DEU NO JORNAL

DUPLO EXCRETOR

O presidente Lula (PT) insulta o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para esconder sua responsabilidade sobre os juros altos.

O vilão da Selic a 10,50% não é o BC, é a decisão de Lula de gastar sem limites.

O vilão está no espelho do chefe do governo.

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O cagatório lulaico é em dose dupla.

Excreta pela boca e excreta pelo furico.

Este Brasil 2024 é mesmo um país surreal. 

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

PRA REDUZIR O DÓLAR

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Acabei de enviar mensagem para Dona Esbanjanja, Primeira Gastadora do Brasil, me oferecendo pra ajudar na sessão de catimbó que vai baixar o dólar.

Devidamente paramentado de Pai Babachola e pronto pra incorporar o Cabôco Papa-Rabo.

O dólar vai despencar no mesmo instante.

Estou às ordens.

DEU NO JORNAL

O ANTICRISTO POLÍTICO

Francisco Razzo

O presidente Lula durante evento comemorativo em Salvador, em 2 de julho.

O presidente Lula durante evento comemorativo em Salvador, em 2 de julho

Na teoria republicana clássica, a soberania de um sistema de governo reside no povo e é exercida por meio de representantes eleitos. Os representantes, incluindo o presidente e todos os funcionários de Estado, são mandatários do povo, jamais o próprio povo. Esta distinção entre povo e seus representantes é fundamental para manter a legitimidade e a funcionalidade do governo republicano.

Lula, que vive eternamente de palanque, recentemente afirmou o seguinte a respeito de si mesmo e, consequentemente, de sua concepção de Estado: “Eu não sou só um presidente da República que está junto do povo. Eu sou o povo na presidência da República”. Há tantas camadas absurdas aqui, e eu gostaria de analisar algumas.

Ao afirmar que “é o povo na presidência da República”, Lula confunde os papéis de representante e representado e distorce o princípio representativo, alicerce de uma república. A propósito, o sistema republicano só faz sentido quando estabelece limites morais e institucionais para frear déspotas e populistas.

Em sua forma essencial, a república é caracterizada por uma estrutura de governo em que há uma clara separação e balanço entre os poderes. Trata-se de um problema que atravessou a história do pensamento político. Para ser preciso, a essência de toda república é justamente limitar a tentação despótica e frear a dominação arbitrária. Portanto, dar ao povo uma forma de se proteger de quem fala demais em nome do povo.

A sintomática declaração de Lula indica o enfraquecimento dessa estrutura, ao fazer de si mesmo a identificação pessoal e direta entre o chefe do Executivo e o povo. Lula, no auge de sua arrogância messiânica, não só marginaliza o papel dos outros poderes e instituições, que são essenciais para um governo equilibrado e justo; mais do que isso, ele corrompe o vínculo entre o povo e seus mandatários.

Na república – e obviamente me expresso aqui em nível ideal –, o presidente é um servidor público com poderes e responsabilidades definidos pela Constituição. E quem sustenta o espírito da Constituição é o povo. Sendo Lula o povo, logo ele se autocompreende como a própria Constituição. A afirmação que Lula expõe é delirante. Ele busca a fusão entre a sua pessoa e a totalidade do povo.

No nível moral da relação com o poder, um presidente deve promover a unidade, a coesão social e o respeito pelas instituições democráticas. Ao se posicionar como a encarnação do povo, Lula fomenta o personalismo centralizador do poder que desrespeita o pluralismo e a diversidade de opiniões. Ele quer ser cultuado como um novo messias. Esse mecanismo retórico funciona assim: ao criticar Lula e suas decisões políticas, o crítico é visto como um inimigo do povo. Bem conveniente a um populista messiânico.

Aproveitando o momento, eu gostaria de retomar meus comentários a respeito da Doutrina Social da Igreja. Um dos aspectos mais interessantes da concepção de comunidade política no cristianismo é justamente o de colocar limites a demagogos populistas que se identificam com o povo. Por hoje, analisarei apenas um trecho do documento: No parágrafo 379 do Compêndio de Doutrina Social da Igreja, o texto é explícito:

“Jesus rejeita o poder opressivo e despótico dos grandes sobre as nações e suas pretensões de fazerem-se chamar benfeitores, mas nunca contesta diretamente as autoridades de seu tempo. Na diatribe sobre o tributo a ser pago a César, Ele afirma que se deve dar a Deus o que é de Deus, condenando implicitamente toda tentativa de divinizar e absolutizar o poder temporal: somente Deus pode exigir tudo do homem. Ao mesmo tempo, o poder temporal tem o direito àquilo que lhe é devido: Jesus não considera injusto o tributo a César. Jesus, o Messias prometido, combateu e desbaratou a tentação de um messianismo político, caracterizado pelo domínio sobre as nações.”

Aqui, Jesus exemplifica a liderança servil e o respeito às autoridades estabelecidas sem a tentação de messianismo político. Nossa autoridade estabelecida, diferente da época de Jesus, é a república, cujo presidente é só um representante eleito – diga-se de passagem, provisoriamente. Jesus nos ensina que o verdadeiro poder reside no serviço e na humildade, não na manipulação populista ou na autoproclamação como salvador do povo.

