DEU NO X

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

A CALCINHA

Almeida e Gertrudes são duas extraordinárias criaturas. O que se pode chamar de casal perfeito. Pessoas bonitas, politicamente corretas, inteligentes, bem sucedidas, sem preocupações financeiras. Todo ano realizam belas viagens, conhecem o mundo.

Como toda família bem aquinhoada, eles têm uma casa na praia da Barra de São Miguel. Os filhos crescidos só vão à casa de praia na temporada de verão e na efervescência do carnaval.

Depois do carnaval a casa fica vazia por algum tempo. Certo domingo Almeida convidou Gertrudes para passar o dia na Barra, fazer alguns pagamentos e verificar a manutenção da casa.

Numa bela manhã Almeida tirou o carro da garagem, rumaram à praia. O céu azul de brigadeiro e o mar verde fazem a beleza daquela estrada entre coqueirais.

Ao passar pelo posto policial, um soldado acenou parando o carro. Almeidinha mostrou suas carteiras pessoais e pediu à Gertrudes para apanhar os documentos do carro no porta-luvas. Ao puxar a tampa, ela enxergou uma pequena peça de pano branco no fundo. Quando levantou a pequena peça pelos dedos, não conteve o grito:

– Uma calcinha!

Era uma peça linda de renda branca. Gertrudes indignada foi direta em bom tom encarando o marido:

– Almeida me explique isso direitinho, uma calcinha no porta-luvas de seu carro? Essa eu nunca esperava!

O marido respondeu que também estava surpreso, não sabia de quem seria a calcinha.

O guarda constrangido liberou o carro. Almeida não conseguiu se restabelecer da surpresa, do impacto da calcinha, partiu em direção à casa da Barra.

No terraço daquela bela casa, olhando para o infinito e a beleza do mar, Almeida se dizia inocente, não tinha ideia de quem poderia se a bela calcinha. Gertrudes contrariada, chateada por não estar acreditando em seu marido que nunca teve deslize em mais de 38 anos de casados.

Ao meio-dia Almeida foi buscar um almoço num restaurante, voltou uma hora depois. Estava mais calmo, mais confiante. Serviu a lagosta grelhada para mulher. Tudo havia de esclarecer.

Na boca da noite voltaram à Maceió, chegando ao belo edifício na praia da Pajuçara, Gertrudes pediu aos três filhos que fossem ao jantar às oito da noite, sem falta, tinha uma comunicação a fazer..

Quando serviram os pratos, Gertrudes com sua maneira espontânea e calma, falou aos filhos:

– Estamos com um problema. Encontrei uma calcinha no porta-luvas do carro do Almeidinha.

Tirou da bolsa e mostrou a bonita peça artesanal. Cacilda a filha mais velha, pediu para olhar. Ao examinar, deu um sorriso e falou com certeza.

– Essa calcinha é da Verônica, minha amiga, filha da Tia Rose. Ontem fomos ao Shopping no carro do papai, ela comprou uma calcinha e experimentou no carro, deve ter deixado no porta-luvas.

Foi um alívio para o casal. Cacilda no seu papel de bombeira apressou-se em telefonar para amiga. Verônica não custou a chegar. Confirmou ser a dona da calcinha.

Foi o suficiente. Era só isso que Gertrudes precisava, nada questionou, abraçou Almeida. Tudo ficou como antes, como no quartel de Abrantes.

Já dizia o filósofo pernambucano Chacrinha: “Quem não se comunica, se trumbica”, principalmente com as facilidades da alta tecnologia atual de computadores, internet e principalmente celulares.

Em seu aniversário, Cacilda ganhou do generoso pai, um carro, verde, zero km, com ar condicionado. O irmão invejoso diz, à boca pequena, que o presente tem a ver com a história da calcinha. Isso é maledicência, picuinha de irmão despeitado. Ninguém pode ser bom e gentil com uma filha tão boa e distinta.

DEU NO JORNAL

DECEPÇÃO E DECEPÇÃO

A opção de Sergio Moro e Deltan Dallagnol pela política os coloca na planície, como qualquer político.

Abdicaram da missão que encantou os brasileiros para virar coleguinhas daqueles que investigaram.

