DEU NO X

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

COMENTÁRIO DO LEITOR

NO NORDESTE

Comentário sobre a postagem JÁ CRIARAM ATÉ O PASSAPORTE

Paredão de Barragem:

Não é assim. A maior economia do Brasil se fez com sangue e suor de nordestinos. Aqui também tem gente que trabalha e muito, mas é preciso observar que o sul não convive com secas intensas, as terras são planas e permitem agricultura mecanizada, por exemplo, enquanto no nordeste temos terras acidentadas, com grotas.

Aqui o povo trabalhador espera a chuva e quando não chove passa fome.

Há algum tempo, houve um movimento separatista no Reino Unido e os escoceses famosos – Sean Connery – fizeram campanha para que a população votasse não. A Escócia separada não aguentaria.

A região sul tem mais empregos porque tem mais oportunidades. Uma empresa prefere o sul e não o nordeste, é por conta dos custos de produção, do escoamento da produção.

Tome como exemplo, a uva plantada na cidade de Petrolina. Tem uma das melhores qualidades e o vinho também. Agora, se colocar um caminhão de uva para se deslocar para o Recife, ele demora um dia, enquanto de avião são 50 minutos, mas quem aguenta pagar os custos de transportes aéreos?

Parte da população nordestina depende de benefícios porque há políticos corruptos. Vejam o caso de São Paulo: Tarcísio foi eleito com os votos do interior do estado e não da região metropolitana. E onde há mais oportunidade?

Isso é bobagem. Não pensem que vocês trabalham para sustentar o nordestino. Vocês trabalham para sustentar corruptos. Quem vota em Gleisi Hoffman é nordestino?

Onde nasceu e cresceu o MST? No nordeste?

Por que o sul deixou isso acontecer?

Quem elegeu Requião? Quem elegeu Tábata Amaral? Por que Marina Silva lidera as pesquisas para o senado em São Paulo? E Simone Tebet?

Não deduzam as coisas. Não nos acusem dos males. No nordeste tem gente séria.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

CHURRASQUINHO ARDENTE

O deputado Bibo Nunes (PL-RS) cobrou do presidente Lula (PT) o mantra da última campanha petista:

“Já são quase quatro anos de desgoverno e o churrasquinho prometido está cada vez mais caro”.

* * *

Do churrasquinho prometido pelo guverno petralha só sobrou o espeto.

Pra enfiar no furico do povão.

Tudo nos conformes luloso.

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

A DURA VIDA DO MILITANTE NO BRASIL

Você conhece Roberto Mangabeira Unger? É um sujeito que fala esquisito, e que já foi considerado um “intelectual” em outros tempos. Em novembro de 2005, ele publicou um artigo com o título “Pôr fim ao governo Lula”, que continha frases como “Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional” e “o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou”. Qualquer militante lulista, ao ouvir o nome Mangabeira Unger, ficava imediatamente com os olhos vermelhos e a boca espumando de ódio.

Menos de dois anos depois, Lula colocou Mangabeira no governo em um cargo criado especialmente para ele: a “Secretaria de Ações de Longo Prazo” (que foi maldosamente abreviada pelos jornalistas para “SEALOPRA”). Os militantes ficaram sem ar, meio zonzos, mas logo se recuperaram e passaram a desmentir tudo que tinham dito antes, reconhecendo que Mangabeira era muito gente boa e que Lula tinha toda razão em dar a ele uma boquinha.

Do outro lado, a história se repete como em um espelho. Os militantes pró-Bolsonaro falavam com orgulho de seu ministério, repleto de nomes célebres e de reputação ilibada. Até que um dia Sérgio Moro chamou a imprensa para avisar que estava saindo, o que o transformou instantaneamente em um traidor abjeto, merecedor dos piores xingamentos – exatamente como Mangabeira Unger para os lulistas. E, da mesma forma, o mundo girou e agora o militante que xingou Moro precisa parecer contente ao vê-lo abraçado com Flávio Bolsonaro, se apresentando como pré-candidato ao governo do Paraná.

É que vida de militante no Brasil é dura mesmo. As reviravoltas podem vir a qualquer momento e de onde menos se espera – até mesmo dentro da própria família que o militante idoliza, como mostrou o recente affair entre o sucessor ungido do clã Bolsonaro e sua madrasta.

O fato é que políticos, especialmente no Brasil, tendem a ser iguais, e a repetir os mesmos comportamentos. Apenas os militantes acreditam que o “seu” político é completamente diferente dos demais, e para isso se agarra em qualquer frase de efeito, raciocínio ilógico ou apelo emocional que apareça. No fundo, é uma espécie de “futebolização” da política: o militante não pensa em termos de idéias, propostas ou mesmo ideologias, pensa apenas em termos de “nós contra eles”, e dá a impressão de dedicar mais esforço em odiar os adversários do que em apoiar seu escolhido. Não é injusto dizer que o comportamento do militante tem muito de infantil.

