Arquivo diários:23 de fevereiro de 2026
DEU NO JORNAL
DEU NO X
É MESMO ASSUSTADOR. APAVORANTE!
DEU NO JORNAL
SAMBARAM NA CARA DA SOCIEDADE E O CASTIGO VEIO A CAVALO
Madeleine Lacsko

Ala das famílias em conserva, da escola Acadêmicos de Niterói, desagradou grupos religiosos e motivou notícia-crime de Zema
A Marquês de Sapucaí viu de tudo ao longo das décadas. Viu escolas desafiarem governos, ironizarem presidentes, satirizarem a própria elite cultural que as financia. O que se viu neste carnaval foi diferente. A Acadêmicos de Niterói transformou a avenida em palanque e fez da homenagem ao presidente Lula um espetáculo que, em vez de fortalecer o governo, produziu o efeito contrário. Sambaram na cara da sociedade e o castigo veio a cavalo.
O desfile de carnaval foi alardeado como exaltação cultural. O resultado foi político demais até para aliados. Telões exibindo a trajetória do presidente, execução de trechos associados a jingles de campanha, referências a programas sociais dos governos petistas, menções ao número da legenda, o gesto do “L” repetido em alas inteiras. O próprio noticiário registrou que o presidente foi o único pré-candidato “homenageado”, circunstância que lhe rendeu “exatos 78 minutos de exposição no horário nobre”, segundo a representação apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral.
O Partido Missão protocolou no TSE uma representação com pedido de liminar contra Lula, o PT e a escola. A petição afirma que o desfile de carnaval trouxe “muitos mais elementos configuradores das irregularidades que esse TSE considera como propaganda antecipada punível”. Sustenta ainda que houve “muitos elementos eleitorais que convolaram a homenagem em descarada campanha eleitoral, desvirtuando completamente a liberdade de expressão cultural e carnavalesca”. O caso foi distribuído à ministra auxiliar da propaganda eleitoral Estela Aranha.
No dia seguinte, o PL foi além e apresentou pedido de produção antecipada de provas para apurar “indícios claros de abuso de poder político e econômico”. O objetivo declarado foi reunir elementos para eventual Ação de Investigação Judicial Eleitoral após a formalização das candidaturas. A peça solicita levantamento de informações sobre possível uso da estrutura da Presidência para captação de recursos e articulação de apoios, além de preservação de documentos, registros de comunicação e fluxo de recursos públicos e privados. Maria Cláudia Bucchianeri, responsável pela petição, registra que os dados “não se apresentam de forma consolidada, padronizada ou estruturada para permitir análise comparativa e contextualizada” e que “a complexidade do fluxo financeiro envolvido” impede aferição clara com base em consultas fragmentadas.
O governo tentou reduzir o episódio a uma celebração carnavalesca. Aliados argumentaram que a cultura não pode ser cerceada e que manifestações artísticas são livres. O problema não foi a homenagem. O problema foi o contexto. Em ano pré-eleitoral, com um presidente apontado como pré-candidato à reeleição, transformar desfile em narrativa institucional produz efeito jurídico e político.
A repercussão foi ainda mais ruidosa quando a briga entre Janja e Lurian ganhou espaço na imprensa. A Folha de S. Paulo e o portal Metrópoles noticiaram que houve discussão em camarote, com relatos de que a primeira-dama teria expulsado a filha de Lula de uma sala na Sapucaí. O episódio, por si só, seria apenas fofoca palaciana. Dentro de um desfile de carnaval já questionado judicialmente, virou combustível para a percepção de descontrole.
O efeito simbólico foi devastador. A escola acabou rebaixada e até a imprensa internacional repercutiu. Aliados fizeram balanço negativo. A pretendida consagração virou constrangimento. Em política, quando a exaltação é excessiva, a conta chega rápido.