* * *

A decadência de Sergio Moro, o maior cara de pau do momento (tá querendo empatar com Lula…), é uma coisa impressionante.

E lamentável.

Agora Moro faz parelha com Dallagnol ao se meter na política rasteira.

Uma decepção enorme pra todos nós que acreditávamos neles.

E isso vindo de uma dupla que conseguiu a condenação de 174 corruptos

Além de ações que obrigaram os ladrões a devolverem R$ 4,3 bilhões e mais R$ 12,7 bilhões recuperados em acordos de leniência.

Frustrante, decepcionante, lamentável.

Desejo sinceramente que os dois se lasquem.

Um dupla decepção

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ADAIL AUGUSTO AGOSTINI – ALEGRETE-RS

Dom Luiz Berto:

Nos meus 78 anos – assim como, naturalmente, aconteceu com os meus filhos e os meus netos – tomei, sempre que necessárias, todas as VACINAS (com letras maiúsculas, por serem verdadeiras vacinas, pois que são tanto, totalmente, testadas e aprovadas em sua eficácia imunizante como, também, absolutamente, inócuas quanto a quaisquer efeitos colaterais prejudiciais à saúde).

Porém eis que chega a peste xing-ling e os vigaristas donos de laboratórios farmacêuticos inundam o planeta (ganhando bilhões de dólares de lucro fácil e contínuo) com suas poções mágicas – que nem eles acreditam, pois exigem serem eximidos de qualquer processo legal, por seus não-efeitos e/ou seus malfeitos e/ou seus malefícios (presentes e futuros).

E apelidam – a umas (que são porcarias experimentais), a outras (que são bombas-relógio de pavio curto) – de “vacina” e/ou “imunizantes”.

Como não há nada mais escravizante, mais submisseante que o medo, encheram (e continuam a encher) os bolsos da mídia, dos governantes, dos congressistas, do judiciário e até do setor da saúde com polpudas propinas, numa campanha permanente de crescente e permanente terror nas populações, além de, logicamente, outra paralela e simultânea de descrença total de verdades científicas e assassinatos de reputação dos que eram e são contra essa palhaçada – que seria motivo de riso, se não fosse criminosamente trágica, com consequências maléficas e irreversíveis de toda espécie e, também, com proporções inauditas que só o tempo revelará.

MAS COMO A VERDADE JÁ EXISTE, A MENTIRA PRECISA SER INVENTADA.

É a almejada tirania dos vis GLOBALISTAS se alastrando – só não vê quem não quer!!!! – reptícia, viperinamente disfarçada de pseudo e fantasiosa reação sanitária.

E, dentro em breve, começarão com a instituição de LEI MARCIAL, a etiquetação (como fizeram com os judeus) e até prisões compulsórias (em campos de concentração) dos “criminosos” rebeldes – isto é, os – para os liberticidas – taxados como impuros anti-vacinas e anti-passaporte-sanitário, como sujos inimigos da saúde pública, como marginais anárquicos e miseráveis anti-sociais que não aceitam a ideia de perder as suas liberdades, já que o todopoderoso Estado e seus iluminados “soviets”- tão sábia, paternal e maternalmente – irá dirigir as suas porcas e inúteis vidas.

Então, seremos parados em limites domésticos e/ou citadinos ou em fronteiras (municipais, estaduais ou nacionais) ou proibidos de entrar em ou ir a qualquer lugar, e, logo em seguida, vindo o perene toque de recolher – que já ensaiaram, no início, quando inventaram até um “vírus-ricardão” ou – vampiro” ou -lobisomem”, pois só atacava das 11 da noite às 5 da madrugada.

Será – se já não o é!!! – a morte anunciada da democracia e a aurora desgraçada do Grande Irmão e a apoteose sangrenta do infame totalitarismo nazifascicomunista em estado puro.

Enquanto isso, os masoquistas “ratos-de-laboratório” continuam (e continuarão) a espernear, corcovear, grunhir, rosnar, guinchar, gritar, esbravejar, urrar, relinchar, zurrar, berrar – incansável, exigente e histericamente:

“QUERO VACINA, QUERO VACINA, QUERO VACINA!!!”

