A PALAVRA DO EDITOR

FORMAÇÃO DE MÉDICOS NO BRASIL

João Veiga é um amigo muito querido, um médico pernambucano de grande competência.

Tem uma matéria interessante feita sobre ele há alguns anos.

Quem quiser ver depois de ler esta postagem, basta clicar aqui.

O que quero dizer é que ontem ele me mandou um áudio, com a gravação de uma entrevista que deu à Rádio Jornal aqui do Recife.

Ele fala sobre a atual situação das escolas de medicina e a formação dos médicos no Brasil.

Muito interessante.

Vale a pena ouvir.

DEU NO JORNAL

CRISE NO IBGE FURA BOLHA DA MÍDIA

Guilherme Fiuza

A crise no IBGE, sob Márcio Pochmann, expõe o risco de politizar a estatística: demissões, suspeitas sobre o PIB e a volta da mistificação populista nos dados oficiais

A crise no IBGE é um dos problemas mais preocupantes da atual conjuntura — que já é, em si, problemática. A ciranda da inversão de valores foi longe demais, num regime que chama todo mundo de antidemocrático para ficar à vontade nos seus desmandos. Colocar os indicadores socioeconômicos do país nessa névoa é uma temeridade.

Às vésperas da divulgação dos dados do PIB, a presidência do instituto tomou medidas drásticas. A demissão sumária da coordenadora de Contas Nacionais levou a pedidos de demissão em série de funcionários graduados do setor. O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, é tradicional integrante da ala mais ideológica do PT — e mesmo a equipe de Dilma Rousseff, no período da derrocada de sua administração, lutou contra a influência de Pochmann no governo.

Entregar uma área técnica a um estilo administrativo sempre dividido entre a conduta acadêmica e a militância partidária é arriscado. Ou talvez tenha sido premeditado. O PT iniciou sua primeira gestão no governo federal (2003) seguindo as diretrizes da responsabilidade fiscal. O populismo e as tentações fisiológicas foram, naquela época, contidos e controlados em favor de uma administração pragmática. Mas isso não durou muito.

O petismo raiz logo se arrependeu de tentar pensar grande e retomou o fisiologismo como filosofia de segurança. As incertezas de uma administração meritocrática são muitas para quem acha que a maior chance de ter poder é se agarrar a ele. Na época do mensalão — denunciado em 2005 — ocorria também a guinada macroeconômica, verificada a partir da chegada de Guido Mantega à Fazenda. E, nessa época, os olhares petistas se voltaram para a Argentina.

Transcorria o governo de Néstor Kirchner, com algumas inovações interessantes para os adeptos da mistificação como fator de governança. Serviços essenciais tinham suas tarifas espetacularmente reduzidas, para produzir o efeito da aparente bondade que depois viria a ser bancada de forma menos perceptível pelo contribuinte. E surgiam também as mudanças de cálculos dos indicadores nacionais.

Kirchner alterou várias metodologias para inflação, crescimento econômico, emprego e outros índices essenciais à fotografia da sociedade. Chegou a decretar interferências explícitas nos órgãos oficiais de estatística para “modernizar” as aferições. Naturalmente, os dados foram ficando mais positivos para o governo — e a ruína populista do kirchnerismo ganhou uma fantasia bonita.

Esse tipo de mistificação “oficial” sempre encantou os fisiológicos brasileiros. Se o grande objetivo é viver pendurado na máquina estatal, fica bem mais seguro e confortável poder encher o peito para declarar que essa máquina está trabalhando bem — e ostentar bons resultados “oficiais”. O que pode atrapalhar nessas horas é a imprensa — tanto que Lula sempre convidou seu público a desconfiar do que lia nos jornais. Nos últimos anos, com a imprensa mais dócil ao PT, o problema passou a ser as redes sociais.

A novidade agora é que, aparentemente, a imprensa está mostrando sem filtros a crise no IBGE. Quem sabe isso não seja um bom sinal? Chega uma hora que a mistificação cansa até o mistificador. Com um pouco de sorte, ainda veremos os economistas do Plano Real que apoiaram a nova aventura petista tendo um choque de consciência. E ajudando o país a rejeitar o caminho da enganação.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO X

DEU NO JORNAL

TUDO NOS CONFORMES

Aos 63, Heloisa Helena (Psol-RJ) segue a mesma.

Disse ao podcast de Magno Martins ser filha de pedreiro no Rio, mas o chefe da sua família de classe média era um fiscal de rendas, elite do serviço público.

Ainda senadora, ela disse à Folha de SP que pegou “no cabo da enxada”.

Mas frequentou ótimos colégios particulares e se formou em Enfermagem.

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Normal, normal.

Agiu conforme o regulamento.

Esperar que uma esquerdóide psolista fale a verdade, é o mesmo que dar conselho a doido: pura perda de tempo.

