CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

BETUCA

Betuca, irmão querido.

Estamos reunidos hoje aqui na Igreja de São Pedro celebrando a Missa de Sétimo Dia de sua partida. Não sabia que doía tanto. A emoção foi enorme desde da sua despedida. Amigos e parentes estavam no Parque das Flores para última homenagem.

Nós, filhos de Mário e Zeca, éramos cinco irmãos, resistindo ao tempo, você foi o primeiro que o Omnipotente veio buscar, deixando um vazio entre a família e os amigos.

Betuca, você foi um homem de muitos talentos e paixões. Demonstrou um dom especial para a arte, pintando quadros que refletiam sua alma criativa, quadros maravilhosos de uma alagoanidade permanente. Sua arte se destacou em suas telas de prédios antigos e igrejas, um verdadeiro tributo à nossa história e cultura.

Desde criança sua arte aflorou. Nós meninos fomos privilegiados em seu talento preparando lindas pipas, que chamávamos, naquela época, de “arraias”, pelo mesmo formato do peixe abundante nos mares da praia da Avenida. Sua bondade não lhe deixava apenas confeccionar, mas, também compartilhava seu talento com os amigos, ensinando-os a confeccionar pipas que voavam alto, levando alegria às crianças. Lembra aquela arraia enorme cuja estampa era a Bandeira do Brasil? Fez mais sucesso que o desfile militar do 7 de setembro, o povo foi assistir a parada, mas a emoção e visão total foi para aquela pipa, a Bandeira do Brasil balançando no céu, controlada por um menino, apenas por uma linha.

Tivemos uma infância e adolescência maravilhosa, jogando futebol na areia da praia da Avenida da Paz, onde morávamos, mergulhando no infinito mar azul e nas águas cristalinas do Riacho Salgadinho. Quantos carnavais nos divertimos. Você um pouco mais velho cheio de iniciativas, eu fiquei seu fã desde pequenininho.

Mas Betuca, você não foi apenas um artista, foi também foi um economista exemplar, trabalhou na SUDENE no Recife e em Imperatriz do Maranhão, e na Universidade Federal de Alagoas, deixando um legado de dedicação e competência.

Além disso, Betuca, você foi um homem de fé, um membro ativo do Movimento Familiar Cristão, onde dedicou seu tempo e energia a ajudar os outros, demonstração altruística que inspirou outras pessoas.

Agora, você nos deixou, mas seu legado permanecerá.

Deixou uma linda família que o amava, uma esposa devotada, uma guerreira, Tânia Calheiros Lima, um filho orgulhoso, Mário Humberto, dois netos, Mario Victor e Yuri e duas bisnetas, Isadora e Manuela, que carregarão sua memória.

Que a celebração dessa missa seja um testemunho do amor e da gratidão que sentimos por você. Que sua arte, sua fé e sua bondade continuem a inspirar-nos a viver com mais amor, mais compaixão e mais gratidão.

Descanse em paz, querido Betuca. Sua memória viverá em nossos corações.

Maceió, 22 de abril de 2025.

DEU NO JORNAL

SEM PRECEDENTES

É sem precedentes a ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes de mandar oficial de Justiça intimar Jair Bolsonaro enquanto o ex-presidente se recupera na UTI, em Brasília, de complexa cirurgia.

Não há notícia de caso de um cidadão brasileiro sem condenações ou flagrantes ser notificado enquanto convalesce num leito de terapia intensiva.

Citar doentes ou hospitalizados é proibido por lei em casos cíveis e em casos penais “é raríssimo”, segundo especialista ouvido pela coluna.

A citação pode provocar a nulidade absoluta da ação, diz o criminalista Joaquim Pedro Rodrigues, que “nunca viu” caso como o de Bolsonaro.

A jurisprudência não é clara: há caso de citação de doente chancelada pela Justiça e outras, mesmo com assinatura do citado, são rejeitadas.

Mundo afora, o único caso parecido é o da ex-presidente filipina Gloria Arroyo, presa num hospital após meses de internação. Mas fora da UTI.

Anos depois, o STF filipino anularia tudo e até a ONU decretaria “ilegal e arbitrário” prender Arroyo, enquanto internada, por “sabotagem eleitoral”.

* * *

O criminalista citado nesta nota aí de cima, diz que “nunca viu” caso como o do Bolsonaro.

Mas não é só este.

Existem inúmeros outros casos absurdos que nunca vimos na história desta republiqueta, e que aconteceram como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Isso é cagado e cuspido o retrato de Banânia 2025.

JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

FRANCISCO, JÔ, VILAÇA

Uma procissão de mortos. Vida injusta, amigo leitor, que os três eram mesmo especiais. Deus do céu, nesse mundo de hoje, quando tantos outros fariam menos falta… Mas segue a vida. E aqui vão, sobre cada um deles, umas poucas palavras desimportantes.

