Até o caramelo patriota está em Copacabana para apoiar a anistia dos presos do 8 de Janeiro 🇧🇷 pic.twitter.com/70zK3Jf4KA
— rd 𝕏 (@Rudriguo) March 16, 2025
Até o caramelo patriota está em Copacabana para apoiar a anistia dos presos do 8 de Janeiro 🇧🇷 pic.twitter.com/70zK3Jf4KA
— rd 𝕏 (@Rudriguo) March 16, 2025
Se tem algo que me revolta é o que está nesta foto.
Pessoas estão presas sem o devido processo legal, sem culpa formada sob provas, em sentenças (as que possuem) feitas de forma coletiva.
Enquanto isso, moradores de um dos metros quadrados mais caros do Brasil (Copa) dizem “sem anistia”.
Eu tento não ter ódio desses seres pois eu iria me igualar.
Da justiça eterna não escaparão.
Até o pinguço tava infiltrado na manifestação 🇧🇷 pic.twitter.com/E7yTJfDWSH
— Joaquin Teixeira (@JoaquinTeixeira) March 16, 2025
Madeleine Lacsko

Lula: longa lista de declarações problemáticas sobre mulheres
O Brasil acordou com a surpresa de que setores da esquerda agora denunciam o machismo de Lula. O motivo? Um elogio à beleza de Gleisi Hoffmann. Não, não foi um ataque verbal explícito, não foi uma declaração como as inúmeras que ele já fez menosprezando mulheres. O detalhe curioso é que essa foi, de longe, a menos ofensiva das declarações machistas de Lula ao longo de sua vida pública. Mas, para a esquerda, parece que agora a ficha caiu.
De todas as frases polêmicas de Lula ao longo dos anos, evidenciando seu machismo, o que realmente escandalizou feministas e progressistas foi ele ter afirmado que Gleisi é uma mulher bonita. Sim, o mesmo grupo que ignorou as infames “feministas do grelo duro”, que fechou os olhos quando Lula comparou o amor pela democracia ao amor por uma amante — porque “homem gosta mais da amante do que da mulher” — agora parece indignado porque ele comentou sobre a aparência de uma aliada política. O que mudou? O contexto político.
O governo Lula enfrenta dificuldades. A inflação corrói o poder de compra da população, a popularidade do presidente despenca e os aliados já buscam desculpas para se desvincular do desastre. E qual é a desculpa ideal? Justamente aquela que sempre pode ser acionada sem comprometer ninguém: o machismo. O mesmo que foi ignorado durante décadas, o mesmo que nunca foi um problema quando Lula era tratado como “pai dos pobres”. Agora, convenientemente, virou pauta prioritária para quem precisa desembarcar do governo sem assumir que errou ao apoiá-lo.
Isso nos leva a um ponto fundamental: a hipocrisia da esquerda em relação às mulheres. O feminismo foi sequestrado por um progressismo seletivo, onde o machismo só é denunciado quando politicamente conveniente. Durante décadas, Lula foi protegido dessa acusação. Agora, quando a necessidade política impõe, ele vira alvo. Mas alguém realmente acredita que esse pessoal descobriu o machismo de Lula só agora?
O fenômeno do esquerdomacho sempre esteve presente. Ele se disfarça de aliado, finge respeitar as mulheres, usa a linguagem da militância feminista, mas na prática age exatamente como o bom e velho machista. “Seu corpo, suas regras” até o momento em que a mulher não quiser mais fazer parte do jogo dele. Quando isso acontece, rapidamente ela se torna um alvo.
A maior fraude que já inventaram para as mulheres é o esquerdomacho. O problema maior não é nem o machismo em si, mas a falsa ideia de que ele é um aliado. A mulher que lida com um homem tradicional pode ao menos confrontá-lo, discordar, reivindicar seu espaço. Com o esquerdomacho, ela sequer pode reclamar sem ser acusada de não compreender o verdadeiro feminismo. Ele não quer proteger as mulheres, quer apenas manipular a narrativa para continuar se beneficiando.
Por isso, muitas mulheres já estão trocando o esquerdomacho pelo agroboy. Porque, no fim das contas, o agroboy pode até ser antiquado em algumas ideias, mas pelo menos ele assume quem é, sem hipocrisia. Ele não finge ser feminista enquanto age como um típico machista.
O esquerdomacho não entrega nada, não protege ninguém e ainda exige aplausos. Se há uma lição a tirar desse episódio com Lula, é que a esquerda lulista só se importa com o machismo quando lhe convém. Enquanto isso, as mulheres seguem sendo manipuladas e usadas como ferramenta política. A única diferença agora é que o teatro está cada vez mais difícil de sustentar.
15/03/2025
Bolsonaro chegando no Hotel em Copacabana-RJ pic.twitter.com/FP12B5i3IC— SandraSaray (@Saray_sandrac) March 16, 2025
Um cena simples, mas com um grande significado. Haja pão com mortadela e inteligência artificial pro lula conseguir uma imagem dessas.#AnistiaJá pic.twitter.com/NaTmYQQMV3
— Thiago Gagliasso (@thigagliasso) March 16, 2025
Olhos do meu Amor! Infantes loiros
Que trazem os meus presos, endoidados!
Neles deixei, um dia, os meus tesoiros:
Meus anéis, minhas rendas, meus brocados.
Neles ficaram meus palácios moiros,
Meus carros de combate, destroçados,
Os meus diamantes, todos os meus oiros
Que trouxe d’Além-Mundos ignorados!
Olhos do meu Amor! Fontes… cisternas..
Enigmáticas campas medievais…
Jardins de Espanha… catedrais eternas…
Berço vinde do céu à minha porta…
Ó meu leite de núpcias irreais!…
Meu sumptuoso túmulo de morta!…

