Para Lula, a vítima é a culpada pelo roubo de celulares:
“Distraída”.No resto do mundo, as pessoas usam os celulares na rua. pic.twitter.com/sEzqd9xu8o
— Rafael Fontana (@RafaelFontana) July 20, 2026
Para Lula, a vítima é a culpada pelo roubo de celulares:
“Distraída”.No resto do mundo, as pessoas usam os celulares na rua. pic.twitter.com/sEzqd9xu8o
— Rafael Fontana (@RafaelFontana) July 20, 2026
Os detalhes do Brasil Soberano, plano que Lula e cia. tentam desenrolar para supostamente mitigar efeitos das tarifas contra produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, deve decepcionar o setor produtivo e apostar na velha receita do endividamento de quem já está na pior.
Ainda em fase de conclusão na Fazenda, o pacote não vai muito além de linhas de financiamento.
O temor da equipe econômica é que, pós-recesso parlamentar, aumente a pressão por soluções como desonerações.
* * *
Essa nota aí de cima começa usando a expressão “Lula e cia.”.
É isso mesmo.
Não temos governo, temos uma cia., uma companhia.
Companhia que cuida de coisas que sabemos muito bem o que são.

Em 1946, Andy Dufresne, um banqueiro jovem, inteligente e bem sucedido, tem a sua vida devastada, ao ser condenado à prisão perpétua por dois crimes que nunca cometeu: o homicídio de sua esposa e do amante dela. Ele é mandado à Penitenciária Estadual de Shawshank, no Maine, prisão que é o pesadelo de qualquer detendo. Lá ele irá cumprir a duas prisões perpétuas por cada crime cometido. Andy logo será apresentado a Warden Norton, o corrupto e cruel agente penitenciário, que usa a Bíblia como arma de controle e ao capitão Byron Hadley, que trata os internos como animais. Andy faz amizade com Ellis Boyd Redding – Red (Morgan Freemen), um prisioneiro que cumpre pena de 20 anos e controla o mercado negro dentro da instituição.
O cotidiano da prisão de Shawshank e as relações de seus presos são o mote para uma comovente e impactante história sobre o poder da esperança e da LIBERDADE no íntimo dos seres humanos.
Na produção em questão, o drama emerge da luta de um homem contra as prisões física e simbólica que se erguem ao seu redor e em seu interior.
Tudo começa com o conto ‘Rita Hayhorth e a Redenção de Shawshank’ publicado no livro ‘Quatro Estações.’ Na narrativa, o bem sucedido banqueiro Andy Dufresne (Tim Robbins) é condenado injustamente pelo assassinato da esposa e do amante dela e levado para a penitenciária de Shawshank, no Maine. Sua pena: a prisão perpétua em um lugar que é o pesadelo dos detentos. A rotina é terrível por conta da crueldade do diretor e dos guardas, mas também pode oferecer a amizade com Red (Morgan Freeman), preso que lidera um dos grupos da prisão e arranja clandestinamente objetos pedidos pelos colegas.
Os males do encarceramento são rapidamente identificados como obstáculos à plena liberdade de Andy Dufresne e dos demais. O isolamento em relação à sociedade, as punições severas representadas pelas penas longas ou pela prisão perpétua e o confinamento garantidos pelos muros, cercas e guardas já são suficientes para expressar a adversidade dos presos.
Porém, o filme vai além e também expõe o autoritarismo do diretor Warden (Bob Gunton), quando se apresenta aos novos detentos como um administrador apegado à disciplina e à sua própria compreensão da Bíblia, e a truculência do guarda Hadley (Clance Brown), quando espanca um recém-chegado até a morte por chorar à noite na cela. Personagens e espectadores não só se sentem intimidados, como também sentem a ameaça de Shawshank nas tomadas áreas do pátio e no enquadramento engrandecedor do local durante a chegada do protagonista.
Além das figuras de autoridade, os próprios residentes da penitenciária também representam algum tipo de ameaça. O costume dos presos mais antigos de provocar os novos eleva a situação de tensão já existente, como se percebe na sequência em que apostam quem seria o primeiro a ceder às pressões da primeira noite. Seguindo o mesmo sentido, a tradição de formar diferentes grupos que protegem seus membros e intimidam ou agridem os outros detentos é outra prática feita pelos condenados que desestabilizam o enclausuramento. Quem não se encaixa em algum dos grupos eventualmente passa por problemas sérios. É isso que acontece com Andy, inicialmente um solitário violentado pelo grupo dos homossexuais, até se aproximar de Red e fazer parte de seu grupo.
