DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

A PALAVRA DO EDITOR

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

C EDUARDO – PATY DO ALFERES-RJ

Ao ler o texto do colunista do JBF, “Entendendo o Câmbio”, de Marcelo Bertoluci, que sempre traz boas ideias para essa comunidade, fiz um comentário que gostaria de levar a todos os fubânicos do planeta, pelo menos. Porque o JBF tem alcance universal. Até o rover Perseverance encontrou vestígios de uma página de JBF no solo de Marte. Não é para menos, temos muitos lunáticos que acessam o JBF, por que não marcianos?

Existe muita discussão, as vezes construtivas, na maioria das vezes ofensivas apenas, sobre a qualidade do Governo Bolsonaro. Torcer não resolve, comparar com o que não presta também não ajuda, o que faz a diferença é a dura realidade dos números.

Quando Bolsonaro assumiu a presidência o Dólar valia R$ 3,87. Hoje custa R$ 5,69. Isso indica que em relação ao mundo, já que o Dólar é uma referência global, o Brasil está mais pobre.

Outra comparação inquestionável de que nosso País não é visto com bons olhos pela comunidade financeira é que um título do Tesouro Americano de 10 anos paga 1,44% ao ano, mesmo com a inflação de 2021 esperada próximo de 6%. O Governo Brasileiro emite títulos equivalentes pagando em torno de 5% ao ano (depende do vencimento) mais IPCA. IPCA + 5% ao ano!!!!! Recomendo.

Se fosse verdade o que o Ministro da Economia fala, que tem vários boeings abarrotados de Dólares para aterrissar no Brasil, a diferença de juros e relação do câmbio não seria essa.

A realidade é que tem sido mais atraente ficar nos Treasuries de 10 anos recebendo juro corrente negativo, mas com a “certeza” de que vai receber, do que aventurar num país exótico, que as regras mudam a cada momento, que não paga o que a Justiça determina e mente que nem sente. Credibilidade é tudo! E mais um pouco.

Um abraço para todos, Feliz Natal e bom 2022

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XICO COM X, BIZERRA COM I

CEM ANOS DE NÃO-SOLIDÃO

Dez da noite, eu já bem acolhido por Morfeu, meu telefone insiste em tocar sem ter quem o atenda. Poderia tê-lo desligado mas ando, eu sim, desligado e meio. Madrugada do dia seguinte (acordo pelas 4) vi quem me ligou e já me autorrecriminei pelo sono incontrolável que me domina assim que a tarde cai. Logo depois o prazer de receber a ligação não recebida na noite anterior: um dileto amigo, intelectual reconhecido país afora e que me dá o prazer enorme de incluir-me entre os amigos. Disse-me quase isso, massageou o meu ego. Desculpei-me pelo sono precoce, justifiquei o injustificável e passei o resto do dia alegre e satisfeito pela prova de bem-querença recebida. Fez-me honroso convite de encontro, que não pude aceitar por estar comprometido com outras obrigações inadiáveis anteriormente assumidas para o mesmo dia e horário. – Problema seu, disse-me, com seu tom ‘irônic/afável’ e o habitual alto astral. Nessa ligação relatou-me, bom contador de histórias que é, o ‘milagre’ que aqui reproduzo, reservando-me o direito de não revelar os ‘santos’, por falta de autorização: é o caso do filho que, em tom jocoso e bem humorado, encaminhou à mãe, no seu aniversário de 40 anos, um bilhete onde se lia: ‘a IDA começa aos 40’. A mãe guardou o bilhete por outros 40 anos e respondeu-lhe, ao completar 80, no verso do mesmo bilhete: ‘ a IDA eu não sei, mas a VIDA começa aos 80’. Verdade. A vida começa e recomeça exatamente nesses momentos de alegria que os amigos nos proporcionam. Como diria aquela senhora octogenária, mais sábia que o meu sábio amigo. A IDA, não importa quando começa. Deixemo-la que comece no exato instante que se permita. De preferência, daqui a alguns anos que não sejam de solidão. Importa, muito mais, presenciar o início da VIDA, seja em que idade for. Melhor assim.

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