Arquivo diários:16 de julho de 2024
DEU NO JORNAL
DEU NO JORNAL
CABO ELEITOREIRO
Levantamento do Paraná Pesquisas (RO00851-2024) aponta Lula como péssimo cabo eleitoral para candidatos a prefeito de Porto Velho (RO):
61,5% dos eleitores dizem que jamais votariam no indicado do petista.
* * *
Ou seja, ainda tem quase 40% de tabacudos em Porto Velho que votariam em candidatos indicados pelo Ladrão Descondenado.
Como dizia Seu Luiz, meu saudoso pai, gente besta e mato é o que mais tem neste mundo.
DEU NO JORNAL
A ÚLTIMA DA EXTREMA-ESQUERDA
Leandro Ruschel
A realidade não se desenvolve a partir do nada.
Tudo o que ocorre no mundo é derivado das ideias.
Há um pequeno percentual de pessoas que desenvolve as ideias. Quando o homem conseguiu domesticar animais e desenvolver a agricultura, houve a possibilidade de alocar parte da sociedade no único e exclusivo exercício de refletir e desenvolver ideias.
Por milênios, os integrantes das religiões organizadas eram os únicos filósofos, artistas, inventores…
Com a universalização do conhecimento, a hegemonia foi aberta, e cada vez mais gente pôde participar do grande mercado das ideias.
As universidades surgiram como as maiores geradoras de conhecimento, de novas ideias, e dividem a capacidade de influência com a arte e com a imprensa como promotoras de novas ideias.
Os comunistas perceberam logo a importância de aparelhar as universidades, a cultura e a imprensa. Lênin falava que a imprensa era a maior arma do partido. Já Gramsci desenvolveu toda uma estratégia de tomada de espaços para criar uma sociedade socialista sem dar um único tiro.
Hoje, as universidades se transformaram em meros aparelhos da esquerda, cada vez mais distantes do propósito de buscar a verdade e o conhecimento. O único objetivo passou a ser levar à frente o projeto socialista, através de mentiras e manipulações.
Os jornalistas são treinados nesse ambiente e saem formados como militantes políticos, operando as redações como veículos para defender a agenda e perseguir seus opositores políticos. Muitos artistas também são, em boa parte, formados nesse ambiente.
Acadêmicos, artistas e jornalistas não atuam apenas por conta do seu alinhamento ideológico com a esquerda, mas também por fortíssimos incentivos financeiros. Quem não entra na linha tem as portas fechadas para sua carreira. E ainda há toda sorte de bolsas e incentivos governamentais e extra-governamentais para defender a agenda.
É nesse contexto que surge o processo de imposição do pensamento único esquerdista e a desumanização da direita que marca o nosso tempo. O projeto é totalitário e não abre espaço para alternativas.
O autor do post acima é um desses líderes acadêmicos, que passou os últimos anos comprometido com a tarefa de criminalizar a direita, acusando os conservadores de promover o “discurso de ódio” e de atacarem “a democracia”.
A direita é “extremista”, uma “ameaça para a sociedade”, portanto deve ser eliminada.
Um jovem de 20 anos parece ter acreditado nisso e resolveu eliminar um líder de direita que representaria essa ameaça. A alternativa é ainda mais grave: o próprio establishment teria buscado a eliminação do ex-presidente. Qualquer que seja o caso, a justificativa é a mesma.
O acadêmico não tem o menor pudor em apresentar como realidade uma tese sem o menor sentido: o sujeito que tentou matar Trump seria um republicano. Ora, por que um republicano mataria o principal líder do partido?
Ele utiliza o registro do sujeito como republicano perante a comissão eleitoral como base para sua tese, mas isso não quer dizer nada. Por exemplo, os democratas fizeram uma campanha para se registrar como republicanos com o objetivo de votar nas primárias e impedir que Trump fosse o candidato pelo partido.
Veio a público que o atirador fez doação para uma ONG que financia candidatos democratas. Mas sobre isso, o acadêmico silenciou.
Ele segue com a sua tarefa de criminalizar a direita. Na verdade, Trump não seria a vítima, mas o principal responsável pelo atentado contra sua vida, pelo “mundo que ele criou”.
É muita desfaçatez: acadêmicos, jornalistas e artistas passaram as últimas décadas destilando ódio em relação à direita, alguns chegando ao ponto da defesa aberta da violência contra adversários políticos, em nome de um projeto político totalitário, e acusam os conservadores de fazê-lo, mesmo logo após um dos seus líderes ser alvo de atentado.
Eles também costumam acusar a direita de promover “desinformação”, mas o próprio acadêmico apresenta uma tese furada como verdade, enquanto outros esquerdistas chegaram ao ponto de espalhar a mentira sobre um atentado falso, que teria sido armado para promover a campanha de Trump.
Fica evidente que a acusação de “desinformação” contra a direita serve apenas para que eles possam censurar as redes sociais, retomando a hegemonia sobre o fluxo de informações, tratando qualquer posição contrária à agenda socialista como “fake news”.