A prisão de Shawshank ainda afeta aqueles que cumprem sua pena em uma dimensão inconsciente e intimista. Um longo período aprisionado faz com que os homens vivenciem e naturalizem uma rotina que dá alguma regularidade, alguma certeza às suas vidas (mesmo que seja ruim e adversa): passam bastante tempo nas celas, tomam banho de sol, interagem com os outros presos, se alimentam nos salões nos salões de refeição e enfrentam as autoridades do lugar.
Estar muito tempo encarcerado e consolidar essa rotina como um hábito cria o que Red chama de preso “institucionalizado”, isto é, alguém que não sobreviveria fora da prisão por não conseguir se adaptar a um ambiente de liberdade. Brooks e Red, os presos mais antigos da penitenciária, sintetizam as sensações de um ex-preso que recupera a liberdade, mas não reconhece mais o mundo lá fora nem sabe como agir nele – daí, vem um vazio que os faz preferir a familiaridade que a prisão desperta.
É possível enfrentar o mal gerado pela penitenciária através da sociabilidade entre os criminosos. O sentimento de coletividade confere alguma força para lidar com a privação da liberdade ao ajudar no compartilhamento de experiências, além de humanizar os personagens: são brincadeiras e interações entre eles e que promovem a identificação junto ao público, apesar de serem homens condenados por crimes violentos.
Desse modo, a atuação de Morgan Freeman é fundamental para tornar Red uma forte base emocional da narrativa, sendo o sujeito extrovertido e astucioso que contrabandeia objetos para a prisão, desfruta de alguns privilégios e ainda estabelece uma rica amizade com Andy.
Andy é o oposto de Red: silencioso, cultíssimo, observador, taciturno, por vezes, frio e incompatível com a prisão onde está. Mas, à medida que sua personalidade e suas virtudes se revelam, surge outra possibilidade para enfrentar as pressões do encarceramento: a força interior do homem – é ela que faz o protagonista conquistar privilégios ao fazer o imposto de renda dos guardas e do diretor e organizar a biblioteca. É uma força tão marcante que o próprio homem explica ao amigo o porquê de ter tantas esperanças e Red em uma narração em off comenta como Andy sempre precisa ocupar sua cabeça com algo normal e corriqueiro. Tamanha complexidade não seria possível sem a performance contida e poderosa de Tim Robbins.
Jamais soando apelativo, “Um Sonho de Liberdade” é uma belíssima experiência cinematográfica sobre a luta do homem pela esperança e pela liberdade, mesmo em meio às injustiças e à opressão do sistema prisional. De tão poderoso que é, o filme não precisa utilizar elementos fantásticos, no sentido de sobrenatural, para ser chamado de fantástico. Ele é assim graças à excelência que carrega em sua humanidade.
Um sonho de liberdade – trailer legendado
UM SONHO DE LIBERDADE (The Shawshank Redemption, 1994) – Ocupe-se vivendo…
Esses vídeos de supermercado vão eleger o Flávio Bolsonaro.
Esse é um dos melhores que vi. Recomendo assistirem e enviarem sem dó para amigos, vizinhos e familiares. pic.twitter.com/Haw4n25jKz
— Vinícius (@ViLiMiGu_Tex) July 20, 2026
Editorial Gazeta do Povo

Discordar de certos pontos de vista pode levar patrulha ideológica a inviabilizar a carreira acadêmica de um estudante
A universidade, por sua própria natureza, é um local onde as ideias deveriam ter livre curso, o local do debate, da busca honesta pelo conhecimento e pela verdade – a razão última da própria atividade de estudar. No entanto, uma vez que a negação das verdades objetivas acabou tomando conta da intelectualidade em muitas áreas, as ideias passaram a se impor, primeiro, pela simples capacidade de persuasão de quem as enunciava e, depois, pelo volume com o qual são defendidas. E, no estágio em que estamos atualmente, os que falam mais alto já não se contentam em vencer as discussões na contagem de decibéis: eles também se empenham em calar todos os que discordam.
Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), um doutorado foi parar na Justiça graças ao patrulhamento das opiniões da doutoranda, sobre temas alheios ao objeto da pesquisa que ela desenvolvia. A psicóloga Celina Lazzari desenvolvia uma tese sobre “A escuta do assistente social na infância e questões de gênero”, devidamente aprovada pelo Comitê de Ética da instituição; o colegiado, no entanto, elaborou um parecer pela suspensão do estudo, após receber uma denúncia. O motivo: Lazzari também é fundadora de um movimento com o objetivo de proteger crianças da ideologia de gênero, e fundadora-diretora de uma associação de defesa dos direitos das mulheres e crítica ao transativismo. As denúncias recebidas pelo Comitê de Ética não tinham relação com a pesquisa – que Lazzari havia estruturado de forma a impedir qualquer viés –, mas com manifestações ocorridas fora do ambiente acadêmico, incluindo entrevistas à Gazeta do Povo.
O Ministério Público Federal foi contrário à suspensão do doutorado, afirmando que as universidades não podem monitorar opiniões, manifestações intelectuais ou posicionamentos expressos fora do ambiente universitário, muito menos usá-los em decisões que afetem a vida acadêmica dos estudantes. O juiz Diógenes Tarcísio Marcelino Teixeira concordou, e escreveu na sentença que “a ausência de apontamento de qualquer falha metodológica ou risco real aos participantes reforça a conclusão de que a suspensão não se fundou em irregularidade da pesquisa em si, mas em desconforto com as posições expressas pela pesquisadora em contextos externos ao ambiente acadêmico”.
A Justiça deu razão a Celina Lazzari, que defendeu sua tese em junho, mas o estrago já está feito. Ela agora é doutora, mas sabe que ficou marcada pelo que lhe aconteceu. “Eu gostaria de continuar essa pesquisa, mas não sei se terei abertura dentro das universidades para dar seguimento a ela”, disse ela à Gazeta do Povo. De fato, seria preciso que ela encontrasse uma série de gente corajosa – não só orientadores, mas toda uma cadeia de comando dentro do ambiente universitário – disposta a receber alguém que já está marcada pela patrulha ideológica, e essa é uma combinação cada vez mais rara. Para os patrulheiros, deixar que Lazzari receba o doutorado é um preço pequeno a pagar; muito mais importante é que todos saibam de sua capacidade de vigiar e punir, atrapalhando a carreira acadêmica de alguém, o que já basta para criar um clima de autocensura.
O caso de Celina Lazzari não é uma aberração; é a regra atualmente vigente. Patrulheiros ideológicos impedem palestras, cursos e atividades culturais – às vezes, recorrendo à violência física para isso –, e perseguem professores, contando quase sempre com a omissão cúmplice de diretores, que validam a censura sob o argumento da “proteção da integridade física” dos censurados, dando aos censores exatamente o que eles desejam. Isso explica que, em maio, um grupo de acadêmicos tenha lançado um manifesto “pelo pluralismo e pela liberdade acadêmica”, título que dispensa maiores explicações.
O tema, no entanto, tem estado ausente das manifestações dos pré-candidatos à Presidência da República e a outros cargos que poderiam, de alguma forma, influenciar as diretrizes do ambiente universitário, especialmente nas instituições públicas. Por mais que a economia em frangalhos e os escândalos de Brasília estejam na linha de frente das discussões, temos insistido que a recuperação do sentido mais profundo de uma garantia essencial para a democracia, a liberdade de expressão, é uma prioridade nacional. Esse processo, no entanto, não passa apenas pelo combate aos abusos de um Judiciário que se habituou a calar – e que se recusa a informar à sociedade as dimensões de sua fúria censora –, mas também pede atenção à triste situação de locais que, de templos da busca pelo conhecimento, tornaram-se centros de imposição brutal de visões de mundo e perseguição ao dissenso.
Comentário sobre a postagem TAXINHA
Jesus de Ritinha de Miúdo:
Dizer que “Lula enganou” é um vício de linguagem.
Do tipo subiu para cima, desceu para baixo, saiu para fora, entrou para dentro, encarar de frente…
Puro pleonasmo!