1. PAPA FRANCISCO. Numa cantoria, os amigos João Paraibano e Sebastião Dias (saudades deles) encerraram um dos baiões de abertura (em sextilhas, sempre sobre um tema específico), dizendo

– O Papa da Argentina
Deixa a gente muito grata
Em vez de um anel de ouro
Preferiu anel de prata
Parece que ele não gosta
De usar broche nem gravata.

Esses cantadores… Papa usando broche? Ou gravata? Como é que pode? O próprio Francisco responde (numa entrevista sobre Tomás de Aquino): “Pedimos ao Senhor a capacidade de sorrir, a vida tem sempre algo para se sorrir. O senso de humor é um certificado de sanidade. O senso de humor humaniza. Humaniza tanto…”.

2. JÔ SOARES. Numa conversa, Jô disse

– Maior sonho que tenho é o de ser Papa. Mas isso não posso, e é pena.

A ele expliquei que o Vaticano era uma Monarquia. Há dois tipos delas. Uma sanguínea, como a Inglaterra, onde só podem ser escolhidos aqueles de sangue nobre. “Azul”, assim se diz (embora seja tão vermelho como o nosso). Se chamam Reis (ou Rainhas). Enquanto a outra Monarquia é por votos (um só país, o Vaticano), dirigida por Papas.

Para ser um deles, precisa somente ser batizado. E recordei, a Jô, o Cânon 332 do Código de Direito Canônico: “Se o eleito não tiver caráter episcopal, será imediatamente ordenado Bispo”. Fosse ele e seria, então, Bispo Jô. E, em seguida, Papa (com o nome que escolhesse).

Sobre quem pode eleger, nisso teria que tomar providências. Expliquei que o Canon 33 do mesmo Código de Direito Canônico restringe, o colégio eleitoral, aos “Cardeais da Santa Igreja Romana com exceção daqueles que, antes do dia da morte do Sumo Pontífice ou do dia no qual a Sé Apostólica ficar vacante, tenham completado 80 anos”.

Naquele tempo, não lembro mais quantos eram. Hoje são 136, dos quais 108 nomeados por Francisco. Dito isso sugeri ao Gordo que bastava ele conseguir, em Roma, apoio para que os cardeais votassem nele.

– Quero não.

– E por que?, homem.

– Vai dar muito trabalho.

E preferiu abdicar do sonho para continuar vivendo a vidinha boa que levava no seu belo duplex de Higienópolis (bairro nobre de São Paulo). Viva Jô.

Este colunista sendo entrevistado no Programa Jô Soares

3. MARCOS VILAÇA. Nas sessões da Saudade do querido Vilaça, na Academia Brasileira de Letras e também na Academia Pernambucana de Letras, comecei dizendo

‒ Vilaça e eu não tínhamos nada em comum; e, portanto, tínhamos tudo em comum.

Explico melhor. Referi o momento em que nos conhecemos, em 1969, quando nosso Brasil vivia os mais duros anos da sombria Ditadura de 1964. Vilaça ocupou cargos importantes, em nosso estado e no país. Entre eles o de ser uma espécie de ministro da Cultura, quando foi Presidente da Fundação Pró-memória; diretor dos Centros Sociais Urbanos; ou diretor da Caixa Econômica Federal. Depois, ainda foi Ministro do TCU (e seu Presidente).

Enquanto eu apenas queria mais Democracia. O que me levou a ser proibido de estudar, no Brasil; e, depois, também proibido de ensinar. Sem contar ameaças do CCC e outros incômodos. Sobre esse tempo dr. José Paulo pai, me vendo calado (jamais esquecerei), disse

‒ Meu filho, se incomode não que um dia você ainda vai por tudo isto no seu currículo.

Mas essas diferenças jamais interferiram em nossa relação. Por fora da pompa e circunstâncias, prevaleceram sempre as relações pessoais. O que nos levou a ser compadres pelos dois lados. Maria do Carmo e ele, padrinhos de nosso casamento e dos filhos; Maria Lectícia e eu, padrinhos nos casamentos dos filhos dele.

Conto apenas um episódio, ocorrido naquele tempo, para dar exemplo de nossa relação. Era eu presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito da Universidade Católica. E, certa vez, chegou por lá um militar da PM sem farda, em roupas civis, que disse

‒ O comandante da PM quer falar com o senhor semana próxima, no escritório dele.

Talvez por conta de processo que respondia por lá (depois cancelado, por envolver militar que frequentava um Hospital psiquiátrico, qualquer dia conto isso melhor). Respondi

‒ E onde está a intimação?

‒ O convite é de boca.

‒ Já que de boca é diga ao comandante, de boca também, que não vou.

