Arquivo diários:17 de março de 2025
DEU NO X
DEU NO X
JÁ RECEBEU SEU CARTÃO?
ALEXANDRE GARCIA
JULGAMENTO

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será julgado pela Primeira Turma do STF por tentativa de golpe de Estado
Está marcado para o dia 25 o exame na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) da denúncia do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, contra Bolsonaro e outros, pelo golpe que não houve. São apenas cinco ministros na turma, menos da metade do Supremo. O advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, em uma entrevista para a Revista Oeste na sexta-feira (14), lembra que a regra é que presidente e vice sejam julgados no plenário, pelos 11 ministros.
Podem dizer que Bolsonaro não é mais presidente. Sim, mas há outra decisão do STF dizendo que aqueles que estiverem respondendo a ações que se originaram durante o mandato vão manter ainda o foro privilegiado no Supremo. Ou seja, não terão a quem recorrer porque já é no último grau, na última instância. Então é preciso que o julgamento seja feito pelos 11 ministros, e não por 5, menos da metade do Supremo. É muito estranho.
O advogado disse que o inquérito da Polícia Federal repete 96 vezes a palavra “possivelmente”. Vejo isso também no jornalismo, e deveria ser proibido. Eu fui professor em duas faculdades de jornalismo, e dizia “não se usa talvez, mais ou menos, possivelmente, deve estar pensando, quase”. O jornalismo tem que ser objetivo e claro. Tem que dar a informação como ela é, e não como o jornalista acha que é. E a polícia também, mais ainda em um inquérito. Não pode ter “possivelmente”, mas está lá 96 vezes.
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Morte de Clezão poderia virar roteiro de filme
Enquanto isso, em Copacabana, Bolsonaro estava pedindo anistia para todos. Estava lá a viúva do Clezão, que morreu na mesma situação do episódio contado no filme premiado “Ainda Estou Aqui”. Ele foi preso sem o devido processo legal e morreu nas mãos do Estado. Houve a mesma coisa com o Clezão, exatamente igual.
Dá para fazer mais um filme agora, sobre o Clezão, com a agravante de que houve pedido de seu advogado por várias vezes para ele ser tratado devidamente, porque estava com risco de morrer. O pedido sequer foi considerado. Há uma responsabilidade muito grande do Estado.
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No passado, anistia permitiu que Dilma Rousseff se tornasse presidente
A Polícia Militar do Rio disse que havia 400 mil pessoas na manifestação na praia de Copacabana. Estavam lá os governadores de São Paulo, de Santa Catarina, do Rio de Janeiro, de Mato Grosso, 45 deputados, um grupo grande de senadores, em um apelo para uma anistia agora.
Aquela anistia do passado anistiou todo mundo, e foi graças a isso que Dilma Rousseff virou presidente. Fernando Henrique Cardoso também foi presidente, Leonel Brizola foi governador, assim como José Serra, que foi senador e governador. Dizia-se que o Supremo iria revisar a lei da anistia, mas o Supremo não pode.
Quem revisa uma lei é o Legislativo. Estamos falando de 40 anos de democracia, depois que assumiu o presidente José Sarney. Temos uma Constituição que mostra que o primeiro dos poderes é o Legislativo, que legisla. O Supremo não legisla.
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Desaprovação de Lula cresce nas pesquisas de opinião
A situação do presidente Lula piorou depois da última pesquisa Ipsos-Ipec. Ele tinha 34% de desaprovação, entre ruim e péssimo, e agora está com 41%. E entre ótimo e bom, ele tinha 34% e agora está com 27%. E a desconfiança está ganhando quase que de 60% a 40%. Não adiantou toda a publicidade, toda a propaganda.
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SpaceX, de Elon Musk, vai resgatar astronautas na Estação Internacional
O Elon Musk não foi para aquele lugar para o qual ele fora mandado pela primeira-dama do Brasil, ele foi para os astros. E a nave SpaceX chegou na Estação Internacional ontem para resgatar os dois astronautas que ficaram lá por mais de nove meses.
Deveriam ficar seis meses, mas ficaram mais de nove meses porque a nave que os traria de volta estava insegura, não funcionou. E o Elon Musk foi lá buscar, com o SpaceX. E nos faz rir muito o X-Kid, o filhinho dele, saltitando em torno do presidente dos Estados Unidos, se divertindo muito lá na Casa Branca.
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
JOÃO FRANCISCO – RIBEIRÃO PRETO-SP
Mais um vídeo da série: se rir vai para o inferno.