Para quem alimenta esperanças na democracia, fica a triste constatação de que o voto do militante vale tanto quanto os outros.

COMENTÁRIO DO LEITOR

O GOVERNO DO AMOR

Comentário sobre a postagem BESTEIRA… DEVENDO POUQUINHO…

João Francisco:

Não tenho mais filhos estudando, não tenho seguro, plano de saúde, casa paga, não gasto com laser (cinema, teatro, viagens), dívidas poucas.

O dinheiro que ganho mal dá para as despesas básicas (alimento, higiene pessoal, da casa, remédios).

Até 4 anos atrás fazia 1 viagem ao ano de 10 dias ao NE.

É isso aí, depois que o governo do amor entrou a vida ficou muito mais difícil.

Economia é o que decide eleição contra o governo de turno.

DEU NO X

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

POBRE ANIELLE!…

O pai desejava um nome diferente. A mãe escolheu Anielle. E pra ficar mais chic, apareceu uma amiga da família e sugeriu o batismo menina com dois “LL”

Sua sina começaria na pia batismal. Seria diferente das demais criaturas nascidas na “Cerolândia”, perto da Capital. As primeiras letras, aprendeu em casa. Depois, as matérias curriculares, na escola pública.

Taludinha, foi mais além. Era preciso evitar mais despesas do pai. Já moça formada, frequentando alguns ambientes sociais, era preciso ter um dinheirinho para a maquiagem, vestidos e sapatos.

Aventurou-se a vender docinhos nos faróis de trânsito. Precisava, também,aprender as práticas da vida. Exitosa, na primeira semana, vendeu tudo que tinha nas caixinhas dos adocicados.

Olhou para o espelho após o primeiro dia de vendas e ficou cheia de dúvidas. Precisava definir se os automobilistas compravam suas mariolas por se mostrarem nas embalagens atraentes, pelo argumento de que eram feitas em casa, ou se sua sua beleza despertava apoios para as vendas.

Tornou-se mais independente e partiu, com a concordância dos pais, para um emprego formal. Estimaria conhecer mais sobre relacionamentos com profissionais, no trabalho sério num supermercado, colaborando com a religião evangélica e depois, concursada, se tornou funcionária da Câmara dos Deputados.

Nessa última fase, entrou num vespeiro. Mas, vamos pular alguns anos.

A moça cheia de ideias, cada dia mais bela e cativante, logo ao pisar nos primeiros degraus da subida, chegou à conclusão de que teria sido melhor voltar a ser Promotora de Eventos ou até circular pelo interior do supermercado fantasiada de um pacote de macarrão, para promover a marca. Era uma graça e promovia, realmente, o produto.

Foi alertada pelas “fofoqueiras” de elevador”, que o ambiente de trabalho – a Câmara, era muito “pesado” e até, de certo modo, degradante. Teria que aturar diariamente, olhares indesejáveis, comentários maliciosos e atitudes pouco recomendáveis de poderosos eleitos.

Aquele tipo de câmara não seria ideal. Era muito pior do que circular com uma “câmara de ar” remendada. Mas enfrentou, sofreu e aprendeu.

Era, na verdade, o único caminho para a convivência com pessoas que se diziam representantes de alguns habitantes da mesma nação. Logo percebeu que tais grupelhos, na verdade, eram pequenos ajuntamentos de pessoas, geralmente com uma conotação depreciativa.

Permaneceu próxima à “panelinha” enquanto pôde, pois trabalhava na secretaria do gabinete do Todo Poderoso. Sob a máxima cautela, customizou-se, conseguindo resistir às investidas de olhares penetrantes e indiscretos de certos indivíduos sem grande expressão ou relevância, porém maliciosos e oportunistas.

Qualquer joelhinho de fora, estava no papo. Cantada na certa.

O tal grupelho, tinha dimensões montanhosas e população de sombras.

Sempre agia às escuras. Os planos? Meros conchavos. Um pessoalzinho bem identificado pelas alcunhas de Mensalão, Petrolão, Garrafão, Lavajão, Vorcarão e outras ações possíveis de serem judicializadas.

Hoje se sabe que os congressistas, em sua maioria, são dotados dos mais significativos princípios da gatunagem, com o fim de se locupletarem do Poder para ficar “na boa”.

Foi aí que a encantadora Anielle começou a sentir saudades de sua atividade exercida na época juvenil: as vendas de suas mariolinhas nos sinais de trânsito.

E o pior é que, de algum tempo para cá, um dos caciques partidários sugeriu e ela está quase aceitando se candidatar a senadora pelo seu estado de nascimento. Parece que não entendeu que nossa política é constituída de conchavos e conchavantes,

Pobre Anielle!…

PENINHA - DICA MUSICAL