Desapareceu do lugar e voltou 20 minutos depois, com (agora) uma intimação. Era para ir no dia seguinte, às 6:00hs da manhã, ao quartel da Polícia Militar.

‒ Agora sim, diga ao comandante que amanhã estarei na sua sala, com muito prazer.

Não sei se ele percebeu a ironia na resposta. E a hora foi uma espécie de vingança. Tanto que fiquei esperando, sentado, desde aquela hora bem cedo, até o meio da manhã, quando o comandante afinal chegou. Minha preocupação era só o fato de ser comum, naquele tempo, que opositores do governo desaparecessem como por encanto. E fiquei preocupado que algo assim também pudesse acontecer comigo. Então passei na casa de Vilaça, entreguei a ele a tal intimação, e disse

‒ Amigo, fique com esse papel. Se amanhã não aparecer em casa até a noite, você sabe onde estou. E, por favor, diga isso aos velhos.

Assim eram nossas relações que, com o passar do tempo, ficaram mais e mais sólidas. E por que digo isso?, agora. Para indicar que, mesmo em tempos duros, as pessoas podiam conviver bem. Havia mais compreensão. As relações pessoais eram prevalentes.

Passam os anos e chegamos ao Brasil de hoje, amigo leitor. Radicalizado. Irritado. Desalentado. Onde as pessoas têm dificuldades para conviver. Até dentro das famílias. Com sangue nos olhos. O passado era melhor que o presente. Pobre de nós. Pobres país. Saudades de um Brasil que não existe mais.

DEU NO X

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

ASSECLAS DE NERO

O imperador Nero foi o acusado de incendiar a cidade de Roma em 64 d.C

Entre as maldades do imperador romano NERO, conhecido na História pela sua tirania, está o incêndio de Roma, por ele provocado e ao qual ele teria assistido com indiferença, dedilhando sua lira.

Esse grande incêndio de Roma ocorreu em 18 de julho de 64 d.C., e depois de seis dias em chamas, a cidade estava com dois terços reduzidos a escombros.

Logo se divulgou o boato de que Nero teria mandado atear fogo em Roma, para apreciar o espantoso espetáculo e depois escrever um poema baseado na cruel realidade.

Para afastar de si as suspeitas, Nero tratou de atribuir a culpa aos cristãos. Daí, tiveram início as perseguições aos seguidores do Cristianismo. Homens, mulheres e crianças foram presos e condenados aos piores suplícios.

Sob o governo de Nero, Roma teria conhecido o clímax do desregramento moral e político.

Paulo, discípulo de Jesus, foi decapitado. Pedro teve a morte na Cruz. Muitos cristãos eram atirados às feras, no Circo Máximo, num espetáculo que visava acalmar a revolta do povo.

Após o incêndio, o imperador Nero iniciou, imediatamente, um grande projeto de reconstrução da cidade. Logo confiscou bens para construção de seu palácio, a “Domus Aurea” (Casa Dourada), que ocupava, com seus jardins, extensa área urbana.

O Brasil, atualmente, parece infiltrado de asseclas de Nero.

Como num pesadelo, o povo se vê na iminência de ter de volta um ex-presidente, que, depois de indiciado, julgado e condenado em alguns tribunais, e em pleno cumprimento de pena em um órgão federal, foi beneficiado por uma reviravolta processual, o que resultou em sua “descondenação”, tudo sob medida, o que pareceu, para uma boa parte do povo brasileiro, uma verdadeira “diarreia jurídica”. De repente, o condenado tornou-se “descondenado”. E em seguida, foi considerado apto a concorrer, mais uma vez, à Presidência da República.

Em pleno cumprimento de pena por improbidade administrativa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, o condenado foi libertado em nome de um suposto “erro de comarca”, numa jogada capciosa e maléfica, para que pudesse novamente se candidatar à Presidência da República. O resultado foi uma surpreendente e misteriosa vitória, após eleição com o uso de urnas eletrônicas, que continuam “atravessadas” na garganta de grande parte do eleitorado brasileiro.

Sob a iminência de ver, pela terceira vez, esse fantasma devorador do dinheiro público, assumir a Presidência da República, o povo brasileiro está decepcionado com os togados que compõem a Suprema Corte do nosso País.

A contratação de 283 componentes para integrar o governo de transição, com altos salários, é uma demonstração do que virá pela frente, com esse novo governo. Somente um assecla de Nero, no seu delírio, teria essa coragem, contra tudo e contra todos, de assumir altos compromissos, antes mesmo de tomar posse no cargo de Presidente da República, o que somente ocorrerá em 1 de janeiro de 2023.

A política, no seu significado mais amplo e mais nobre, deveria ser, com efeito, a arte de organizar a vida coletiva e individual. Entretanto, ela não passa da mais despudorada mentira.