Até por uma questão de defesa de mercado: uma internet aberta, com livre fluxo de informações, produz uma grande concorrente às universidades. Como esse pessoal manterá seu poder e influência num ambiente desses, em que um influenciador tem mais leitores do que grandes jornais? Em que você pode aprender basicamente qualquer coisa, de graça?
Se hoje temos um ambiente de censura e de perseguição política, com cada vez menos liberdade e direitos individuais, é por conta desses acadêmicos, jornalistas e artistas de extrema-esquerda. Muitos nem sabem, mas são financiados pelos grandes capitalistas que dizem combater.
Eles querem literalmente nos eliminar, em nome dos mais “nobres” ideais. O mais irônico é que fazem tudo isso e nos acusam de “fascismo”.
Quem é fascista, afinal?
DEU NO JORNAL
A VIOLÊNCIA POLÍTICA NA MAIOR DEMOCRACIA DO OCIDENTE
Editorial Gazeta do Povo

Trump é removido de palanque após ser atingido por tiro em Butler, na Pensilvânia
No episódio de violência política mais grave ocorrido nos Estados Unidos desde a invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, o ex-presidente e candidato republicano à presidência dos EUA Donald Trump sobreviveu por muito pouco a um atentado a tiros durante um comício na Pensilvânia, no último sábado. Trump levou um tiro de raspão na orelha; um bombeiro que estava na plateia morreu atingido por outro disparo, enquanto protegia sua família, e outras duas pessoas foram feridas.
O atirador, Thomas Matthew Crooks, foi morto por atiradores de elite segundos após efetuar os disparos, e seus pertences estão com órgãos de investigação. No entanto, mesmo sem que se saiba quais os motivos específicos que levaram Crooks a tentar matar Trump, e mesmo que tenham ocorrido falhas por parte do Serviço Secreto norte-americano, encarregado de proteger o ex-presidente e prevenir esse tipo de situação, já é possível identificarmos com toda a certeza uma causa remota do ataque sofrido pelo republicano: a degeneração do debate político, com a normalização da retórica que demoniza ou desumaniza o adversário – um fenômeno que não é nem de longe exclusividade norte-americana, podendo ser observado em muitas democracias ocidentais.
Quando adversários políticos já não são tratados como o que são – pessoas que têm discordâncias legítimas e merecem o devido respeito, ainda que se considere que estejam profundamente equivocadas – para ganharem designações como “lixo”, “vermes” ou “animais selvagens” (todos esses exemplos reais, vindos dos dois lados do espectro político), está dado o recado: a eles não é preciso dispensar o mesmo tratamento dado a um ser humano. Da mesma forma, a banalização de termos como “fascista”, “nazista” ou “ameaça à democracia” para designar políticos ou seus apoiadores segue o roteiro idêntico. Para quem crê que a única forma de lidar com um nazista não é na conversa, mas no braço (ou na bala), basta juntar os pontos que a violência política acaba legitimada.
Na contramão de algumas reações vergonhosas – como o da ex-assessora de um deputado democrata que pediu ao atirador para “não errar da próxima vez”, ou de setores da esquerda brasileira que negam a realidade do atentado – os dois homens que disputarão a presidência dos Estados Unidos em novembro parecem ter tomado consciência das consequências da retórica demonizadora. Em pronunciamento televisivo feito na noite de domingo, o presidente Joe Biden afirmou que é preciso “baixar a temperatura” do debate político e “dar um passo para trás”. “Podemos discordar, mas não somos inimigos; somos vizinhos, amigos, colegas de trabalho”, afirmou com razão. Ironicamente, o pedido significa uma mudança radical na própria campanha democrata, já que o que Biden mais vinha fazendo era descrever Trump como uma “ameaça à democracia”.
Trump – que está longe de ser um exemplo de moderação no discurso – foi na mesma toada em entrevista ao New York Post, a primeira após o atentado. O republicano afirmou ter “jogado fora” o discurso que havia preparado para a convenção do seu partido, iniciada nesta segunda-feira. “Eu faria um discurso bem duro, muito bom, sobre essa administração corrupta e horrorosa”, afirmou ao repórter do Post, acrescentando que a nova versão seria sobre “unir o país” e que, de agora em diante, a campanha se tornaria mais civilizada.
“Discordar é inevitável na democracia americana, e faz parte da natureza humana, mas a política é a arena do debate pacífico”, afirmou Biden em seu pronunciamento – uma verdade que vale não somente para os Estados Unidos, mas para o mundo todo. Não se trata de abrir mão das próprias convicções em nome de um relativismo, nem de deixar de debater temas políticos, mas de compreender que é possível debater ideias sem desrespeitar (muito menos desumanizar) pessoas, que há todo um arco de posições legítimas (concordemos ou não com elas) sobre vários temas, e que considerar todos os que discordam de nós como burros ou mal-intencionados está muito longe da verdade. Se a trégua provocada pelo atentado contra Trump se mostrar permanente, haverá esperança de recuperar uma autêntica cultura democrática dentro e fora dos Estados Unidos.
PENINHA - DICA MUSICAL