Portanto, dê-lhes o veneno adequado para as suas mentes submissas e corpos escravizados!!!

E muitos (apesar da mídia caduca fazer de tudo para esconder!!!) recebem a “picadinha-básica” num dia, e morrem no outro.

É triste – triste demais!!! – ver tanta gente descerebrada, enganada pelas mentiras diuturnas e aterrorizantes da REDE GOEBBELS e dos demais da mídia corporativa funerária.

Daí, a “vacina”, que não é vacina e, muitíssimo menos, “imunizante”, tornou-se, sim, unicamente, uma arma psicológica que visa a extinção das liberdades – individuais e grupais – da local à mundial.

E aos que, teimosamente, ainda duvidam dessa verdade, pergunto:

A “picadinha” – por acaso!!! – previne a infecção??? NÃÃÃO!!!

A “picadinha” – por acaso!!! – previne a transmissão??? NÃÃÃO!!!

A “picadinha” – por acaso!!! – previne as mortes??? NÃÃÃO!!!

Aos fanáticos – masoquistas autocandidatados a “ratos-de-laboratório” – uma última pergunta:

Se a apelidada de “vacina” – agora reapelidada de “imunizante” – tivesse um MÍNIMO DOS MÍNIMOS de valor sanitário, ao menos para os já “picados” ou “imunizados”(???) com uma 3ª dose (e não demora vem a 4º, a 5ª, a 6ª, … a nª dose!!!), POR QUE OBRIGÁ-LOS, ainda, a seguir o mesmíssimo – supostamente válido e defensivo – “protocolo” (uso de máscaras, não-aglomeração, fique em casa, etc., etc., etc.) do início da “fraudemia”???

A não ser que a orwelliana novilíngua tenha conseguido impor uma nova definição para

VACINAR-SE – que é receber o imunizante;

IMUNIZAÇÃO – que é quando a pessoa desenvolveu a imunidade para qual a vacina foi indicada.;

Quando se diz que a pessoa está imunizada, significa que ela recebeu a vacina adequada e teve os efeitos positivos dela, que é produzir anticorpos contra a doença específica para a qual foi criada.

E lembremo-nos que (antes da peste xing-ling) todas as vacinas verdadeiramente licenciadas no mundo passaram – obrigatoriamente!!! – por sucessivas e rigorosíssimas fases de testes, para receberem a devida aprovação e a consequente funcional aplicação, produzindo-se – como é de se esperar!!! – os reais e efetivos bons/ótimos resultados.

Primeiro, os imunizantes são bem testados em animais de laboratório.

Somente depois – que a vacina se mostrar absolutamente segura e estimular clara e indubitável resposta imunológica em animais – ela é aprovada para testes em humanos.

Em humanos, os estudos começam com a fase 1, em que se analisa, OBRIGATORAMENTE, a segurança dessa vacina em um grupo pequeno de pessoas.

Se ela passar no rigorosíssimo teste de segurança, ela vai para a fase 2, que é um teste – também OBRIGATÓRIO – de total segurança, mas com um grupo maior de pessoas, geralmente entre 800 a 2 mil indivíduos.

E, a partir daí, se os voluntários não apresentarem nenhum efeito colateral bem abaixo de grave, ela é aprovada para ir para a OBRIGATÓRIA fase 3, que é um teste em larga escala, em diferentes países, com populações divergentes, para verificar, além da provada segurança, a eficácia vacinal.

Nenhuma – mas nenhuma mesmo!!! – das supostas “vacinas” da peste xing-ling disponíveis ultrapassou, quiçá, todas essas etapas de teste OBRIGATÓRIO, pois isso exige intensão e tempo – o quê não aconteceu.

E ainda, após, vão continuar sendo analisadas na chamada fase 4, que é quando se estuda, OBRIGATORIAMENTE, ao longo de anos após a imunização, qual o efeito de proteção a longo prazo.

Ou seja, qualquer vacina leva – no mínimo dos mínimos!!! – 5 anos para ser aprovada como, absolutamente, isenta de maus efeitos secundários e, natural e comprovadamente, ser de todo eficaz.

