Arquivo do Autor: Luiz Berto Filho
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O DEBATE INTERDITADO NA OPOSIÇÃO A LULA
Guilherme Fiuza

A menos de cinco meses da eleição, o projeto de uma alternativa presidencial ao PT é uma montanha de fragmentos e estilhaços
A sucessão presidencial no Brasil está especialmente embaralhada. Faz parte das corridas eleitorais o cenário indefinido e a consolidação das opções mais competitivas em cima da hora. Mas parece que a comunicação total das redes, cada vez mais veloz e reativa, criou um componente extra de ansiedade no debate público.
A expectativa sobre quem seria o substituto do ex-presidente Jair Bolsonaro no pleito demarcou a fase preliminar da campanha. O eleitorado de oposição ao petismo já se dividia conforme determinadas preferências. Uns queriam um perfil de maior confrontação, na linha do temperamento do ex-presidente; outros preferiam uma opção mais ponderada. O problema começou aí.
Desde muito cedo, a campanha eleitoral de 2026 foi marcada pela intolerância e pela propensão à patrulha. Na verdade, ainda em 2025, o debate entre os simpatizantes da oposição já trazia a cobrança por escolhas definitivas. E, se não fossem assim manifestadas, ou se o perfil escolhido não fosse o “certo”, multiplicavam-se as acusações de “traidor” ou “xiita”.
O cenário atual de beligerância e elevada hostilidade entre adeptos de Jair Bolsonaro já estava delineado desde o ano passado, independentemente dos fatos mais recentes envolvendo a candidatura de seu filho Flavio. Desde antes dessa definição, o campo de guerra estava demarcado: já não se permitia uma boa convivência entre inclinações diferentes.
(“Todos” é força de expressão, porque não há como generalizar esse tipo de conduta. Mas é bastante característico dos tempos atuais que grupos de vozes mais estridentes acabem direcionando o debate como um todo.)
A definição do senador Flavio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência pegou muita gente de surpresa. Embora a escolha tenha partido de seu pai, não era um nome que circulasse tanto nas cogitações, desde o período em que não se sabia ao certo se o ex-presidente poderia concorrer. Muitos viram nessa escolha uma boa estratégia: a manutenção do sobrenome Bolsonaro na disputa por meio de um candidato com lealdade sanguínea ao ex-presidente.
Outros tantos consideraram uma escolha forçada, por não verem na trajetória do senador expressão política comparável à do pai. Seria uma situação normal da democracia, em que o próprio desenrolar da campanha confirmaria ou não as várias premissas postas — e permitiria ao eleitorado de oposição amadurecer sua escolha. Mas isso não foi possível.
A própria imprensa — ou melhor dizendo, a nova imprensa, que surgiu como excelente contraponto aos desvios da imprensa tradicional — contribuiu para o problema. Apesar dos bons serviços prestados, essa nova imprensa vem confundindo um pouco seu público, que eventualmente vê nela uma espécie de porta-voz da “direita”, seja lá o que isso signifique (conceitos vagos comportam variadas acepções). Linha editorial é uma coisa; ativismo ideológico é outra. E essa parte mais audível do público passou a cobrar adesão jornalística a candidatos — o que é uma aberração em si.
Foi nessa escalada de intolerância e cobranças generalizadas que se chegou ao cenário conflagrado de hoje. A própria cogitação da candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas, em certo ponto desse percurso, expôs o terreno envenenado. Para muitos adeptos do governador de São Paulo como presidenciável, era imperioso retirar a família Bolsonaro do protagonismo; para outros tantos, o perfil “moderado” de Tarcísio era uma traição ao bolsonarismo. E tome patrulha matando, na raiz, a troca de ideias.
O que se pode constatar, a menos de cinco meses da eleição, é que o projeto de uma alternativa presidencial ao PT é uma montanha de fragmentos e estilhaços. Não há sobriedade para se discutir nada consistente no panorama sucessório. Para qualquer consideração das opções colocadas, há um bombardeio apontado para a opinião que ousar colocar a cabeça de fora. Ou essa beligerância reflui, ou a oposição vai ficar vendo a banda passar.
DEU NO JORNAL
NÃO SABEM LER, MAS SABEM VOTAR
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
MÁRCIA VIEIRA – BELO HORIZONTE-MG
DEU NO X
CADA QUAL COM A COMPANHIA CERTA
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
CANHOTOS À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
BOM DIA !
DEU NO X
UM BREVE ENCONTRO. RAPIDÍSSIMO
A militante ainda quer saber se a imagem é verdadeira e, pior, afirma que foi apenas um “encontro rápido”. Vale lembrar que o encontro durou 1 hora e 40 minutos.
É esse o nível do jornalismo militante: relativizam tudo, distorcem os fatos.
Que jornalismo medíocre. pic.twitter.com/AA6IGM3NjS— Tininha Souza 🌼🇧🇷🇵🇹💄 (@tininhasouzarj) May 26, 2026
DEU NO JORNAL
INVEJA
“O que estão esperando para aplicabilidade das leis contra Lulinha, filho do Lula? Buscas e apreensões, aprender passaporte, prisão, chamar para depor, tabelas com a velha mídia? Por que não há vazamento de informações?”, pergunta o pré-candidato a senador Carlos Bolsonaro.
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O filho de um criticando o filho do outro.
Isso é inveja: o filho do outro é bem mais rico e jeitoso!
DEU NO X