O Luladrão muito bem representado 🤣🤣🤣🤣 pic.twitter.com/QK3g2SJD0Y
— Sandra Mara 2 (@SandraMara211) March 16, 2025
DEU NO X
PERDE FEIO PRA MANIFESTAÇÃO DO PT EM NÚMERO DE PARTICIPANTES
▶️ Sob sol escaldante, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cantaram o hino nacional brasileiro durante o ato pró-anistia, que ocorre na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, neste domingo (16/3).
📹 Breno Esaki/Metrópoles pic.twitter.com/8PI5621MKF
— Metrópoles (@Metropoles) March 16, 2025
XICO COM X, BIZERRA COM I
MEUS BREVES CONTOS – 10
DEU NO JORNAL
O QUE SOMOS EM COPACABANA
Luís Ernesto Lacombe

Não tenha medo. A praia de Copacabana nos espera. O verde e o amarelo ainda são as nossas cores. Por mais que nos persigam, por mais que nos cerquem, ainda existem leis. Em algum momento, elas voltarão a ser cumpridas. E nosso grito é fundamental. Do contrário, seguiremos abandonados por aqueles que deveriam ter agido há muito tempo. Não há nada que revolte mais do que a injustiça, nem a omissão, nem o abandono, nem o desprezo, nem o escárnio, nem a traição…
Não somos revolucionários, não somos rebeldes, somos aqueles que não desistem de buscar e expor a verdade. Essa é a nossa causa: sacudir os tiranos e seus cúmplices, em bloco, num só corpo quilométrico, numa multidão poderosa, numa massa compacta. Temos a força do caráter, da moral, da legalidade, dos verdadeiros princípios e valores, do respeito ao que é certo. Execramos os bárbaros, que apenas parecem imbatíveis, senhores de si, todo-poderosos. Eles vão ruir.
Estamos na luta contra o autoritarismo, o totalitarismo, os abusos, os arbítrios, as ilegalidades… Contra burocratas e tecnocratas inchados de “criatividade”, que se acham donos das leis. Somos a resposta mais contundente às ameaças selvagens, insanas, principalmente as maldisfarçadas, as que se dizem limpinhas. Somos uma reação aos que se vestem de bondosos, em trapos imundos, em figurinos rotos.
Protestamos contra a ideia de um Estado tutor, “salvador e protetor”, um brutal pai de todos… Somos contra o estatismo, o coletivismo. Somos o indivíduo, o cidadão, a família, e somos a pátria. Somos a igreja, a liberdade, a propriedade. Somos as comunidades locais, a rua, o bairro, a cidade. Somos inimigos das “soluções universais”, dos globalistas. Somos a maioria e também a minoria, e o que beneficia um grupo deve beneficiar o outro também.
Somos uma reação às vastas mudanças desencadeadas pelo podre iluminismo, somos avessos à podridão. Provamos tantas vezes que não há “justiça social”, “justiça racial”, “justiça ambiental”. Justiça é justiça, e nisso reside a verdadeira igualdade: todos são iguais perante a lei. Somos os defensores das instituições como elas devem ser, não de seus desvios, seus movimentos toscos e esparramados. Somos contra os hipócritas, os mentirosos, os demagogos, os criminosos… Somos a barreira ao rolo compressor ideológico, idiota.
Somos protetores do que é admirável, criado com tanta dificuldade, daquilo que realmente tem valor. Somos contra a destruição do que se provou benéfico, necessário. Somos contra o atraso. Somos as experiências que já tivemos, certas ou erradas, somos o “tempo que já vivemos”. Somos a tradição milenar, somos a melhor herança da humanidade. Somos a imperfeição humana tão necessária para o passo adiante, pensado, medido, aprendiz dedicado.
Somos os vínculos afetivos; o que amamos protegemos… A decadência combatemos. Somos o vigor intelectual, a força política. Somos a cultura de verdade, não a multicultura, a intercultura, o lixo cultural. Temos espírito de boa vontade e gratidão, e nenhuma dificuldade para apontar aqueles que querem destruir a civilização ocidental, atirando contra nós substituições inaceitáveis. Somos terminantemente contra a farsa, a enganação, o ridículo. Não somos uma utopia, não somos idealistas. Caminhamos com os fatos.
E a representação de tudo isso estará espalhada na manifestação na praia de Copacabana. E a representação de tudo isso será a voz de todos nós, estará inabalável nas roupas que vestiremos, nos cartazes que empunharemos, nas bandeiras que ergueremos. O grito de anistia para os presos políticos do 8 de Janeiro é o grito por justiça. Livrá-los das barras da tirania é só mais um passo. E o duro caminho levará, tenho certeza, à inevitável substituição dos inocentes perseguidos agora pelos criminosos de verdade.
PENINHA - DICA MUSICAL