Estamos assistindo, antes da hora, ao espetáculo de um “rei” desfrutar das regalias da Nação, num gasto sem freios, com aprovação dos vermes do poder.

Esse grupo domina e escraviza a grande massa da população. São algumas centenas de homens cavalgando bilhões, impiamente. E ainda por cima, eles chamam de ímpios aos que se revoltam contra os gastos desenfreados do dinheiro público.

Eles dispõem de tudo quanto racionalmente forma o grande patrimônio comum. Açambarcam o que seria o seu quinhão e o dos outros. Para eles, o aumento da abundância; para os pequenos, os horrores da miséria.

Não podemos caminhar, melhorar ou progredir, enquanto os nossos homens públicos continuarem se julgando uma casta à parte, bem acima da Nação.

DEU NO X

DEU NO X

PENINHA - DICA MUSICAL

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

A PALAVRA DO EDITOR

CACHAÇA E VODCA

Um texto publicado em maio de 2021

* * *

Ontem Aline estava futucando nos meus arquivos de fotos antigas a meu pedido.

Pra ver se encontrava uma foto minha com Seu Luiz, meu  saudoso pai.

E lá pelas tantas ela me perguntou quem era essa belezura ao meu lado:

E eu informei que era o escritor russo Boris Zakhoder.

Esta foto foi feita nos anos 80 do século passado, quando participei do IWP, o International Writing Program, promovido pela Universidade de Iowa, lá nos Zistados Zunidos. Um programa composto por muito eventos, debates e conferências, que contou com a participação de um grupo de escritores de todos os continentes e durante o qual fiz imorredouras amizades.

Este editor, inxirido e metido a besta, foi lá a convite do governo americano. Convite feito através da embaixada no Brasil.

Os zamericanos devem ter achado minha carinha linda e inventaram de me botar na lista.

Daqui da América do Sul, só eu e o argentino Carlos Gardini, de quem me tornei amigo e que encantou-se em 2017.

Foi uma mordomia arretada que durou  vários meses e que contou com muitas viagens de todo o grupo lá dentro daquele imenso país. Nova Iorque, Los Angeles, São Francisco, Nova Orleans e Chicago, entre várias outras, foram algumas das cidades pra onde nos levaram

Pois voltando ao Boris da foto lá de cima, quero dizer que se trata de um importante autor da literatura russa infanto-juvenil e foi quem traduziu do inglês para o russo o clássico “Alice no País das Maravilhas”. Não aprendi nada sobre a literatura do seu país e nem tive muito tempo de conversar com ele sobre literatura brasileira porque nossos encontros se resumiam apenas a um incessante consumo de vodca e de cachaça.

Do mesmo jeito que eu, o escritor russo trouxera em sua bagagem a bebida nacional do seu país a fim de enfrentar os quatro longos meses que teríamos pela frente na terra dos americanos.

Conheci este simpático sujeito quando se estava ainda nos primórdios do governo Gorbachov que, em boa hora e já tardando, deu início à Perestroika e à Glassnot, palavras russas que significam, respectivamente, reestruturação e transparência.

E, graças a isso, o carcomido e jurássico comunismo soviético foi solenemente sepultado, dando início a um novo período na história do mundo.

E foi em consequência desta política que um ansioso Boris, com a permissão do governo do seu país, pôde viajar para os EUA e participar do evento. O programa já havia tentado várias vezes trazer um russo para participar do seminário, mas sempre sem sucesso, graças ao tenebroso cagaço que os comunistas sempre tiveram de ar puro, de liberdade de expressão, de conversa franca e de pensamento livre.

Pois bem. Eu não esqueço nunca do ar maravilhado que Boris fazia sempre que estávamos tirando cópias xerográficas dos nossos trabalhos e escritos, no Departamento de Letras da universidade onde se realizava o seminário.

Um dia ele me disse bem sério, apontando a copiadora xerox: “No meu país, é impossível alguém ou alguma instituição como esta aqui ter uma máquina dessas, capaz de fazer cópias e multiplicar ideias. O governo não permite”.

E eu achei essa informação fantástica, bem reveladora da paranoia em que mergulham as tiranias no que diz respeito à transmissão de ideias que não sejam exatamente as oficiais. Uma máquina de fazer cópias na antiga Rússia comunista deveria provocar o mesmo pavor que um obsoleto mimeógrafo causa nos dias de hoje em Havana.

Curioso, fui pesquisar na internet sobre o meu estimado amigo e descobri que ele havia se encantado em novembro de 2000, aos 82 anos de idade.

Se aí no infinitivo tiver vodca ou cachaça, tome umas lapadas por mim, meu amigo Boris. Aqui na terra eu estou em abstinência compulsória.

No Wikipedia tem uma página sobre ele.

Cliquem na imagem abaixo para acessar:

Boris Zakhoder (1918-2000)