que voltam da caçada;
vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando
e as trompas a soar vão agitando
o remanso da noite embalsamada…
E o bosque estala, move-se, estremece.
Da cavalgada o estrépito que aumenta
perde-se após no centro da montanha…
E o silêncio outra vez soturno desce…
E límpida, sem mácula, alvacenta,
a lua a estrada solitária banha…

Raimundo da Mota de Azevedo Correia, São Luís-MA, (1859-1911)
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