Continuam as manobras para livrar o Janjo.
“Toda vez que você quer destruir um adversário, a primeira coisa que você faz é construir uma narrativa negativa dele” pic.twitter.com/KXEhnZ8qct
— Pavão Misterious 𝕏 🇧🇷 (@misteriouspavao) August 21, 2023
Flor do asfalto, encantada flor de seda,
sugestão de um crepúsculo de outono,
de uma folha que cai, tonta de sono,
riscando a solidão de uma alameda…
Trazes nos olhos a melancolia
das longas perspectivas paralelas,
das avenidas outonais, daquelas
ruas cheias de folhas amarelas
sob um silêncio de tapeçaria…
Em tua voz nervosa tumultua
essa voz de folhagens desbotadas,
quando choram ao longo das calçadas,
simétricas, iguais e abandonadas,
as árvores tristíssimas da rua!
Flor da cidade, em teu perfume existe
Qualquer coisa que lembra folhas mortas,
sombras de pôr de sol, árvores tortas,
pela rua calada em que recortas
tua silhueta extravagante e triste…
Flor de volúpia, flor de mocidade,
teu vulto, penetrante como um gume,
passa e, passando, como que resume
no olhar, na voz, no gesto e no perfume,
a vida singular desta cidade!

Guilherme de Andrade de Almeida, Campinas-SP, (1890-1969)
Pra quem diz que os Lulistas não brigam em público 👇😂😂😂pic.twitter.com/Zx0g7BcF0j
— Kim D. Paim (@kimpaim) August 20, 2023
Roberto Motta

Tenho enorme admiração pelos rapazes que entregam comida. É um trabalho duro, um pouco perigoso. É preciso dirigir uma moto pelas ruas noturnas das grandes cidades, em um período de nossa história em que a lei vale cada vez menos.
Em uma tentativa supostamente bem-intencionada de mudar isso, políticos populistas, ignorantes de economia e da vida real, mas conhecedores de todos os slogans esquerdistas, querem que os entregadores sejam contratados com “carteira assinada” pela CLT. A CLT – Consolidação das Leis do Trabalho – é uma invenção brasileira para tirar mais dinheiro do bolso dos empregadores e colocar a maior parte dele nos cofres do Estado, sob o pretexto de que os trabalhadores serão protegidos.
O Estado brasileiro tem obsessão de proteger todo mundo. A maioria das pessoas sabe que essa proteção vale pouco. Inclusive os entregadores de comida, que varam as madrugadas das grandes cidades para conquistar a sua sobrevivência e, quem sabe, alguma prosperidade.
O grande economista americano Thomas Sowell já explicou que a maioria de nós nasce pobre. O patrimônio da nossa família pertence aos nossos pais, não a nós. A maioria da população não pode contar nem com esse patrimônio familiar. Nascemos pobres mesmo, mas temos a possibilidade de progredir na vida. Isso depende de vários fatores, claro. Um deles é o nosso esforço. A sorte também desempenha papel muito grande. Dizem que a persistência é o fator fundamental.
Os entregadores de comida parecem saber disso instintivamente. Eles sabem que aquela atividade é apenas uma fase, um passo em uma longa caminhada que os levará a dias melhores. Sem necessidade de qualquer caridade do papai Estado, que sempre atrapalha muito mais do que ajuda.
Eu desço para pegar a minha pizza. Vejo no aplicativo que o nome do entregador é Alberto. Quando chego na portaria ele já desceu da moto. Ele me entrega a pizza, eu entrego uma boa gorjeta, ele agradece com os olhos e um sorriso que fica escondido pelo capacete.
Eu tenho uma enorme vontade de dizer a ele: “vai dar tudo certo”. Não digo nada. Mas ele parece entender assim mesmo.
Desde o início da civilização a humanidade é movida pela criação e acumulação de riqueza. Essa é uma constatação tanto histórica quanto existencial; riqueza significa a certeza de que as necessidades básicas da vida serão supridas com segurança e que, portanto, teremos liberdade para exercer outras atividades que não estão diretamente ligadas à sobrevivência imediata. Atividades como arte, música, arquitetura, literatura e filosofia.
A demonização da riqueza é uma moléstia que aflige a civilização ocidental. É também uma grande asneira: a capacidade de produzir e acumular riqueza é a principal diferença entre as nações desenvolvidas e as nações pobres – é a diferença entre ser capaz de alimentar o seu povo ou ver pessoas morrendo de fome.