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)
Roberto Motta

Há um fato que vai machucar os progressistas, mas que precisa ser dito: não existe bilionário de esquerda. Faz parte do núcleo da crença esquerdista a ilegitimidade da propriedade privada. Naturalmente, bilionários têm muitas propriedades. Portanto, um bilionário que se diz de esquerda é como um dono de açougue que se proclama vegetariano, ou um criminoso que se diz defensor da lei e da ordem.
A aliança entre alguns bilionários e políticos socialistas é um fenômeno exótico, que merece um exame cuidadoso. O que o exame revela é isso: quando bilionários se aliam a esquerdistas, um dos dois lados está mal-informado ou mal-intencionado – ou as duas coisas ao mesmo tempo.
Alguns bilionários podem ver na ajuda a políticos de esquerda uma forma de seguro: eu dou uma graninha para a eleição desse radical socialista e, depois de eleito, ele deixa minha empresa em paz. Bilionários também podem estar de olho em outras vantagens de ser amigo dos donos do poder. Por exemplo: quem sabe essa turma da esquerda não escolhe minha empresa para ser uma “campeã nacional” e eu consigo belos contratos com o Estado e aquela linha de financiamento a juros mínimos?
Há também bilionários que acreditam na importância da imposição de uma governança global transnacional, que ficaria acima dos governos nacionais – um processo que é descrito como “globalismo”. O que eles ganhariam com isso fica para a imaginação do leitor. O fato é que muitos organismos internacionais foram dominados por pautas de esquerda, e bilionários que apoiam essas pautas ganham automaticamente convites para os eventos mundiais, banhados em glamour e extensamente cobertos pela mídia, onde a elite mundial decide o que nós, os manés, podemos comer, produzir ou dizer.
Por último, mas não menos importante, há os bilionários que apoiam o socialismo motivados por um profundo sentimento de culpa. Esse é o caso de muitos herdeiros de fortunas bilionárias que sofrem de angústia existencial por não merecerem o que herdaram.
A segurança e o conforto absolutos, garantidos pela fortuna herdada, retiram dos herdeiros a necessidade de lutar pela sobrevivência. Mas essa luta dá significado à vida. A necessidade de encontrar uma ocupação útil e sustentar uma família possibilita o desenvolvimento de virtudes genuínas como a coragem e a generosidade, e dá ao indivíduo um dos elementos mais importantes para sua felicidade: o mérito.
Muitos herdeiros não conseguem superar a falta de propósito de suas vidas e nem a culpa pela herança. Uma das formas de expiar esse sentimento é adotar um estilo de vida baseado em futilidade, álcool, drogas e promiscuidade. Outra forma é associar-se a ideologias radicais e indivíduos marginais.
Através dessas ligações o herdeiro tenta, inconscientemente, punir a sociedade e seus próprios pais pelo imperdoável crime de terem lhe dado muito dinheiro e, junto com ele, uma existência sem significado.