Há algo estrutural nesse episódio. Arte que nasce para contestar e se transforma em instrumento de poder costuma trazer mau agouro. A função histórica da arte, quando transborda para a política, é tensionar o poder e provocar desconforto nos poderosos. Quando a arte se coloca a favor do governante de plantão, ela deixa de desafiar e passa a servir. Inevitável que envelheça mal.
Um ponto ainda mais delicado parece não ter sido percebido pelo governo. Uma das alas do desfile representou a família tradicional e os evangélicos dentro de uma lata de conserva, como se fossem valores ultrapassados, engarrafados, prontos para o descarte histórico. A imagem viralizou imediatamente. Não como triunfo progressista, mas como combustível para reação. Em poucas horas, o que era alegoria virou tendência nas redes a favor da família. A metáfora que pretendia ironizar acabou reforçando aquilo que buscava diminuir e uniu as pessoas contra Lula, com postagem das próprias famílias em latas de conserva.
Esse detalhe importa mais do que parece. Lula só venceu porque recebeu votos de centro, de eleitores que rejeitavam Bolsonaro, mas não abraçaram uma agenda identitária ou culturalmente confrontacional. Recebeu votos de pessoas que prezam pela estabilidade, pela família, pela religiosidade cotidiana, ainda que não se identifiquem com o bolsonarismo. Ao permitir que uma ala associasse esses grupos a uma caricatura enlatada, o desfile de carnaval deixou de ser apenas uma celebração partidária e passou a tocar em sensibilidades morais profundas. O efeito político é previsível: o eleitor que já votou contra Bolsonaro por cansaço pode não estar disposto a votar novamente se sentir que seus valores são tratados como folclore a ser superado.
A sociedade brasileira pode até se dividir sobre Lula, sobre o PT, sobre os limites da propaganda antecipada. O que dificilmente se sustenta é a ideia de que a instrumentalização estética do carnaval não teria consequências. Teve e foram rápidas. Sambaram como se estivessem acima da crítica. Descobriram que a avenida não absolve tudo. Em democracia, a arte deve ser livre. E, quando ela deixa de ser ater para ser propaganda do poder estabelecido, o julgamento não é só dos jurados, é da sociedade.
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
M$T – PAZ NO CAMPO
DEU NO JORNAL
NENHUMA VIAGEM SÓ DE IDA. VOLTARAM TODOS
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
TRAPIAZEIRO
DEU NO X
FALA, SENHOR PADRE!
Padre Francisco de Assis LAVANDO A ALMA dos católicos.
Como é bom ver um PADRE falando verdades pic.twitter.com/HDQXvutX0s— Gustavo Gayer (@GayerGus) February 21, 2026
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
O ACENDEDOR DE LAMPIÕES – Jorge de Lima
Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Este mesmo que vem infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!
Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.
Triste ironia atroz que o senso humano irrita:
Ele que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.
Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões da rua!

Jorge de Lima, União dos Palmares-Al, (1893-1953)
DEU NO JORNAL
REPASSES
A Comissão de Fiscalização do Senado quer convocar ministros do governo Lula para esclarecerem repasses públicos a escolas de samba do Rio.
Requerimentos devem ser votados nesta terça-feira (24).
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Vou mandar hoje uma mensagem pra Comissão de Fiscalização do Senado.
Sugerindo que sejam permitidos repasses públicos do governo federal para gazetas escrotas feito essa nossa.
Que é lida no mundo todo!!
Qualquer minxaria será muto bem vinda.

ALEXANDRE GARCIA
GOVERNO LULA JÁ GASTOU R$ 1,4 BILHÃO NO CARTÃO CORPORATIVO

Governo Lula já gastou R$ 1,4 bilhão no cartão corporativo no terceiro mandato
Vi a entrevista que a Antonia Fontenelle fez com o Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro, que deve estar bem enfronhado nas questões do Banco Master. Garotinho falou sobre as brigas entre banqueiros, contando que um deles quis comprar o Master, mas mandou investigar o banco e descobriu que a instituição valia R$ 1.
