DEU NO X

DEU NO JORNAL

A IMUNDÍCIE BANÂNICA

Alguns dos principais defensores da censura imposta ao “X”, ex-Twitter, adotada a pretexto de “desrespeitar a lei e a justiça”, não têm a coerência ou a decência de abandonar a rede social que acusam de “tóxica” ou “antro de fake news”.

Não fosse um espaço democrático, o X teria tocado para fora oportunistas como Guilherme Boulos (Psol), candidato de extrema-esquerda a prefeito de São Paulo, que ficou conhecido invadindo o alheio e, claro, agora pede votos no X, cuja censura apoiou.

Após chamar Elon Musk de “alucinado de extrema-direita”, Boulos já fez mais de 300 posts na rede do bilionário desde a suspensão da censura.

Lula (PT) é outro que se aproveita do espaço: após apoiar a censura e hostilizar Musk, desde quinta (10) não para de publicar lorotas no X.

Orlando Silva (PCdoB-SP) voltou aos posts. Sabe que no território livre do X ele pode defender até o seu Projeto da Censura. Sem censura.

Outros oportunistas de extrema-esquerda como Ivan Valente (Psol-SP) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ), pró-censura, estão “tuitando” adoidados.

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Essa cambada de canhotos escrotos (desculpem a redundância…) é o que existe de mais abjeto no mundo político banânico.

Não tem um pingo de vergonha na cara lisa, lambuzada com óleo de peroba.

Uma patota que merece levar a pajaraca do jumento Polodoro no meio do toba.

Aliás, em falando de Polodoro, vamos botar o nosso querido jumento pra rinchar em homenagem a quem  ainda vota nessa canalha.

Rincha, Polodoro!!!

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

A PALAVRA DO EDITOR

ALEXANDRE GARCIA

ESTAMOS LIVRES DO HORÁRIO DE VERÃO, AO MENOS POR ENQUANTO

Horário de verão não volta em 2024.

Horário de verão serve supostamente para economia de energia elétrica, mas tem efeitos sobre o relógio biológico das pessoas

Coisa boa: este ano não teremos horário de verão, que é um horário enganador. A pessoa até fica mais tempo no barzinho, vai dormir mais tarde, acorda mais cansada de manhã e tem uma produtividade menor durante o dia. Se a renda do trabalhador depender da produtividade, ele perde até a renda. As crianças, por sua vez, principalmente as que estão no meio rural, vão para a escola no escuro, com todos os perigos. Era para economizar energia elétrica, mas desgasta o corpo humano, esse horário de verão. Vamos seguir o sol e as estações do ano.

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Lula faz mais carnaval para anunciar nova compra de arroz 

O presidente Lula anunciou festivamente, num encontro de propaganda totalmente desnecessário, que o governo vai comprar 500 mil toneladas de arroz com verba de R$ 1 bilhão – ou seja, por R$ 2 o quilo –, e que vai comprar preferencialmente de pequenos produtores, que já podem se inscrever para garantir a venda. Disse que é para mitigar os efeitos das secas e das enchentes nas regiões produtoras, principalmente o Rio Grande do Sul. Seria muito mais simples reconstruir pontes e refazer estradas imediatamente, e principalmente dragar o fundo dos rios, que ainda estão entupidos, e qualquer nova chuva fará com que o rio transborde. Mas esse tipo de coisa não rende a publicidade de que Lula gosta.

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Lula adora falar mal de banqueiro – mas só pelas costas  

Lula também recebeu banqueiros do Itaú, do Bradesco, do Santander, e só faltou fazer declaração de amor. Disse que não tem nada contra os banqueiros – é o que ele diz para os banqueiros, porque para os outros ele espinafra a Faria Lima e o mercado financeiro, está sempre falando mal. É o viés do Foro de São Paulo, do qual ele foi um dos fundadores, ao lado de Hugo Chávez. Aliás, o PT assinou uma nota do Foro de São Paulo dizendo que a eleição na Venezuela foi uma maravilha, que não houve nenhuma fraude e que Maduro foi eleito. São coisas que somos obrigados a ouvir e, mais do que isso, a comentar, para que as pessoas pensem a respeito.