Nesse contraste entre Lula e Cristo, não resta dizer que o atual presidente da nossa república não seria outra coisa a não ser um “anticristo político”. Jesus Cristo “veio para servir e entregar a própria vida”, portanto, tem propósito messiânico genuíno; Lula, autoproclamado messias, que explicitamente busca divinizar e absolutizar o poder temporal, ao contrário, acha que deve ser servido e extrair o máximo de benefício para a própria vida.

COMENTÁRIO DO LEITOR

A ELETRICIDADE ESTRAGOU TUDO

Comentário sobre a postagem A HISTÓRIA DE UMA MÚSICA MARCANTE

Tarcisio Martins:

Lá pelos idos 57/60 trabalhei como locutor da rádio ROLANDIA, ZYS31 RÁDIO CLUB DE ROLANDIA.

“Falando para o Parana, Brasil e o mundo” meu bordão.

Imaginem apenas 1 k na antena.

O Proprietário e diretor era profundo conhecedor de autores, compositores e interpretes.

Comprou um gravador GELOSO, 4 pistas, uma verdadeira jóia simplesmente para ir gravar uma apresentação da famosa dupla CASCATINHA E INHANA, que aconteceria na cidade de GUARACI, pequena cidade do norte paranaense.

Gravou o Show, ficamos a semana inteira fazendo a chamada para a apresentação da gravação no domingo.

Anunciada com pompas, a gravação foi uma sucessão de iiauua, nnheennenn, uma decepção.

Ninguem se deu conta que em Guaraci, a eletricidade ainda era por gerador de ciclagem diferente, distorcendo toda gravação.

A Rádio recebeu durante todo o mês centenas de cartas criticando a falha.

Pior de tudo: perdeu-se a entrevista e o show da dupla.

ALEXANDRE GARCIA

PIVÔ DO CASO QUE DESCRIMINALIZOU MACONHA NO STF ESTÁ SENDO PROCURADO OUTRA VEZ

Plantas da Cannabis sativa, usada para produzir maconha.

Plantas da Cannabis sativa, usada para produzir maconha

O Supremo levou anos com esse caso da maconha – a ação foi protocolada em 2011 e o julgamento começou em 2015. Tratava-se de um caso específico de São Paulo, de um detento, Francisco Benedito de Souza, que tinha sido condenado em 2010, depois de ter sido flagrado com 3 gramas de maconha em 2009. O Supremo discutiu, discutiu, discutiu e o absolveu. Ninguém tinha perguntado, mas o STF também decidiu, paralelamente, que ninguém pode ser preso se estiver portando até 40 gramas de maconha. Desde que não seja o vendedor, claro; tem de ser o consumidor. Mas agora o traficante pode estar vendendo e alegar que é consumidor, e talvez até seja mesmo. Que confusão!

Pois aquele sujeito, que tinha sido flagrado com 3 gramas de maconha, está sendo procurado de novo. Agora está com 64 anos; não tinha nem 50 quando foi preso pela primeira vez. Souza foi condenado em 2022 por furto qualificado, e está sendo procurado para cumprir pena de dois anos e nove meses. Em 2009, quando encontraram a maconhazinha com ele, Souza já tinha condenações por receptação – que é receber produto de crime, receber coisa roubada – e porte de arma ilegal, e também tinha inquéritos por roubo e estelionato. Há dois endereços onde ele está sendo procurado, mas não apareceu ainda. Será que o STF não sabia quem era essa pessoa, quem era o réu que estavam absolvendo, com todos esses antecedentes?

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Registro de entrada de Filipe Martins na Flórida é fraudado, mas ele segue preso

Está todo mundo horrorizado com a história da ficha de entrada de Filipe Martins na Flórida, que se descobriu ser um registro fraudulento. Estava com o número do passaporte errado, e parece que até o nome estava errado; primeiro corrigiram, e depois eliminaram a folha que estava lá. Parece que se preparou uma entrada falsa dele lá. Aí fica fácil fazermos uma comparação: Filipe Martins está para a Flórida assim como Adélio Bispo está para a Câmara dos Deputados, em termos de entrada no recinto.

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A boca de Lula faz mais estrago na bolsa que o coronavírus

Lula fez várias declarações fortes, e o dólar bateu R$ 5,70. Alguém lhe disse que ele precisava falar algo para ver se baixava o dólar, porque até então Lula estava dizendo que era culpa de especuladores. Para provar que era a boca presidencial, ele disse “não podemos jogar dinheiro fora” etc. e tal, e o dólar baixou. Fechou a quarta-feira em R$ 5,56, que ainda é uma cotação muito alta.

A boca de Lula tem mais força que a Covid-19. No primeiro semestre de 2020, no auge daquele pânico forjado, provocado, vergonhoso, cruel contra as pessoas, saiu capital estrangeiro que aplicava na bolsa brasileira, estimulando o mercado secundário – aliás, estimulando o mercado primário com movimento no mercado secundário, ou seja, facilitando a colocação de ações no mercado. Pois agora, no primeiro semestre deste ano, tivemos saída recorde: R$ 40,1 bilhões em capital estrangeiro que estava aplicado na B3. Tudo por causa de incertezas e declarações estapafúrdias.