Alguns países, por várias razões – mas principalmente razões políticas – são incapazes de gerar e acumular grandes quantidades de riqueza. O que vale para países, vale para pessoas. Mas as razões agora são, principalmente, culturais.
A cultura brasileira não valoriza nem o trabalho e nem a poupança. O trabalho é visto como algo negativo, quase uma punição, que deve ser evitada a qualquer custo. O imaginário popular brasileiro é ocupado por figuras que venceram na vida sem fazer força.
Da mesma forma, o acúmulo de riquezas é visto como uma atitude egoísta, perversa, antissocial. Ricos, no Brasil, são considerados vilões; exceto, é claro, aqueles que se tornaram ricos através de algum expediente mágico, de alguma malandragem – esses viram heróis.
A demonização da prosperidade tem consequências graves para um país que luta para sair do subdesenvolvimento. As consequências para os indivíduos são igualmente sérias.
Todo ser humano tem direitos inalienáveis que nos são dados por nosso Criador. Os principais direitos são a liberdade de ir e vir, a liberdade de expressão, o direito à vida, o direito à propriedade e o direito de autodefesa. Ninguém nasce com direito a uma casa, ninguém nasce com direito a um emprego, ninguém nasce com direito a um pedaço de terra. Essas coisas são conquistas, que conseguimos com trabalho, empenho e muito sacrifício.
Os esquerdistas parecem não saber disso. Eles acreditam que basta escrever em um papel que todo mundo tem direito a três refeições por dia, e isso magicamente acontecerá. Na cabeça do socialista o papel tem poder. Assim foi escrita a Constituição de 1988, que o grande economista, embaixador e pensador Roberto Campos classificou como “uma mistura de dicionário de utopias e regulamentação minuciosa do efêmero”.
A parte da utopia atrapalha nossa vida até hoje. Ela transformou alguns operadores do direito em justiceiros sociais estatais, empenhados em transformar o mundo em um paraíso livre de injustiças – nem que para isso seja preciso levar todas as empresas à falência e dar ao Estado um poder totalitário.
Só faz o L pic.twitter.com/VDy6x6DUTo
— Adalex Góis (@adalexgois) August 20, 2023
Berto,
Acabei de ler um artigo da jornalista Paula Schimitt sobre a Ivermectina:
Na dose certa, não mata…
Os leitores que quiserem ler, basta clicar aqui.
A rua da minha meninice tinha um nome esquisito: rua Francisco Parreão, pessoa cuja identidade nunca consegui saber. Teria sido um Padre? Ou um Industrial que contribuiu para o desenvolvimento do bairro de Nazaré? Ou foi apenas um eleitor que ajudou a eleger um vereador da Cidade, que, em retribuição, lhe atribuiu o nome da minha rua? Sei que, sem motivo justificável, eu tinha vergonha de dizer o nome de minha rua. Achava esteticamente feio, soava mal. Preferia dizer que morava na rua do capinzal, em homenagem à plantação de capim que se ‘amostrava’ em toda a sua extensão, certamente para prover de alimento as alvinegras vacas que habitavam a leiteria em uma de suas extremidades. Dali vinha o leite diário de nossos cafés matinais.
RUA CHEIA DE AREIA
Na rua, areal de ponta a ponta, sem calçadas que limitassem nosso futebol. Ali, jogávamos bola, ralávamos joelhos e torcíamos os pés. Água para lavá-los, retirávamos do cacimbão, ao fundo do quintal, onde um dia caiu do bolso do meu pai sua caneta Parker 51, na tentativa frustrada de salvar Tupã do suicídio inconsciente. À esquerda, Dona Izabelina e suas filhas, coroas donzelas ainda à espera de príncipes que nunca vieram. Do outro lado, dona Ana, baixinha, grossa que nem papel de embrulhar prego, mãe de Zé Raimundo e viúva de seu João, morrido de tanto beber.
TUDO ERA VIZINHO DE TUDO
Tudo era perto: a escola, a igreja, a avenida principal do bairro, onde morava o Tenente Aguiar, casa bonita de cujas janelas víamos Renato Aragão, início de carreira na TV Ceará. Só aquele militar tinha o luxo da televisão. Tempos passados. Hoje, depois de ter morado na Bernardo Vieira de Melo, sertanista e político importante, e na Avenida Presidente Kennedy, ex-presidente dos Estados Unidos, quedo-me ante a saudade daquela rua que homenageava um ilustre desconhecido, o Sr. Francisco Parreão, cidadão de quem nem o ‘inteligente’ Google sequer ouviu falar.
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