Pior de todas essas experimentais (com a saúde dos outros!!!) são as que mexem no genoma e cujos efeitos genéticos (mexer no DNA e no RNA!!!) são irreversíveis, isto é, se dão errado não têm como reverter e/ou curar, como é o caso das “vacinas” da Pfizer, da Moderna e da AstraZeneca.

Como mexe no código genético – ou seja, nas instruções de como um organismo (a cada instante de sua vida) deve se comportar, funcionar e proceder!!! – pode acontecer o quê?

1º – Essas novas instruções genéticas instaladas passarão, inevitavelmente, a agir no genoma do vacinado, e, dele, para seus futuros filhos, netos, enfim, para toda a sua descendência, gerando-se sabe-se lá o quê, até (como em um filme de terror!!!) monstruosidades, do tipo que aconteceu com o medicamento talidomida (na década de 1960);

2º – Como o organismo é induzido, geneticamente (pelo RNA mensageiro) a gerar anticorpos – sem parar – pode acontecer um stress funcional e ele sucumbir por tal esforço repetitivo;

3º – A criação de embolias, coágulos e tromboses com seus consequentes malefícios no sistema circulatório – AVCs, etc. – como veremos no vídeo abaixo, numa declaração pública da advogada Dra. Arlene Teresinha Ferrari Graff sobre a morte de seu filho (Bruno – 28 anos);

4º – A criação possível de até doenças auto-imunes, isto é, absolutamente, incuráveis.

Assim, essa “estória”, essa baita mentira de “vacina” – que não é vacina!!! – e de “imunizante” – que não imuniza!!! -, não tem absolutamente nadica de nada que a sustente.

Portanto o apelidado de “PASSAPORTE SANITÁRIO”(???) ou “VACINAL”(???) não é – nunca foi, nem jamais será!!! – sobre SAÚDE.

E, sim, simples e permanentemente, aterrorizando o indivíduo, faz-se com que ele perca a disposição natural de pensar, raciocinar e reagir, aceitando e cumprindo – apavorada, voluntária e docilmente!!! – todas as ordens, inclusive as mais absurdas, que lhes sejam dadas.

Então, começa-se o CONTROLE SOCIAL que – pouco a pouco!!! – tornar-se-á a TOTAL e ABSOLUTA FALTA DE LIBERDADE, para a ALEGRIA dos sempre presentes CANDIDATOS a DITADORES e abrindo caminho para um – por eles há muito sonhado – GOVERNO ÚNICO e MUNDIAL, com a ESCRAVIZAÇÃO FINAL e ABSOLUTA da HUMANIDADE.

“Qualquer sociedade que renuncie um pouco da sua liberdade para ter um pouco mais de segurança, não merece nem uma, nem outra, e acabará por perder ambas.” [Benjamin Franklin]

Agora, vejamos o vídeo da Dra. Arlene – sobre a morte de seu filho Gustavo e sobre o tal de “passaporte-sanitário”:

DEU NO X

TOSCO TRIO TOMA NO TOBA

A cúpula da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia sofreu um revés nesta sexta-feira (10).

Os senadores planejavam uma viagem internacional para Haia, na Holanda, a fim de entregar pessoalmente  ao Tribunal Penal Internacional o texto que indicia o Presidente Bolsonaro.

A Comissão de Direitos Humanos do Senado chegou a aprovar na quinta (9) um requerimento que previa a ida dos congressistas aos Países Baixos em janeiro de 2022.

Apesar da intenção de Randolfe Rodrigues, Renan Calheiros e Omar Aziz, a Corte enviou um comunicado afirmando que não receberá o grupo.

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

UM RECIFE DESFIGURADO

Dr. José Maria da Silva Paranhos Jr., o Barão do Rio Branco

Até a primeira metade da década de 1950 o Recife se vangloriava de chamar a atenção dos turistas internacionais por ser a mais europeia das capitais brasileiras.

Logo que desembarcavam dos transatlânticos os visitantes se deslumbravam com as edificações que formavam a Praça Rio Branco, em cujo centro se erguia uma estátua.

Era uma das homenagens ao jornalista, político e diplomata Dr. José Maria da Silva Paranhos Jr., o Barão do Rio Branco, figura que passou para a história brasileira por ter resolvido importantes questões de fronteiras com a Argentina, França e Bolívia.