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Lula fala em incentivo ao agro, mas prefeitos gaúchos dizem que dinheiro federal não chegou 

Falando em declarações, agora mesmo Lula diz que tem de incentivar para plantar o máximo possível. Ele não explicou qual é o incentivo, porque não pode ter inflação do chuchu e do tomate. E sabemos que a inflação não é do chuchu nem do tomate; a inflação vem do desequilíbrio das contas públicas, que desvaloriza a moeda corrente. Agora, estão esperando algum posicionamento sobre auxílios para o Rio Grande do Sul, porque os prefeitos que vieram a Brasília dizem que não receberam nem 1% do que o governo federal divulgou. Foi mais propaganda que uma ação de fato.

DEU NO JORNAL

A DISPARADA DO DÓLAR NÃO TEM NADA DE ANORMAL

Editorial Gazeta do Povo

O presidente Lula, em entrevista a uma rádio de Salvador (BA), em 2 de julho de 2024.

O presidente Lula, em entrevista a uma rádio de Salvador (BA), em 2 de julho

“Não é normal o que está acontecendo”, reclamou o presidente Lula em mais uma de suas entrevistas a veículos de imprensa, um hábito que se tornou praticamente diário, tão diário quanto os saltos na cotação do dólar, que bate recordes a cada vez que o petista abre a boca. A frase sobre a anormalidade, aliás, veio justamente como um comentário a respeito do atual ciclo de desvalorização da moeda brasileira – apenas três meses atrás, o dólar rondava os R$ 5,00, e agora se aproximou perigosamente dos R$ 5,70 antes de recuar nesta quarta-feira. Em uma coisa o presidente tem razão: não é mesmo normal “o que está acontecendo” – mas, por outro lado, as consequências do “que está acontecendo” são totalmente normais e previsíveis.

Não é normal que um presidente da República dedique tanto tempo atacando as decisões técnicas da única instituição neste país que continua trabalhando com empenho para conter a inflação e preservar o valor da moeda. Não é normal que Lula prometa dia sim, dia também que, assim que Roberto Campos Neto terminar seu mandato à frente do Banco Central, será substituído por alguém subserviente ao Planalto. Não é normal que Lula trate a autoridade monetária como um mero puxadinho de seu partido, obrigando-o a aderir à política econômica gastadora que caracteriza o petismo. Não é normal que Lula ataque a autonomia do BC afirmando que quem a deseja “é o mercado, que faz parte do Copom” – colegiado, diga-se de passagem, que é indicado pelo presidente da República, não pelo “mercado”; que já tem quatro de nove integrantes nomeados por Lula; e que foi unânime na recente decisão de manter a Selic nos patamares atuais, já que o governo não mexe um dedo na direção de um ajuste fiscal que poderia aliviar a pressão sobre os juros.

E, quando um presidente age de forma tão enfática para desmoralizar a autoridade responsável pela preservação do valor da moeda, o mercado entende o recado. É perfeitamente normal, então, que o investidor pule do barco do real e migre para moedas mais sólidas, como o dólar. Mas perceber essa realidade, para Lula, é coisa de “cretinos”, como o petista se referiu nas mídias sociais a jornalistas que apontaram as corretas relações de causa e efeito, ainda no início da série atual de entrevistas presidenciais – um ataque que, curiosamente, não gerou nenhuma nota de repúdio de entidades representativas de profissionais da imprensa.

Quem também anda empenhado em normalizar o anormal é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Repetidamente, ele atribui a disparada do dólar não às falas de seu chefe, mas a “ruídos” que ele não faz a menor questão de identificar corretamente, e a “falhas de comunicação”. Na terça-feira, Haddad chegou a afirmar que Lula estava preocupado com a alta do dólar e que “elogiou a autonomia do BC” – e é preciso perguntar em que planeta o ministro esteve nos últimos dias, nos quais tudo o que Lula disse sobre a autonomia do Banco Central foram críticas e mais críticas. Para o ministro, basta comunicar melhor os resultados econômicos do governo que o câmbio se acalmará; Haddad poderia começar essa comunicação pelo déficit nominal acumulado em 12 meses, que já superou os recordes registrados na época da pandemia de Covid-19 e dão uma boa ideia do buraco fiscal em que a gastança petista está colocando o país.

Lula ataca o Banco Central, afirma que não há necessidade de cortar gastos, rejeita reformas estruturantes, e só quer saber de arrancar mais dinheiro dos cidadãos e das empresas. Tudo isso contribui para enfraquecer a moeda, e o reflexo dessas atitudes no câmbio é totalmente natural, ainda que Lula insista no contrário, habituado que está a terceirizar a culpa e a insultar quem não compra suas mentiras. “Temos que fazer alguma coisa”, disse Lula; pois que comece fechando a boca e, principalmente, trabalhando para recuperar a confiança internacional no Brasil, deixando de sabotar ainda mais a já debilitadíssima saúde fiscal do país.

PENINHA - DICA MUSICAL