Aliás, não valia R$ 1. Outro banqueiro assumiu tudo por R$ 1. Ele ficou sabendo de tudo, tinha tudo na mão. O Garotinho sugere que foi esse banqueiro que vazou informações. Ainda bem, porque às vezes é por esses caminhos que a Constituição é obedecida. O artigo 37 diz que o serviço público é caracterizado pela publicidade.
O público, que é o dono da nação, a serviço do qual existe o Estado, com seus Três Poderes, tem o direito de saber o que os seus servidores estão fazendo com dinheiro público ou não, quais são as suas atitudes, são merecedoras de crédito, ainda mais se alguém é juiz do Supremo Tribunal Federal (STF). Foi muito bom isso.
Aliás, por falar nisso, ficamos sabendo que nem terminou o governo Lula (PT) e o cartão corporativo está em R$ 1,4 bilhão. O ex-presidente Jair Bolsonaro, no governo inteiro, gastou no cartão corporativo R$ 41 milhões. Ou seja, 3% dos gastos de Lula até agora.
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Brasil é um dos países em que menos se trabalha no mundo
O Senado da Argentina deve aprovar as modificações feitas pela Câmara na reforma trabalhista. O presidente argentino Javier Milei deve sancionar o projeto ainda nesta semana. Sabe quanto os argentinos vão trabalhar por semana? 48 horas. O Brasil quer diminuir de 44 horas para 36.
A manchete da Folha de S.Paulo, deste domingo (22), trouxe dados da Fundação Getúlio Vargas, mostrando que o Brasil é um dos países que menos trabalha no mundo. A média mundial, em 160 países, é de 42,7 horas, ou seja, 42 horas e 42 minutos por semana. No Brasil, a média é de 41 horas e 6 minutos.
O Brasil trabalha menos do que o resto do mundo e quer trabalhar menos ainda. Claro que vamos produzir menos riqueza. Claro que vamos gerar mais lazer. Claro que, durante o lazer, o pessoal enche a cara e briga, vai ter problema. É sobre isso que o Congresso deve decidir.
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Redução da maioridade penal
Falamos da redução da maioridade penal. Um menino de 11 anos, adotado, matou o pai adotivo a tiros. O pai adotivo mandou ele dormir, ele não foi, continuou com o videogame. O pai tirou o videogame do filho e colocou no cofre. O menino descobriu a chave do cofre, o abriu para pegar o jogo durante a noite e achou lá um revólver.
Pegou o revólver, foi ao quarto do pai e o matou a tiros. Eu vi as fotos, o menino está algemado pela polícia. O crime aconteceu nos Estados Unidos. Na Suécia, estão lutando também no Parlamento para reduzir a maioridade penal de 15 para 13 anos. Com essa idade o sujeito já sabe se está fazendo bem ou mal.
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Ministério da Saúde precisa explicar aumento de infarto em jovens
Um levantamento em Goiás revelou que casos de infarto em jovens triplicaram. Está na hora de o Ministério da Saúde informar a sociedade qual é o ponto comum de tantas mortes de jovens. Estão escondendo o quê?
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Ainda há um longo caminho na pesquisa sobre polilaminina
O neurologista Regis Tavares falou sobre polilaminina. Laminina é uma proteína. A polilaminina é uma proteína um pouquinho diferente, que, digamos, asfalta o caminho dos estímulos nervosos.
Tavares afirmou que em oito casos houve seis recuperações parciais ou totais após as aplicações feitas pela bióloga e pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela relatou que perdeu a patente internacional do produto, entre 2015 e 2016, porque no governo Dilma Rousseff (PT) não havia dinheiro para manter a proteção.
Não é um milagre, não sabemos qual é a dosimetria: se basta uma dose, ou por quanto tempo o efeito dessa primeira dose vai durar, ou se são necessárias mais doses, qual é o número de doses que é seguro, quais são as consequências, que medidas complementares devem ser adotadas.
Ainda não se sabe se a polilaminina reconstrói ou apenas limpa o caminho da medula atingida. Só para lembrar, a gente é muito festeiro, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido nesse caso.