O ilustre brasileiro também deixou seu nome gravado numa das principais artérias do mesmo bairro: a Avenida Rio Branco.

Diante do monumento, formando uma meia concha, estavam as edificações centenárias: Banco do Brasil, Caixa de Crédito Mobiliário de Pernambuco, a Associação Comercial e o Banco de Londres. Ou seja, o mais importante cartão-postal da cidade.

A moderna via rodo-ferroviária do porto, tornou-se a mais importante do bairro, todavia tomou o nome do engenheiro Alfredo Lisboa, que transformou a entrada marítima da Capital, fazendo desaparecer vários becos e travessas a fim de ser ali criada a imagem de uma autêntica capital da Europa.

A partir de 1816 o Banco Real do Brasil, primeiro estabelecimento do gênero no País, concretizou a abertura de uma filial no Recife, somente consolidada muitos anos depois com o nome de Banco do Brasil S.A.

Ocupou a sede provisória, no prédio nº 125, da antiga Rua dos Judeus, até ser concluída a sede definitiva, construída a partir da compra de um terreno, edificação que tomou o nº 427, da Av. Alfredo Lisboa, completando, assim, o arco de belos prédios da Praça Rio Branco.

A partir dos anos seguintes foram sendo erguidos os prédios da Associação Comercial e Beneficente de Pernambuco e a Caixa de Crédito Mobiliário, esta posteriormente denominada Banco do Estado de Pernambuco.

Anos mais adiante o Banco de Londres viria completar o arco de edificações neoclássicas, construindo sua sede, que tomou o endereço definitivo como Av. Alfredo Lisboa, 505.

Já se notava em 1950, nas demais ruas e avenidas do Bairro do Recife – atualmente conhecido como Bairro do Rio Branco – um conjunto de edificações tipicamente européias.

Entre as épocas históricas sempre ocorrem fatos pitorescos, surgidos da boca do povo. Tronando-se intensa a movimentação turística na região, ouvimos de inventivo e falastrão Guia Turístico uma informação sui-generis.

Dizia o Guia que o nome do bairro – Rio Branco – se devia a uma lenda assinalando ser o Rio dos Cedros, que contorna o palácio do Governo, sendo formado pelo encontro dos rios Capibaribe e Beberibe, era tão limpo que o povo lhe chamava “o rio branco”. Deslavado vício de informação.

Viria daí a enganosa identificação, desconhecendo-se a eminente figura de Dr. José Maria da Silva Paranhos Jr., de fato o Barão do Rio Branco, que acabou denominando o bairro, embora, oficialmente, São Frei Pedro Gonçalves do Recife, conforme escrituras de registros de imóveis da época.

Nos anos que se seguiram à inauguração do atual Edf. Capiba, situado à Av. Rio Branco, 243, o Banco do Brasil resolveu vender seu antigo prédio da Av. Alfredo Lisboa, 427, cujo proprietário cometeu a mais infame descaracterização do Bairro do Recife, notadamente da Praça Rio Branco, descaracterizando-a por completo.

Antigos edifícios do Banco do Brasil, da Caixa de Crédito e Associação Comercial

Sob forte influência junto à Prefeitura e ao IPHAN, obteve licença para revestir aquela edificação com uma fachada inteira envidraçada, cujo modernismo arquitetônico contrastou com os demais prédios da Praça Rio Branco. E o que o arquiteto esperava era que a fachada do conjunto ficasse assim, como de fato ficou:

Descaracterizado, o antigo prédio do Banco do Brasil, alterou a beleza do conjunto

Porém, de tal forma o fato seria percebido que os fotógrafos – até amadores – que conseguiram o artifício de fixar a imagem tipicamente europeia, sem deixar aparecer o prédio reformado.

Prédios da Praça Rio Branco, agora sob o apelido de “Praça do Marco Zero”

O artifício dos fotógrafos tem sido excluir a imagem do reformado prédio do Banco do Brasil, permanecendo em primeiro plano, os demais. Mesmo assim, lá atrás, aparece o Edf. Capiba, que veio quebrar parte do padrão neoclássico do conjunto europeu. Mas, no caso, somente o photoshop dá jeito.

PENINHA - DICA MUSICAL