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STF está sempre pronto a não deixar deputados e senadores fazerem seu trabalho 

Assim como não temos como não pensar nas prerrogativas dos deputados e senadores. Não são concessão divina nem do Supremo, mas algo que foi muito pensado e estudado pelos constituintes, resultando no artigo 53: deputados e senadores “são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer palavras”. Mas agora, a todo momento, deputados e senadores são ameaçados por ações que chegam ao Supremo. Devo lembrar que, a priori, o Supremo, o Judiciário, o juiz não têm iniciativa. A iniciativa é do Ministério Público; pode ser do delegado de polícia, que leva um inquérito ao MP. Ou pode ser, também, de um partido político que aciona o Supremo.

Agora, por exemplo, as pessoas estão vendo o Solidariedade (do Paulinho da Força) e o PSol entrarem no Supremo para bloquear duas PECs que estão tramitando. Uma delas restringe a decisão de um único juiz para suspender uma lei que tenha sido aprovada pela maioria dos deputados e senadores, nossos representantes. A outra permite que, no momento em que o Supremo decidir algo que é da alçada do Congresso, fazendo lei sem ser o Poder Legislativo, o Congresso Nacional possa bloquear essa decisão pelo voto de dois terços da Câmara e do Senado. Por exemplo, dizer qual é a quantidade de maconha que a pessoa pode transportar é fazer lei, não é uma decisão do judiciário.

Mas como é que o Supremo vai pegar duas ações propostas pelo PSol e pelo Solidariedade e interferir, agir, uma vez que o próprio STF é o principal interessado? Isso me parece impossível, contraria qualquer princípio do direito – mas contrariar princípios do direito já não é inédito no Brasil.

COMENTÁRIO DO LEITOR

DEU NO JORNAL

OBRIGADO, OLAVO DE CARVALHO!

Paulo Briguet

Olavo de Carvalho durante as gravações do filme: “O Jardim das Aflições (2017)” Lavra Filmes

Olavo de Carvalho durante as gravações do filme: “O Jardim das Aflições (2017)” Lavra Filmes

“A eternidade o transforma naquilo que ele sempre foi.” (Stéphane Mallarmé)

A esta altura creio que muitos já devem saber que, no passado, eu fui ateu, materialista e comunista. Sempre me perguntam como se deu a mudança em minha alma; eu respondo brincando que seria necessário ler o conjunto das minhas crônicas — talvez umas 3 mil — para entender o que aconteceu. No entanto, se for necessário apontar um personagem que foi decisivo na minha volta para Casa, eu diria sem vacilar o nome de Olavo de Carvalho (1947-2022).  

Anteontem, 15 de outubro, foi Dia de Santa Teresa de Ávila (1515-1582), escolhido por Dom Pedro I para ser também o Dia do Professor. O imperador foi bastante feliz na escolha da data, uma vez que Santa Teresa é uma das maiores mestras da espiritualidade em todos os tempos.

A educação brasileira, porém, seguiu um caminho completamente oposto ao indicado pela primeira Doutora da Igreja; a educação da alma passa longe da maioria de nossas escolas e universidades, sobretudo no sistema público. Deus foi expulso dos bancos escolares.

O professor Olavo de Carvalho veio para romper a bolha de ignorância, fingimento e materialismo em que o Brasil foi mergulhado nos últimos 50 anos e estimular a busca pela alta cultura, pela verdade, pelo Espírito. Enganam-se aqueles que o veem como um mero analista político ou crítico cultural; Olavo foi importantíssimo nessas áreas, mas o seu principal trabalho era outro: era ajudar a salvar a alma das pessoas. Ele levou milhares de pessoas de volta para a Igreja e esses milhares estão ajudando a salvar o país.

Dos 14 aos 29 anos de idade, eu vivi preso em uma eterna tarde de domingo sem Deus. Havia perdido completamente a capacidade de acreditar, de sentir esperança e de amar incondicionalmente. Não conseguia perdoar ninguém porque não sabia reconhecer os meus pecados, quanto mais pedir perdão por eles.