ALEXANDRE GARCIA

O CASO MASTER

Banco Master

Sede do Banco Master, em São Paulo

Hoje eu começo com fatos policiais, porque a Polícia Civil no Rio de Janeiro e em São Paulo está atrás de um grupo. Já prendeu alguns, todos jovens, da geração Z, gente que nasceu neste século, neste milênio. Eu acho que começaram com brincadeira, brincadeira sobre assunto sério, de jogar bombas na Avenida Paulista, no dia 2 de fevereiro, e na frente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, também no dia 2 de fevereiro. O fato é que a polícia apreendeu explosivos quando fez busca e apreensão na casa de muitos deles. Isso se dissemina pela rede social, tem gente que calcula 7 mil pessoas, “gente” que eu digo é a polícia, 7 mil pessoas no Brasil inteiro. Lá em São Paulo seria uns 600, no Rio uns 700, tem 12 presos em São Paulo, 17 no Rio de Janeiro.

Já que estou falando de Avenida Paulista, em São Paulo, ontem, houve um tiroteio na Faria Lima. Só que não tem nada a ver com o Master. Acontece uma coisa na Faria Lima que não tem a ver com o Master. É que bandidos que… eu não sei como, mas jornalista gosta de elogiar bandido. O Estadão escreveu que são “especializados” em assaltos a residências. Ora, especializado é um adjetivo positivo e elogioso. Num país em que tem pouca gente especializada, eles dizem que o bandido é especializado. Não! São ladrões de residência, meu Deus do céu! Bandidos que assaltam residências. Não tem nada de especializado. Fizeram uma refém, ainda fugiram de carro e foram perseguidos. Na Faria Lima, um deles atirou na polícia e foi morto. Tem outro que está baleado na perna e outro que se entregou. E a refém saiu ilesa. Não aconteceu nada. Agora, foi interrompido o trânsito na Faria Lima, o que significa movimento numa região importante de São Paulo, que foi muito, muito prejudicado.

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Dinheiro de aposentados no Master

Mas também teve prisão do sujeito que presidia o fundo de pensão dos funcionários estaduais do Rio de Janeiro. Ele e mais dois, esses dois, diz também a imprensa, que estão foragidos. Não, eles não estão foragidos, eles não foram presos. Eles estão sendo procurados para serem presos. E puseram quase R$ 1 bilhão do dinheiro dos funcionários do fundo no Master. Quanto será que levaram, hein?! Porque o preso já tinha transferido a propriedade de dois carros, já tinha apagado provas nos computadores e nos celulares, então, ele tem muito a esconder. Aliás, tem muita gente aí que tem muito a esconder. Tanto é que tem um sigilo sobre o inquérito na Polícia Federal do Master. Foi levantado um pedacinho mostrando trechos do depoimento do Vorcaro, mas as pessoas querem ver o que está nos celulares do Vorcaro, as provas que foram conseguidas, as anotações, os arquivos. Isso sim, porque se tem gente graúda envolvida, aí interessa mais ainda ao povo. Mais interessa ao povo porque o povo – essa é a democracia – é que é a fonte do poder. E essas coisas têm que ficar claras, tranquilas.

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Sigilo e CPI

Só que o presidente da Câmara disse “Não. Não pode fazer uma CPI.” Por que querem uma CPI? Por que não querem uma CPI? Porque a CPI torna tudo isso público. E na Polícia Federal é possível haver um controle. Não houve? O inquérito não ficou parado um tempão? O inquérito dos aposentados da Previdência ficou parado, até que caiu nas mãos do ministro André Mendonça, que mandou tocar. Toffoli estava segurando. Estava nas mãos dele e não acontecia nada. Estava parado, simplesmente. Então, é isso que precisa ser investigado. O presidente da Gazeta do Povo, festejando os 107 anos da Gazeta do Povo ontem, disse que uma das saídas disso é fazer uma CPI de abuso de autoridade do Supremo, por exemplo. Seria uma saída.

Bom, só para terminar, o irmão do Bolsonaro, o Renato, foi retirar o prêmio, devido a ele, na Mega-Sena da Virada, que é jogo de azar, porque o jogo de azar é aquele que depende da sorte. Foi retirar na Caixa Econômica, era pouca coisa, R$ 216. Teve 308 mil ganhadores, só que ele foi informado que o prêmio dele já tinha sido retirado. Que coisa, né?!

DEU NO X

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

TEUS OLHOS – Florbela Espanca

Olhos do meu Amor! Infantes loiros
Que trazem os meus presos, endoidados!
Neles deixei, um dia, os meus tesoiros:
Meus anéis, minhas rendas, meus brocados.

Neles ficaram meus palácios moiros,
Meus carros de combate, destroçados,
Os meus diamantes, todos os meus oiros
Que trouxe d’Além-Mundos ignorados!

Olhos do meu Amor! Fontes… cisternas..
Enigmáticas campas medievais…
Jardins de Espanha… catedrais eternas…

Berço vinde do céu à minha porta…
Ó meu leite de núpcias irreais!…
Meu sumptuoso túmulo de morta!…

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)