Foi nessa época que descobri os artigos do Olavo de Carvalho. Eu era diretor de um sindicato e lia os seus textos clandestinamente, para que meus companheiros não me flagrassem cometendo esse crime em plena sede sindical.

Embora eu me irritasse por suas críticas a vacas sagradas da esquerda que até eu considerava inatacáveis — tais como Leandro Konder, Marilena Chaui e Emir Sader —, fui obrigado a admitir que ele escrevia muitíssimo bem, melhor do que qualquer intelectual ou jornalista de esquerda.

Um deles era a existência de Deus; outro, a imortalidade da alma; um terceiro, o sentido da vida.

Houve um dia em que eu participei, como sindicalista, de uma espécie de tribunal de exceção contra um amigo, um jornalista e poeta por quem tinha (e tenho) grande estima. Esse amigo era totalmente inocente das acusações que lhe fazíamos; mas atacá-lo era uma necessidade política naquele momento, diziam meus companheiros de sindicato. Sim, eu participei dessa farsa, e aquilo me calou profundamente na alma.

Naquele dia eu me senti exatamente como Olavo descreveria: “Ser esquerdista é viver num estado de desorientação moral profunda, estrutural e incurável. É mergulhar as mãos em sangue e fezes jurando que as banha nas águas lustrais de uma redenção divina”.

Certo dia, numa tarde de domingo sem Deus, li um artigo em que Olavo mencionava uma passagem da infância do grande músico, médico, teólogo e benemérito Albert Schweitzer (1875-1965). O pequeno Albert, aos três anos de idade, fora picado por uma abelha e se pôs a chorar. Os familiares e vizinhos vieram acudi-lo.

Em certo instante, o menino percebeu que não sentia mais dor, mas continuava a chorar, apenas para continuar atraindo as atenções. Setenta anos depois da cena, o Dr. Albert Schweitzer — um dos maiores intérpretes da obra de Johann Sebastian Bach, o homem que se formou em medicina e abriu um hospital na selva do Gabão para salvar vidas e pregar o Evangelho, o Prêmio Nobel da Paz de 1952 —, aquele grande herói de nosso tempo se envergonhava por ter fingido sentir dor aos três anos de idade! Para Olavo, eis aí a verdade mais importante na vida de alguém — aquela em que só existem duas testemunhas: você e Deus.

Quando terminei de ler esse artigo — intitulado “Sem Testemunhas” —, fechei os olhos e disse a mim mesmo: “Eu sou esse menino! A minha vida inteira é um fingimento para atrair a atenção dos outros”. 

Foi então que eu percebi claramente que a minha existência estava completamente apoiada em autoilusões, em pensamentos mágicos, em sentimentos que nada tinham a ver com a realidade. Tudo aquilo em que eu fundamentava minhas ações como militante político e jornalista eram “adaptações degradantes de símbolos mitológicos, roubados à eternidade, comprimidos na dimensão temporal e transfigurados em deuses de ocasião”. Eu era apenas a sombra de uma sombra, alguém cujos atos e obras seriam perderiam completamente o sentido diante da morte.

É por isso que eu agradeço ao professor Olavo. Ele transformou a minha vida ao me fazer voltar os olhos para a perspectiva da imortalidade da alma, o coração para o amor ao próximo e a inteligência para o amor à verdade. Pelas mãos do mestre — de quem me tornei aluno e amigo —, eu voltei para Deus, e isso salvou a minha vida.

Obrigado, professor.

PENINHA - DICA MUSICAL

TEMAS DE FAROESTE – 4

Quero homenagear, durante esta semana, o nosso colega Cícero Tavares, o formidável crítico de cinema desta nossa gazeta.

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1969 – Raindrops Keep Fallin’ on My Head – B. J. Thomas

Tema do filme “Butch Cassidy & the Sundance Kid” estrelado por Paul Newman, Robert Redford e Katherine Ross.